Depois de, no ano passado, ter sido publicada nos EUA a antologia "Collected Lyric Poems of Luís de Camões" , numa tradução do poeta e professor britânico Landeg White e com a chancela da editora Princeton University Press, foi recentemente editada a antologia “Sonnets and Other Poems”, com tradução de Richard Zenith, publicada pelo Centro de Estudos Portugueses da Universidade de Massachusetts Dartmouth com o apoio da Fundação Luso-Americana. “Sonnets and Other Poems” contém uma selecção de 40 sonetos, seguindo-se outros poemas, canções e redondilhas. O lançamento teve lugar no passado dia 1 de Junho, no auditório da Fundação Luso-Americana, com a presença de Vasco Graça Moura e de Frank Sousa e Victor Mendes, ambos professores da Universidade de Massachusetts Darmouth.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
Mais uma tradução para inglês da lírica de Camões
Depois de, no ano passado, ter sido publicada nos EUA a antologia "Collected Lyric Poems of Luís de Camões" , numa tradução do poeta e professor britânico Landeg White e com a chancela da editora Princeton University Press, foi recentemente editada a antologia “Sonnets and Other Poems”, com tradução de Richard Zenith, publicada pelo Centro de Estudos Portugueses da Universidade de Massachusetts Dartmouth com o apoio da Fundação Luso-Americana. “Sonnets and Other Poems” contém uma selecção de 40 sonetos, seguindo-se outros poemas, canções e redondilhas. O lançamento teve lugar no passado dia 1 de Junho, no auditório da Fundação Luso-Americana, com a presença de Vasco Graça Moura e de Frank Sousa e Victor Mendes, ambos professores da Universidade de Massachusetts Darmouth.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Prairie Schooner 83
Prairie Schooner - Volume 83, Number 1, Spring 2009A revista literária americana Prairie Schooner nº 83 (Primavera 2009) contém colaborações dos poetas portugueses Adília Lopes, António Ladeira, Eduardo Pitta e Pedro Gil-Pedro, entre outros autores luso-descendentes.
É uma publicação trimestral de Ficção, Poesia, Ensaio e Revisão, editada pela University of Nebraska Press e o Programa de Escrita Criativa do Departamento de Inglês da mesma universidade. Incluem o corpo docente deste programa Jonis Agee, Grace Bauer, Ted Kooser, Greg Kuzma, Amelia Maria de la Luz Montes, Hilda Raz, Gerald Shapiro e Judith Slater. Compõem o conselho consultivo Stephen M. Buhler, Stephen Behrendt, Linda Pratt e Stephen Hilliard.
A Prairie Schooner atribui, anualmente, prémios literários nas categorias de Poesia e Ficção para autores que escrevem em língua inglesa, no valor de 3000 dólares aos primeiros classificados (em cada categoria) e 1000 dólares aos segundos.
Mais informações aqui.
terça-feira, 24 de março de 2009
Filho da poetisa Sylvia Plath suicidou-se 46 anos depois da mãe
Nicholas Hughes, filho dos poetas Ted Hughes e Sylvia Plath, suicidou-se no passado dia 16 de Março, 46 anos depois do suicídio da sua mãe em Fevereiro de 1963.Nicholas Hughes, que sofria de depressão, matou-se na sua casa do Alasca. Era professor na Universidade do Alasca-Fairbanks, mas tinha recentemente renunciado ao cargo para instalar uma oficina de cerâmica em casa.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Poemas de Barack Obama
Dois poemas de Barack Obama, o novo presidente dos Estados Unidos da América, publicados quando este tinha 19 anos (divulgados recentemente nos EUA pelo jornal The New Yorker) e que podem ser lidos no blogue A Casa dos Poetas, traduzidos para português por Tiago Nené, aqui.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
disrupção/disruption de Jorge Melícias

Com o título “disruption” foram traduzidos num único volume, nos Estados Unidos, pela durationpress três livros de poesia de Jorge Melícias ("A Luz nos Pulmões, "Incubus" e "A Longa Blasfémia"), com tradução para inglês por Brian Strang e Elisa Brasil.
It's a beautiful and disturbingly vivid work translated from Portuguese by myself and Elisa Brasil. A preface to his poetry is included.
Brian Strang
Jorge Melícias nasceu em 1970. Publicou "Ahagahe" (A Mar Arte, 1994), "A Um Deus De Olhos De Graça" (A Mar Arte, 1995), "O Tempo de Foaron" (A Mar Arte, 1998), "Iniciação ao Remorso" (A Mar Arte, 1998), "A Luz Dos Pulmões" (Quasi Edições, 2000), "O Dom Circunscrito" (Quasi Edições, 2003), "Incubus" (Quasi Edições, 2004) e “A Longa Blasfémia” (Objecto Cardíaco, 2006).
