Mostrar mensagens com a etiqueta Concursos/Prémios Literários. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Concursos/Prémios Literários. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Concurso de Poesia Albano Martins

Figura relevante da cultura portuguesa, Albano Martins tem a partir de agora o seu nome ligado ao Concurso de Poesia promovido pela Câmara Municipal do Fundão, região onde nasceu o poeta.
O regulamento do Concurso de Poesia Albano Martins contempla a modalidade “Geral” para candidatos com mais de 18 anos e o Prémio Revelação Juvenil até aos 18 inclusive.
Serão admitidos apenas poemas inéditos, o texto não poderá ultrapassar uma folha A4, e cada candidato não deverá apresentar mais de dois poemas.
As candidaturas terão de obedecer a pseudónimo, devendo a identificação completa constar num subscrito fechado.
O Município do Fundão vai entretanto difundir em pormenor as regras do concurso, podendo adiantar-se que na modalidade “Geral” haverá as categorias de primeiro, segundo e terceiro prémios; o regulamento prevê ainda (além do Prémio Revelação) a entrega de diplomas de participação. Informações mais actualizadas poderão ser solicitadas por meio de correio eletrónico a: bib.municipaleugenioandrade@gmail.com ou por correio postal para a seguinte morada:
Biblioteca Municipal Eugénio de Andrade, Rua Conselheiro José Alves Monteiro, 6230-250 Fundão.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Prémio de Poesia Sophia de Mello Breyner Andresen para Gonçalo Salvado

A União Brasileira de Escritores acaba de atribuir o Prémio de Poesia Sophia de Mello Breyner Andresen ao poeta português Gonçalo Salvado pelo conjunto da sua obra: Quando, A Mar Arte, Coimbra, 1996; Embriaguez, Sirgo, Castelo Branco, 2001; Iridescências, Sirgo, Castelo Branco, 2002; Duplo Esplendor, Afrontamento, Porto, 2008; Entre a Vinha, Portugália Editora, Lisboa, 2010; Corpo Todo, Labirinto, Fafe, 2010; Ardentia, Editorial Tágide, Lisboa, 2011 e Seminal, Lua de Marfim, Póvoa de Santa Iria, 2012.
O prémio será entregue no dia 25 de Outubro, às 15H00 em sessão solene, na Academia Brasileira de Letras no Rio de Janeiro.

Como antologiador foi autor, em 1999, da transcriação Camões Amor Somente, Caja Duero, Salamanca/Lisboa e co-autor com Maria João Fernandes de Cerejas - Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos, Editorial Tágide, Lisboa, 2004, e de Tarde Azul - Poemas de Amor de Saúl Dias, Desenhos de Julio, Bonecos Rebeldes, Lisboa, 2008.
Prepara a edição também em co-autoria com MJF, da obra: A Chama Eterna, O Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa, com prefácio de Agustina Bessa-Luís.

Acerca da sua poesia pronunciaram-se autores e críticos como Perfecto E. Quadrado: “Gonçalo Salvado é daqueles poetas a quem foi dado o dom de recriar o mundo e a luz e os nomes e as formas e as cores e os perfis do amor mais transparente e puro.” Carlos Nejar: “Extraordinário poeta do amor, onde a música se alia ao fascínio das imagens, com a capacidade de sugerir, mais do que dizer, tocar a carnação do verso sem ferir a árvore”. Maria Augusta Silva: “Um poeta fascinante no cântico do amor e do corpo da mulher amada” e António Ramos Rosa: “ Poeta lírico e erótico de m lirismo muito claro e muito perfeito, de uma claridade e unidade estilística extraordinárias.”


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Prémio Ciranda 2013

O 14.º aniversário da editora Alma Azul realiza-se na Casa Fernando Pessoa no próximo dia 27 de Setembro às 18h30.
São convidados para leituras os escritores Teolinda Gersão (Prémio Ciranda 2012), Maria Manuel Viana, Rui Zink (Prémio Ciranda 2009), e Jaime Rocha (Prémio Ciranda 2008, na imagem).
A encerrar a sessão será conhecido o livro contemplado com o Prémio Ciranda 2013.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres

A obra "Pomada em pó" da autoria de Boaventura de Sousa Santos (Coimbra) é a grande vencedora da 22.ª edição do Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres (Gondomar). Foram também contempla...das com uma menção honrosa as seguintes obras: "Nuvem com superfície Variável" de Tiago Nené (Faro); "Lisboa Modos de Habitar" de José Domingos dos Santos (Amora) e "Um homem pendurado na árvore" de Fernando Hilário (Porto).

