sábado, 27 de março de 2010

Hoje (ainda) é Dia do Pai!



Caros etéreos,
Como sabem, para este último passatempo, em que o tema era o Pai, o autor Dinis H. G. Nunes ofereceu 10 exemplares do seu recente livro de poesia "Pai sem Natal" para os primeiros 10 participantes que enviaram os seus trabalhos.
Assim sendo, os participantes mais rápidos que receberão livros são os seguintes:
1. Diana Almeida
2. Nuno Gonçalves
3. Raquel Lacerda
4. Luís Lima
5. Joaquim Alves
6. Conceição Paulino
7. Ricardo Silva Reis
8. Paula Raposo
9. Daniela Pereira
10. Gina Ávila Macedo

Eis todos os poemas participantes, pela ordem que chegaram:



Pai - o meu

Nem sabes como me concebeste,
Mas sabes como o meu crescer bebeste.
Não sabes como ao fim da estrada chegaste,
Mas sabes que a minha mão nunca largaste.
Não sabes quais as feridas que abriste,
Mas sabes que para as curar contribuíste.
Não sei como meu pai te tornaste,
Mas sei que és o meu e que a tua missão honraste.

Diana Almeida

*****


Cresci a cada grito teu,
A cada palavra de incentivo.
Crescia apontado para o céu
Sentindo-me cada vez mais vivo.
Cresci com as tuas gargalhadas,
cresci com as tuas palmadas,
Grande, como tu, meu pai, não sou,
mas caminho para cimo a cada passo que dou.

Nuno Gonçalves

*****


Havia uma floresta
de cores brancas,
em que a luz se estendia
por inteiro.
Havia nomes de coisas
e saudades
e tu respiravas dentro das árvores.

Raquel Lacerda
http://asinhasdefrango.blogspot.com

*****


Folhas

Espero que te possas lembrar
esta sinapse seria tua
rasto de folha a voar
rodar pousar no chão da rua

por cada imagem caída
hora após hora folha a folha
há uma memória traída
sem um axónio que a colha

como saber onde começa
a caducidade da esperança
lembrar-te-ás do nascer desta
recordação de criança

ali junto ao lago
ao sol de alperce
num tom enevoado
que a tarde arrefece

vi essa face de folhas
ao vento a voar
ao acaso e sem escolha
nos teus olhos a brilhar

Luís Lima

*****


ESTA PALAVRA

Três letras
apenas
também dão
para escrever
esta palavra

no centro
do coração
no centro
do pão

Três letras
apenas

P de Paz
A de Amor
I de Igualdade

Estás a ver
Mãe?

Joaquim Alves

*****


Pai
em homenagem a meu pai

Presença orientação
Amor tudo discreto
Inquietação descoberta
avidez de viver sorvendo
a vida ávida e forte torrente
em que, pela tua mão,
ultrapassando temores,
aprendi a nadar.

Conceição Paulino
http://contadoras.blogs.sapo.pt

*****


E nesta Foz, onde o Douro abraça o mar, nasceu um dia
Aquele que foi meu farol em tantos ventos.
Na Cantareira fez-se luz, num beco onde o rio se via,
Que iluminou minha vida em tantos e tantos momentos.

Meu pai, pescador menino, dividido entre a escola e o mar
Cresceu em fomes de pouco pão e ausências de ternuras.
Fez-se homem de mãos abertas, doridas de trabalhar,
Mas de coração lindo e franco, carregado de doçuras.

De quem não sabe escrever em versos, marejados de saudade,
Esta falta, esta ausência, estas memórias sem idade.

Ricardo Silva Reis
http://manhasdeinverno.blogspot.com

*****


PAI

Lembras-te dos piparotes
E quanto a Mãe se enervava?
Uma mãozinha tão pequena
E os teus dedos enormes
A magoarem-me?
Lembras-te, Pai?
Benditos piparotes
Sempre certeiros,
Honestos e claros
Nas minhas mãos de criança.
Com eles aprendi
O que tu me ensinaste
E com eles viverei
Para sempre,
Num amor infinito.

