terça-feira, 31 de julho de 2007

Novidades Campo das Letras








Ardem as Trevas
e Outros Lugares

de Helena Carvalhão Buescu




Talvez tenha sido esse o dia (foi seguramente)
em que falaste de asas,

como se a noite as fizesse crescer

por delas falarmos:

e houvesse, ao nosso lado,

o intermitente rufar das suas penas.


E esse o dia em que,

de noite,

seguraste o dorso dos anjos, sobressaltados,

e do que fora descanso

nasceu, portanto, sabermos do sobressalto deles,

quando o voo rasante das aves

deixou no horizonte

a linha dura que é a de

para ela olharmos, contra o sol:

nele se destacou, a negro,

a cor branca da lua.


Helena Carvalhão Buescu é professora na Faculdade de Letras de Lisboa, onde trabalha nas áreas de Literatura Comparada e Literatura Portuguesa. As suas áreas de interesse abrangem sobretudo os séculos XIX e XX e ainda a problemática teórica da literatura. Colabora regularmente com Universidades estrangeiras (Europa, Estados Unidos, Brasil), onde tem sido professora ou investigadora.
É membro da Academia Europaea.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Prémio DST, este ano para Poesia

Já abriram as inscrições para a 13ª edição do Grande Prémio de Literatura DST - Domingos Silva Teixeira.
O prémio, no valor de 15 mil euros, tem por objectivo distinguir uma obra em português, cujo autor seja nascido ou residente em território nacional.
A edição de 2007 distinguirá um livro de poesia que tenha sido publicado em primeira edição no biénio anterior.
A atribuição deste prémio é rotativa, distinguindo alternadamente um livro de poesia num ano e, no seguinte, um livro de prosa.
Os concorrentes ao Grande Prémio de Literatura DST devem enviar a concurso quatro exemplares para o endereço da empresa, Rua de Pitancinhos, Ap. 208, Palmeira 4711-911 Braga, até 04 de Outubro.
Os resultados das candidaturas serão conhecidos a 1 de Dezembro.

sábado, 28 de julho de 2007

Na estante de culto






A Leve Têmpora do Vento
Carlos de Oliveira
Antologia Poética
Selecção e nota de João Pedro Mésseder
Edições Quasi, 2001






Só, em meu quarto, escrevo à luz do olvido;
deixai que escreva pela noite dentro:
sou um pouco de dia anoitecido
mas sou convosco a treva florescendo.

Por abismos de mitos e descrenças
venho de longe, nem eu sei de aonde:
sou a alegria humana que se esconde
num bicho de fábulas e crenças.

Deixai que conte pela noite fora
como a vigília é longa e desumana:
doira-me os versos já a luz da aurora,
terra da nova pátria que nos chama.

Nunca o fogo dos fáscios nos cegou
e esta própria tristeza não é minha:
fi-la das lágrimas que Portugal chorou
para fazer maior a luz que se avizinha.


Carlos de Oliveira nasceu no Brasil em 1921, filho de pais portugueses, e faleceu em Lisboa em 1981. Poeta e romancista, além de cronista, crítico e tradutor, despertou para a escrita no seio da geração dos neo-realistas, em Coimbra. Publicou, em prosa, Casa na Duna, Alcateia, Pequenos Burgueses, Uma Abelha na Chuva e Finisterra: paisagem e povoamento. Em poesia, escreveu Turismo (1942), Cantata (1960) e Pastoral (1977), entre outros.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Hoje nasceu...





26 de Julho de 1875

Antonio Machado

Poeta espanhol




Artigos relacionados:

Poemas: Chamou meu coração, um claro dia...
Chamou meu coração, um claro dia,
com um perfume de jasmim, o vento.

– Em troca deste aroma,
todo o aroma de tuas rosas quero.

– Não tenho rosas, flores
em meu jardim não há: todas morreram.

– Levarei o soluçar das fontes,
as folhas pálidas, as pétalas já secas.

Fugiu o vento... Meu coração sangrava...
Alma, que é feito do teu jardim deserto?

