sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Nuno Júdice é o novo director da Colóquio/Letras

O poeta Nuno Júdice é o novo director da revista Colóquio/Letras, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian, e o conselho editorial será presidido por Eduardo Lourenço.
A Fundação Calouste Gulbenkian pretende que a revista continue a ser uma referência no campo literário, o que sucede desde 1971, seguindo os princípios e valores que a nortearam desde a sua criação e orientação por Hernâni Cidade, Jacinto Prado Coelho, David Mourão-Ferreira e Joana Varela.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O dias do Amor

Como (alguns de vós) sabeis, tive em mãos, no último ano e meio, a prazenteira (ou amorosa) tarefa de organizar uma antologia de Poesia sobre o Amor, a pedido da editora Ministérios dos Livros.
Neste empreendimento, empenhei-me em reunir os mais belos poemas de amor, no limite de tempo que me foi concedido. Recolha esta que resultou num conjunto de 365 poemas de 365 poetas diferentes, com satisfatória contemporaneidade, pois inclui um número significativo de autores vivos (grande parte, com poemas inéditos).
Não segui “correntes”, nem estilos, nem tendências, apenas pretendi reunir poemas com a temática do amor, numa proposta o mais diversificada possível, desde a antiguidade até aos dias de hoje.
E assim nasceu Os dias do Amor — Um poema de amor para cada dia do ano.
A antologia estará nas livrarias no próximo dia 23 de Janeiro e estão previstos lançamentos no Porto, em Viseu, em Lisboa e também mais a Sul: em Faro e, possivelmente, em Évora.
O livro tem um belíssimo prefácio escrito pelo (também poeta presente na antologia) Henrique Manuel Bento Fialho e a capa foi trabalhada sobre uma foto original do (também poeta presente na antologia) Ozias Filho.
Agradeço publicamente a: Amadeu Baptista, E. M. de Melo e Castro, Myriam Jubilot de Carvalho, Ozias Filho, Henrique Manuel Bento Fialho, Eduardo M. Raposo, Álvaro Faria, Fernando Esteves Pinto, Luís Graça, António Ramos Rosa, Casimiro de Brito, Adalberto Alves, António Simões, Manuel Neto dos Santos, José Manuel de Vasconcelos, Rui Costa, Maria Teresa Dias Furtado, Miguel Martins (pelo apoio, pelas sugestões, pelos contactos, pelos livros, pelas traduções, pela amizade).

“Porque por amor enlouquecem os amantes, por amor se suicidam e matam (...), por amor o sacrifício, a entrega mística e a obstinação carnal, ou a entrega da carne e a obstinação mística, por amor os duelos reparados pela conciliação, por amor os territórios transfronteiriços, a abolição das fronteiras, o fim das dicotomias, por amor a paixão, por amor a morte, tudo isso num poema.”
Henrique Manuel Bento Fialho
(do Prefácio)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Poesia "in progress"


Poesia "in progress"
O natal visto pelos nossos grandes poetas
Org.: Poetria
(Café Progresso, dia 18, às 21.30 h)
Rua Actor João Guedes, nº5, Porto.

Novidades Afrontamento

DUPLO ESPLENDOR
Gonçalo Salvado
«[...] Uma muito particular mística se anuncia neste livro e na poética de Gonçalo Salvado. A mulher, sol e fruto de uma sombra que desenha a doçura, a consciência desperta ante o sortilégio de um amor sempre sonhado. O amor, como a poesia, embriaga e desperta, conduz o viajante entre palpáveis e férteis segredos. As palavras têm som e perfume, cor e música, asas e estrelas e esse dom, essa oferenda de uma natureza íntima é o dom do corpo, um corpo amado e que ama em correspondências que anunciam a nupcial, inicial, aliança do humano e do Cosmos, do Cosmos e do divino. [...]» (do prefácio)


