quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


As Limitações do Amor São Infinitas
Rui Costa
Sombra do Amor, 2009







A peça


A menina à porta do teatro
não faz parte da peça. Pelo
menos até ao momento
em que começo a imaginar-lhe
um outro vestido. Ela vê o
aproximar-me da porta e
quase olha para o escuro
da sala: Percebe-se que
acabo de fazer uma escolha.
Ela agora vai esquecer-se de
mim, inventar um homem que
entra numa sala como a fugir
da luz.
E no entanto é isto que fizemos

sempre.

2 comentários:

maria manuel disse...

inventamo-nos (?)

gostei do poema.

A.S. disse...

Está triste
a menina à
porta do teatro
porque não cabe no tempo.
no espaço,
breve,
de outra sedução...

sempre.

bjs
AL