Antonio Machado
(tradução de José Bento)

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Poesia & Músicas do Mundo
Na Biblioteca Municipal de Ílhavo, no próximo dia 23 de Julho, pelas 21h30.
Org.: Rota da Poesia – Associação Cultural
Apoio: Câmara Municipal de Ílhavo
Terá lugar no próximo dia 21 de Julho pelas 15.30 horas, na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu, a apresentação do novo livro de Porfírio Al Brandão "Infracarnália" editado pela Palimage Editores.
A obra será apresentada por Martim de Gouveia e Sousa (poeta, ensaísta e crítico literário).
Haverá, no final, leitura de poesia pelo grupo de poetas “Sarau dos Danados”.
A Biblioteca D. Miguel da Silva situa-se próxima da Loja do Cidadão, em Viseu.

Porfírio Al Brandão é o pseudónimo literário de Evaristo Almeida Martins, nascido em França a em 1979, tendo crescido e sido educado em Fráguas, freguesia do Concelho de Vila Nova de Paiva. Depois de “Ancoradouro” este é o seu segundo livro de poesia.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Vítor Silva Tavares & etc



"Resistência é a palavra"
A & etc está quase a fazer 35 anos.
Vítor Silva Tavares faz hoje 70 anos.
Para quem não leu a entrevista a Vítor Silva Tavares da editora & etc publicada ontem no jornal PÚBLICO, feita pela jornalista Alexandra Lucas Coelho, pode lê-la aqui, em versão integral.

Poesia em Coimbra














“Caminhos do Sonho”
é o tema da última "Terça-Feira de Minerva" antes de férias, hoje, 17 de Julho, pelas 21h30, na Livraria Minerva (Rua de Macau 52, Bairro Norton de Matos, em Coimbra).
Com organização do Instituto de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Livraria Minerva, a sessão será dividida em duas partes:
Na primeira parte poetas das Edições MinervaCoimbra, e outros, lerão poesia de sua autoria cujo tema é o Sonho.
Na segunda parte haverá leitura de poemas pelo grupo de teatro Thíasos, com colaboração de José Ribeiro Ferreira, homenageando especialmente dois autores: Antero de Quental e Cecília Meireles.
A entrada é livre, e todos os que tenham poemas dedicados ao Sonho e que não excedam uma página A4 podem participar nesta sessão lendo os seus poemas.

As Terças-Feiras de Minerva regressam a 18 de Setembro.

Neruda: Poesia e Teatro




Está a decorrer na Casa da América Latina, até ao final do mês de Julho, uma exposição documental sobre a vida e obra do poeta chileno Pablo Neruda, numa colaboração com a Companhia de Teatro de Almada, em que se incluem documentos alusivos à produção de O Carteiro de Neruda, de Antonio Skarmeta, que a Companhia estreou em 1997 e que ainda mantém em digressão.
A Casa da América Latina fica na Av. 24 de Julho, 118-B, em Lisboa.

segunda-feira, 16 de julho de 2007









Na próxima sexta-feira 20 de Julho, na Fábrica Braço de Prata (Livrarias Ler Devagar/Eterno Retorno), pelas 22 horas, na Sala Nietzsche, terá lugar uma sessão de apresentação do livro de Poesia "Órbitas Primitivas" de Paulo Renato Cardoso (Quasi, 2007).
A Fábrica Braço de Prata fica entre Santa Apolónia e o Parque das Nações.
Mais informações, aqui: http://www.bracodeprata.org

domingo, 15 de julho de 2007

Na estante de culto









Degredo no Sul

Antologia de poemas
de Al Berto

Selecção e prefácio
de Paulo Barriga
Assírio & Alvim, 2007
Documenta poética /116


Este novo título nasce de uma parceria entre a Assírio & Alvim, a Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, da Associação Longitude Zero e do Centro Cultural Emmerico Nunes. Trata-se de uma antologia que reúne 48 textos literários de Al Berto intitulada "Degredo no Sul". Uma colecção dos "poemas alentejanos" do autor de "O Medo", por ocasião dos dez anos da sua morte. A selecção dos textos e o prefácio esteve a cargo do escritor e jornalista Paulo Barriga.
Al Berto passou grande parte da sua vida no Alentejo e sobre ele escreveu (nomeadamente sobre Sines, Vila Nova de Milfontes e São Torpes).
Destaque para Mar-de-Leva, um conjunto de sete textos dedicados a Sines, nos quais Al Berto revela o «gosto a salmoura e destruição que lhe ficou na boca com o progresso das máquinas do complexo industrial que um dia chegaram para talhar a cidade».
Meditação em São Torpes
(1979), Tentativas de Um Regresso à Terra (1980), O Último Habitante (1983), confissões e trajectos à volta da Quinta de Santa Catarina e textos dispersos sobre Milfontes e a rua do Forte, onde viveu Al Berto em Sines, são outros dos poemas do livro.
Da prosa, destaque para Degredo no Sul, o texto que dá nome ao livro e que Al Berto dedicou ao poeta de Beja Al-Mu'tamid.

