quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às QUINTAS
com Miguel Martins
72ª sessão
Bar a Barraca
27 de Fevereiro 22H30
Entrada livre 

«Senhoras e Senhores, Meninas e Meninos, Eis Luís Filipe Parrado, o verdadeiro e inigualável “incrível almadense”; poeta, tradutor e crítico de mil talentos; cristianizador dos lapões, domesticador da mosca tsé-tsé, inventor da bisnaga vira-bicos, reencarnação de D. Sebastião! 
Na próxima 5ª, Parrado, coadjuvado por essa nefanda alimária que dá pelo nome de Miguel Martins, empreenderá a leitura de algumas poetas de aqui e agora, num número cujo arrojo só tem par na escalada do Monte Branco ou na deglutição integral de um leitão da Bairrada. 
Quem não aparecer é porque cruza diariamente os dados do horóscopo com os do Eurostat.»
(Miguel Martins dixit)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

«Interrupção» de manuel a. domingos

«Interrupção»
Edição do autor 2014

Fotografia de capa por Miguel de Carvalho e desenho de Carla Ribeiro.
Composição e paginação de Pedro Ribeiro, numa tiragem única de 100 exemplares, dos quais vinte numerados de 1 a 20 pelo autor e cinco numerados de I a V pelo autor, ilustradora e fotógrafo, no mês de Fevereiro de 2014.

Encomendas: medulalivros@gmail.com

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

«Outros Poemas de Menagem» de Jorge Castro

No próximo sábado, dia 15 de Fevereiro, pelas 15 horas, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha, terá lugar a apresentação do livro de poemas de Jorge Castro - Outros Poemas de Menagem –, iniciativa da Comunidade de Leitores e de Cinéfilos das Caldas da Rainha.
O evento contará com Fernanda Frazão, da editora Apenas Livros, alunos do Conservatório de Música das Caldas da Rainha, Heloisa Monteiro (guitarra clássica) e Mário Piçarra (composição e canto).
Pela generosidade da Junta de Freguesia de Carcavelos-Parede, o livro não tem preço. Quem quiser, poderá deixar, como contrapartida, um donativo em favor da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos e São Domingos de Rana – também esse, absolutamente voluntário.

«Lembrei-me agora»

A editora Medíocre acabou de publicar Lembrei-me Agora, com ilustrações de L Filipe dos Santos e textos de Wilson F. A primeira edição, limitada a 150 exemplares, é escrita em português, mas também pode ser lida em inglês. Sobre a capa também há uma história. Para a imprimir foi usada uma velhinha máquina de serigrafar, a Gocco, brinquedo popular nos anos oitenta. Desse processo manual resultaram capas únicas a cada número.
O livro será lançado oficialmente dia 15 de Fevereiro, pelas 16h, na galeria experimental Saguão, em Viseu. Lá, não só se poderá conversar com o autor das ilustrações, como estarão em mostra vários trabalhos em redor do universo desta obra.
Expandindo o universo deste livro, Wilson F. adicionou a esta publicação uma pequena cantiga a partir de um dos seus textos e, numa produção caseira, criou Rouxinol. O tema é uma forma diferente de apresentar o que por ali dentro se conta, e poderá ser para o leitor mais uma razão para conhecer esta edição. Todos os detalhes estão na página da editora em www.mediocre.pt

A Medíocre surgiu há quatro com o objectivo de criar produtos que se distinguissem pela sua abordagem e criatividade. Os primeiros passos foram promissores e algumas das suas criações estão mesmo disponíveis além-fronteiras. Agora, a Medíocre dá mais um passo na sua expansão afirmando-se como editora. Depois de Emergir, um livro de fotografia e poesia de Luís Belo, Lembrei-me Agora é a sua segunda publicação.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às QUINTAS
com Miguel Martins
70ª sessão
Bar a Barraca
13 de Fevereiro 22H00
Entrada livre 

«Rui Miguel Ribeiro. Que dizer de Rui Miguel Ribeiro, esse vulto incontornável da lírica e da lubricidade lusas, que ainda não tenha sido amplamente propagandeado por títulos tão variados como a “Crónica Feminina”, a “Dica da Semana”, a “Paris Review”, a “Gina” e as “Selecções do Reader’s Digest”? 
“Um mocinho melífluo”, chamaram-lhe Charles Mason e Idi Amin Dada. “Uma explosão de ternura”, afirmou Catalina Pestana. “Deixou-me cá uma caterva de dívidas, de Joane a Matosinhos”, acrescentou sua mãe, visivelmente contristada. 
Ora, acontece que, na próxima 5ª, o vate se junta a MM para – sem sombra de pudor – darem cabo de uma série de prosas e poesias do enorme Blaise Cendrars, o mais prolixo dos manetas helvéticos.
Quem não aparecer é porque acha que Lombalgia é uma região de Itália. 