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Prémios Literários (Poesia) a concurso


CONCURSO LITERÁRIO DE PROSA E POESIA FRANCISCO GUERREIRO
(até 1 de Julho de 2013):
Regulamento aqui.

22ª. EDIÇÃO DO PRÉMIO NACIONAL DE POESIA DA VILA DE FÂNZERES
(até 12 de Julho de 2013):
Regulamento aqui.

PRÉMIO LITERÁRIO FLORBELA ESPANCA - 2013 - POESIA
(até 15 de Setembro de 2013):
Regulamento aqui.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Amadeu Baptista vence o Prémio de Poesia Cidade de Ourense


O poeta português Amadeu Baptista é o vencedor da XXIX Edição do Premio de Poesía Cidade de Ourense, pela sua obra Um pouco acima da miséria.
Destinada a originais em galego e português, a distinção tem o valor de 6 mil euros e garante a publicação do livro.
Os trabalhos apresentados a concurso teriam de ser originais inéditos, com um mínimo de 600 versos.

Notícia do jornal Faro de Vigo, de hoje:
«El escritor portugués Amadeu Baptista ha sido el ganador del XXIX Premio de Poesía Cidade de Ourense por la obra Un pouco acima da miseria. El jurado lo califica como "un libro de excepcional personalidad. Una respiración poética amplia, un trabajo minucioso de lenguaje, que está en la base de una tensión poética intensa". 
Amadeu Baptista nació en Oporto en 1953. Cuenta con una amplia bibliografía. Colaborador habitual de periódicos, revistas, libros colectivos y antologías en diversos países de Europa y América.»

Aqui fica um poema do original «Um pouco acima da miséria»:

MURMURAÇÃO DE LEÓN TROTSKY NO SEU LEITO DE MORTE

Natália Sedova, olha-me, peço-te que me olhes fixamente
– de mim não escutarás um único gemido, mas dir-te-ei
que a última flor do terrífico é a beleza, como te disse há muito,
como repetidas vezes te disse e agora repito neste meu último fôlego:
o terrífico é a beleza, tal como tudo é neve em nós,
de vitória em vitória, ou derrota em derrota,
ou um verso aterrador de Pushkin ou Maiakovski.

Não vês a revolução permanente neste trapo vermelho
enrolado à volta da minha cabeça, enquanto ponho
os olhos num infinito não muito distante?

Que te parece este exílio, estes dias luminosos de tequila e mezcal,
estes encontros com Frida, que de tudo fala como se pintasse,
enquanto tu cozinhas deliciosamente e eu escrevo sem parar
como se não haja em nós senão comoção?

Nesta cama, onde já só aguardo a morte,
porque é de morte que estou ferido,
não te parece que tudo em mim potencia a neve e o degelo
em contraponto à dor, esse axioma de múltiplos postulados
que a dialéctica acabará por resolver,
tal como resolverá a luta de classes?

Não te parece que, desde que o mundo é mundo, o mundo
é só mudança e que para a revolução revertem
todos os sacrifícios e todos os sonhos?

Não me viste a conduzir
os exércitos entre a Ucrânia e a Crimeia
e como, de acordo com Lenine, o encadeamento
das batalhas faz todo o sentido?

Deixa que olhe o tecto desta casa estranha e que veja o que vejo:
com certeza é mágoa o que diviso, mas, ainda assim, deixa
que veja um exército alucinado sempre em marcha, um exército
em busca de futuro, mesmo que não haja futuro, ou não haja
soldados quando a guerra terminar.

Deixa que sinta este arrepio a percorrer-me o corpo
como uma ventania poderosa que varresse a estepe
e nunca mais parasse,
e fizesse de mim um homem retemperado e livre.

