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terça-feira, 29 de outubro de 2013
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Feira do Livro de Poesia e de Banda Desenhada em Cabo Verde
A próxima Feira do Livro de Poesia e de Banda Desenhada vai realizar-se já no próximo dia 14 de Abril (sábado), das 15H00 às 23H00, no Café Palkus do Palácio da Cultura Ildo Lobo (Praia, Cabo Verde).A partir desta data a Feira realizar-se-á todos os sábados, no mesmo local e no mesmo horário.
Nesta Feira há obras de autores portugueses e cabo-verdianos.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
8.ª Feira do Livro de Poesia e de Banda Desenhada em Cabo Verde
A 8.ª Feira do Livro de Poesia e de Banda Desenhada vai realizar-se já no próximo dia 7 de Abril (sábado), das 10H00 às 20H00, no Pátio do Café Palkus do Palácio da Cultura Ildo Lobo (Praia, Cabo Verde).Esta é uma feira que, apesar de pequena, tem crescido de edição para edição e no próximo sábado, dia 7, terá à disposição dos leitores mais de 350 títulos.
Inicialmente apenas de poesia, a feira foi abrindo espaço para a Banda Desenhada, que, hoje, ocupa um lugar de destaque.
As novidades na poesia são muitas: para além dos livros de Abraão Vicente, António José Ventura, Américo Teixeira Moreira, Casimiro de Brito, Fátima Oliveira, Fernando Cabrita, Fernando Saiote, Filinto Elísio, Gabriela Rocha Martins, Graça Magalhães, Graça Pires, João Silveira, João Tomaz Parreira, Jorge Bicho, José Luiz Tavares, Lídia Borges, Maria Azenha, Mike Silves, Myriam Jubilot de Carvalho, Paulo Afonso Ramos, Paulo Eduardo Campos, Pedro S. Martins, Pedro Tiago, Raymond Farina, Tatiana Faia, Tinudu e Victor Oliveira Mateus, haverá ainda obras de Augusto Gil, Carlos Nejar, Manuel Alegre, Luís Filipe Castro Mendes, Luís Quintais, Valter Hugo Mãe, António Salvado, Clara Pinto Correia (entre outros) e, ainda, o recente livro de poesia de Rui Almeida "Cadernos de Milfontes."
E, atenção aficionados da Banda Desenhada! Nesta área também há muitas novidades: os álbuns "O Menino Triste" de João Mascarenhas ("A Essência" e o recém-editado "Punk Redux"), para além de uma série de mini-álbuns da Polvo dos seguintes autores: José Abrantes, Felipe H. Cova e M. Brouillard, James Kochalka, Blanquet, Filipe Abranches, Alain Corbel, Pedro Brito, Andreas Dierssen e Ulf K., Carlos Rico, Maria Bjorklund, Jakob Klemencic, Baladi, Derradé, Matthias Lehmann, Lazare Katsimbalis e Marcel Ruijters.
Também há revistas da Marvel, "cadáveres esquisitos" e muitos fanzines e fanálbuns para todos os gostos. O Fazine "Efeméride" também estará presente, com todos os números editados, nomeadamente a edição comemorativa sobre Tintim.
Mas há mais uma novidade: a Feira do Livro de Poesia e de Banda Desenhada vai editar um fanzine de Poesia e Banda Desenhada com obras de jovens cabo-verdianos. Assim sendo, se tens até 30 anos e escreves Poesia ou fazes Banda Desenha (ou Ilustração) dirige-te à Feira no próximo dia 7 de Abril e informa-te como podes participar neste fanzine colectivo.
Para além dos livros de poesia e de banda desenhada, a feira tem também prosa/ficção, história/arqueologia, literatura infantil, revistas literárias e postais de poesia visual.
Inicialmente apenas de poesia, a feira foi abrindo espaço para a Banda Desenhada, que, hoje, ocupa um lugar de destaque.