Por se tratar da 70ª sessão, cá vai a lista de quantos, ao longo deste tempo, tiveram a bondade de nos honrar com a sua participação: 
Músicos: Abdul Moimême, Alexandre Andrade, Anabela Duarte, Ana Dias, Ana Van Zeller, André Ramos, António de Miranda, Filipe Homem Fonseca, Franz Dorsam, Gala Celma, Inês Macedo, João Camões, Johannes Krieger, Judith Retzlik, Mário Rua, Pedro Castro, Ricardo Cruz, Ricardo Pinto, Rui Godinho, Sónia Montenegro, Tomás de Miranda, Tozé Salomão, Vasco Gato. 
Leitores: Abel Neves, Alexandre Sarrazola, Ana Salomé, Ana Zanatti, Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, Bruno Béu, Carlos Mota de Oliveira, Changuito, Clara Caldeira, Cristina Maria da Costa, Frederico Pedreira, F. Starik, Hélder Costa, Inês Ramos, Jaime Rocha, Joana Serrado, João Miguel Henriques, John Frey, John Mateer, José Luís Costa, Manuela Costa, Margarida Ferra, Mariana Pinto dos Santos, Marta Soares, Ozias Filho, Patrícia Baltazar, Ricardo Marques, Rui Brás, Rui Miguel Ribeiro, Sandra Filipe, Sérgio Moras, Vasco Gato. 
Artistas plásticos: Ana Tecedeiro, Luís Henriques, Sandra Filipe. 
Oradores: Alejandro Laguna, David Ferreira, Hugo Pinto Santos, João Menezes-Ferreira, Mário Galego, Paulo Tavares.»
(Miguel Martins dixit)

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às QUINTAS
com Miguel Martins
69ª sessão
Bar a Barraca
6 de Fevereiro 22H30
Entrada livre 

«Estávamos na Primavera de 1978. O local? Ferragudo. No único laivo de sexualidade da sua vida, Angela Merkel passou uma noite inteira a tentar conquistar Ana Salomé, a qual, contudo, rechaçou, convicta e liminarmente, esses avanços. No dia seguinte, já na pista do aeroporto de Faro, Angela jurou vingar aquela afronta votando a pátria de Camões e Minervino Pietra a toda a sorte de privações e indignidades. Essa vingança tardou mas não falhou… 
Ora, confrontada com as suas responsabilidades e com a obrigação de fazer algo para compensar o povo luso, Salomé acedeu a, na próxima 5ª, junto a MM, ler algumas das suas mais arrojadas e rigorosas traduções poéticas. Porque – é certo e sabido – não há fome que sobreviva a um bom alexandrino. 
Quem não aparecer é porque partiu uma perna ao esquiar na pança do Helmut Kohl.»
(Miguel Martins dixit)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Agenda poética do Olimpo


QUARTA (5 FEV)
22.00 h - POESIA NO OLIMPO
(noite poética de participação e tema livres, com alguma música de permeio; Viola: Miguel O Migas; Tema sugerido: TERRA...) Evento semanal.

TERÇA (11 FEV)
22.30 h - POESIA & MÚSICA
Sebastião da Gama (projecto sobre poetas portugueses falecidos; Org: Luís Beirão; Leituras: Ana Almeida Santos, Libânia Madureira, Manuela Oliveira; Marta Bessa; Rogério Moreira & quem trouxer poemas; Música: a designar) Evento mensal, na 2ª Terça de cada mês.

QUARTA (12 FEV)
21.30 h - Apresentação do livro "Gavetas das Cores dos Dias" (Manela Correia; Editora: Corpos)
22.30 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação e tema livres, com alguma música de permeio; Viola: Miguel O Migas; SEM TEMA SUGERIDO - LIVRE) Evento semanal.