Inquieta-te ou não te inquieta o esgar
que me modela o rosto, agora que a morte
penetrou o meu crânio e nada mais poderei fazer
do que sentir estas dores intratáveis e a ligadura
a encher-se de sangue, enquanto tu, Natália Sedova,
pões os olhos em mim e ouves comigo o riso longínquo de Estaline
a celebrar, não a morte de um inimigo de classe,
mas a classe de um inimigo – eu mesmo neste leito,
sem temor, sem pavor pelo fim, apaziguado
pela benignidade revolucionária de quem está a morrer?

Digo que é preciso acautelar as coisas, cada clarão, cada
gesto suspeito, e que não devemos confiar se alguém
se apresentar em nossa casa como sendo um amigo,
um amigo belga que não é belga, mas alguém insidioso
que quer ter uma história para contar, uma história
tremenda, a história do meu assassinato,
e quer frequentar a nossa intimidade para nos matar,
porque no Kremlin governa Estaline e, com ele, está a neve,
a neve implacável que sem tréguas nos persegue
e é um curso sangrento, entre sápatras e sequazes,
um curso de brancura que nos quer eliminar.

Creio na fuga, no exílio permanente.
Talvez a revolução seja isso, ter um inimigo
às costas e nunca lhe ver os olhos,
e ter de dormir com a eficácia de um fugitivo,
juntando as botas a um canto, e os filhos,
e toda a parafernália de pensamentos
que aliviem, ainda que por instantes,
o medo e o paroxismo de ser acossado
por uma mão invisível e omnipotente, uma mão
mais poderosa que a mão do acaso, ou a mão de Deus.

Abro a cigarreira e é neve o que encontro,
a caneta que uso é com neve que a encho,
e, quando escrevo, é neve o que alastra
no papel, neve a expandir-se sobre a terra,
enquanto a minha boca é neve que cospe,
a neve da proscrição, a neve da Sibéria,
da Turquia e da França, neve infinita
como a única amargura de quem não pode permanecer
em qualquer lugar que esteja e, em cada sombra,
apreende uma ameaça, em cada ruído, em cada
estalido das juntas de madeira da cama em que dorme.

O que digo é que uma sombra pode soterrar um homem,
uma sombra entre as sombras pode envenenar
a alma de um homem, e que as sombras são como a neve,
estendem-se à frente dos olhos e é como se a luz
favorecesse a ameaça, e fosse a revolução a  própria ameaça,
e nada mais houvesse que essa ameaça a perseguir-nos a cada instante
e em todos os lugares, de Kronstadt à Cidade do México,
de todos os lugares em que estive até todos os papéis que escrevi,
do mais simples panfleto até à sentença de morte de um desertor
ou de um burguês contra-revolucionário.

Creio na fuga, digo. Na fuga há uma tensão que favorece
o improviso, e a vida é isso mesmo, um improviso perpétuo
para sobreviver: junta-se um fio a outro, e outro a outro,
até que fica pronta a bagagem que essa corda
há-de prender –  nessa mala depomos tudo o que é nosso,
os livros que escrevemos, as mulheres que amamos,
as sombras que a nossa intimidade reconheceu
e a corda do improviso ata a esse passo decisivo,
a fuga que é preciso empreender porque as sombras, tal como a neve,
podem adquirir qualquer forma para quem é ameaçado,
a forma de um punhal, de uma pistola, de um copo
de veneno, de uma picareta de alpinista, de pontas aguçadas,
pronta a ser desferida sobre a nossa cabeça.

Digo que o exílio é como a neve, sempre e sempre
a adensar-se sobre nós, por mais que o fogo abrase,
ou nos incendeiem a casa, ou, no ímpeto da fuga,
passemos de um país a outro, e no novo país a que aportemos
tudo seja mais cálido, mais confiável, mais acolhedor.

Ah, mas o certo é que pomos um pedaço de neve no samovar,
preparamos o chá e a água fervente, o infusor de prata,
e é sempre neve o que bebemos, a neve perpétua
de nos querermos aquecer por dentro, a conhecer
o frio permanente de quem é acossado
e atrás de si pressente a perseguição implacável.