As novidades na poesia são muitas: para além dos livros de Abraão Vicente, António José Ventura, Américo Teixeira Moreira, Casimiro de Brito, Fátima Oliveira, Fernando Cabrita, Fernando Saiote, Filinto Elísio, Gabriela Rocha Martins, Graça Magalhães, Graça Pires, João Silveira, João Tomaz Parreira, Jorge Bicho, José Luiz Tavares, Lídia Borges, Maria Azenha, Mike Silves, Myriam Jubilot de Carvalho, Paulo Afonso Ramos, Paulo Eduardo Campos, Pedro S. Martins, Pedro Tiago, Raymond Farina, Tatiana Faia, Tinudu e Victor Oliveira Mateus, haverá ainda obras de Augusto Gil, Carlos Nejar, Manuel Alegre, Luís Filipe Castro Mendes, Luís Quintais, Valter Hugo Mãe, António Salvado, Clara Pinto Correia (entre outros) e, ainda, o recente livro de poesia de Rui Almeida "Cadernos de Milfontes."
E, atenção aficionados da Banda Desenhada! Nesta área também há muitas novidades: os álbuns "O Menino Triste" de João Mascarenhas ("A Essência" e o recém-editado "Punk Redux"), para além de uma série de mini-álbuns da Polvo dos seguintes autores: José Abrantes, Felipe H. Cova e M. Brouillard, James Kochalka, Blanquet, Filipe Abranches, Alain Corbel, Pedro Brito, Andreas Dierssen e Ulf K., Carlos Rico, Maria Bjorklund, Jakob Klemencic, Baladi, Derradé, Matthias Lehmann, Lazare Katsimbalis e Marcel Ruijters.
Também há revistas da Marvel, "cadáveres esquisitos" e muitos fanzines e fanálbuns para todos os gostos. O Fazine "Efeméride" também estará presente, com todos os números editados, nomeadamente a edição comemorativa sobre Tintim.
Mas há mais uma novidade: a Feira do Livro de Poesia e de Banda Desenhada vai editar um fanzine de Poesia e Banda Desenhada com obras de jovens cabo-verdianos. Assim sendo, se tens até 30 anos e escreves Poesia ou fazes Banda Desenha (ou Ilustração) dirige-te à Feira no próximo dia 7 de Abril e informa-te como podes participar neste fanzine colectivo.
Para além dos livros de poesia e de banda desenhada, a feira tem também prosa/ficção, história/arqueologia, literatura infantil, revistas literárias e postais de poesia visual.
sexta-feira, 23 de março de 2012
CidadiPoesia 2012 em Cabo Verde
CidadiPoesia, um evento com a direcção artística de Samira Pereira, é um espectáculo itinerante que homenageia a cidade e os poetas e que vai na 3ª edição. Conta com a participação de vários artistas que através de uma povoAcção convidam o público a fazer um passeio a pé pela zona histórica da cidade.Vai realizar-se no próximo domingo, 25 de Março, a partir das 17 horas, em vários espaços do Plateau (na Cidade da Praia).
A Feira do Livro de Poesia vai estar presente na Tasca Le Poulet, a partir das 17H30, durante o JukeBoxPoético (recital de poesia por Inês Ramos).
domingo, 18 de março de 2012
Dia Mundial da Poesia no Café Palkus (Praia - Cabo Verde)
Durante o mês de Março, muitos têm sido os eventos comemorativos do Dia Mundial da Poesia que se celebra a 21 de Março.No Café Palkus do Palácio da Cultura Ildo Lobo, depois da 7ª Feira do Livro de Poesia que se realizou no passado dia 17 de Março, irá acontecer no dia 21, a partir das 21H00, um recital em microfone aberto para todos os que queiram participar nesta Festa da Poesia, em que a Feira do Livro de Poesia marcará presença.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
VI Feira do Livro de Poesia em Cabo Verde

A VI Feira do Livro de Poesia vai realizar-se já no próximo dia 4 de Fevereiro (sábado), das 10H00 às 18H00, no Pátio do Café Palkus do Palácio da Cultura Ildo Lobo.
À semelhança das feiras anteriores, para além dos Livros de Poesia (que serão a grande maioria), haverá também uma pequena mostra de Banda Desenhada (álbuns e fanzines), entre outros.