Paula Raposo

*****


Já não sou quem eras, Pai...

Já não sou quem eras, Pai...
Esqueci as regras e as coisas mais importantes...
Fiz-me vento por ti...
Não me vejas amarrada numa cadeira
com a mente a fervilhar
porque as minhas pernas querem o sol das estrelas
e não o néon das tuas luzes.
Lembro-me dos abraços e das cambalhotas na areia
e daquelas horas ganhas a falar do milho que comiam os pardais...
Porque é que o vento vinha do Norte e não do Sul?
Dos meus porquês que nunca duvidaste
que tinham razão de ser.
Pai, que me acolheste nas noites frias
rasgando-me sorrisos ao meio
só por te ter ali comigo...
Já não sou quem eras, Pai...
Fujo das Leis do Homem.
mergulho nas Leis do Sonho
e carimbo os meus dias com memórias
de gentes que já nem lembro o rosto..
Esqueci as regras e as coisas indiferentes...
abri corações meti-me lá dentro
e nenhum juíz me condenou por isso...
Ainda me guardas debaixo das tuas asas
pedindo para não me encontrares um dia à deriva...
Obrigado por não me deixares voar sempre à toa..
Mas, já não sou quem eras, Pai...

Daniela Pereira

*****


as mãos eram brutas
talhadas
pelo trabalho
áspero

o coração era delicado
traçado
pela mulher
macia

a obra nasceu.

Gina Ávila Macedo

*****


Finados

Morre um pouco de mim
no sepulcro de meu pai.

Aquele olhar tão pessoal,
não trago eu no meu rosto?

A minha voz, meu sorriso,
acaso são tão só meus?

A sabedoria dos tempos,
a omnisciência que ele tinha,
herdar como?

Partes de mim hoje dormem sob a lápide,
na partilha da partida final.

Entre as flores plásticas das alamedas
- homenagem dos que têm menos tempo
do que saudade -
sinto-me ficado ali
enquanto volto.

Ouço ainda
as pás socando a terra
e imagino os coveiros
cobrindo muito mais
do que supõem.

Adauto Suannes

*****


Herança
Ao Manuel Rasteiro

Junto às margens impassíveis dos rios da Babilónia
os salgueiros têm folhas e espinhos hábeis de silêncios,

O silêncio obriga-me a ouvi-lo e agride sem compaixão
a memória absoluta na chama que se desfibra metálica
entre as cordas da última jangada nas veias das águas,

O meu amor é uma navalha na garganta cúmplice
reinventando hoje o retorno da tua voz hálito genuíno
iluminando-te lentamente na cozedura plena das palavras,

Agora tu és uno como o tempo despido dos dias robustos
na tua morte floresce a arquitectura nua da minha morte
aves em vigília serena sobre os rebentos dos salgueiros,

Quero apreender a semente nas águas puras da Babilónia
a acústica sagrada do búzio que cadencia a tua imagem
o espelho hibernal que subsistia entre ti e a boca da morte,

Emudecido sei que onde as feridas se alojam indolentes
a cria dobra-se do regaço incorruptível e agora sou adulto.

João Rasteiro

*****


Onde estão
Os brinquedos que não tive?
Onde estão
Os livros que não pude ler?
Onde está
Tudo o que me foi fugindo?
Onde estão
As bonecas que só pude ver?
Onde estão
As histórias á lareira?
Contadas com amor
Docemente repartido
Onde está o que era meu?
Onde está
o que sinto ter perdido?
Onde estão
Os anos da minha infância?
A menina que não fui,
por onde vai?
Onde estão
os heróis da minha vida?
Onde estás pai?