E os nevões sucederam-se, nevava em Alma Ata,
nevava nos contra-fortes dos montes Tien-Shan,
nevava em Prinkipo, a ilha predilecta da minha afeição,
onde ficou perdido o melhor cão que já tive,
nevava na Noruega – assim como nevou em todas
as casas do precário asilo que me foi permitido,
até mesmo aqui em Coyoacán, sobre a minha mesa de trabalho,
nestes lençóis, sobre a colecção de cactos que iniciei
para aquietar a fadiga da perseguição, da angústia, do desgosto.

Ah, Natália Sedova, está a nevar nesta cama e eu sei
que é o sangue que neva da minha cabeça que alaga as almofadas
e inunda o soalho e as tuas mãos, e que Rámon Mercader, a mando de Estaline,
conseguiu o queria, dar-me o golpe que a todos recompensa, por esta neve
infalível que sempre me acompanhou e me há-de levar
ao sepulcro e ao tempo futuro.

Amadeu Baptista

terça-feira, 12 de março de 2013

Prémio Literário João José Cochofel/Casa da Escrita

Decorre, até ao dia 30 de Abril,o período de recepção de candidaturas ao Prémio Literário João José Cochofel / Casa da Escrita, que pretende estimular e homenagear a criação de escrita literária (…) e destina-se a galardoar a melhor obra em língua portuguesa – poesia, ficção, narrativa ou ensaio –, preferencialmente relacionada com Coimbra. São admitidas exclusivamente obras inéditas, que poderão revestir a forma de colectânea de autoria única, sob pseudónimo não conhecido e que o concorrente use pela primeira vez.

Consultar o Regulamento aqui.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Concurso "BENFICA EM POESIA"

O Pelouro da Cultura da Junta de Freguesia de Benfica tem aberto o concurso “Benfica em Poesia”, a propósito do Dia Mundial da Poesia.
Esta iniciativa, inovadora em Benfica, pretende divulgar e promover a poesia associando-a também à identificação cultural da própria freguesia
Benfica em Poesia será concretizada através de um concurso de poesia aberto à população sob o tema “Benfica, localidade, povo e vivências” para além de uma exposição de poemas selecionados e concerto de música.
Tema: “Benfica, localidade, povo e vivências”.
Natureza dos trabalhos: Poesia em língua Portuguesa.
Admissão de trabalhos: Serão admitidos apenas trabalhos inéditos e não publicados, escritos em português, com o limite de 1 poema por Autor
Critérios de Admissão: Os trabalhos de poesia deverão ser apresentados com o máximo de uma página A4, caracteres Times New Roman, corpo 12, dentro de um envelope, juntamente com Formulário “Benfica em Poesia” devidamente preenchido.
Datas de Participação: 14 de Fevereiro a 8 de Março – Abertura/Recepção de Candidaturas ao Concurso “Benfica em Poesia”.
8 a 15 de Março – Seleção de Poemas e Definição de vencedor.

As candidaturas deverão ser entregues presencialmente no edifício da Junta de Freguesia de Benfica, sito na Av. Gomes Pereira n.º 17, 1549-019 Lisboa, entre as 09h00 e as 20h00 ou remetidas por correio, sob registo e com aviso de receção, ao cuidado do Pelouro da Cultura, para o endereço referido, até dia 08 de Março de 2013, juntamente com o seguinte formulário de participação preenchido:

Condicionamento do Concurso: O concurso só se realizará mediante a apresentação mínima de 10 participantes.
Constituição do Júri:
- Vogal do Pelouro da Cultura da Junta de Freguesia de Benfica
- Representante da Livraria/Editora Ulmeiro
- Representante de Dinalivro Edições
- Teresa Vieira, Escritora
Prémios:
1.º Prémio: Edição de poema na Revista Benfica;
Participação em Exposição no Auditório Carlos Paredes;
3 Entradas duplas em espetáculo Auditório Carlos Paredes
Medalha/troféu 1.º Lugar Benfica em Poesia
2.º Prémio: Edição de poema na Revista Benfica;
Participação em Exposição no Auditório Carlos Paredes;
2 Entradas duplas em espetáculo Auditório Carlos Paredes
Medalha/troféu 2.º Lugar Benfica em Poesia
3.º Prémio: Edição de poema na Revista Benfica;
Participação em Exposição no Auditório Carlos Paredes;
1 Entrada Dupla em espetáculo Auditório Carlos Paredes
Medalha/troféu 3.º Lugar Benfica em Poesia.

