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quarta-feira, 15 de março de 2017

«RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO» de Gonçalo Salvado, com desenhos de José Rodrigues

Lançamento do livro de poesia, RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO de Gonçalo Salvado, com desenhos de José Rodrigues
no ArtSpace (Rua Alto da Terça, 60, 2380 Gouxaria (Alcanena)
Sábado, 18 de Março pelas 16h

RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO, livro de poesia de Gonçalo Salvado, A23 Edições, inspira-se no título homónimo atribuído ao poeta persa Omar Khayyam (1048 - 1131) e inclui desenhos inéditos do escultor José Rodrigues, uma colaboração da Fundação José Rodrigues. A sua  apresentação terá lugar no contexto da inauguração da exposição comissariada por Maria João Fernandes UM CORPO É SEMPRE UMA CHAMA Esculturas e Desenhos de José Rodrigues, que terá lugar sábado, 18 de Março, pelas 16h no Artspace na Gouxaria (Alcanena). O livro conta com um prefácio de Maria João Fernandes e é enriquecido ainda com grafismos de Ambrósio Ferreira que o ilustram. Para a obra estão previstas duas edições. A primeira, limitada, consiste num livro associado a uma garrafa de vinho produzida para o efeito pela  Quinta dos Termos.  Na segunda marcará presença com um prefácio, o poeta e arabista Adalberto Alves e o livro será traduzido para persa.

Do prefácio de Maria João Fernandes salientamos:
“Este livro testemunha o encontro de dois grandes líricos, Gonçalo Salvado, poeta exclusivo do erótico e do feminino, Prémio literário da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro em 2013 com doze livros publicados, e o escultor José Rodrigues, um dos introdutores da modernidade em Portugal, que achou no corpo da mulher o seu motivo de eleição.
À poesia musicalmente depurada de Gonçalo Salvado, lapidar quase, na cintilação dos seus versos e no fulgor das suas metáforas que brilham como pequenos sóis com o rosto da amada sempre ao centro, responde a mágica síntese das linhas nos desenhos de Mestre José Rodrigues. Arabescos igualmente musicais, onde vemos irradiar a mesma cintilação dos poemas, fase negra de uma alquimia que realiza sobre o branco do papel a sua combustão e a plenitude de uma transfiguração.
É nas duas valências do símbolo, natural e sobrenatural, humana e transcendente, cósmica e divina que o vinho se torna na poesia de Gonçalo Salvado uma metáfora por excelência do feminino que o poeta em toda a sua poesia canta em ambos os registos, dupla face de um único esplendor. Divino e humano esplendor que se desdobra de verso para verso na poesia e de imagem para imagem nos desenhos que acompanham esta soberba edição, onde o delicioso néctar está presente, e essa é a sua maior originalidade, não só como metáfora, mas na realidade do seu vermelho líquido, capaz de provocar não apenas a embriaguez dos sentidos, mas essa outra, mais nobre, de que é imagem, a embriaguez da alma dedicada a sondar e a possuir através dos mistérios do amor, os mistérios do Espírito.”
Lembremos que a temática Amor/Vinho, é uma constante na obra de Gonçalo Salvado em livros como Embriaguez (Editora Sirgo: 2001) e Entre a Vinha (Portugália Editora: 2010). Acerca da sua poesia pronunciou-se o escritor Mário Claudio: “Será necessário lembrar-lhe que se inserem os seus poemas numa das mais brilhantes tradições líricas, a que regista como antepassados o Cântico dos Cânticos e o Rubáiyát, de Omar Khayyam?”
Também José Rodrigues dedicou ao tema do vinho, que lhe era caro, vários trabalhos escultóricos e inúmeros desenhos.