Quanto à Poesia, a VI Feira terá à venda livros dos seguintes autores:
Abraão Vicente
Américo Teixeira Moreira
Casimiro de Brito
Fernando Cabrita
Fernando Saiote
Gabriela Rocha Martins
Graça Magalhães
Graça Pires
João Silveira
João Tomaz Parreira
Jorge Bicho
Lídia Borges
Maria Azenha
Mike Silves
Paulo Afonso Ramos
Paulo Eduardo Campos
Pedro S. Martins
Pedro Tiago
Raymond Farina
Tatiana Faia
Tinudu
Victor Oliveira Mateus
Não faltem!
sábado, 17 de dezembro de 2011
Feira do Livro de Poesia na Noite Branca do Plateau
A "Noite Branca", que se irá realizar no próximo dia 17 de Dezembro, irá transformar o Plateau, a partir das 18 horas, numa cidade multicultural.A actividade comercial irá manter-se durante toda a noite e as pessoas estarão todas vestidas de branco.
Além do comércio, serão realizadas actividades culturais e recreativas em todas as zonas do Plateau, até às 2 da manhã.
A Feira do Livro de Poesia também irá participar na Noite Branca do Plateau, no sábado 17 de Dezembro, no Palácio da Cultura Ildo Lobo (Praia - Cabo Verde), das 18H00 às 02H00, com (muitos) livros de poesia e uma mostra (em slideshow) de poesia visual.
Paralelamente, irá acontecer no Palácio da Cultura Ildo Lobo, uma Feira de Artesanato com artesãos do Espaço Safende, um workshop/mostra de Xilogravura com João Pedro do Juazeiro (de Fortaleza – Brasil), e muita música no pátio do café Palkus, com vários artistas, em Open Mic, entre outras surpresas.
Muitos motivos, portanto, para aparecer no sábado à noite no Plateau, com traje a rigor: de branco!
Apareçam!
http://feiradolivrodepoesia.blogspot.com
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Mais logo, em Cabo Verde:
sábado, 26 de novembro de 2011
CABO VERDE: II Feira do Livro de Poesia
A II Feira do Livro de Poesia do Plateau vai realizar-se já no próximo dia 3 de Dezembro (sábado), das 10H00 às 18H00, no Pátio do Café Palkus do Palácio da Cultura Ildo Lobo. (Praia - Cabo Verde).À semelhança da I Feira, para além dos Livros de Poesia (que serão a grande maioria), haverá também uma pequena mostra de Revistas Literárias, Livros Infantis, Banda Desenhada, Fanzines, entre outros.
Às 18H00, a Feira será palco do lançamento do livro de poesia de Abraão Vicente "e de repente a noite".Abraão Vicente é artista plástico, fotógrafo e escritor. Nasceu em Assomada (ilha de Santiago - Cabo Verde) em 1980. Vive e trabalha na Terra Branca, também na Ilha de Santiago.
É licenciado em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Desenvolve uma carreira multifacetada e como artista plástico participou num vasto leque de exposições nacionais e internacionais.
Depois do livro de contos “O Trampolim” publicado no final do ano passado, Abraão Vicente estreia-se agora na poesia, com "e de repente a noite", poemas escritos entre 2004 e 2005.Ambos os livros têm a chancela da editora Kankan Studio, uma editora "imaginária".
Mais, sobre o autor, aqui:.
http://abraaovicenti.blogspot.com
http://abraaovicente.wordpress.com
http://facebook.com/abraao.vicente
Esperamos por vós!
domingo, 30 de outubro de 2011
Não faltem à 1.ª Feira!

A 1ª Feira do Livro de Poesia do Plateau vai realizar-se já no próximo dia 5 de Novembro (sábado), das 10H00 às 18H00, no Pátio do Café Palkus do Palácio da Cultura Ildo Lobo (Praia - Cabo Verde).
Mas não teremos só Livros de Poesia. Haverá também Revistas Literárias, Livros Infantis, Banda Desenhada, Fanzines, entre outros.