Ell Alves
http://alvesbesuga.blogspot.com

*****


este é o meu pai

o meu pai tem os olhos grandes,
grandes e azuis,
olha-me fixamente por trás de um vidro que a minha mãe tem sobre a cómoda.
parece feliz!
quando vou para a cama, salto com ele a mão.
a minha mãe tem medo que o parta.
mas eu gosto!
sei que o meu pai não vai partir-se.
se o vidro quebrar coloca-se outro.
os olhos do meu pai continuarão grandes,
grandes e azuis,
o meu pai é uma flor azul e uma estrela que vejo da janela.
acho que me vê quando está acordado e deve gostar de sentir os saltos que damos no colchão.
eu gosto!
o meu pai não vem na noite de natal, não recebe prendas!
não vem nos meus anos e não me dá uma prenda.
nunca me deu uma!
não vem nos seus anos e fica sem prenda.
eu não gosto.
mas olho-o, e parece feliz!
a mãe diz que o colo do meu pai era grande. não o sinto, e ela dá-me o seu que é bem mais pequeno.
e eu gosto.
mãe?! quando vamos de férias a estrela do pai vai connosco?

Luísa Azevedo
http://pin-gente.blogspot.com

*****


CONTOS DE FADAS

Porque me contaste toda a infância, contos de fadas, todos diferentes cada noite, mas sempre, sempre, com um final feliz?

Porque me escondeste que as pessoas podem ser infelizes e sofrer?

Porque nunca me esclareceste que os príncipes e as princesas, escravizavam pessoas para viverem faustosas vidas?

Porque nunca me deixaste ver que a miséria está em todo o lado e, eu, não a conseguia ver, dentro da redoma onde tu me colocastes?

PAI, revisita-me no meu dormir, e conta-me todos os contos de fadas que ficaram por inventar.

Teresa David

*****


Pai, pergunto-te…

I
Pai, o que é poesia?
Filha, é a montanha que queremos subir.
Qual delas?
Qual é que queres subir?
Humm… pode ser a mais alta.
Não devias começar pela mais baixa?
Não, quero a mais alta.
Ok, eu ajudo-te.
E tu, pai? Qual é a que já subiste?
Filha, ainda agora comecei a subir a primeira.
Está bem.
Vamos a isso.
Pai, o que é a poesia?

II
Pai, as árvores estão a crescer muito.
Filha, dorme, é o vento nas folhas.
O vento abana uma árvore de alto a baixo.
Sobretudo um vento forte como este.
Dorme, amanhã irás para a escola
Com olheiras de marinheiro em terra.
Como são essas olheiras?
O marinheiro em terra, até o navio
Sair do porto, quer aproveitar a noite
E no outro dia, sem ter dormido,
Tem olhos de mocho e quase não
Pode encarar a luz.
Vou ficar assim, pai?
Não se dormires. Por isso dorme.
Deixa lá o vento e as árvores que dançam.
Mas elas estão a crescer muito,
Como se elas se revoltassem
Por séculos de a humanidade as maltratar.
Filha, por favor, dorme.
Queres que eu te conte uma história?
Sim. Sem ser de marinheiros.
Pode ser do marinheiro Ismael que encontra
Trabalho numa baleeira que andava atrás
Duma grande baleia branca.
Pode ser.
Começa assim… é o jovem marinheiro
Que conta a história:
Eu sou Ismael…
Pai?
Sim.
A janela.
Deixa estar.
Pai?
Sim?
Pergunto-te…

Carlos Teixeira Luis
http://verderude.blogspot.com

*****


O MEU PAI NATAL

O meu Pai Natal
aparecia sempre no meio
do barulho do bater
de tachos e panelas
e deixava-me no sapatinho
brinquedos d’encantar.
Uns grandes,
outros pequeninos,
mas todos tão lindos,
tão lindos,
que eu nem queria acreditar.

No meu Pai Natal
sempre acreditei
e nunca o via.
Apenas o imagino
tal como é.
Mas por certo
que muito queijo
ele comia,
pois na beira do fogão,
mesmo por baixo da chaminé,
ele sempre se esquecia
do seu cigarro.

Apresentado nunca me foi.
Até que um belo dia
descobri que afinal
o meu Pai Natal,
fumava “20-20-20” (três vintes)
e levava-me com ele
a pescar nas águas do Douro,
ali mesmo em frente
às terras de Avintes.

