domingo, 11 de julho de 2010

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


cabeças
Pedro Marqués de Armas
Tradução de Jorge Melícias
Cosmorama, 2007








Se o céu
pelo seu olho tenaz
te fita
esconde os teus
sob a pedra pomes
e cava
como a toupeira
um buraco.

Pelo
subsolo da mente sim
chega-se longe
outros tronos de lenha
onde a máquina falha

Mas refundir essa falha
já não resulta
saindo da caverna
para o sol

Se o céu
pelo seu olho tenaz
te fita

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