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domingo, 17 de janeiro de 2010

Ajudar é preciso


Matthew Marek / American Red Cross

Um terramoto devastador (7.3 na escala de Richter) atingiu o Haiti no passado dia 12 de Janeiro. Estima-se que cerca de 3 milhões de pessoas tenham sido afectadas.
O terramoto atingiu a capital Port-au-Prince e outras áreas do país.
A zona ocidental do Haiti, com uma população de 2.2 milhões, foi a mais atingida.
Com o lema “Ajude o Haiti, agora!”, a Cruz Vermelha Portuguesa, no quadro do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, apela à comunidade portuguesa que apoie as vítimas do terramoto no Haiti.
Os voluntários da Cruz Vermelha estão no terreno a assistir os feridos e a apoiar os hospitais que não têm capacidade para lidar com esta emergência.
As necessidades mais urgentes, até ao momento, são: salvamento e resgate, hospitais de campanha, cuidados de saúde de emergência, purificação de água, abrigos de emergência, logística e comunicações.
Mais informações aqui.

(...)
Nenhum Juízo Final, meus filhos, pode dar-lhes
aquele instante que não viveram, aquele objecto
que não fruíram, aquele gesto
de amor, que fariam “amanhã”.
E, por isso, o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo, com cuidado, como coisa
que não é só nossa, que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra, do amor que
outros não amaram porque lho roubaram.

Jorge de Sena
(excerto do poema "Carta aos meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya")

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Quase ir(real) mascarada

Um artigo do poeta Nicolau Saião sobre o ridículo caso do quarteto de monárquicos mascarados de Darth Vader que colocaram, pela calada da noite, uma bandeira monárquica na Câmara Municipal de Lisboa, para ler aqui.
Já anteriormente o poeta Eduardo Pitta tinha escrito um texto sobre o mesmo assunto, aqui.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sinais de pontuação

Circula na blogosfera uma espécie de manifesto contra o ponto de exclamação. Uma ideia que começou com o Senhor Palomar, seguida por Francisco José Viegas (A Origem das Espécies) e por José Mário Silva (Bibliotecário de Babel), abordada há uns tempos por Pedro Mexia e que até já tem um símbolo criado pelo Pedro Vieira (Irmão Lúcia).
Concordar ou não concordar, o debate está aberto. E será sempre de ter em conta a opinião do Francisco Viegas, do Pedro Mexia e do José Mário Silva, que sabem do que falam. E que até têm alguma razão.
Mas, o que está em causa, mais do que a existência do ponto de exclamação, não será o abuso na sua utilização? O ponto de exclamação existe porque tem uma função: exclamar! Sem ele, como acentuaríamos a entoação de uma interjeição? E na sinalética de trânsito, o que se poria no sinal de "Perigo"? Provavelmente existirão outros sinais de pontuação mais inúteis — como por exemplo o ponto e vírgula, que, mesmo assim, tem alguma utilidade. Pior é o caso dos espanhóis, que usam dois pontos de exclamação ou de interrogação na mesma frase, começando com um invertido.
O ponto de exclamação é um grito histérico se usado num título de um jornal, mas poderá ter a sua utilidade. Mais histérico é um título todo em maiúsculas ou um texto inteiro. Isso sim, é gritar com o leitor.
O mesmo acontece com as reticências. Existem e devem ser usadas correctamente e com moderação. O mal não está nos sinais de pontuação, está em quem não os sabe usar.
Concluindo, os sinais de pontuação e a acentuação fazem parte da nossa linguagem escrita e é imprescindível saber usá-los correctamente.

Um outro assunto mais grave do que a existência destes sinais é a aplicação (ou não aplicação) do acordo ortográfico e a grande confusão que circula por todo o lado. Cada um escreve como sabe (ou não sabe) e de teimosia em burrice, a Língua Portuguesa vai ficando em muito mau estado... (perdoem-me as reticências, mas a alternativa seria um ponto de exclamação)