POETAS DO ATLÂNTICO
Maria Irene Ramalho
Esta obra encerra três objectivos principais. Em primeiro lugar, reler a poesia de Pessoa à luz da tradição anglo-
-americana, com a qual tem tantas afinidades, e, a partir daí, ressituá-la no lugar que lhe cabe no contexto mais vasto do modernismo ocidental. Em segundo lugar, repensar as implicações ideológicas da poesia lírica através, justamente, do confronto de Pessoa com o modernismo anglo-americano. A este respeito, a relação de Pessoa com Whitman reveste-se de grande importância. O modo como Pessoa lê Whitman ajuda-nos a entender melhor a relação dos modernistas americanos com o «poeta da democracia americana». Por sua vez, o seu modo de ler a «nação» elucida-nos sobre o modo como os poetas americanos lêem «América». Por último, este livro destaca uma série de conceitos pessoanos, sugerindo que eles oferecem uma boa estratégia para fazer falar a dificuldade de falar sobre poesia. Por conceitos pessoanos, a autora entende tanto conceitos realmente usados por Pessoa, como conceitos que a leitura de Pessoa a autoriza a atribuir-lhe. Por exemplo: o Atlantismo e a Interrupção, que informam respectivamente o terceiro e o sétimo capítulos, são conceitos como tal formulados por Pessoa. O mesmo acontece com o Desassossego, que na conclusão ajuda a avaliar o contributo de Pessoa para o nosso entendimento da lírica moderna. Por sua vez, a Arrogância e a Intersexualidade, que dão forma ao quarto e quinto capítulos, são conceitos que se deduzem da leitura de Pessoa, com o mesmo objectivo em mente: compreender melhor a lírica moderna através da sua poesia.
Maria Irene Ramalho é licenciada pela Universidade de Coimbra e doutorada pela Universidade de Yale. É professora de Estudos Ingleses e Americanos da Universidade de Coimbra e International Affiliate do Departamento de Literatura Comparada da Universidade de Wisconsin-Madison.

Antes rir... que chorar!


Leilão do espólio de Fernando Pessoa — versão "Os Contemporâneos"
(encontrado no blogue Um Fernando Pessoa)

"Nada, senão o instante, me conhece.
Minha mesma lembrança é nada, e sinto
Que quem sou e quem fui
São sonhos diferentes."

Prémio de Poesia Daniel Faria 2009

Recordo que estão ainda abertas as candidaturas ao Prémio de Poesia Daniel Faria, pelo que os interessados poderão enviar os seus trabalhos até 31 de Dezembro de 2008.

Aqui fica o Regulamento:

Regulamento do “Prémio de Poesia Daniel Faria”
1. A Câmara Municipal de Penafiel, a Quasi Edições e os herdeiros de Daniel Faria instituem anualmente o “Prémio de Poesia Daniel Faria”.
2. O Prémio é atribuído na modalidade de Poesia, visando estimular a criação poética e, em especial, o aparecimento de novos autores.
3. Podem concorrer ao Prémio trabalhos inéditos de autores com idade inferior a 35 (trinta e cinco anos) no mês de apresentação dos resultados (Março 2009).
4. São admitidas a concurso, exclusivamente, obras inéditas em língua portuguesa, com o mínimo de 30 (trinta páginas).
5. O Prémio consiste na edição da obra premiada pela Quasi Edições e no pagamento integral dos direitos de autor dos exemplares vendidos pela editora, no valor de 10% sobre o preço de capa.
6. As obras concorrentes deverão ser enviadas até 31 de Dezembro de 2008, para “Prémio de Poesia Daniel Faria”, Quasi Edições, Apartado 562, 4764-901, Vila Nova de Famalicão.
7. Para efeito de atribuição do Prémio, será constituído um Júri composto por um representante da Câmara Municipal de Penafiel, um representante da Quasi Edições, um representante da Comissão de Edição da Obra de Daniel Faria e uma personalidade de reconhecida competência nesta área.
8. O representante da Câmara Municipal de Penafiel presidirá ao Júri; em caso de empate, um elemento do Júri, rotativamente nomeado, terá voto de qualidade.
9. O Júri pode propôr a não atribuição do Prémio por falta de qualidade das obras concorrentes; não pode, em caso algum, atribuí-lo a mais do que uma obra.
10. O Júri pode atribuir Menções Honrosas no número que lhe aprouver.
11. O autor a quem tenha sido atribuído o Prémio não pode concorrer na edição seguinte.
12. Os trabalhos concorrentes, de que deverão ser enviados 5 (cinco) exemplares para a morada mencionada no ponto 6, serão assinados com pseudónimo não conhecido, usado pela primeira vez, e acompanhados de um envelope lacrado contendo a identificação do autor e os dados para contacto.
13. Os exemplares dos trabalhos não premiados não serão devolvidos, sendo destruídos 30 (trinta) dias após o anúncio dos resultados.
14. Os resultados serão publicitados na Comunicação Social e disponibilizados no site da Editora, no site da Câmara Municipal de Penafiel e em outros sites relacionados com as entidades promotoras do Prémio.
15. Todos os casos omissos serão deliberados pelos promotores do Prémio.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Poesia para crianças