Este livro de evocação de Al Berto foi lançado ontem, 14 de Julho, na casa do Alentejo (em Lisboa), e veio “fresquinho” para a Estante de Culto deste blogue.

sábado, 14 de julho de 2007

Fernando Echevarría vence Prémio Sophia de Mello Breyner

O poeta Fernando Echevarría venceu, com «Obra Inacabada», a edição de 2007 do Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen.
Este prémio bienal, instituído em 2005 pela Câmara Municipal de S. João da Madeira em colaboração com a Associação Portuguesa de Escritores (APE), tem por objectivo galardoar uma obra que reúna a totalidade dos livros de poesia de autor português.
Na primeira edição foi distinguida a antologia «O Poeta na Rua», de António Ramos Rosa.
Publicada pelas Edições Afrontamento, «Obra Inacabada» reúne a produção poética de Fernando Echevarría nos últimos 50 anos.
Filho de pai português e mãe espanhola, Fernando Echevarría nasceu em Cabezón de la Sal (Santander, Espanha) em 1929 e veio para Portugal aos dois anos para, mais tarde, voltar a Espanha a fim de estudar Filosofia e Teologia.
Regressou a Portugal em 1953, tendo entretanto vivido exilado em Paris e Argel.
O poeta foi recentemente condecorado pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Homenagem

Praia da Batata, Lagos, 20 horas, quinta-feira, 12 de Julho. Tinha acabado de fazer alguns cortes superficiais e vários hematomas na coxa esquerda, depois de atravessar uma pequena gruta e saltar de metro e meio para cima de um rochedo cheio de limos.
Não me senti o homem mais infeliz do mundo. Senti-me apenas estúpido, consciente da pequena gravidade dos cortes. Era apenas um incómodo. Estava um final de tarde maravilhoso e preparava-me para ler PÚBLICO, JOGO, BOLA e RECORD num ambiente de paz e silêncio.

Coloquei o meu saco Adidas com perto de 25 anos (oferecido pelo meu amigo Kiko, após umas férias em Espanha) em local visível (não fosse um amigo do alheio gostar de relíquias) e fui para a água. A água em Lagos é muito fria, mas neste caso era óptimo. O frio seria o cicatrizante perfeito para ajudar a estancar o sangue, que não corria abundante, mas escorria de mansinho, insinuante. O sal e o iodo são também óptimos para situações destas. E o meu
escasso sangue não ia contaminar as águas, pois ninguém se encontrava por perto numa área de 50 metros. Nem chamar tubarões.

Fiquei por ali 15 minutos, de costas para a água, sempre com o meu saco à vista, a 60 metros, com as mãos por cima da testa, a fazer de pala, dado o contra-luz.

Saí da água, avaliei o grau de cicatrização dos cinco ou seis arranhões, espantei-me com a velocidade com que os hematomas se atenuaram (as nódoas negras tinham desaparecido a 80%, apesar do ligeiro inchaço) e fui para cima do pontão, ler os jornais, em cima da toalha.

Ponho o chapéu, ajusto os óculos escuros, procuro a melhor posição perante o sol e agarro no JOGO. Sinto-me invadir por aquela sensação de agarrar num jornal em que me sinto em casa, apesar de já não colaborar com a publicação. Mas é lá que tenho muitos amigos, como em tantos outros jornais.

Começo sempre pela última página. Primeiro quero ler as modalidades. E foi aí que sofri o corte mais profundo da tarde:

FALECEU VASCO HENRIQUES

Faleceu ontem (quarta-feira, 11), numa unidade hospitalar do Porto, o jornalista Vasco Henriques. Tinha 45 anos, pouco menos de metade deles passados na Redacção de O JOGO, até a doença prolongada o ter afastado do trabalho e da nossa companhia diária. Deixa esposa, filha e uma imensidão de amigos fiéis que a profissão lhe permitiu coleccionar, de uma forma muito própria e sempre prolífica. Só hoje (quinta-feira, 12) serão feitos os preparativos para o funeral, pelo que ainda não nos é possível dar essa informação. O JOGO apresenta à família sentidas condolências.


