Acaba de sair, pela editora 4Águas (Colecção Blokos/Poesia), um novo
livro de poesia do artista plástico e poeta algarvio Adão Contreiras.
ouro
longe de mim na apressada noite verde
o que pode haver de eterno
no esquecimento dos teus lábios?
uma sonda de vinho aperfeiçoa
a investigação dos astros
- não há nada aberto para além da morte
e tu conversando com o orgulho
da língua de mármore
desfeitos os nós
ao abrigo dos costumes, em letras de aço
presas aos dentes dizes que a Terra é redonda!
Que ingénua luz aos olhos da tristeza
Menina voz adoçando na noite ecos da garganta
- trilho contigo um caminho incerto
Pequeno círculo dos teus lábios
Feridos pelas agulhas do fado
não há futuro
sem a língua roçando os teus cabelos
Ainda que haja madrugadas
cheirando a metal, só tu
Incesto da terra com o vento poderás
construir músculos embriagados a ouro e pão
Adão Contreiras
ouro
longe de mim na apressada noite verde
o que pode haver de eterno
no esquecimento dos teus lábios?
uma sonda de vinho aperfeiçoa
a investigação dos astros
- não há nada aberto para além da morte
e tu conversando com o orgulho
da língua de mármore
desfeitos os nós
ao abrigo dos costumes, em letras de aço
presas aos dentes dizes que a Terra é redonda!
Que ingénua luz aos olhos da tristeza
Menina voz adoçando na noite ecos da garganta
- trilho contigo um caminho incerto
Pequeno círculo dos teus lábios
Feridos pelas agulhas do fado
não há futuro
sem a língua roçando os teus cabelos
Ainda que haja madrugadas
cheirando a metal, só tu
Incesto da terra com o vento poderás
construir músculos embriagados a ouro e pão
Adão Contreiras
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