quarta-feira, 15 de março de 2017

«RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO» de Gonçalo Salvado, com desenhos de José Rodrigues

Lançamento do livro de poesia, RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO de Gonçalo Salvado, com desenhos de José Rodrigues
no ArtSpace (Rua Alto da Terça, 60, 2380 Gouxaria (Alcanena)
Sábado, 18 de Março pelas 16h

RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO, livro de poesia de Gonçalo Salvado, A23 Edições, inspira-se no título homónimo atribuído ao poeta persa Omar Khayyam (1048 - 1131) e inclui desenhos inéditos do escultor José Rodrigues, uma colaboração da Fundação José Rodrigues. A sua  apresentação terá lugar no contexto da inauguração da exposição comissariada por Maria João Fernandes UM CORPO É SEMPRE UMA CHAMA Esculturas e Desenhos de José Rodrigues, que terá lugar sábado, 18 de Março, pelas 16h no Artspace na Gouxaria (Alcanena). O livro conta com um prefácio de Maria João Fernandes e é enriquecido ainda com grafismos de Ambrósio Ferreira que o ilustram. Para a obra estão previstas duas edições. A primeira, limitada, consiste num livro associado a uma garrafa de vinho produzida para o efeito pela  Quinta dos Termos.  Na segunda marcará presença com um prefácio, o poeta e arabista Adalberto Alves e o livro será traduzido para persa.

Do prefácio de Maria João Fernandes salientamos:
“Este livro testemunha o encontro de dois grandes líricos, Gonçalo Salvado, poeta exclusivo do erótico e do feminino, Prémio literário da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro em 2013 com doze livros publicados, e o escultor José Rodrigues, um dos introdutores da modernidade em Portugal, que achou no corpo da mulher o seu motivo de eleição.
À poesia musicalmente depurada de Gonçalo Salvado, lapidar quase, na cintilação dos seus versos e no fulgor das suas metáforas que brilham como pequenos sóis com o rosto da amada sempre ao centro, responde a mágica síntese das linhas nos desenhos de Mestre José Rodrigues. Arabescos igualmente musicais, onde vemos irradiar a mesma cintilação dos poemas, fase negra de uma alquimia que realiza sobre o branco do papel a sua combustão e a plenitude de uma transfiguração.
É nas duas valências do símbolo, natural e sobrenatural, humana e transcendente, cósmica e divina que o vinho se torna na poesia de Gonçalo Salvado uma metáfora por excelência do feminino que o poeta em toda a sua poesia canta em ambos os registos, dupla face de um único esplendor. Divino e humano esplendor que se desdobra de verso para verso na poesia e de imagem para imagem nos desenhos que acompanham esta soberba edição, onde o delicioso néctar está presente, e essa é a sua maior originalidade, não só como metáfora, mas na realidade do seu vermelho líquido, capaz de provocar não apenas a embriaguez dos sentidos, mas essa outra, mais nobre, de que é imagem, a embriaguez da alma dedicada a sondar e a possuir através dos mistérios do amor, os mistérios do Espírito.”
Lembremos que a temática Amor/Vinho, é uma constante na obra de Gonçalo Salvado em livros como Embriaguez (Editora Sirgo: 2001) e Entre a Vinha (Portugália Editora: 2010). Acerca da sua poesia pronunciou-se o escritor Mário Claudio: “Será necessário lembrar-lhe que se inserem os seus poemas numa das mais brilhantes tradições líricas, a que regista como antepassados o Cântico dos Cânticos e o Rubáiyát, de Omar Khayyam?”
Também José Rodrigues dedicou ao tema do vinho, que lhe era caro, vários trabalhos escultóricos e inúmeros desenhos.


Gonçalo Salvado nasceu em 1967. Poeta exclusivo do erótico e do feminino. Publicou doze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Em 2013 participou na exposição colectiva “Artistes Poètes, Poètes Artistes - Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, Fundação Calouste Gulbenkian, Delegação em França, Paris.  Nesse mesmo ano, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribui-lhe, pelo conjunto da sua obra poética, o Prémio literário Sophia de Mello Breyner Andresen.

José Rodrigues (1936-2016). Um dos grandes escultores portugueses da segunda metade do século XX, achou no corpo feminino o seu motivo central. Realizou os seus estudos artísticos na Escola Superior de Belas-Artes do Porto onde concluiu o curso de Escultura. Com Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro constituiu, em 1968, o grupo Os Quatro Vintes. Foi um dos fundadores da Cooperativa Cultural Árvore, no Porto, e um dos promotores da Bienal de Vila Nova de Cerveira. Foi condecorado, em 1994, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D.Henrique. Como ilustrador de livros, salienta-se o diálogo com Eugénio de Andrade que homenageou em 2015 em Variações Sobre O Corpo.
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novo livro de Miguel Martins

O novo livro de Miguel Martins «S.A.», editado pela do lado esquerdo, vai ser apresentado no dia 25 de Fevereiro, pelas 18H00, no Bar a Barraca (Santos - Lisboa).