Eduardo Roseira
http://palavrasvivas-eduardoroseira.blogspot.com

*****


Névoa

As tuas cinzas ainda quentes
de encontro ao meu peito

brumas de uma praia esquecida

anjos e demónios
numa luta pelo paraíso perdido

a nogueira plantada
o castanheiro
que não resistiu ao fogo

os aromas de uma aldeia escondida

no jogo do pião eras o melhor
e
ninguém tocava harmónica como tu

Meu pai
amigo,
que mesmo sem saberes
me amavas,
sem me entender...

Que faço agora com o teu acordeão silenciado?

AnaMar
http://um-cha-no-deserto.blogspot.com

*****


Adagio

Muros de xisto,
tal como outrora cobertos de silvas,
ostentando amoras.
Caminhos.
Este já foi ribeiro, o ribeiro dos linhos.
Já não existe ribeiro, tão pouco o linho.
O pó esvoaça lento
por sobre o chão incerto e poeirento.
Caminho com dificuldade,
o sol poente ofusca-me a visão.
Percorro outro caminho, o da memória
que, como o xisto, se esboroa com o tempo.
Firme, a mão do meu pai segura a minha mão.

Regina Gouveia
http://www.docaosaocosmos.blogspot.com

*****


CONSTATAÇÕES

doce fruto maduro
sempre tarde
ilumina

bolhas brotando
água no escuro
ombro

debaixo do sol
plantio
pai

rio buscando o mar

o som do sino anuncia
só nasce o que precisa

Eunice Arruda
http://poetaeunicearruda.blogspot.com

*****


P
A
I

Pai
Aqui estou
Indo vida afora sem cansaço

Porque vou
Ao encontro do abraço
Impossível de te ter perto de mim

Perturbado o caminho
Ainda ssim
Irei sempre em frente até ao fim

Porque tive de ti
A matriz forte
Impossível de ficar aquém da morte

Pai
Aqui vou então cruzando a sorte
Irei sempre e a tua mão comigo vai

P
A
I

Jorge Castro

*****


foi na palavra pai
que vi das primeiras
vezes o mundo.
dizias-me para que
tocasse as emoções.
a palavra eu necessita
muitas outras para
ser escrita. “concordo
contigo”, diz
a minha filha. atrás
dela, esboçando um
ligeiro sorriso, está
a vida. (é inútil
tirarem fotografias).

Rui Tinoco

*****


Meu Pai

É lento e frio
este amanhecer
que a Março
abre as portas
ao som da música
que me atravessa o sono
e me aparece nesta
visão única, que guardo
dum tal respeito e semelhança.

A vida passa e tu não estás
procuro-te no fundo
bem no fundo de mim.
Vêem-me à lembrança
recordações daquele último dia
do teu olhar mais velho e cristalino
da água que te corria o rosto
e da ternura que jorrava em ti
o desaparecer dum sonho…

Recordo-te a cada passo
como se o passo, do passo
passasse a cada instante
em que te penso e me apareces
naquele derradeiro olhar
voltado sobre os ombros
tão profundo e sereno
na estação do teu mar.

E que seria o voltar
que te visse eu
no quanto a vista alcança
na estação do comboio
pedalando o triciclo que me havias dado…

José M. Silva
http://esquicospoeticos-avlisjota.blogspot.com

*****


Meu Pai

Noventa e duas primaveras (92)
a apalpar a vida,
a saborear quimeras
que bem imaginava,
vivendo na noite
para ser de dia,
o homem que queria
e lá não chegava…

Meu Pai
deixou-me ser criança,
em cada madrugada,
quando a casa chegava
e me beijava a testa,
num afago
antes de dormir, para voltar
ao labor, pela alvorada!

Sempre pronto a ajudar,
para esbanjar perdão…!
Quem lhe visse uma fresta
e que em apelo, evocasse
a sua filha,
traçava-o numa teia traiçoeira,
ardilosa armadilha,
porque sabia
que ele não sabia dizer NÃO!