Gonçalo Salvado nasceu em 1967. Poeta exclusivo do erótico e do feminino. Publicou doze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Em 2013 participou na exposição colectiva “Artistes Poètes, Poètes Artistes - Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, Fundação Calouste Gulbenkian, Delegação em França, Paris.  Nesse mesmo ano, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribui-lhe, pelo conjunto da sua obra poética, o Prémio literário Sophia de Mello Breyner Andresen.

José Rodrigues (1936-2016). Um dos grandes escultores portugueses da segunda metade do século XX, achou no corpo feminino o seu motivo central. Realizou os seus estudos artísticos na Escola Superior de Belas-Artes do Porto onde concluiu o curso de Escultura. Com Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro constituiu, em 1968, o grupo Os Quatro Vintes. Foi um dos fundadores da Cooperativa Cultural Árvore, no Porto, e um dos promotores da Bienal de Vila Nova de Cerveira. Foi condecorado, em 1994, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D.Henrique. Como ilustrador de livros, salienta-se o diálogo com Eugénio de Andrade que homenageou em 2015 em Variações Sobre O Corpo.
 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Novo livro de Miguel Martins

O novo livro de Miguel Martins «S.A.», editado pela do lado esquerdo, vai ser apresentado no dia 25 de Fevereiro, pelas 18H00, no Bar a Barraca (Santos - Lisboa).

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Lançamento do livro de poesia CÂNTICO DOS CÂNTICOS, de Gonçalo Salvado, com desenhos de João Cutileiro

Lançamento do livro de poesia CÂNTICO DOS CÂNTICOS, de Gonçalo Salvado, com desenhos de João Cutileiro, em edição bilingue Português/Hebraico, e Primeira Exposição Bibliográfica sobre o Cântico dos Cânticos em Portugal, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco 

CÂNTICO DOS CÂNTICOS, livro de poesia de Gonçalo Salvado com desenhos do escultor João Cutileiro (RVJ Editores) será apresentado na Biblioteca Municipal de Castelo Branco a 17 de Fevereiro, por Maria João Fernandes, autora do prefácio.
A obra foi integralmente traduzida para o hebraico por Francisco A. B. Costa Reis com revisão do texto por Yotvat Gluk. É enriquecida ainda com grafismos a partir do alfabeto hebraico de Ambrósio Ferreira que a  ilustram.
Uma exposição bibliográfica sobre o Cântico Cânticos, a primeira realizada em Portugal, acompanha o evento, constituída por obras pertencentes à vasta coleção de Gonçalo Salvado sobre esta temática, na qual se privilegiaram as obras em língua portuguesa editadas em Portugal e no Brasil.   

Do prefácio de Maria João Fernandes citamos:
«No esplendor intraduzível das suas metáforas, Gonçalo Salvado preserva na moderna poesia portuguesa a grande tradição do amor, na esteira cintilante do Cântico dos Cânticos, motivo condutor da sua obra, ela própria no seu conjunto um verdadeiro e novo “Cântico dos Cânticos.”
Enriquecerão a sessão um momento musical  com a interpretação inédita em português da partitura.
Dois coros do Cântico dos Cânticos de Salomão de Fernando Lopes Graça em colaboração com a ESART (Castelo Branco) e leituras de excertos do Cântico dos Cânticos e de poemas de Gonçalo Salvado.»


Gonçalo Salvado nasceu em 1967. Poeta exclusivo do erótico e do feminino. Publicou doze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Em 2013 participou na exposição colectiva “Artistes Poètes, Poètes Artistes - Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, Fundação Calouste Gulbenkian, Delegação em França, Paris.  Nesse mesmo ano, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribui-lhe, pelo conjunto da sua obra poética, o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen. 