Portanto, a partir do próximo dia 5 de Novembro, haverá mais um motivo para um passeio de sábado ao Plateau – para um encontro com os livros!
Com o nosso agradecimento ao Café Palkus que prontamente disponibilizou o espaço para a realização desta Feira, lá estaremos, esperando por todos os que gostam de Poesia (e não só).
Inês Ramos e Sandra Moniz
(Ah! O blogue fica aqui.)
Mas não teremos só Livros de Poesia. Haverá também Revistas Literárias, Livros Infantis, Banda Desenhada, Fanzines, entre outros.
Portanto, a partir do próximo dia 5 de Novembro, haverá mais um motivo para um passeio de sábado ao Plateau – para um encontro com os livros!
Com o nosso agradecimento ao Café Palkus que prontamente disponibilizou o espaço para a realização desta Feira, lá estaremos, esperando por todos os que gostam de Poesia (e não só).
Inês Ramos e Sandra Moniz
(Ah! O blogue fica aqui.)
domingo, 4 de setembro de 2011
CABO VERDE: Poesia de Abraão Vicente
Está quase a chegar às livrarias um livro de poesia do artista plástico e escritor cabo-verdiano Abraão Vicente.
Despois do livro de contos “O Trampolim” publicado no final do ano passado, Abrão Vicente estreia-se agora na poesia, com "e de repente a noite", poemas escritos entre 2004 e 2005. Ambos os livros têm a chancela da editora Kankan Studio, uma editora "imaginária".
Abraão Vicente nasceu em Assomada, na Ilha de Santiago, em 1980.
É licenciado em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
É fotógrafo, pintor e escritor.
Aqui fica um excerto de um dos poemas do livro:
(...)
Uma sentida homenagem
ao silêncio,
ao espaço vazio,
aos meus óculos,
à fronteira,
à bandeira do meu país,
ao azul, ao amarelo,
ao branco e ao negro,
ao castanho claro
mais que ao escuro,
ao vermelho,
sim ao vermelho,
às palavras que mais uso,
às que não uso
por esquecimento,
às que me emocionam
e às que por abandono
apenas penso.
(...)
sábado, 3 de setembro de 2011
CABO VERDE: CD com poesia de Arménio Vieira
O poeta cabo-verdiano Arménio Vieira, Prémio Camões 2009, lançou recentemente, em Cabo Verde, um CD com poemas seus.A cerimónia de lançamento realizou-se no Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), na Cidade da Praia, em Cabo Verde, no passado dia 25 de Agosto.
Este CD tem poemas ditos pelos cabo-verdianos João Rosário, repórter da RTP e Vera Cruz, cantora e actriz.
Em declarações à Agência Lusa, Arménio Vieira afirmou que concluiu recentemente um novo livro de poesia com o título «O Brumário e Suas Derivações».
domingo, 24 de abril de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
Poesia em Cabo Verde
A Câmara Municipal da Praia comemora, de 17 a 28 de Março, o Mês da Poesia, da Árvore, do Teatro e da Mulher.Dos muitos eventos que decorrerão durantes estes doze dias na Cidade da Praia, eis aqueles em que a Poesia marcará presença:
De 19 a 26:
Feira da Prosa e Poesia
Livraria do PCIL (excepto no Domingo que será na Rua 5 de Julho)
Hora: 15H00 às 21H00
Dia 20:
Vamos Fazer Poesia?
- Festa da Poesia
Escrita Colectiva de um Mural Móvel com Poesia Espontânea de Crianças e Jogos Infantis
Hora: 16H30
Local: Parque 5 de Julho
Dia 21:
Leituras Regadas
Sessão de Leitura de Poesia com Vinhos & Queijos do Fogo
Hora: 21H00
Local: Restaurante AVIS
Dia 25:
18H30: Sarau de Poesias no Feminino
Mulheres Declamando Poesia de Mulheres – CCB-CV
Dia 26:
10H00: Um dia de Poesia – Minha Primeira Poesia
CCB-CV
Dia 27:
16H00: Final do Concurso de Poesias
entre as Escolas do EBI parceiras da CM da Praia no Cinema da Praia
18H00: CidadiPoesia - Passeio na Poesia
Local: Plateau
- Praça Alexandre Albuquerque
- Rua 5 de Julho - Esplanada AVIS
- Pracinha Escola Grande
- Liceu Domingos Ramos
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Poesia na Cidade da Praia
no coreto do Plateau (Cidade da Praia, Cabo Verde).