Vai ter lugar no próximo dia 17 de Dezembro, na Livraria Salta Folhinhas (Rua António Patrício, nº 50, no Porto), pelas 18h30, a sessão de apresentação do novo livro de poesia para crianças da autoria de Amadeu Baptista "Os Cavalos a Correr", ilustrado por Estela Baptista Costa e editado pela editora Trinta por uma linha.


Ternura

A magnífica
refeição que o tratador
dá ao cavalo:
aveia,

duas dúzias de cenouras
e uma maçã vermelha.
Devolve-lhe o cavalo
a afeição

com um roçagar
leve da garupa.
Todo ele afecto,
a derramar ternura.

Outras sugestões para os próximos dias


16 de Dezembro (terça-feira):

VILA NOVA DE GAIA - El Corte Inglés
Lançamento do livro "Açougue" de Amadeu Baptista (XVI Prémio de Poesia Espiral Maior), no próximo dia 16 de Dezembro, pelas 18h30, no El Corte Inglés – Sala de Âmbito Cultural (Piso 6), Av. da República, 1435 – Vila Nova de Gaia.
A sessão contará com a presença de:
Ramón Pernas (Director de Âmbito Cultural), Jorge Velhote (poeta), Miguel Anxo Fernán Vello (Director das Edições Espiral Maior) e Amadeu Baptista (o autor).

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17 de Dezembro (quarta-feira):

PORTO – Palacete Viscondes de Balsemão
Vai ter lugar, no dia 17 de Dezembro, uma sessão de apresentação de dois livros de António Rebordão Navarro. Trata-se da reedição, sob chancela da edium editores, de duas obras do autor: "Romagem a Creta" (primeiro romance do autor, publicado em 1964) e do poemário "27 Poemas" (publicado em 1988).
O evento decorrerá no Palacete Viscondes de Balsemão (Praça Carlos Alberto, Porto), pelas 21.00 horas.

PORTO - Clube Literário do Porto
No dia 17 de Dezembro, vai ter lugar no Piano Bar do Clube Literário do Porto, pelas 22:00, uma sessão das Quartas Mal Ditas sob o tema "Nascer".
Com leituras por Anthero Monteiro, António Pinheiro, Diana Devezas, Isabel Marcolino, Joana Padrão, Luís Carvalho, Mário Vale Lima, Marta Tormenta, Rafael Tormenta e interpretação musical por Carlos Andrade (voz e guitarra acústica).