João Cutileiro, o mais prestigiado escultor português da atualidade, nasceu em 1937.  Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e, mais tarde, ingressou na Slade School of Art, em Londres (Inglaterra). Reconhecido nacional e internacionalmente, Mestre Cutileiro já foi galardoado com vários prémios e as suas obras fazem parte de colecções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

«CÂNTICO DOS CÂNTICOS» livro de poesia de Gonçalo Salvado com desenhos de João Cutileiro em edição bilingue português/hebraico

CÂNTICO DOS CÂNTICOS, livro de poesia de Gonçalo Salvado com desenhos do escultor João Cutileiro (RVJ Editores) acaba de ser publicado.
A obra prefaciada por Maria João Fernandes foi integralmente traduzida para o hebraico por Francisco A. B. Costa Reis com revisão do texto por Yotvat Gluk e contou com o design gráfico de Carine Pires e Sílvio Mendes.
É enriquecida ainda com grafismos a partir do alfabeto hebraico de Ambrósio Ferreira que a ilustram.
O livro será apresentado brevemente no contexto da inauguração da CASA DA MEMÓRIA DA PRESENÇA JUDAICA em Castelo Branco.
Uma exposição bibliográfica sobre o Cântico Cânticos, a primeira feita em Portugal, está ainda prevista para o evento, constituida por obras pertencentes à coleção de Gonçalo Salvado.
Livro e exposição contam com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Apresentação da «Persona» em Coimbra

Vai ter lugar, no dia 4 de Julho, pelas 18H00, na Livraria Alfarrabista Miguel de Carvalho, em Coimbra a apresentação da antologia «Persona» editada pela Editora Do Lado Esquerdo.

A apresentação do livro será feita por Rosa Azevedo.

PERSONA é uma antologia sobre personagens com poemas de Ana Caeiro, André Tomé, Bénédicte Houart, Benjamin Prado, Bruno Béu, Carlos Alberto Machado, Catarina Nunes de Almeida, Claudia R. Sampaio, Gonçalo Mira, Inês Fonseca Santos, Inês Lourenço , João Bosco da Silva, Leonor Castro
Nunes, Manuel A. Domingos, Marcos Foz, Margarida Ferra, Maria Sousa, Miguel de Carvalho, Miguel Manso, Miriam Reyes, Nuno Moura, Pablo Javier Pérez López, Patrícia Baltazar, Pedro Jordão, Pedro Santo-Tirso, Pedro Tiago, Raquel Nobre Guerra, Ricardo Marques, Rosalina Marshall, Rui Almeida, Rui Pedro Gonçalves, Tatiana Faia, Tiago Araújo e Valério Romão.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às Quintas com Miguel Martins
141ª sessão
Bar a Barraca - 25 de Junho 22H30
Entrada livre
 

«M. Parissy, poeta, lido por Mário Galego, voz da rádio – eis a mais recente proposta da editora nazarena Volta d’Mar.
Apresentação do CD “Língua” (com a colaboração musical de George Haslam, entre outros, e fotografias de Maria Olívia Santos) e leitura, ao vivo, entre nós, já na próxima 5ª.
Quem não aparecer é porque acha o Bud Spencer melhor actor que o Peter Lorre.»
(Miguel Martins dixit)

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Lançamento do fanzine «ser ou nãoser» de May Ayim

Vai ter lugar no dia 4 de Junho, pelas 19H00, na biblioteca do Goethe-Institut em Lisboa, a apresentação do fanzine ser ou nãoser de May Ayim, editado pela Afrofanzine.

A apresentação e as leituras estarão a cargo de Raja Litwinoff e Inês Ramos (da editora) e de Carla Fernandes (co-tradutora).

ser ou nãoser de May Ayim, é um fanzine de poesia bilingue (alemão/português).
Com tradução do alemão por Raja Litwinoff e Carla Fernandes, é a primeira vez que esta poeta é traduzida em Portugal.
Trata-se de uma edição artesanal, com as capas pintadas à mão e aplicação de tecido padrão Kente do Gana.
É uma edição limitada, de 70 exemplares numerados.