Olimpo (Bar Café)
Rua da Alegria, nº 26 - Porto

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Agenda poética do Olimpo


QUARTA (29 JAN) 22.00 h - POESIA NO OLIMPO
(noite poética de participação e tema livres, com alguma música de permeio; Viola: Miguel O Migas; Tema sugerido: VENTO, AR, BRISA...) Evento semanal.

QUARTA (5 FEV) 22.00 h - POESIA NO OLIMPO
(noite poética de participação e tema livres, com alguma música de permeio; Viola: Miguel O Migas; Tema sugerido: TERRA...) Evento semanal.

OLIMPO: Rua da Alegria, nº26 - Porto

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às QUINTAS
com Miguel Martins
68ª sessão
Bar a Barraca
30 de Janeiro  22H30
Entrada livre 

«No passado dia 18, cumpriram-se 30 anos sobre a morte do grande (e tantas vezes injustiçado) poeta José Carlos Ary dos Santos. Por esse motivo (e porque gosta e não é pouco!), na próxima 5ª, MM regressará à obra do autor de “Adereços, Endereços”, com o savoir faire e a exaltação viral que o caracterizam quando se trata de invectivar a burguesia. 
Quem não aparecer é porque é daqueles que dizem ter (e têm) “a vida inteira dentro do telemóvel”.»
(Miguel Martins dixit)

sábado, 25 de janeiro de 2014

Lançamento do livro «Outra Nudez»


Lançamento do livro «Outra Nudez», com poesia de Gonçalo Salvado e desenhos de João Cutileiro.
Sábado 25 de Janeiro, às 17H00, na Guilherme Cossoul de Campolide (Rua Professor Sousa da Câmara, 156 – Campolide (às Amoreiras), Lisboa.
Com a presença dos autores (Gonçalo Salvado e João Cutileiro).
Apresentação por Maria João Fernandes.
Leitura de poemas por Inês Ramos.

Mais informações sobre o livro aqui.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às QUINTAS
com Miguel Martins
67ª sessão
Bar a Barraca
23 de Janeiro, 22H30
Entrada livre 





«E vi que todos os danos 
se causavam das mudanças 
e as mudanças dos anos; 
onde vi quantos enganos 
faz o tempo às esperanças. 
Ali vi o maior bem 
quão pouco espaço que dura, 
o mal quão depressa vem, 
e quão triste estado tem 
quem se fia da ventura. 

Eis, nos soberbos versos do “Cavalheiro Camões”, o mote – nada modesto, diga-se – para a sessão da próxima 5ª, em que poesia e filosofia se entremearão pelas vozes de Miguel Martins, funâmbulo sonâmbulo, e Bruno Béu, poeta, estudioso, compositor, pianista, sex symbol e autor do famoso slogan “Cada sílaba um apotegma! Já!”. 
Quem não aparecer é porque votou no Messi para a Bola de Ouro e no Arnaut para a Goldman Sachs.» 

 (Miguel Martins dixit)

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Noites com Poemas

17 de Janeiro (sexta-feira) 21h30
93ª sessão das Noites com Poemas
Biblioteca Municipal de Cascais - São Domingos de Rana