Tem poemas publicados no Brasil e traduzidos para inglês, espanhol e servo-croata.
Traduziu, entre outros, Saint-John Perse, Leopoldo María Panero e António Gamoneda.
O "durationpress", é um dos sites literários mais prestigiados e visitados dos Estados Unidos com trabalhos editados de grandes nomes da poesia americana contemporânea (Charles Berstein, Bob Perelman, Michael Basinski, Coral Bracho (poeta mexicana), Norma Cole, Michael Palmer, entre outros).
terça-feira, 23 de setembro de 2008
O poeta habilidoso Osama Bin Laden
Segundo o Público de ontem, serão publicados nos EUA, na próxima semana, poemas escritos por Bin Laden.Um professor da Universidade da Califórnia especialista em literatura árabe terá descoberto que Bin Laden recitava, em festas, poemas de sua autoria. O mesmo professor terá declarado que "Bin Laden é um poeta habilidoso, com boas rimas e métrica".
Ao que parece, Bin Laden intitula-se "poeta da guerra" e a sua poesia tem por objectivo despertar o interesse dos jovens para uma "teologia radical".
Ler a notícia completa, aqui.
Circulam já pela blogosfera variadíssimas especulações sobre a poesia de Bin Laden.
Até agora, a mais engraçada que encontrei, foi esta, do "Blogue do baixo ao alto":
Manifesto Anti-Bush (excerto)
(...)
O Bush nú é horroroso!
O Bush cheira mal da boca!
Morra o Bush, morra! Bum!!
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Mahmud Darwish (1941-2008)
Morreu no passado dia 9 de Agosto, nos Estados Unidos, o poeta palestiniano Mahmud Darwish, aos 67 anos, um dos mais importantes poetas árabes contemporâneos, cuja actividade literária e política o tornaram no poeta nacional da Palestina.Mahmud Darwish nasceu na Palestina em 1941. Em 1948 a sua aldeia foi atacada pelos sionistas e os habitantes levados para outros lugares. Aos sete anos Darwish fugiu para o Líbano à procura de notícias da sua família que, no entanto, não conseguiu encontrar. Um ano depois o poeta retornou à Palestina, onde encontrou a sua aldeia totalmente arrasada e ocupada pelos israelitas. Darwish escreveu os seus primeiros textos poéticos quando ensinava na aldeia de Der Al Asad. Foi detido e preso pelos israelitas em diversas alturas ao longo da sua infância e adolescência, tendo mais tarde sido proibido de leccionar no ensino superior. Entretanto, foi para Moscovo em 1970, e para o Cairo no ano seguinte. Desde então organizou várias publicações e centros de pesquisa palestinianos. Foi presidente da Sociedade de Escritores e Poetas Palestinianos e foi várias vezes indicado para o Prémio Nobel.
Em Abril de 1988 o então primeiro-ministro Isaac Shamir iniciou uma ofensiva contra Darwish devido ao seu poema "Aqueles que passam entre as palavras passageiras", que, segundo Shamir era "a expressão exacta dos objectivos do bando de assassinos organizados debaixo do guarda-chuva da OLP". Na verdade, o poema é um pedido dirigido aos israelitas para que deixem as terras ocupadas.
Em Abril de 2002 o exército israelita atacou e destruiu o Centro Cultural Jalil Sakatini (Ramalá), dirigido por Darwish. Antes, o edifício tinha sido saqueado pelas forças militares de Israel que levaram arquivos, documentos e obras de arte e a seguir o destruíram com explosões de cargas de dinamite. O edifício também era sede da prestigiosa revista literária palestiniana Al Karmel, também dirigida por Darwish. Horas mais tarde a operação continuou com a invasão da casa do poeta, que residia em Paris, onde continuava a editar a revista literária Al Karmel.
Com livros traduzidos em mais de 20 idiomas e vários prémios internacionais, Mahmud Darwish é o autor da Declaração de Independência Palestiniana, escrita em 1988 e lida por Iasser Arafat quando declarou unilateralmente a criação do Estado Palestiniano.
Darwish ganhou notoriedade ainda nos anos 60, com a publicação do seu primeiro livro "Pássaro sem asas", uma colectânea de poemas que inclui "Bilhete de Identidade". Escrito na primeira pessoa, o poema descreve o momento em que um árabe fornece os números do seu documento de identificação numa barreira israelita, na tentativa de retornar à sua terra.
Bilhete de Identidade
Escreve!
Sou árabe
e o meu bilhete de identidade é o cinquenta mil;
tenho oito filhos
e o nono chegará no final do Verão.
Vais zangar-te?
Escreve!
Sou árabe.