Com os poetas Arménio Vieira, Daniel Medina, Filinto Elísio, Oswaldo Osório, Jorge Carlos Fonseca, Nuno Rebocho, Valentinous Velhinho e Vivianne Nascimento.
Moderação: Inês Ramos
Organização: Inês Ramos e Nuno Rebocho
Apoio: Câmara Municipal da Praia
Com os poetas Arménio Vieira, Daniel Medina, Filinto Elísio, Oswaldo Osório, Jorge Carlos Fonseca, Nuno Rebocho, Valentinous Velhinho e Vivianne Nascimento.
Moderação: Inês Ramos
Organização: Inês Ramos e Nuno Rebocho
Apoio: Câmara Municipal da Praia
sexta-feira, 19 de março de 2010
Dia Mundial da Poesia na Cidade Velha
A Invenção do Amor: Daniel Filipe dito a três vozes“A Invenção do Amor” (de Daniel Filipe) dá expressão ao Dia Mundial da Poesia na Cidade Velha, em Cabo Verde. No dia 21, às 19 horas, o Terreru di Kultura, na Baixa da Cidade Património da Humanidade, serve de palco a esta celebração que faz parte do calendário da UNESCO. “A Invenção do Amor” será dito a três vozes (as de José Braga-Amaral, de Sueli Duarte e de Nuno Rebocho), num ambiente adequado ao dramatismo expresso neste grande poema do autor cabo-verdiano que tem lugar de destaque na história tanto da literatura portuguesa, como das literaturas lusófonas.
Nascido na ilha da Boa Vista em 1925, Daniel Filipe foi levado muito novo para Portugal, onde cresceu e se fez homem. O seu inconformismo com o regime totalitário então vigente em Portugal, fizeram dele um autor que o colonial fascismo salazarista tentou silenciar. Mas os seus poemas (como “A Invenção do Amor”, 1961, e “Pátria, Lugar de Exílio”, 1963) tornaram-se denúncias e armas altissonantes que nem a Censura nem a PIDE (polícia política de Salazar) conseguiram neutralizar. Democrata convicto, Daniel Filipe foi dos primeiros a tomar partido pela candidatura presidencial do Marechal Humberto Delgado, em 1958, escrevendo a este respeito um romance notável, “Manuscrito na Garrafa” (1960).
“A Invenção do Amor”, escrito e publicado em 1961, ano em se intensificou a luta contra o regime de Salazar e nas colónias dominadas por Portugal eclodia a luta armada que conduziu às suas independências e ao derrube do totalitarismo português, deu continuidade ao intervencionismo de Daniel Filipe, saliente nos seus textos na revista “Seara Nova” e sobretudo na importantíssima revista cultural de que foi um dos fundadores e também director, “Notícias do Bloqueio”.
Daniel Filipe morreu novo, em 1964. Veio falecer a Cabo Verde, nunca escondendo a sua esperança de liberdade para os dois países nos quais decorreu a sua vida – Portugal e Cabo Verde, cuja independência e democratização desejou. Deixou uma bibliografia de notável qualidade, onde, além dos títulos já citados, são também de referir “Missiva” (1946), “Marinheiro em Terra” (1949), “O Viageiro Solitário” (1951), “Recado para a Amiga Distante” (1956) e “A Ilha e a Solidão” (1957), este distinguido com o Prémio Camilo Pessanha.
A Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, que promove esta sessão em colaboração com Terreru di Kultura, orgulha-se de celebrar assim o Dia Mundial da Poesia.