Fiquei a olhar para aquilo e duas lágrimas escorreram-me dos olhos. Por uma pessoa que nunca tinha visto pessoalmente, mas com quem falara muitas vezes ao telefone, por causa de serviços enviados de Lisboa para a Redacção do Porto. Claro que a urgência dos fechos nos obrigava a diálogos breves, na maior parte do tempo. Mas houve ocasiões em que estreitámos laços através de uma troca de pequenos pormenores pessoais. O Vasco era uma voz amiga que eu não ouvia há anos.

Telefonei ao Barbedo Magalhães (editor de Modalidades de O JOGO) e perguntei-lhe se a família não gostaria de ver publicado um poema meu em homenagem ao Vasco. O Barbedo disse que sim. Telefonei à Inês e perguntei-lhe se podia, uma vez mais, abusar da generosidade dela, pois não conheço espaço mais digno para homenagear os que partem do que este blogue dedicado à poesia. E as lágrimas estão já a escorrer-me outra vez pelos olhos.

Meia-hora depois de ter lido a notícia fúnebre tinha escrito este poema. Saí da praia decidido a beber duas ou três Guiness à memória do Vasco, pois Guiness era a cerveja favorita de outro querido amigo que desapareceu, o Fernando Alves Serra, da primeira Comunidade de Leitores da Culturgest.

Acabei a pagar o jantar a dois músicos de jazz franceses que tocavam Django em dueto de violas na principal rua de Lagos. E a morte do Vasco ficou mais suave.
O poema, com um grande abraço à família e a todos os camaradas de O JOGO é este:


UM GOLPE NA ALMA

Sabes, Vasco, nunca te vi o rosto
só te ouvi a voz
nesse Porto-Lisboa telefónico qu'era nosso

Sabes, Vasco, estou a sangrar
fiz mesmo agora um corte numa perna
e estou a mentir-te, Vasco

Fiz dois cortes, um na perna
nos rochedos
da Praia da Batata, em Lagos

E outro, muito mais profundo
na alma, que o sal e o iodo
não podem cicatrizar

Sabes, Vasco, eu não te conheci
mas ouvir a tua voz
não será conhecer-te um bocadinho?

Estou de férias, Vasco
com gritos de gaivotas
que não me deixam dormir

É tão injusto sentir-me assim
com raiva das gaivotas
quando tu nunca mais as ouvirás

Quando desceres à terra, Vasco
e nem sei se o teu corpo
viajará pelo fogo até onde não sei

Leva um pouco deste sol algarvio
desta brisa e destas lágrimas sinceras
de um homem que nem sequer te conheceu

Luís Graça, 12/7/2007, 20h29m

PS: À noite, no meu quarto de hotel, peguei finalmente nos jornais. Eram quase três da madrugada. Comecei a folhear o Record. E a página 39 era totalmente dedicada ao Professor Fernando Ferreira, fundador do jornal.
Morreu o Professor Fernando Ferreira.
"É" — disse-me ele; "destes já não se fabricam" — respondeu o Professor a Rui Cartaxana, quando o ex-director do Record lhe disse que o achava em perfeira forma física, já nos seus oitenta e picos.
Fernando Ferreira nasceu a 21/8/1918 e faleceu a 10/7/2007.

Do professor Fernando Ferreira conhecia a voz, conheci o olhar, conheci as fotos do atleta esbelto, conheci a voz e o carácter romântico e "duro de roer", no bom sentido. E estreitámos laços em meados dos anos 80, nos debates de um ciclo de cinema que decorreu no S. Luiz, denominado "Cinema e Desporto".

Pois é. Estamos de férias. Vamos à praia, lemos o JOGO e morre um camarada. Jantamos com dois músicos de jazz, adocicamos a alma, chegamos ao hotel, comemos qualquer coisa, vimos para a varanda ouvir as gaivotas (impossível não as ouvir), sentir a brisa. Deitamo-nos na cama do quarto do hotel, ganhamos coragem para folhear os jornais e sabemos da partida de um amigo.

À família e amigos do professor, os meus sentidos pêsames. Hoje à noite, não sei se vou com familiares ver "As obras completas de Shakespeare em 97 minutos". Se me apanharem a rir, Fernando e Vasco, não fiquem zangados. Estou só a tentar resistir até saber da próxima morte de um amigo.

Já não tenho forças para ficar escondido num cantinho a chorar-vos. Cada morte é como um estágio para um próximo desaparecimento. E preciso destes intervalos para ganhar balanço.