EDITA Nómada em Monachil - Granada


Novo livro de Filipe Marinheiro

«Chegou em Dezembro de 2013 às livrarias o novo livro de Filipe Marinheiro intitulado “Silêncios” pela Chiado Editora. A obra reúne cerca de 270 poemas inéditos em 378 páginas.
Em desdobramentos melancólicos entre poesia em prosa e verso, a realidade poética é uma densa complexificação que devora o universo e é, ao mesmo tempo, devorada por ele.
A escrita desta segunda obra do jovem poeta é pautada pela construção e desconstrução da linguagem, resultando numa poesia de transfiguração e transmutação, caracterizando o sujeito poético como plural, obscuro e enigmático. Léxicos múltiplos, caminhos diversos para dar a conhecer os diferentes acontecimentos da sensibilização, a fim de exprimir o que mais puro existe na existência. Em “Silêncios”, a rebeldia e fragmentação da linguagem quase que hipnotiza a atmosfera envolvente, desenvolvendo uma sobre-realidade alquímica e mística, purificando a própria palavra e o vazio absoluto.
A força motriz da sua obra concentra-se nesse excesso do sensível, duplamente graça e maldição. Se por um lado, confere acesso a mundos mágicos e ao encanto dos sentidos pela sensibilidade e imaginação, por outro lado, exponencia o sofrimento, a angústia, a dor, a revolta causada pela violência da opacidade e agressividade do mundo, realidade insuportável que estremece o seu universo poético. Poesia de deambulação, vigília inquieta, procura ofegante de espaço vital, grito infinito da fragilidade extrema do ser humano nesta subtil inércia das forças.
O leitor é arrastado por um turbilhão de sentidos, em desvios múltiplos, num excesso imagético — despido e desamparado encontrará a verdade do ser. Apesar de uma poesia marcadamente desassossegada e melancólica, a tónica da mensagem de Filipe Marinheiro é esperança de resolução do mundo pela suavidade, beleza e pelo amor.
Para que se possa melhor conhecer este autor, o único caminho é lê-lo, atravessar a obra para encontrar os seus próprios “Silêncios”.
É possível encontrar uma forte influência dos poetas: Al Berto, Herberto Helder, Artur Rimbaud, Mário Cesariny, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, Lautréamont, Paul Verlaine, Stéphane Mallarmé, Charles Baudelaire, Paul Bowles, Antonio Gamoneda, entre outros...»

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às QUINTAS
com Miguel Martins
66ª sessão
Bar a Barraca
16 de Janeiro, 22H30
Entrada livre 

«Baudelaire, António Nobre, Alphonsus de Guimaraens, Álvares de Azevedo, Cesário Verde, Tristan Klingsor, David Mourão-Ferreira, Joaquim Pessoa. São estes os poetas que Miguel Martins nos lerá na próxima 5ª. E que têm eles em comum? Todos louvaram ou mencionaram os cachimbos nos seus poemas. 
A acompanhar as leituras, Rui Godinho (piano e guitarra clássica) fará, comme d’habitude, a alegria de miúdos e graúdos, dos 7 aos 77. 
É de notar que se prevê a presença na audiência de alguns dignitários do excelso Cachimbo Clube de Portugal. 
Quem não aparecer é porque ainda não se refez do fim da produção dos Provisórios.»
(Miguel Martins dixit)

A Barraca fica no Largo de Santos, em Lisboa.

Agenda poética do Olimpo


14 JAN (Terça)
22.30 h – POESIA & MÚSICA – João de Deus (projecto biográfico sobre poetas portugueses já falecidos; Org:Luis Beirão; Leituras: Ana Almeida Santos, Libânia Madureira, Manuela Oliveira, Marta Bessa & Rogério Moreira; Música: a designar) Evento mensal.

15 JAN (Quarta)
22.30 h - POESIA NO OLIMPO (poesia de participação e tema livre, mas com uma sugestão de tema semanal; Acompanhamento: Miguel o Migas; Tema sugerido: água) Evento semanal.

16 JAN (Quinta)
22.30 h – POESIA DE CHOQUE (poesia “a rasgar” e a “queimar”, projecto de A. Pedro Ribeiro & Luís Beirão; Agostinho Magalhães no banjo) Evento mensal.

22 JAN (Quarta)
22.30 h - POESIA NO OLIMPO (poesia de participação e tema livre, mas com uma sugestão de tema semanal; Acompanhamento: Miguel o Migas; Tema sugerido: fogo) Evento semanal.

23 JAN (Quinta)
22.30 h – DÁDIVA (projecto poético-performativo-musical de Luís Beirão & Blandino Soares) Evento mensal.

OLIMPO: Rua da Alegria, nº26 - Porto

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Guarany no Guarany

No Café Guarany do Porto, no próximo sábado, vai ter lugar uma apresentação do livro «Guarany» de Joana Serrado, numa conversa sobre cafés do Porto, amores desencontrados e poemas imperfeitos. Com Pedro Eiras (literatura), Marinela Freitas (feminismo), Stella Faustino (Poesia), Francisco Meirinhos (Filosofia Medieval) e Rui Lopo (Saudade), moderada pela jornalista Amanda Ribeiro.