Tendo como seus Cidadãos Honorários poetas como Mário Fonseca e Oswaldo Osório, Cidade Velha chama todos os seus amigos a festejar, com mérito, a Poesia num lugar que já construiu incontornáveis tradições culturais. Será uma sessão a não perder.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Mais logo, na Cidade da Praia
Hoje, 30 de Outubro vai ter lugar a apresentação do livro "Lábio Cortado", de Rui Almeida, vencedor do Prémio Manuel Alegre do Município de Águeda.A apresentação vai realizar-se no Centro Cultural Português, em Cabo Verde, na Cidade da Praia.
O livro será apresentado pelo poeta Nuno Rebocho.
Eis o texto que Nuno Rebocho lerá na apresentação:
É difícil apresentar um livro – de poesia, para mais – de autor, um poeta, sobre o qual pouco se conhece: Rui Almeida apenas tem um livro publicado. Um pequeno livro, cerca de 70 páginas, posfácio e índice incluídos. Faltam-me dele referências de um antes, para mim desconhecido, e de outros textos seus aos quais me arrime.
Apenas por três vezes fugazmente me cruzei com Rui Almeida: uma, em Odivelas, há mais de um ano, na apresentação de um livro meu; outra, este ano, em Lisboa, na Casa Fernando Pessoa, no fim da homenagem ali prestada a Arménio Vieira; a última, na passada terça-feira, aqui na Praia, na esplanada de O Poeta, uma conversa que deu sobretudo num reconhecimento de terrenos e levou à descoberta de uma coorte de amigos comuns.
Foi com estes mais que reduzidos acessórios que me atrevi a aceitar a incumbência de vos apresentar este “Lábio Cortado”, o primeiro (e até ainda único) livro deste português, Rui Almeida, que voou desde Lisboa para, “parado na secura da viagem”, conhecer o arquipélago de poetas que Cabo Verde abençoadamente é. Para tamanho atrevimento, foi-me preciso o fundamental e óbvio – ler-lhe o livro. Não se riam: sei eu de pseudo-críticos que se dispensam, de facto e por defeito, de conhecer aquilo sobre que dissertam.
Lendo-o, comecei a perceber que só na aparência “Lábio Cortado” é um pequeno livro. Na verdade, não o é. Trata-se de um grande livro, de um excelente livro, construído sobre arte poética maior, bem patente a páginas 37, que é obrigatório que vos leia:
À pequena raiz do poema
Chega a memória como um centro,
Algo mais do que o ruído metódico das sílabas,
E desaba paulatinamente na mão
Que molda a frase, pousada na caligrafia.
Pequenas decisões agitam o ritmo
Da camada exterior onde floresce,
Para secar, a palavra mais recente.
É de dor o percurso e sinuoso –
Entre esperas e sucessões de vazios
Perde-se a noção de espaço
Na estratégia do equilíbrio.
No poema convergem a semântica,
A pele lustrosa da fala e o nexo,
Pequenos vermes alimentados de pés
Feitos enxame de nomes fáceis
De digerir na língua mordida
Pelos vocábulos não pronunciados do discurso.
Metro branco, rima fácil, desenho
Irregular do verso manco e seco:
Novas excrescências saindo da página
Para acompanhar os que viajam sozinhos.
Ora, este segredo de tomar as “pequenas decisões” que agitam o “ritmo” das “palavras”, correndo o risco de “perder a noção de espaço na estratégia do equilíbrio”, e que deve ser a norma do poema, é o meticuloso e minucioso ofício de Rui Almeida, fautor das “excrescências” que saem das páginas para “acompanhar os que viajam sozinhos”. É desta dor cerebral que se faz a poesia de Rui Miguel Leal de Almeida: uma dor incrustada no córtex cerebral, num qualquer locus, a um tempo pele e sexo, mas toda cérebro que é, ele mesmo, o corpo inteiro;
uma dor acremente apolínea, moldada a partir da natureza (“matéria agreste”), o tijolo da poesis, aquela “matéria agreste” de que fala o “nosso” José Luíz Tavares, cuja poética, paradoxalmente Rui desconhece, mas lhe está geminada;
uma dor pessoana, sobretudo do Pessoa anglófono (das “Transcriptions”), mas também de Campos, de Caeiro, de Reis – tempo virá em que se perceba e aceite que a heteronimia pessoana é unitária, isto é, feita de uma substância só: a “merda da lucidez”, a mesma lucidez que exala nos versos de Rui. É a lucidez de Rimbaud, de quem toda a grande poesia de hoje é filha legítima.