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18 de Dezembro (quinta-feira):

PORTO – Teatro do Campo Alegre
Lançamento da antologia “DIGA 33 – os poetas das Quintas de Leitura”, obra integrada na Colecção Cadernos do Campo Alegre, editados pela Fundação Ciência e Desenvolvimento. O lançamento deste 12º livro dos Cadernos do Campo Alegre realizar-se-á no decorrer de um espectáculo de Quintas de Leitura, no dia 18 de Dezembro, às 22h00, no TCA.
Esta antologia perpetua a passagem de importantes poetas da poesia portuguesa contemporânea pelo ciclo “Quintas de Leitura”, com 33 textos, muitos deles inéditos, e 33 retratos captados propositadamente para a antologia.
A antologia é organizada pelo programador do ciclo, João Gesta, e os retratos, captados entre Abril e Outubro deste ano, são da autoria da Pat. Susana Fernando assina o design gráfico da obra.
Os 33 retratos da fotógrafa Pat estarão em exposição no Foyer do teatro a partir de 16 de Dezembro, podendo a exposição ser visitada das 14h00 às 22h00.
Os autores são:
Adília Lopes, Daniel Jonas, Regina Guimarães, Ana Deus, Yolanda Castaño, Aldina Duarte, Paulo Condessa, Nuno Moura, João Rios, José Luís Peixoto, Jorge Sousa Braga, valter hugo mãe, Gonçalo M. Tavares, Filipa Leal, Adolfo Luxúria Canibal, Nuno Júdice, Maria do Rosário Pedreira, Paulo Campos dos Reis, Pedro Mexia, Rui Reininho, Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Ana Luísa Amaral, António Mega Ferreira, Pedro Abrunhosa, Manuel António Pina, João Habitualmente, Jorge Reis-Sá, Fernando Pinto do Amaral, Vasco Gato, Maria Andresen, Marta Bernardes, Catarina Nunes de Almeida e José Tolentino Mendonça.

CASCAIS - Biblioteca Municipal
Mais uma edição do NOITES COM POEMAS - dia 18 de Dezembro, pelas 21h30, na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana.
Convidado: Joaquim Boiça, que falará de faróis e d'«As Palavras são Faróis...».





LISBOA – Café Martinho da Arcada
Convívios Poéticos do Círculo Nacional d'Arte e Poesia
Até 27/12/2008
Todas as quintas, das 16h às 18h
Informações Úteis: 213 973 717
No Café Martinho da Arcada (Pç. do Comércio, 3)


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19 de Dezembro (sexta-feira):

PORTO – Clube Literário do Porto
«KUNUAR» é o título do mais recente livro de Luísa Coelho, cuja apresentação tem lugar no Clube Literário do Porto, na próxima sexta-feira, dia 19, pelas 21h30.
Uma provocação, uma chamada de atenção, ou um soco no estômago em forma de poemas sobre a realidade angolana. Uma realidade que a autora tão bem conhece.
A apresentação estará a cargo de Silvestre Pestana.

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20 de Dezembro (sábado):

CASCAIS – Biblioteca Municipal
Dia 20 de Dezembro, pelas 16 horas, na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, terá lugar a sessão de lançamento do livro PerCursos de Cascais - um mar de escritas, colectânea de textos de 18 autores que integraram uma Oficina de Escrita Criativa promovida pela Câmara Municipal de Cascais, com Luís Miguel Viterbo. Contos, memórias, poemas, desvarios, retratos da vida a que a liberdade criativa emprestou novas cores e outras formas, da autoria dos participantes no curso.

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21 de Dezembro (domingo):

PORTO – Livraria Gato Vadio
Sessão de Poesia – Súmula
Com Nuno Meireles e Júlio Gomes
Domingo, dia 21 de Dezembro, 17h30
Gato Vadio, Rua do Rosário 281
Porto

Sugestão da Andante para esta semana


Coisas que não há que há

Uma coisa que me põe triste
é que não exista o que não existe.
(Se é que não existe, e isto é que existe!)
Há tantas coisas bonitas que não há:
coisas que não há, gente que não há,
bichos que já houve e já não há,
livros por ler, coisas por ver,
feitos desfeitos, outros feitos por fazer,
pessoas tão boas ainda por nascer
e outras que morreram há tanto tempo!
Tantas lembranças de que não me lembro,
sítios que não sei, invenções que não invento,
gente de vidro e de vento, países por achar,
paisagens, plantas, jardins de ar,
tudo o que eu nem posso imaginar
porque se o imaginasse já existia
embora num sítio onde só eu ia...

