quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

O dias do Amor

Como (alguns de vós) sabeis, tive em mãos, no último ano e meio, a prazenteira (ou amorosa) tarefa de organizar uma antologia de Poesia sobre o Amor, a pedido da editora Ministérios dos Livros.
Neste empreendimento, empenhei-me em reunir os mais belos poemas de amor, no limite de tempo que me foi concedido. Recolha esta que resultou num conjunto de 365 poemas de 365 poetas diferentes, com satisfatória contemporaneidade, pois inclui um número significativo de autores vivos (grande parte, com poemas inéditos).
Não segui “correntes”, nem estilos, nem tendências, apenas pretendi reunir poemas com a temática do amor, numa proposta o mais diversificada possível, desde a antiguidade até aos dias de hoje.
E assim nasceu Os dias do Amor — Um poema de amor para cada dia do ano.
A antologia estará nas livrarias no próximo dia 23 de Janeiro e estão previstos lançamentos no Porto, em Viseu, em Lisboa e também mais a Sul: em Faro e, possivelmente, em Évora.
O livro tem um belíssimo prefácio escrito pelo (também poeta presente na antologia) Henrique Manuel Bento Fialho e a capa foi trabalhada sobre uma foto original do (também poeta presente na antologia) Ozias Filho.
Agradeço publicamente a: Amadeu Baptista, E. M. de Melo e Castro, Myriam Jubilot de Carvalho, Ozias Filho, Henrique Manuel Bento Fialho, Eduardo M. Raposo, Álvaro Faria, Fernando Esteves Pinto, Luís Graça, António Ramos Rosa, Casimiro de Brito, Adalberto Alves, António Simões, Manuel Neto dos Santos, José Manuel de Vasconcelos, Rui Costa, Maria Teresa Dias Furtado, Miguel Martins (pelo apoio, pelas sugestões, pelos contactos, pelos livros, pelas traduções, pela amizade).

“Porque por amor enlouquecem os amantes, por amor se suicidam e matam (...), por amor o sacrifício, a entrega mística e a obstinação carnal, ou a entrega da carne e a obstinação mística, por amor os duelos reparados pela conciliação, por amor os territórios transfronteiriços, a abolição das fronteiras, o fim das dicotomias, por amor a paixão, por amor a morte, tudo isso num poema.”
Henrique Manuel Bento Fialho
(do Prefácio)

10 comentários:

R.L. disse...

:) obrigada.

belinha disse...

Olá! usei a tradução de O novo colosso!Andava à procura dela e assim cheguei ao seu blog...e fiquei cliente!Vou meter lá um link a dar crédito...:)

L. disse...

oh yeah

molto bene

Anónimo disse...

Capa muito bonita para um conteúdo que se adivinha excelente. Pena o lançamento não ser agora por estas festas de presentes amorosos.
Luís Pinto

Luís Graça disse...

Gostei de ver (ler) a Inês a escrever na segunda pessoa do plural. O VÓS é muito cerimonial. Muito bragantino: "Vós vindes? Vinde lá, que se faz tarde!".

Donzela Inês:

Permito-me felicitar Vossa Senhoria por chegar a bom termo este mister de antologiar os vates.

Certo de que o vosso coração fremente ora se aquietou, resta esperar que o prazer alastre em vossa alma e todas as vagas alterosas se tenham já eclipsado.

Agora sim, é tempo de fruir. Porque construir é coisa de muito labor, muita inquietação d'alma.

Não vou dizer que foi um prazer colaborar com Vossa Senhoria. Pois se este mister de sacar vates e os enclausurar em livro foi arduamente laborioso, será de todo normal constatar que a construção foi morosa e áspera.

(Andar à caça de livros no meu quarto não é coisa boa)

Se não foi um prazer, o que foi? Um gesto. Solidário.Que se impunha como um dever moral, um imperativo categórico, como o classificaria o nosso Immanuel da Razão Pura ou com duas pedras de gelo.

A bem da Nação (poética). Para a antologia, rapidamente e em força. Não foi tão rapidamente como se desejaria. Nem "full speed ahead".

Mas aí está o "tijolinho".

Que a "Deus, Pátria, Família" suceda "Soneto, Vilancete, Redondilha".

Louvado seja Deus. E os poetas também merecem um beijinho.

O Ozias merece um abraço.

Toquem as trombetas! Dê-se uma salva!

Anónimo disse...

Podemos saber quem são os criadores antologiados?

Anónimo disse...

Para o Anónimo anterior: Saber esperar é uma grande virtude.
Luís Pinto

Anónimo disse...

essa é uma máxima da política

Anónimo disse...

Certamente uma obra interessante. Belíssima capa também.

Até ao encontro com o livro físico.

Bom fim de semana.

Anónimo disse...

parabéns pelo seu trabalho.
parece-me uma iniciativa muito interessante.
tentarei adquirir o livro.
um abraço
luísa azevedo

convido-a a visitar o meu blog
http://pin-gente.blogspot.com


(não consegui publicar o comentário com o meu link)