Ora, este “afecto da dor”, parente da angústia, é a essência do nosso hoje globalmente vazio, estiolado e quase estéril, que justifica um Dali ou um Mondrian, um Shostakovich ou um Schonberg, um Truffaut ou um Godard, um Magritte ou um Paul Klee, para falarmos ainda da “matéria agreste”: eles são (pela via da lucidez, essa “lucidez que extravasa a memória”) a humana redenção à desertificação do espaço, ao niilismo conceptual subjacente à economia do agora, à violência das relações sociais, à degradação ambiental, que são telão de fundo sobre o qual se projectam as sombras dos monstros tchalêianos – de Hitler a Staline, de Karadzic a Bin Laden. Enfim, esses terríveis sinais que levam à “incompreensão do mundo”, que é “o mal de estar vivo” e que fazem que o “agora” seja “o tempo em que não dormimos”.
Neste aqui, cada um de nós é cada vez mais um “viajante sozinho”, dolorosamente acompanhado pela sua doce solidão. No entanto, direi que tal lucidez é heróica porque não é solipsista e pode ser venturosa porque recusa a tragédia.
Escreve Rui Almeida:
“Vivos, recolhemos as mãos para falar
Insinuando revelações e proximidades
Enquanto o céu se esvazia em silêncio.
O que procuramos é o jeito da pele e a cor
Dada pelos lotes de terreno abandonados
Que se tornaram logradores espontâneos”.
Diz Rui Almeida:
“Sem denúncia ou risco
Em relação às perdas e às ausências,
Sou pouco mais do que a contenção da boca
Com que se prende a sucessão do tempo”
E afirma também:
“Ninguém me conhece para cá do visível
E, no entanto, sei que tenho um nome,
Uma morada onde guardar a morte
Enquanto não chega o desamparo”
E reclama:
“Sou da distância que busco. Cumpro as regras
A que obedece a minha liberdade”.
Quod erat demonstrandum é da melhor água a poesia que se derrama neste “Lábio Cortado”, quiçá um livro que, em minha opinião, marcará, como referência, a nova geração poética portuguesa, independentemente do que Rui Almeida venha (ou não) a escrever ainda. E sei do que falo.
Por isto saúdo a Câmara Municipal de Águeda que distinguiu esta recolha com o prémio literário Manuel Alegre – é raro que um prémio se valide pela qualidade do que premeia. Desta feita, a obra honra o prémio como o prémio honra a obra.
Apesar de certas premiações, convenhamos não serem fáceis os caminhos que se abrem à nova geração de literatos que se perfila em Portugal, a geração que está para cá de Amadeu Baptista, de Américo Rodrigues, de Jaime Rocha, de Nave – só para citar alguns que a precederam. Portugal é um país com elevada ileteracia, onde uma após outra as editoras desaparecem na voragem das falências; onde as livrarias definham e fecham, trucidadas pelo vilipêndio das grandes superfícies comerciais que apenas acolhem o que poderosas e alarves máquinas publicitárias promovem; onde a crítica literária é inexistente, substituída pelo amiguismo e pelo “tout va bien, madame la marquise”.
Apesar de tal handicap, assistimos ao espoletar da nova vaga, ainda que por vezes miseravelmente arredada dos avatares expostos à luz e quase assassinada pelos corifeus do oficialismo e pelos mordomos da conveniência. Apesar dos silêncios e da intriga, apesar das objecções e dificuldades, vemos emergir ficcionistas, como João Rafael Dionísio e Daniel Abrunheiro, para já não falar de José Luís Peixoto, e poetas como Ruy Ventura, como Daniel Maia-Pinto e como Rui Almeida. Há que ter atenção, muita atenção, a esta literatura nova.