Manuel António Pina

Interpretado pela Andante:

Voz: Cristina Paiva; Música: W. A. Mozart (piano - Klára Wurtz); Sonoplastia: Fernando Ladeira

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Correntes d’ Escritas vai celebrar 10 anos em 2009







O 10º Correntes d’Escritas vai decorrer entre os dias 11 e 14 de Fevereiro de 2009.
Desde 2000 que durante quatro dias de Fevereiro a Póvoa de Varzim acolhe poetas, ficcionistas, contistas, críticos e agentes literários, professores, editores, jornalistas e leitores. E em 2009, a Poesia voltará a ser premiada.
Já é conhecida a lista dos 90 livros candidatos ao Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas, no valor de 20 mil euros. Será desta lista que sairá o vencedor.
No júri estão Ana Luísa Amaral, Casimiro de Brito, Jorge Sousa Braga, Fernando Guimarães e Patrícia Reis, que anunciarão a lista de finalistas em Janeiro. O vencedor será conhecido na sessão de abertura do Encontro, sendo o prémio entregue na cerimónia de encerramento.
Também os autores mais jovens (entre os 15 e os 18 anos) serão premiados com o Prémio Literário Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus, que tem a sua própria lista de candidatos. São, no total, 183 trabalhos poéticos que concorrem a um prémio no valor de mil euros.

E, "a pedido de várias famílias"... aqui fica a lista dos livros candidatos ao Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas:

ASA/LEYA
Caçador de Pirilampos José Carlos de Vasconcelos

ASSÍRIO & Alvim
A Moeda do Tempo Gastão Cruz
Bellini e Pablo Também Luís Amorim de Sousa
Caligrafia Imperial e Dias Duvidosos Manuel Afonso Costa
Entre Cão e Lobo Manuela Parreira da Silva
Filho Pródigo José Agostinho Baptista
Nada Tão Importante Que Não Possa Ser Dito José Alberto Oliveira
O Acidente Jorge Gomes Miranda
O Amante Japonês Armando Silva Carvalho
Pétalas Negras Ardem nos Teus Olhos Luís Falcão
Segredos do Reino Animal Helder Moura Pereira

BONECOS REBELDES
Sortilégios da Terra canto de narração e exemplo Zetho Cunha Gonçalves

CAMINHO/LEYA
A Terceira Mão Manuel Gusmão
Auto-Retrato João Melo
Círculos / Dos sentidos das coisas André Barata / Rita Taborda Duarte
Deserto Pintado Isabel Cristina Pires
Dois Corpos Tombando na Água Alice Vieira
Entre Mar e Margem Henrique Dinis da Gama
idades cidades divindades Mia Couto
Inteiro Silêncio Cristina de Mello
Manual para Amantes Desesperados Paula Tavares
Ritos de passagem Paula Tavares

CAMPO DAS LETRAS
Dos limões amarelos do falo às laranjas vermelhas da vulva Eduardo White
Quando não souberes copia Fernando Tordo

COSMORAMA
Plantas Hidropínicas Fernando de Castro Branco
Poemas de Caravaggio Amadeu Baptista
Sobre as Imagens Amadeu Baptista
Zerbino José Rui Teixeita

COTOVIA
As Têmporas da Cinza A.M. Pires Cabral
Canto Onde Luís Quintais
Sonótono Daniel Jonas
Vida: Variações Bénédicte Houart