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Exposição & etc na Biblioteca Nacional

& etc

EXPOSIÇÃO | 22 fev. - 31 maio '17 | Mezzanine | Entrada livre

O periódico & etc, quer na sua forma primitiva (1967-1971) como suplemento literário do Jornal do Fundão, quer já autónomo (1973-1974), como magazine cultural, marcou uma época histórica que acompanha a resistência ao salazarismo e, depois, o fim do marcelismo.

As suas caraterísticas contraculturais e libertárias ficaram a dever-se a um vasto conjunto de escritores e ilustradores, de que Vitor Silva Tavares sempre se fez rodear, numa deliberada proposta límpida e moderna, posteriormente enformadora do que veio a ser a editora de livros homónima.

A Biblioteca Nacional de Portugal assinala com a presente exposição os 50 anos decorridos sobre a publicação do número 1 do periódico, mas também o inesperado falecimento do seu respetivo mentor.

Vitor Silva Tavares, filho da Madragoa, nascido a 17 de julho de 1937, faleceu num hospital da sua cidade a 21 de setembro de 2015.

Mais conhecido como editor de livros e do periódico & etc, são de assinalar as suas fulgurantes passagens pela programação da editora Ulisseia, num curto período que se estende de finais de 1964 ao início de 1967, esporadicamente até meados de 1968, e pela direção do suplemento literário do Diário de Lisboa, no início dos anos 70. De permeio inventa, para encarte no Jornal do Fundão, o suplemento cultural & etc..., já na altura de cariz libertário, e experimental no sentido em que ali se ensaiaram algumas das regras básicas no jogo de iludir a censura.

Lançamento do livro de poesia CÂNTICO DOS CÂNTICOS, de Gonçalo Salvado, com desenhos de João Cutileiro

Lançamento do livro de poesia CÂNTICO DOS CÂNTICOS, de Gonçalo Salvado, com desenhos de João Cutileiro, em edição bilingue Português/Hebraico, e Primeira Exposição Bibliográfica sobre o Cântico dos Cânticos em Portugal, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco 

CÂNTICO DOS CÂNTICOS, livro de poesia de Gonçalo Salvado com desenhos do escultor João Cutileiro (RVJ Editores) será apresentado na Biblioteca Municipal de Castelo Branco a 17 de Fevereiro, por Maria João Fernandes, autora do prefácio.
A obra foi integralmente traduzida para o hebraico por Francisco A. B. Costa Reis com revisão do texto por Yotvat Gluk. É enriquecida ainda com grafismos a partir do alfabeto hebraico de Ambrósio Ferreira que a  ilustram.
Uma exposição bibliográfica sobre o Cântico Cânticos, a primeira realizada em Portugal, acompanha o evento, constituída por obras pertencentes à vasta coleção de Gonçalo Salvado sobre esta temática, na qual se privilegiaram as obras em língua portuguesa editadas em Portugal e no Brasil.   

Do prefácio de Maria João Fernandes citamos:
«No esplendor intraduzível das suas metáforas, Gonçalo Salvado preserva na moderna poesia portuguesa a grande tradição do amor, na esteira cintilante do Cântico dos Cânticos, motivo condutor da sua obra, ela própria no seu conjunto um verdadeiro e novo “Cântico dos Cânticos.”
Enriquecerão a sessão um momento musical  com a interpretação inédita em português da partitura.
Dois coros do Cântico dos Cânticos de Salomão de Fernando Lopes Graça em colaboração com a ESART (Castelo Branco) e leituras de excertos do Cântico dos Cânticos e de poemas de Gonçalo Salvado.»


Gonçalo Salvado nasceu em 1967. Poeta exclusivo do erótico e do feminino. Publicou doze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Em 2013 participou na exposição colectiva “Artistes Poètes, Poètes Artistes - Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, Fundação Calouste Gulbenkian, Delegação em França, Paris.  Nesse mesmo ano, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribui-lhe, pelo conjunto da sua obra poética, o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen. 



João Cutileiro, o mais prestigiado escultor português da atualidade, nasceu em 1937.  Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e, mais tarde, ingressou na Slade School of Art, em Londres (Inglaterra). Reconhecido nacional e internacionalmente, Mestre Cutileiro já foi galardoado com vários prémios e as suas obras fazem parte de colecções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.