domingo, 27 de janeiro de 2013

O Núcleo de Artes e Letras de Fafe, em parceria com a Editora Labirinto, acaba de instituir o “Prémio de Poesia Soledade Summavielle”, cuja primeira edição ocorre no presente ano e será atribuído bienalmente, propondo-se estimular a criação literária, bem como o aparecimento de novos autores.
O concurso destina-se a promover a escrita criativa, bem como lembrar e homenagear a poetisa fafense Soledade Summavielle (1907-2000) e a Poesia em geral.
São admitidos a concurso trabalhos inéditos de autores residentes em Portugal, com idade superior a 18 anos, inclusive.
O Prémio pressupõe a atribuição do montante de 500€ e a edição da obra distinguida com a chancela da Editora Labirinto.
Os trabalhos a concurso deverão ser enviados até 31 de Dezembro de 2013, sendo a edição da obra premiada apresentada no mês de Março de 2014, no âmbito das actividades evocativas do Dia Mundial da Poesia.
O Regulamento pode ser pedido por e-mail, para: editoralabirinto@gmail.com  

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Concurso "Performance Poética (em vídeo)"

A Edita-Me, em parceria com o Olhares.com e o Rivoli, acaba de abrir o Concurso de Performance Poética (em vídeo).
Este concurso, consiste na produção de vídeos de performance poética por parte dos concorrentes, a partir de poemas/textos seleccionados de obras editadas pela Edita-Me, e destina-se a premiar o melhor vídeo nas seguintes categorias:
- Melhor vídeo em termos absolutos
- Melhor performance poética
- Melhor produção vídeo
Os trabalhos deverão ser enviados até 15 de Março de 2013.
Mais informações aqui.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

VILA REAL: Amadeu Baptista recebe hoje o Prémio Literário António Cabral

O poeta Amadeu Baptista recebe hoje em Vila Real, numa cerimónia que terá lugar no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, pelas 21H00, o Prémio Literário “António Cabral” que venceu com o livro original «Sistina».

Eis o poemas de abertura:

ARQUITECTURA

Estas paredes levantam-se para o céu
para que a casa de Deus tenha as medidas
da Sua omnipotência
e seja o templo alicerçado nas alturas,
entre as nuvens e o silêncio,
entre a pálpebra azul do firmamento,
e um rarefeito cômputo de passos,
porventura de homens, porventura
do que do divino aos homens
se aproxima, e os cinge
à Sua imagem e semelhança,
haja ou não haja remissão ou indulgência.

O céu é indiviso, e indivisas as luzes,
os seus enigmas, a sua arquitectura.
E monolíticos são os arcos que o suportam,
as suas sombras e anjos,
o seu farfalhar magnífico e aterrador,
sob o qual tudo arde, de repente,
sobrevindo ao infinito da casa,
na sempre eterna solidão salvífica
o princípio de tudo e o seu fim.

É esta casa ampla, como é amplo
Deus, e omnipotente, tal como serão
os homens que O olham desde o chão,
de súbito altíssimos, mas prenhes
de humildade e indefesos, inacabados,
assim que a Sua Voz lhes sulca
o coração, ou Deus prolonga o silêncio
no Seu verbo, que os calcina.

Felizes os cativos, felizes
os que se devotam aos rumores do templo,
felizes os que põem as mãos na sua ara,
os que confrontam a matéria
e pelo sonho aguardam, os que fendem
a terra e colocam pedras nos Seus furos,
e amassam nas mãos o Seu cimento,
a Sua argila cálida, a Sua água ardente,
o Seu fermento. Felizes os que levantam
andaimes nas paredes, os que usam
a roldana, a grua, o cabrestante, felizes
os que suam, os que usam vigas de cedro
na casa do Senhor, e Lhe propõem
um tecto e uma cama, e lhe dão uma porta
para que nunca parta.