Algumas vezes deixando
que a fartura lhe negasse o que pedia,
tudo o que sobrasse
era para quem devia e precisava,
ele dizia!
“Ela está a crescer… precisa mais que nós...”
E eu, que ouvia sempre a sua voz
no meu rosto uma lágrima colhia…

Meu Pai
de fácil trato
é o retrato do trabalho
que, apesar dos muitos anos,
é um ritual que mantém:
faz favores aos amigos
erguendo cedo
a vida já dorida,
organizando o tempo
em prol de quem não pode
ou quem não tem.
Ele é feliz assim…
Só lhe faz muita falta a minha Mãe…!

Elvira Almeida

*****


Os primeiros medos
Para o meu pai, que me ensinou a ternura das coisas simples do mundo

Quando descobri a morte
Pensei que morreria
Se morresses
E à noite não dormia
Pensava
Pensava
Pensava que talvez
Talvez se te escondesses
Naquela mina velha ao pé de casa
Talvez…
(Tu e a mãe e nós os três)
Talvez a morte não soubesse
E à noite
Iria um de cada vez
Buscar comida e água
Onde as houvesse
Depois
Contar-nos-ias histórias
E se chovesse
Falarias da chuva
E dos pastores
Como daquela vez
Em que nos levaste ao monte
E nos disseste
Que a chuva também tinha coração
E ficamos a ouvi-la
Na cabana que teceste
Segurando a tua mão.

Lucília Abrunheiro

*****

E, finalmente, o poema que foi escolhido para ser gravado em audio pelo locutor Luís Gaspar:


PAI

Amanhã é dia dos mortos
vai ao cemitério, vai…
Manuel Bandeira


Ao ler teu nome gravado
na pedra branca em silêncio
não sei que estranho momento
é este que se desenha
entre eu estar ali e a lápide.

Uma súbita presença
de contornos definidos
dá calor à pedra fria
e a mim um certo arrepio
de quase contentamento.

Comunhão que nada apaga
nesse instante fugidio
ao ler com a boca fechada
na pedra inerme calada
um nome que é meu inscrito.

António Salvado



*****


Terminando, deixo um obrigada a todos pela entusiasta participação, obrigada ao Luís Gaspar... e, até ao próximo passatempo.

....................
Relembro que este "espaço aberto" é um espaço de tertúlia e não de alguma espécie de competição. Para isso existem os concursos literários, com júris e prémios monetários.
A vossa participação nestes passatempos deve ser sempre na óptica da partilha, da sã convivência, para divulgarem o que escrevem. Por isso vos agradeço a forma como têm participado nestes passatempos.
Os participantes que recebem livros, são apenas os que foram mais rápidos a enviar as colaborações.

8 comentários:

Paula Raposo disse...

Belos os poemas!
Linda a voz do Luís (mas isso já nós sabemos...).
Beijos.

R.L. disse...

Obrigada mais uma vez, pela oportunidade. Inês, posso pedir-te que coloques o link do meu blogue debaixo do meu nome? Obrigada, Raquel.

Inês Ramos disse...

Já está, Raquel. Mas para a próxima, envia o link junto com o teu poema, ok?
Beijos.

pin gente disse...

muito obrigada, inês!
gostei muito de ler e ouvir.

um abraço
luísa azevedo

avlisjota disse...

Olá Inês

Obrigado pelo convite. É com muita satisfação que participo neste passatempo.
Belo, como os poemas que aqui partilhamos.

beijos e bom fim de semana

José

Clube dos Poetas Vivos disse...

Parabéns aos contemplados e demais concorrentes e a ti, Inês, pela organização do Passatempo.

Um abraço e bom Domingo :-)

Anónimo disse...

Comovido com os vossos poemas sobre o meu livro, convido-vos desde já a futuras apresentações: vós sois o sal da terra...e a Inês dá o tempero. Benditos os que se libertam assim, fazem inveja aos Zeuses, fraternalmente Dinis H.G. Nunes

mariam disse...

Gostei tanto de 'vos' ler ...
Parabéns a todo(a)s.
um sorriso :)
mariam