quarta-feira, 23 de maio de 2007

VI Encontro Internacional de Poetas







Poesia e violência é o tema do VI Encontro Internacional de Poetas, que reúne, em Coimbra, de 24 a 27 de Maio, cerca de quatro dezenas de autores, oriundos de inúmeros países.
Organizado pelo Grupo de Estudos Anglo-Americanos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o evento conta, este ano, com a participação de poetas dos EUA, como Forrest Gander ou C. D. Wright, da China (Xiao Kaiyu), Finlândia (Rita Dahl), Palestina (Mourid Barghouti), Israel (Yitzhak Laor) e ainda do Brasil (Cláudia Roquette-Pinto e Márcio-André).
Cabo Verde, Cuba, Angola, Alemanha, Reino Unido, Peru, Itália, Irlanda, Holanda, Canadá e Espanha também estarão representadas no encontro através dos seus criadores.
Está ainda prevista a presença de um grupo de poetas galegos que, numa actividade de extensão do encontro, se integram numa leitura de poesia marcada para 11 de Maio no Mercado Municipal, iniciativa que conta com o apoio da Plataforma Coimbra - Galiza.
Portugal faz-se representar através de Gastão Cruz, Alberto Pimenta, António Jacinto Pascoal, Regina Guimarães, João Rasteiro, Feliciano de Mira e Sandra Guerreiro.
O encontro propõe este ano sessões em locais como o Cárcere Académico, o Jardim da Sereia ou a Biblioteca Joanina, e estende-se, pela primeira vez, à Figueira da Foz, com leituras no Hotel Costa da Prata e no Palácio Sotto-Mayor.
Uma conferência por C. D. Wright, duas mesas-redondas (sobre «Poesia e Violência» e assinalando os 250 anos do nascimento de poeta inglês William Blake), a entrega do Prémio Vítor Matos e Sá e uma exposição sobre os 10 anos da Oficina de Poesia são outras as actividades do programa.
Será também lançada a antologia bilingue «Poesia do Mundo 5» e um número especial da Oficina de Poesia.
Os Encontros Internacionais de Poetas surgiram em 1992 como uma «festa da poesia», para celebrar o centenário da última edição de «Leaves of Grass», do norte-americano Walt Whitman.
Nessa altura, a prática de leitura pública de poesia era quase inexistente em Portugal e poetas como Yvette Centeno ou Fiama Hasse Pais Brandão liam, pela primeira vez, os seus textos em público, durante o primeiro encontro em Coimbra.

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