O Goethe-Institut fica no Campo dos Mártires da Pátria, 37, em Lisboa.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

«Hagiografia do Silêncio» de Isabel Fraga

Vai ter lugar, no dia 30 de Maio, pelas 17H00, na Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada, o lançamento do livro «Hagiografia do Silêncio» de Isabel Fraga (editora Lua de Marfim).
A apresentação estará a cargo de Elia Gonçalves
.

Isabel Fraga nasceu em Lisboa, mas viveu até aos 7 anos de idade num monte alentejano a cinco quilómetros de Moura. Trabalhou durante catorze anos no Centro de Linguística das Universidades de Lisboa, dando inicialmente apoio à biblioteca e mais tarde ao grupo do Português Fundamental orientado pelo professor Lindley Cintra. Foi copywritter em diversas agências de publicidade, entre elas a Publicis Ciesa e a Team-Young & Rubicam. Mais tarde dedicou-se exclusivamente à tradução, trabalhando autores como Erich Fromm, Juan Goytisolo, António Soler, César Vidal, Joanne Harris e J. H. Rowling (os cinco primeiros volumes do Harry Potter).
Obras publicadas:
Face (poesia), 1984;
Seres Sentidos (contos), 2000, traduzido em França;
Apreço de Ocasião (romance), 2001, traduzido em França;
Pátio Interior (poesia), 2002;
Mulheres em Contraluz (romance), 2004;
A Desenhadora de Malvas (romance), 2007, traduzido em França;
A Música das Esperas (poesia), 2013;
E Tudo Será Luz (poesia), 2014;
Hagiografia do Silêncio (poesia), 2015.


A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada acontece todos os sábados, das 10H00 às 19H00, no Palácio de Laguares: Rua Professor Sousa da Câmara, nº 56, em Lisboa (Campolide, perto das Amoreiras).

segunda-feira, 25 de maio de 2015

«Memórias e Divagações» de João de Deus Rodrigues

Vai ter lugar, no dia 29 de Maio, pelas 18H30, na Livraria Ferin, em Lisboa o lançamento do livro «Memórias e Divagações» de João de Deus Rodrigues (Poética Edições).
A apresentação estará a cargo de Olindo dos Santos Geraldes.

«João de Deus Rodrigues chamou ao seu novo livro de poesia "Memórias e Divagações". O título diz tudo: o poeta, se por um lado recorda, por outro lado observa e discorre.
As duas coisas acabam porém por não ser contraditórias, mas complementares. Quem recorda produz um discurso; quem discorre apoia-se na memória, nem que não seja senão para contrastar os velhos com os novos tempos. E assim, na sua aparente dicotomia, o livro acaba por ser uno.»

António Manuel Pires Cabral (excerto do prefácio)

João de Deus Rodrigues nasceu na freguesia de Morais, concelho de Macedo de Cavaleiros. Começou a escrever prosa e poesia há alguns anos. O que escreve, principalmente poesia, reflecte o seu pensamento, as suas emoções, angústias, medos e esperanças. É sócio da ALTM - Academia de Letras de Trás-os-Montes, da SPA-Sociedade Portuguesa de Autores, da APP- Associação Portuguesa de Poetas, e do CEMD – Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Foi-lhe atribuído o Prémio Nacional de Poesia Fernão de Magalhães Gonçalves 2011. Frequenta a UITI – Universidade Internacional para a Terceira Idade, em Lisboa.
 Livros publicados:
- Morais - Contributos para uma monografia (Esgotado)
- Talhas - Memórias duma aldeia medieval transmontana (Esgotado)
- O Clamor dos Campos – Poesia (Esgotado)
- Passagens e Afectos – Poesia
- Histórias Maravilhosas da Terra Quente – Contos
- O Acordar das Emoções – Poesia
- Homenagem ao Rio Sabor – Poesia
- Outras Histórias de Gente d'Além Marão – Contos
 Tem contos e poemas publicados em várias Antologias.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

«A Chama Eterna, o Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa» de Gonçalo Salvado e Maria João Fernandes