Agora parei de chorar.

Luís Graça

Site dedicado a David Mourão-Ferreira em Itália




Depois das actividades de homenagem a David Mourão-Ferreira, no passado mês de Maio, intituladas “A Nostalgia dos Movimentos Puros” (no ano em que se celebram os 80 anos sobre o nascimento do poeta), o Centro Studi Lusofoni da Universidade de Bari divulga agora a obra literária de David Mourão-Ferreira, bem como as actividades desenvolvidas no âmbito da Lusitanística, naquela cidade, através de um novo site, aqui.

O Centro Studi Lusofoni - Cátedra David Mourão-Ferreira apresenta este meio informático de divulgação da obra literária do poeta, ensaísta e tradutor, patrono da Cátedra da Universidade de Bari, evidenciando a ligação do autor a Itália, difundindo as traduções inter-semióticas da obra davidiana, no cinema, na música e nas artes plásticas.

Este site permitirá ainda expor igualmente outros aspectos da Lusitanística tais como a Revista On-line Quaderni davidiani dirigida por Joana Varela e Fernanda Toriello e a apresentação das culturas de todos os países lusófonos.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Um olhar sobre Fernando Pessoa








A Associação de Estudantes da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa vai expôr na Casa Fernando Pessoa uma série de trabalhos inspirados em Fernando Pessoa. Uma variedade de perspectivas que acentuam facetas particulares do poeta, da sua vida, de trechos de obras suas, caracterizadas através da ilustração, da banda-desenhada e do cartoon.
A exposição estará patente de 13 de Julho a 20 de Setembro no espaço-galeria do terceiro andar da Casa Fernando Pessoa.
Entrada livre.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Novidades Cotovia





Ensaios sobre Píndaro

Org: Frederico Lourenço

Textos de: Maria de Fátima Sousa e Silva , Maria do Céu Fialho, Sofia Frade, Maria Mafalda Viana, Carlos A. Martins de Jesus, Carlos Morais, António de Castro Caeiro, José Pedro Serra, Ana Lúcia Curado, Luísa de Nazaré Ferreira, Maria Fernanda Brasete, José Ribeiro Ferreira, Frederico Lourenço , Pedro Braga Falcão, Martinho Soares, Marta Várzeas, Delfim F. Leão.

Píndaro foi o maior poeta lírico da Grécia antiga, admirado e imitado de Horácio a Hölderlin. Neste livro inovador, dezassete helenistas portugueses debruçam-se sobre os poemas mais representativos do genial compositor lírico, de modo a tornar acessível ao público em geral o ideário estético e o universo conceptual de um dos mais arrojados e originais poetas de todos os tempos.





Degredo no Sul

Antologia de poemas de Al Berto
por Paulo Barriga
Assírio & Alvim

A Longitude Zero – Associação é parceira da Assírio & Alvim, do Diário do Alentejo e do Centro Cultural Emmerico Nunes, em Sines, na edição de uma antologia de poemas de Al Berto intitulada "Degredo no Sul". Trata-se de uma colecção dos "poemas alentejanos" do autor de "O Medo", por ocasião dos dez anos da sua morte, que será lançada no próximo dia 14 de Julho, pelas 16H00, na casa do Alentejo, em Lisboa.
Na ocasião serão ditos em voz alta poemas de Al Berto, pelo poeta e declamador Henrique Matos e será feita a apresentação da obra pelo antologiador, Paulo Barriga, pelo editor, Manuel Rosa, e pelo director do Diário do Alentejo, Francisco do Ó Pacheco.
Mais informações sobre Al Berto e a sua obra aqui, contactos para esclarecimentos ou entrevistas aqui.

terça-feira, 10 de julho de 2007

Novidades Quasi






"Carreira do Fruto"

Poesia
Juan Carlos Reche
tradução de Pedro Santa Maria de Abreu

"Carreira do Fruto" é um conjunto de 30 poemas (como os anos que o autor tinha aquando da sua conclusão) que propõem uma saída do beco da pós-modernidade através de uma poesia profunda e de cuidada linguagem mas que nunca esquece o equilíbrio do verdadeiro poema.
Uma carreira rumo a uma ilha (anunciada no início do livro) e que não é outra que a da percepção da realidade no seu estado puro, sem egos mas com todos os atractivos oferecidos por essa mesma realidade.
Uma ilha finalmente atingida no último poema do livro.