“Lábio Cortado”, livro de estreia de Rui Almeida (estes 61 poemas que aqui se apresentam), é obra perigosamente amadurecida: saiu sem adiposidades, sem bexigas nem sarampelos, sem doenças infantis. Veio já depurada, filtrada, filigranada, com “a rasura da escrita que não deixa vestígios”, com o “vício da suavidade”. E isso, confesso, perturba-me e assusta-me. Preferia que ela ainda tropeçasse, ainda tivesse ranho e as gengivas irritadas pela erupção dos dentes. Mas nem aconteceu assim, nem eu sou Petronius, não aceito ditaduras – de modas ou qualquer outra.
Resta-me aguardar para ver o que eventual segundo livro de Rui Almeida trará. E convidar-vos a ler este muito saboroso “Lábio Cortado” e, com ele, correr o delicioso “risco” de “projectar a voz para além do mar”.
Nuno Rebocho
Cidade da Praia, 30 de Outubro de 2009
Cidade da Praia, 30 de Outubro de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
José Luís Tavares candidato ao Prémio Portugal Telecom 2009
O livro "Lisbon Blues", do poeta cabo-verdiano José Luís Tavares, é um dos candidatos ao VII Prémio Portugal Telecom, destinado a livros em Língua Portuguesa publicados no Brasil em 2008.Este livro de José Luís Tavares, lançado na 8ª Bienal Internacional do Ceará, integra a colecção Ponte Velha (criada pelos poetas Carlos Nejar - Brasil e António Osório - Portugal) da editora brasileira Escrituras.
Em Maio, o livro será apresentado na Cidade da Praia.
Em 2008, o Ministério da Educação brasileiro atribuiu a José Luís Tavares o prémio "Literatura para Todos" pelo inédito "Os Secretos Acrobatas".
Ainda este ano, José Luís Tavares vai publicar a terceira edição, bilingue (português e cabo-verdiano), de "Paraíso Apagado Por Um Trovão", estando a trabalhar na organização de uma antologia, também bilingue, intitulada "Partes do Arco-Íris: 10 Poetas Vivos de Cabo Verde".
A obra de José Luís Tavares é uma das mais relevantes do panorama literário cabo-verdiano, tendo granjeado inúmeros e prestigiados prémios, tais como o Prémio Cesário Verde, o prémio Mário António, da Gulbenkian, o prémio Literatura Para Todos, do Ministério da Educação do Brasil e o prémio Jorge Barbosa.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Rebocho e o lançamento do santo
Um excerto:
"(...) fazer da apresentação de um livro um acto solene é algo que não me agrada. Às vezes, é necessário, mas… Não vai comigo. E muito menos um lançamento…” (...) “Com franqueza, lançamentos fiz duas vezes: um livro do Galego (m.parissy). Lancei-o mesmo de uma janela sobre a fila de potenciais compradores que estavam em baixo à espera do acto. Outra vez, convidei um presidente de Câmara para um lançamento de livros. Ele ficou escandalizado, porque fizemo-lo por modalidades – livros de bolso, enciclopédias, listas telefónicas. Os concorrentes lançavam, depois medíamos as distâncias, quem lançasse mais longe, ganhava um prémio. "
Ler a entrevista completa aqui.
domingo, 23 de novembro de 2008
“Santo Apollinaire, meu santo” de Nuno Rebocho
“Santo Apollinaire, meu santo” é um livro já com alguns anos, que teve primeira edição na Nazaré (na NON NOVA SED NOVE), e agora ressurge, em segunda edição, pela mão da editora APENAS.
“Santo Apollinaire, meu santo” é um único poema que abriu caminho ao que depois se destilou em “A Arte de Matar” e noutros livros mais recentes do autor, incluindo “Discurso do Método” (já apresentado na cidade da Praia).Para Cabo Verde foram poucos exemplares (cerca de uma trintena), pelo que serão distribuídos em sessão restrita. Nuno Rebocho promete que, nesta sessão de apresentação, dirá todo o poema…
Esta sessão tem hora marcada para as 20.30 horas, de 26 de Novembro, n’A Gruta, ao Platô (Cidade da Praia, Ilha de Santiago).
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