No contexto da segunda edição do Festival Literário da Gardunha Gonçalo Salvado e Maria João Fernandes apresentam, no dia 23 de Maio, pelas 16H30, a sua obra, produto de uma década de investigação: A Chama Eterna, o Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa. Esta obra, no prelo, dá continuidade ao projeto de reconstituição de uma Arte de Amar genuinamente portuguesa, profundamente influenciada pelo Cântico dos Cânticos, já iniciada por Gonçalo Salvado com a sua transcriação da poesia amorosa de Camões: Camões Amor Somente (1999) e por ambos os autores no livro: Cerejas - Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos (2004) que se tornou numa obra de referência da região do Fundão.

O Cântico dos Cânticos celebrado livro de amor do Antigo Testamento, atribuído a Salomão, datado por especialistas entre entre o 8º e o 6º século A.C. (período do florescimento da literatura amorosa do Egipto), de extraordinária irradiação mundial, recolheu a tradição da poesia de amor do Oriente antigo e tem vindo a inspirar alguns dos maiores criadores da humanidade em todas as expressões da arte, desde há vários séculos, nas artes plásticas, na literatura, na dança, na música e no cinema.

Esta obra “alucinante de tão exaustiva”, nas palavras do Professor Eduardo Lourenço, e “uma obra-prima” na avaliação do investigador e ensaísta Pinharanda Gomes, foi saudada pela grande especialista francesa Julia Kristeva autora de uma obra de referência sobre o Cântico dos Cânticos. Trata-se essencialmente de uma antologia de poemas de amor em língua portuguesa inspirados no Cântico dos Cânticos e que o citam. Tem como título: A Chama Eterna, O Cântico dos Cânticos na
Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa
. O livro reúne ainda as principais expressões do Cântico dos Cânticos na cultura internacional.

Estão documentadas as mais importantes referências na poesia e nas artes plásticas portuguesas, do século XIII à atualidade, sendo incluídos numerosos inéditos de poetas e de artistas contemporâneos que responderam à solicitação dos autores. Destaca-se a preciosa tradução/versão inédita do texto em castelhano de Sóror Maria do Céu (grande poetisa do Barroco português) efetuada por Ana Hatherly. A obra inclui todas as traduções e versões dos poetas de língua portuguesa, a presença na lírica amorosa medieval e na poesia e na prosa de inspiração mística e religiosa, (séculos XIII a XX), terminando com a primeira tradução conhecida, para português, datada de 1606. O livro conta na capa com uma pintura inédita realizada para o efeito por mestre Júlio Resende, com dois extensos estudos dos autores, com um texto de abertura de Agustina Bessa-Luís e com numerosos originais de conceituados artistas, entre os quais se destacam, entre muitos outros, José de Guimarães, Graça Morais, João Vieira, Teresa Magalhães, Roberto Chichorro e Noronha da Costa.

A expressão do Cântico dos Cânticos na cultura portuguesa está na raiz do seu lirismo e como demonstra este livro-tese, tem uma importância e um relevo excecionais, mesmo se considerada no contexto internacional. Entre nós é particularmente importante, desde os sermões de Santo António e as cantigas de amigo, passando por Camões, Padre António Vieira, João de Deus, Antero de Quental, Camilo Pessanha, Eugénio de Castro e mais recentemente é presença marcante em conhecidos poetas como Herberto Hélder cuja poesia amorosa é claramente influenciada pelo Cântico dos Cânticos.

Na escultura Barroca é magnífica expressão o Escadório do Bom Jesus de Braga e na representação no azulejo são soberbos exemplos os azulejos do Convento de S. Paulo da Serra d’Ossa, ou os dos claustros da Sé do Porto (século XVIII, de Mestre Valentim de Almeida). A sua presença na pintura portuguesa dos séculos XVII é caso único no contexto europeu na obra de Bento Coelho da Silveira (1610-1708) e Josefa de Óbidos (1630-1684).