É esta casa alta porque ao cimo
se constroem as casas onde Deus mora,
onde vivem os vivos que imploram
que ao seu templo se una outro templo
mais afeito à claridade que aos enigmas,
fulgente, porque nele embebe Deus
os homens em sabedoria, enquanto
ao seu redor as calamidades grassam
e os profetas erguem ao sol as suas mãos
secas como palha e escutam trombetas
no deserto, sangrando dos ouvidos,
e balbuciam a vinda do que há-de vir
e em Jerusalém, pressagiam, será o templo
caído e levantado num pestanejar.

Felizes os que sabem escutar os rumores
do templo, os que sobem escadas,
os que gizam esboços, os que preparam
as tábuas, e os que talham arestas,
os que abrem compassos e adestram réguas,
os que moldam o ferro, os que manejam
garlopas, e goivas, e espátulas,
os que afinam o gesso, os que limpam
as pedras, e os que carregam baldes,
e carros, e mosaicos,
e blocos de mármore, e gamelas
de reboco, e os que afagam soalhos,
e aplicam ladrilhos, e os que apertam os tornos,
os que puxam o fogo e instalam as águas,
os que estabelecem as cordas
e, no estaleiro, dormem ao relento,
os que debuxam, os que montam,
os que revestem, os que limpam,
os que vazam, os que cozinham, os que rebitam,
os que laminam, os que esculpem,
e os que rezam no fim, pela obra feita.

É esta casa o esplendor de Deus, lugar
de guardar as arcas e os mistérios,
e de recolher os homens
e os clarões que o escuro desvanece,
a casa onde as sombras iluminam
por intervenção divina,
e se abriga a paz que há-de reinar para todo o sempre,
porque é próprio da paz poder reinar,
mesmo que Sisto IV no templo se reveja
como Deus proibiu, tal como a David
proibiu Deus de construir na eira, porque
era esse um lugar sangrento
e só Deus sabe o preço que há no sangue,
o tanto que o sangue subverte,
o nosso sangue,
o sangue das ovelhas e dos pastores,
o sangue dos canteiros e dos pintores,
o sangue dos que sofrem e dos pacíficos.

Ah, felizes os que sabem escutar os rumores
do templo, sob a espessa pálpebra do firmamento.

Amadeu Baptista

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho

Instituído pela Câmara Municipal de Loures, a 10.ª edição do Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho distingue obras inéditas de poesia de autores portugueses, com um prémio de três mil euros.
O prazo de entrega dos trabalhos concorrentes termina no dia 3 de Dezembro de 2011.
Mais informações aqui.

Prémios de Revelação APE/BABEL 2010

Os Prémios de Revelação, a atribuir pela Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio da Babel, distinguem, este ano, obras inéditas de autores portugueses em duas modalidades: poesia e ensaio literário.
Os Prémios – até ao máximo de três, em cada modalidade – traduzem-se na garantia de publicação das respectivas obras, pelo grupo de editoras que os patrocina, o qual também pagará os direitos de autor.
As obras deverão ser entregues entre 21 de Setembro e 25 de Novembro de 2011.
Mais informações aqui.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Luís Felício vence Prémio Literário Cidade de Almada

“A Sombra dos Lugares”, da autoria de Luís Felício, foi o original premiado na edição 2011 do Prémio Literário Cidade de Almada (modalidade de Poesia). O vencedor foi conhecido no passado dia 22 de Setembro, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada.
A decisão do júri, constituído por Liberto Cruz, em representação da Associação Portuguesa dos Críticos Literários, José Correia Tavares, vice-presidente da Associação Portuguesa de Escritores, e Fernando Pinto do Amaral, em representação da Câmara Municipal de Almada, foi tomada por unanimidade.
A este prémio, no valor de cinco mil euros, concorreram 219 originais.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Prémio de Poesia Nuno Júdice 2011

Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro em parceria com a Universidade de Aveiro e o Grupo Poético de Aveiro, o Prémio de Poesia Nuno Júdice tem por objectivos celebrar o poeta Nuno Júdice, afirmar a referência de qualidade e contemporaneidade da sua obra e usá-la como estímulo criativo.
O prémio tem o valor de 2.500 euros e os trabalhos, em língua portuguesa, deverão ser entregues até dia 30 de Setembro.
À presente edição serão admitidos a concurso autores residentes em Portugal e autores naturais dos municípios geminados ou que tenham protocolos de cooperação com a autarquia de Aveiro, a saber:
Arcachon – França
Belém do Pará – Brasil
Bourges – França
Cholargos – Grécia
Ciudad Rodrigo – Espanha
Cubatão – Brasil
Farim – Guiné-Bissau
Forli – Itália
Inhambane – Moçambique
Mahdia – Tunísia
Oita – Japão
Panyu – China
Pelotas – Brasil
Pemba – Moçambique
Santa Cruz, ilha de Santiago – Cabo Verde
Santo António do Príncipe – São Tomé e Príncipe
São Bernardo do Campo – Brasil

Mais informações e regulamento, aqui.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Prémio Literário Manuel António Pina 2011

Encontram-se abertas, até 30 de Setembro, as candidaturas à 2ª Edição do Prémio Literário Manuel António Pina, instituído pela Câmara Municipal da Guarda com o objectivo de homenagear o escritor e poeta natural do distrito.
Este prémio é atribuído anualmente e a edição de 2011 distinguirá obras de poesia.
O prémio terá o valor de 2.500 euros, e a obra premiada será editada pela C. M. da Guarda em parceria com a editora Assírio&Alvim.
Só poderão concorrer trabalhos inéditos de poesia de autores portugueses.
Mais informações e regulamento, aqui.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Amadeu Baptista vence Prémio Literário António Cabral (Vila Real)

O júri do Prémio Literário ‘António Cabral’ decidiu, por unanimidade, declarar vencedor original Sistina, de Miguel Bravo, pseudónimo de Amadeu Baptista (n. 1953).

Em quase trinta anos de edição – onde já se entreviam inspirações bíblicas, como tentações, ismaelitas e Nínive –, a discursividade deste poeta eleva, agora, suas repetições, anáforas, copulativas, pronomes pessoais, tempos de um verbo novo e metáforas à altura do salmo, entre Velho e Novo Testamento, com figurações crísticas e pagãs, num balancear que a arquitectura da Capela Sistina promove e euforiza.

A leitura de espaço maior da Cristandade assenta na relação ecfrástica (processo regular no premiado) entre arquitectura, pintura fortemente individualizada e poesia, constituindo inesperada revisão da história da Humanidade. Esse balanço ou alternância é também oposição e equivalência, em que se alicerça a composição do livro, à imagem do Livro: parede da ala esquerda, parede da ala direita, fechando, além, com a morte de Moisés e, aqui, com a Última Ceia; chão, tecto – e, neste, profetas versus sibilas, com, nos painéis centrais, quadros genesíacos e cenas pouco edificantes. São quarenta poemas – o número 40 tem forte significado na Bíblia – coroados por um Juízo Final que é louvor da arte e sua capacidade ressurreccional.


Na conseguida unidade do conjunto, em revisitação de um locus nunca extensivamente cuidado na nossa lírica, ressuma o ouro de uma inesperada religiosidade.


Tinham-se apresentado a concurso 43 trabalhos, alguns de notável qualidade.


A data e programa da sessão de entrega do Prémio serão oportunamente divulgados.

(texto do blogue de Amadeu Baptista)

sábado, 12 de março de 2011

Prémio Literário Manuel António Pina 2010

O livro «A Divina Pestilência» de João Rasteiro foi o vencedor a primeira edição do Prémio Literário Manuel António Pina, instituído pela Câmara Municipal da Guarda.
João Rasteiro é poeta e ensaísta, licenciado em Estudos Portugueses pela Universidade de Coimbra, e traduziu para português poemas de vários escritores estrangeiros, como Harold Alvarado Tenório e Miro Villar.
Este livro, editado recentemente pela Assírio & Alvim, estará brevemente nas livrarias.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Concurso de Poesia da Escola Sec. das Laranjeiras

Por ocasião da comemoração do Dia Mundial de Poesia 2011, a Equipa da Biblioteca Escolar da Escola Secundária das Laranjeiras (BEESL) convida todos os alunos do ensino secundário a participarem no concurso de poesia Descobre o poeta que há em ti, o qual tem por objetivos promover o gosto pela leitura e pela escrita da poesia, valorizando esta expressão literária.
Os alunos podem concorrer até 11 de Março.
Regulamento aqui.