DERIVA
A Metamorfose das Plantas dos Pés Catarina Nunes de Almeida
Apócrifo José Ricardo Nunes
Catálogo de venenos Marilar Aleixandre
Da Sombra que Somos Maria Sofia Magalhães
Mágoa das Pedras Joaquim Castro Caldas
Meridionais João Pedro Messeder
O Problema de Ser Norte Filipa Leal

DOM QUIXOTE
A Luz da Madrugada Fernando Pinto do Amaral
A Matéria do Poema Nuno Júdice
As coisas mais simples Nuno Júdice
Doze Naus Manuel Alegre
Quarteto para as próximas chuvas João Rui de Sousa
Ribatejo e Além Carlos Frias de Carvalho

EDIÇÕES NELSON DE MATOS
Sete Partidas Manuel Alegre

GRAAL
Peregrinação Sentimental Rui Valada

INTENSIDEZ
Hangares do Vendaval Luís Serguilha

LETRAS & COISAS
Dizer-te Depois do Mundo Nuno Viana
O animal eólico do corpo Nuno Higino

LIVRO DO DIA
E como ficou chato ser moderno Luís Filipe Cristóvão
Quarto Escuro Inês Leitão

OCEANOS/LEYA
Analogia e Dedos Pedro Tamen
Lápis Mínimo Ana Marques Gastão
Senhor Fantasma Pedro Mexia

PAPIRO EDITORA
o cheiro da sombra das flores João Negreiros
Música de Viagem Cristino Cortes

PÁSSARO DE FOGO
Murmúrios Ventos Jorge Casimiro

PÉ DE PÁGINA
Água Crioula Olinda Beja
Fragmentos António Bento
Não se Ama o Mar sem Amar as Marés Rui Alexandre Grácio
vocação vegetal Sousa Dias

QUASI
A Cidade e os Livros Antonio Cicero
A Noite, o Que É? Francisco José Viegas
Amargas Cores do Tempo Nuno de Figueiredo
American Scientist António Gregório
Bibliotheca Scatologica José Emílio-Nelson
Casa Grande Sofia Pinto Correia Melo
Descrição da Mentira António Gamoneda
Gaveta de Papéis José Luís Peixoto
Inquietude Maria Teresa Horta
Livro de Estimação Jorge Reis-Sá
O Cão dos Dedos João Rios
Omertà Vasco Gato
Oráculo José Rui Teixeira
Órbitas Primitivas Paulo Renato Cardoso
Pêndulo Paulo Tavares
Revólver Rui Lage
Rua do Mundo Eucanaã Ferraz
Se me comovesse o amor Francisco José Viegas
Vão Cães Acesos na Noite Alexandre Nave
Vou para Casa Jorge Reis-Sá

7 DIAS 6 NOITES
Quilómetro Zero Ivo Machado

EDIÇÕES DE AUTOR
Angel Ana Paula Almeida
As Profundezas da Minha Mente Tiago Casanova
Contra a Manhã Burra Miguel - Manso
Enquanto a Manhã Não Foge César Maciel
Ensaios em dó menor Maria Carmen Lino
Póvoa, Musa de Varazim Ana Paula Almeida
Uma Nesga de Céu Maria Lino

69 Poemas de Amor


No dia 12 de Dezembro será apresentada em Lisboa, pelas 18:00,
na Livraria Bulhosa de Entrecampos (Campo Grande, 10-B)
a antologia 69 POEMAS DE AMOR de Casimiro de Brito,
editada pela 4 Águas Editora.

A antologia será apresentada por Maria João Cantinho, e serão lidos poemas por várias personalidades, seguindo-se um beberete.

Branco no branco, cantou
Bashô. Despes o vestido,
dispo o teu corpo.
A tua sombra na parede
branca. Sorris.
Apagas a luz.
Sabes que a tela da tua pele
me vai iluminar.
Debruças-te no meu peito:
sabes que o teu hálito me vai
acender. Branco
no branco.
Derramados
um no outro. Quem é luz?
Quem é sombra?
A cotovia
começa a cantar.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Novo ípsilon






















Vai ver a versão on-line, aqui.