O Cântico dos Cânticos tem vindo a afirmar-se, como um arquétipo estruturante do imaginário português, de que dá esplêndido testemunho a nossa literatura, neste livro que constitui um serviço prestado à cultura do nosso país, reunindo um legado de inestimável valor para a definição das coordenadas do lirismo português e a sua valorização num contexto internacional. Está prevista uma grande exposição de artes plásticas sob o signo do Cântico dos Cânticos, numa dimensão mundial.

Apresentação inserida no 2º Festival Literário da Gardunha: A Viagem, Lugares Imaginários a decorrer a 23 e 24 de Maio. Programa de Margarida Gil dos Reis, organização da Câmara Municipal do Fundão, da Editora A23 e da Grande Turismo.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

«Falemos» de José Manuel Marinho

Lançamento do livro de poesia «Falemos» de José Manuel Marinho (edição do autor).
Dia 10 de Maio às 16H30 na Livraria Ler Devagar, Lx Factory (Rua Rodrigues de Faria, 103 - Lisboa, Alcântara)

«Pôr as pernas do lado da cabeça e partir» de Carlos Alberto Machado

No dia 9 de Maio pelas 21H30, será apresentado o livro “Pôr as pernas do lado da cabeça e partir” de Carlos Alberto Machado (Edições 50kg), no espaço Sismógrafo (Praça dos Poveiros, 56 - Porto) e contará com a presença do autor.
O título deste livro, que é um único poema com vinte e duas páginas, pode ser encontrado no verso final de um poema publicado em A Realidade Inclinada (ed. Averno 2003).

Carlos Alberto Machado, nasceu em Lisboa em 1954, e actualmente vive na ilha do Pico. É professor, dinamizador cultural, editor, ensaísta, poeta, dramaturgo e encenador. Foi professor de teoria e investigação nas licenciaturas de Teatro da Universidade de Évora e da Escola Superior de Teatro e Cinema. Tem vários livros publicados e colaborou em várias revistas.  Destaca-se em teatro o livro “Teatro da Cornucópia: As Regras do Jogo” (Frenesi, 1999) e “Teatro Independente em Portugal. 1974-1994” (Acarte, 1994) e “5 Cervejas para Virgílio” (&etc, 2009); e na poesia tem livros editados em editoras como a Assírio & Alvim, a &etc, e a Averno.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

«Negro Marfim» de Victor Oliveira Mateus


Dia 23 de Maio, pelas 16H00, vai ter lugar no Espaço "Saber Sabor & Arte", na Rua da Junqueira, 438 (Belém) - Lisboa, o lançamento do livro «Negro Marfim» de Victor Oliveira Mateus (editora Labirinto).
Apresentação por Ricardo Gil Soeiro.
Leitura de textos por Julião Bernardes.

terça-feira, 31 de março de 2015

«Música de Anónimo» de José Manuel Teixeira da Silva

O novo livro de poesia de José Manuel Teixeira da Silva, «Música de Anónimo», editado pela Companhia das Ilhas, será apresentado no dia 11 de Abril (sábado), na Casa-Museu Teixeira Lopes, em Vila Nova de Gaia, pelas 15H30.
A apresentação estará a cargo de Pedro Meneses.

quinta-feira, 26 de março de 2015

«Nottingham (Nenhures)» de Conceição Gonçalves

Lançamento do livro «Nottingham (nenhures)» de Conceição Gonçalves (editora tea for one).
Dia 28 de Março (sábado) pelas 17H00, no bar do teatro a Barraca.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Lançamento do livro «Deusa da Transparência» de Joana Lapa

Vai realizar-se, no dia 21 de Março pelas 16H30, na Biblioteca Nacional de Portugal (Campo Grande), o lançamento do livro de poesia «Deusa da Transparência» de Joana Lapa (pseudónimo de Maria João Fernandes).