Trabalho na pedreira
com os meus companheiros de infortúnio.
Arranco das rochas o pão,
as roupas e os livros
para os meus oito filhos.
Não mendigo caridade à tua porta,
nem me humilho nas tuas antecâmaras.
Vais zangar-te?
Escreve!
Sou árabe.
Sou um homem sem título.
Espero, paciente, num país
em que tudo o que há existe em raiva.
As minhas raízes,
foram enterradas antes do início dos tempos
antes da abertura das eras,
antes dos pinheiros e das oliveiras,
antes que tivesse nascido a erva.
O meu pai descende do arado,
e não de senhores poderosos.
O meu avô foi lavrador,
sem honras nem títulos,
e ensinou-me o orgulho do sol
antes de me ensinar a ler.
A minha casa é uma cabana,
feita de ramos e de canas.
Estás feliz com o meu estatuto?
Tenho um nome, não tenho título.
Escreve!
Sou árabe.
Roubaste os pomares dos meus antepassados
e a terra que eu cultivava com os meus filhos;
não me deixaste nada,
apenas estas rochas;
O governo vai tirar-me as rochas,
como me disseram?
Escreve, então,
no cimo da primeira página:
a ninguém odeio, a ninguém roubo.
Mas, se tiver fome,
devorarei a carne do usurpador.
Tem cuidado!
Cuidado com a minha fome,
Cuidado com a minha ira!
Em Portugal, a editora Campo das Letras publicou em 2002 o livro "O Jardim Adormecido e Outros Poemas", com selecção e tradução de Albano Martins. Os poemas deste livro foram extraídos dos volumes "La terre nous est étroite et autres poèmes" (antologia organizada pelo próprio poeta, antecedida de um prefácio inédito do autor, publicada, em 2000, pela editora Gallimard), "Plus rares sont les roses" (Les Éditions de Minuit, 1989) e "Poèmes palestiniens" (Les Éditions du Cerf, 1989).
terça-feira, 29 de julho de 2008
Poesia lírica de Camões publicada nos Estados Unidos
A antologia está organizada de acordo com as viagens de Camões. A primeira parte chama-se "Antes de África", a segunda "Antes da Índia", a terceira "Índia e para além" e a quarta "Portugal".
Camões foi o primeiro grande artista europeu a atravessar o hemisfério sul e a sua poesia é marcada por quase duas décadas passadas no norte e leste de Africa, Golfo Pérsico, Índia e Macau. Desde uma elegia em Marrocos a um hino escrito no Cabo Guardafui na ponta norte da Somália, até aos primeiros poemas modernos de amor a uma mulher não europeia, essa lírica reflecte os encontros de Camões com lugares e povos radicalmente desconhecidos, lê-se nesta antologia.
Em “Collected Lyric Poems of Luís de Camões”, o premiado tradutor de “Os Lusíadas” dá aos leitores de língua inglesa a primeira colecção completa de sonetos de Camões, canções, elegias, hinos, odes, éclogas e outros poemas — mais de 280 poemas.
Landeg White traduziu “Os Lusíadas” de Luís Vaz de Camões (Oxford World's Classics) com que venceu o Prémio Teixeira Gomes para a tradução em 1998. Um prolífico poeta e estudioso, que ensina Inglês e Estudos Americanos na Universidade Aberta de Lisboa, em Portugal.
quinta-feira, 5 de abril de 2007
Poetas portugueses nos transportes públicos de Washington

Numa iniciativa enquadrada nas comemorações do cinquentenário dos Tratados de Roma, que fundaram a UE, organizada pela representação da Comissão Europeia na capital norte-americana com a colaboração dos 27 estados, serão lidos durante o mês de Maio, poemas de autores dos 27 estados membros da União Europeia.
De Portugal, serão lidos excertos de «Os Lusíadas», de Camões, «Mar», de Sophia de Mello Breyner Andresen, «Coração Polar», de Manuel Alegre, «Chuva Oblíqua», de Fernando Pessoa, e «Áspera Vida», de Vitorino Nemésio.
Ao longo do mês serão lidos cinco poemas de cada país na língua original e numa tradução inglesa, no metropolitano e nos autocarros de Washington.
As participações dos restantes países ainda não são conhecidas.
Estarão em breve disponíveis mais informações em: europeanpoetryinmotion.eu.
A Comissão Europeia considera que esta é «uma grande oportunidade para os Estados-membros divulgarem a sua língua e literatura e ao mesmo tempo apoiarem os Estados Unidos no seu esforço para promover a literacia».
Neste projecto, a Comissão Europeia conta com o apoio da Autoridade dos Transportes de Washington, a Comissão para as Artes e Humanidades da capital dos Estados Unidos e da Sociedade Americana de Poesia, entre outras entidades.
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