Foi há 10 anos...

No dia 10 de Dezembro de 1998 o escritor e poeta José Saramago recebia o Prémio Nobel da Literatura, em Estocolmo.

José Saramago no momento em que recebeu o Prémio Nobel das mãos de Carlos Gustavo, rei da Suécia.
No pnet literatura, uma referência de Luís Carmelo ao porosidade etérea. Envaideceu-me, claro.
Afinal, tudo vale a pena, se a alma não é pequena...

domingo, 7 de dezembro de 2008

Sugestão da Andante para esta semana


Eu...


Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!…

Sou aquela que passa e ninguém vê…
Sou a que chamam triste sem o ser…
Sou a que chora sem saber porquê…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!

Florbela Espanca


Voz: Cristina Paiva; Música: Mike Figgis; Sonoplastia: Fernando Ladeira

Prémio Literário P.E.N. Clube Poesia













A Cerimónia da entrega do Prémio P.E.N. Clube de Poesia (e dos restantes: Ensaio, Novelística e Primeira Obra) vai ter lugar no próximo dia 15 de Dezembro pelas 18:30 horas na SPA-Sociedade Portuguesa de Autores (Rua Gonçalves Crespo,62-Lisboa) e será presidida pelo Presidente da República.
Mais informações, aqui.

Recordo que os vencedores do 29.º Prémio P.E.N. Clube para obras de Poesia editadas em 2007, foram Helder Moura Pereira, com Segredos do Reino Animal (Assírio & Alvim) e Daniel Jonas, com Sonótono (Cotovia).

Helder Moura Pereira nasceu em Setúbal em 1949. Em 1990 reuniu os seus livros de poesia publicados até à data em De Novo as Sombras e as Calmas, poesia de 1976 a 1990. Publicou depois outros livros de poesia (Em Cima do Acontecimento, Nem Por Sombras, O Horizonte Basta, Amor Carnalis e Um Raio de Sol) e um de contos para crianças (A Pensar Morreu um Burro e Outras Histórias). O seu livro de poesia, Lágrima, foi publicado em 2002, seguindo-se A Tua Cara Não Me É Estranha, editado em 2004.
Tem traduzido regularmente autores como Ernest Hemingway, Jorge Luis Borges, Sylvia Plath, Charles e Mary Lamb, Sade, Guy Debord; e escrito sobre música no Jornal de Notícias.


Daniel Jonas nasceu no Porto em 1973. Publicou O Corpo Está Com o Rei (AEFLUP, 1997), Moça Formosa, Lençóis de Veludo (Cadernos do Campo Alegre, 2002) e Os Fantasmas Inquilinos (Cotovia, 2005). Traduziu, para as Edições Cotovia, Paraíso Perdido, de John Milton.

O que se escreve navegando...

Algumas frases engraçadas, escritas em motores de busca, que direccionaram visitantes para este blogue:

• 50 anos dos bombeiros poema
• mulheres portuguesas espanholas poros
• tabacaria alvares
• quadras populares ordinárias
• restaurante mariquinhas ribeira porto
• importadores de vergas em aveiras de cima
• poemas de amor para enviar para gmail
• te amo loucamente sã+poema completo
• site do teatro orion(show erotico)
• manuel mario du bocage

(Tal e qual como estavam escritas)

Prémio Revelação de Poesia de 2008 para Nizete Mavila

A escritora moçambicana Nizete Monteiro Gerónimo Mavila venceu o Prémio Revelação de Poesia de 2008, promovido pela Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO), em parceria com o Centro Cultural Português/Instituto Camões e com o apoio do Banco BCI-Fomento, do Grupo Caixa Geral de Depósitos, com a obra Elegia e Esperança.