O livro foi editado pela Afrontamento, ilustrado com fotografias de Manuel Magalhães e prefaciado por Robert Bréchon e por Maria João Fernandes. 

O evento reunirá várias artes: a poesia dita por Carmen Santos, as artes plásticas, presentes no diaporama de António Sousa Dias sobre o tema do livro e com música de Cândido Lima e a dança, com Ana Silva dirigida por Paula Pinto (ex primeira bailarina do Ballet Gulbenkian).

Diogo Dória lerá o texto de Robert Bréchon e Maria João Fernandes fará uma breve reflexão sobre a relação do arquétipo presente no seu livro com o mesmo tema na história de arte.
Na ocasião do lançamento será apresentada a escultura de José João Brito dedicada a Maria João Fernandes.

(Maria João Fernandes)

Do prefácio de Robert Bréchon a Deusa da Transparência, destacamos: «Este livro é uma invocação à “deusa”. Há uma dimensão quase religiosa nesta palavra; e mesmo se não é uma verdadeira adjuração, se não toma nunca o aspeto de uma prece ou de um pedido, a oração poética testemunha antes de mais da espera de uma revelação. A “deusa” é a promessa de uma vida nova, a verdadeira vida, como disse Rimbaud, onde nos sentimos verdadeiramente no mundo. O paradoxo deste livro fascinante, é que pela virtude do verbo poético, a jovem apresentada como modelo, de uma beleza completamente humana, se torna esta “deusa”. Assim, como as jovens polinésias pintadas por Gauguin, a jovem “mulher florescida” ou “uma jovem em flor?” torna-se um ser mágico, cuja presença reencanta o mundo. Inúmeras imagens poéticas ilustram este esplendor: imagens de brilho, de brancura, de frutos, de pássaros, de ouro, de nácar. A imaginação da poetisa, no seu fervor, vai ao ponto de despojar a “deusa” da sua carne de ser vivo para não ver nela senão o que lhe é anterior, original, eterno. O que o seu olhar tem de original, é que a sua admiração, a sua devoção, a sua alegria, não caiem jamais na “espiritualidade”. Ela é tão “pagã” como os pastores da Arcádia ou como Alberto Caeiro, o heterónimo de Pessoa, que recusa qualquer interioridade. Há um êxtase terrestre (ou aqui marinho), tão violento, tão inebriante, tão vertiginoso como o dos místicos. 
A perfeição da escrita poética está em conseguir, apenas com as palavras, ir ao encontro de um espaço e de um tempo estranhos à linguagem, um canto sem palavras e sem música, o silêncio original, inaudível, incompreensível, impensável. A deusa da transparência não é contudo uma abstração, ela é a vida ela mesma, devolvida à sua verdade absoluta. E como para Nietzsche, o signo desta plenitude nova, reencontrada, é a dança.»  

domingo, 1 de março de 2015

Nova edição tea for one

Vai ter lugar, no próximo dia 7 de Março, pelas 18H00, no bar do Teatro A Barraca (Largo de Santos, 2 – Lisboa), o lançamento do livro Livraria Buenos Aires, de António de Miranda (edição tea for one).
Momento musical com o conjunto Harmonia.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

«um pouco acima do lugar onde melhor se escuta o coração» de Andreia C. Faria

No próximo sábado 14 de Fevereiro terá lugar, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, pelas 18H30, o lançamento do livro «um pouco acima do lugar onde melhor se escuta o coração» de Andreia C. Faria (Artefacto Edições).

Apresentação por José Mário Silva
Leituras por Sara M. Felício e José Anjos
Participação musical de Ricardo Ribeiro

Av. D. Carlos I, n.º 61, Lisboa (Santos)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

«Cadáveres Esquisitos» de Miguel Martins

Vai ter lugar no dia 14 de Fevereiro pelas 18H00, no Bar A Barraca em Lisboa, a apresentação do livro «Cadáveres Esquisitos» de Miguel Martins (Editora Do Lado Esquerdo).