Livro «Outra Nudez» de Gonçalo Salvado e João Cutileiro


Acaba de ser publicado Outra Nudez, livro de poesia de Gonçalo Salvado com desenhos do escultor João Cutileiro (Escultores de Livros, Lisboa). A obra, uma edição muito cuidada e de uma grande beleza, foi concebida por Henrique Lagarto, designer gráfico responsável pelas edições e catálogos de João Cutileiro. O livro conta com um prefácio de Maria João Fernandes.

Do prefácio citamos: “Com os seus poemas breves, aparentemente simples, ao modo dos haikais do Oriente, Gonçalo Salvado define o essencial de uma Arte de Amar dispersa, e de um modo muito mais discursivo, nos seus outros livros e define-se também e uma vez mais como um grande poeta lírico. Estes poemas são os axiomas de uma nova lógica que apresenta ao centro a mulher e uma natureza que transporta em si a infinita força de um despertar através do amor, e através deste, do espírito, velha palavra em desuso, mas que acha forma de se ocultar e ao mesmo tempo de se revelar, na luz, que de página para página, neste livro, nos cega e ilumina. O diálogo faz-se com os desenhos de João Cutileiro, a sua linha poderosa e irruptiva, instintiva e magistral, sintetizando os ritmos essenciais de um Cosmos com um rosto feminino. Metamorfoses do corpo numa sensualidade que reproduz o luxo das formas, volumes oferecidos à carícia dos sentidos, elucidando sobre o talento do Mestre escultor. No vaivém entre a cenografia dos desenhos e a cintilação das palavras, entre o silêncio e o bailado das linhas, se compõe a sinfonia de um amor cujo mistério reside na palavra. Mistério da poesia e mistério e beleza da poesia deste livro.”

Gonçalo Salvado nasceu em 1967, em Lisboa, tendo residido toda a sua infância e a sua juventude em Castelo Branco. Licenciado em Filosofia, tem vindo a assumir-se como um poeta exclusivo do amor. Publicou oito livros de poesia: Quando, A Mar Arte, Coimbra, 1996; Embriaguez, Sirgo, Castelo Branco, 2001; Iridescências, Sirgo, Castelo Branco, 2002; Duplo Esplendor, Afrontamento, Porto, 2008; Entre a Vinha, Portugália Editora, Lisboa, 2010; Corpo Todo, Labirinto, Fafe, 2010; Ardentia, Editorial Tágide, Lisboa, 2011 e Seminal, Lua de Marfim, Póvoa de Santa Iria, 2012.
Como antologiador publicou, em 1999, a transcriação Camões Amor Somente, Caja Duero, Salamanca/Lisboa e foi co-autor com Maria João Fernandes de Cerejas, Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos, Editorial Tágide, Lisboa, 2004, e de Tarde Azul, Poemas de Amor de Saúl Dias, Desenhos de Julio, Bonecos Rebeldes, Lisboa, 2008.
Em 2013, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribuiu-lhe o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen, pelo conjunto da sua obra poética.
Acerca da poesia do autor pronunciaram-se autores e críticos como Perfecto E. Quadrado: “Gonçalo Salvado é daqueles poetas a quem foi dado o dom de recriar o mundo e a luz e os nomes e as formas e as cores e os perfis do amor mais transparente e puro.”
Carlos Nejar: “Extraordinário poeta do amor, onde a música se alia ao fascínio das imagens, com a capacidade de sugerir, mais do que dizer, tocar a carnação do verso sem ferir a árvore”.
Maria Augusta Silva: “Um poeta fascinante no cântico do amor e do corpo da mulher amada” e António Ramos Rosa: “Poeta lírico e erótico de um lirismo muito claro e muito perfeito, de uma claridade e unidade estilística extraordinárias.”
João Cutileiro, o mais prestigiado escultor português, nasceu em Lisboa, em 1937. Vive e trabalha em Évora, onde está exposta uma parte da sua obra, desde 1985. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e, mais tarde, ingressou na Slade School of Art, em Londres (Inglaterra). Reconhecido nacional e internacionalmente, Mestre Cutileiro já foi galardoado com vários prémios e as suas obras fazem parte de colecções públicas e privadas em Portugal e no estrangeiro.