quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Roteiro Miguel Torga
No dia 17 de Janeiro de 2013, passam 18 anos sobre a morte de Miguel Torga, importante marco na cena literária portuguesa que, nascido em Sabrosa (Vila Real), elegeu Coimbra para viver.
O Departamento de Cultura do Município de Coimbra propõe reviver a obra e a vida do médico e escritor com a realização de um roteiro Miguel Torga, com início às 14H00, que inclui a visita guiada sob o tema A Coimbra de Miguel Torga (sendo o ponto de encontro no cimo da Ladeira do Seminário) e a entrada gratuita na Casa-Museu Miguel Torga.
O Departamento de Cultura do Município de Coimbra propõe reviver a obra e a vida do médico e escritor com a realização de um roteiro Miguel Torga, com início às 14H00, que inclui a visita guiada sob o tema A Coimbra de Miguel Torga (sendo o ponto de encontro no cimo da Ladeira do Seminário) e a entrada gratuita na Casa-Museu Miguel Torga.
Poesia na Barraca - 14ª sessão
Poesia às Quintas – com Miguel Martins – 14ª sessão – Bar a Barraca –
17 de Janeiro – 22.30h – entrada livre
Michael Imperioli, Drena De Niro e Denis Leary são apenas três exemplos de actores com quem John Frey contracenou no grande ecrã. E eis que, na próxima Quinta, o não menos talentoso Miguel Martins se junta a esse punhado de estrelas, ao partilhar com Frey a leitura de alguns poetas Beat norte-americanos, naquilo que ambos consideram ser a grande homenagem, há muito devida, ao labor de Godinho Lopes à frente dos desígnios leoninos.
A seu lado, terão Alexandre Andrade (trompete), o homem que inspirou a saudosa figura do popular Fininho, interpretada pelo imorredoiro Carlos Miguel.
Ou seja: vai ser uma noitada levada da breca!
Quem não aparecer é porque é dado a concupiscências com fiscais da EMEL.
17 de Janeiro – 22.30h – entrada livre
Michael Imperioli, Drena De Niro e Denis Leary são apenas três exemplos de actores com quem John Frey contracenou no grande ecrã. E eis que, na próxima Quinta, o não menos talentoso Miguel Martins se junta a esse punhado de estrelas, ao partilhar com Frey a leitura de alguns poetas Beat norte-americanos, naquilo que ambos consideram ser a grande homenagem, há muito devida, ao labor de Godinho Lopes à frente dos desígnios leoninos.
A seu lado, terão Alexandre Andrade (trompete), o homem que inspirou a saudosa figura do popular Fininho, interpretada pelo imorredoiro Carlos Miguel.
Ou seja: vai ser uma noitada levada da breca!
Quem não aparecer é porque é dado a concupiscências com fiscais da EMEL.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Próximos espectáculos da Andante:
15 Janeiro
Afinal o Caracol Infantário Piloto Diese (só para as crianças do infantário)
18 Janeiro
adVERSUS*
Biblioteca Municipal da Nazaré, 18:00 Entrada livre
19 Janeiro
Ateliê – A leitura em voz alta*
Biblioteca Municipal da Nazaré, 10:00-17:00
Inscrições abertas: 262 562 388
* Promovido Pela DGLAB no âmbito do Concurso Nacional de Leitura
Mais informações:
http://www.andante.com.pt
Afinal o Caracol Infantário Piloto Diese (só para as crianças do infantário)
18 Janeiro
adVERSUS*
Biblioteca Municipal da Nazaré, 18:00 Entrada livre
19 Janeiro
Ateliê – A leitura em voz alta*
Biblioteca Municipal da Nazaré, 10:00-17:00
Inscrições abertas: 262 562 388
* Promovido Pela DGLAB no âmbito do Concurso Nacional de Leitura
Mais informações:
http://www.andante.com.pt
Agenda poética do Olimpo
15 JAN (Terça)
22.30 h - UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista, com Luís Beirão & Carlos Andrade à viola)
Todas as Terças, menos na 2ª Terça do mês.
16 JAN (Quarta)
22.30 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre, tema sugerido: erotismo)
Noite semanal, todas as Quartas.
17 JAN (Quinta)
22.30 h - POESIA DE CHOQUE (projecto de A. Pedro Ribeiro & Luís Beirão)
Evento mensal, na 3ª Quinta do mês.
22 JAN (Terça)
22.30 h - UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista, com Luís Beirão & Carlos Andrade à viola)
Todas as Terças, menos na 2ª Terça do mês.
23 JAN (Quarta)
21.30 h - Apresentação do "Livro dos Salmos - versão 3º milénio, também para ateus", de Mário Pais de Oliveira (Padre Mário da Lixa)
22.30 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre) Noite semanal, todas as Quartas.
Mais informações (e outros eventos):
Pedaços de alma: http://www.pedacosdalma.blogspot.com
Olimpo (Bar Café): http://www.facebook.com/olimpobarcafe
OLIMPO (BAR CAFÉ) - RUA DA ALEGRIA, Nº26, PORTO
22.30 h - UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista, com Luís Beirão & Carlos Andrade à viola)
Todas as Terças, menos na 2ª Terça do mês.
22 JAN (Terça)
22.30 h - UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista, com Luís Beirão & Carlos Andrade à viola)
Todas as Terças, menos na 2ª Terça do mês.
23 JAN (Quarta)
21.30 h - Apresentação do "Livro dos Salmos - versão 3º milénio, também para ateus", de Mário Pais de Oliveira (Padre Mário da Lixa)
22.30 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre) Noite semanal, todas as Quartas.
Pedaços de alma: http://www.pedacosdalma.blogspot.com
Olimpo (Bar Café): http://www.facebook.com/olimpobarcafe
OLIMPO (BAR CAFÉ) - RUA DA ALEGRIA, Nº26, PORTO
Joaquim Pessoa no Noites com Poemas
Na próxima sexta-feira, dia 18 de Janeiro, pelas 21H30, na Biblioteca Municipal de Cascais em São Domingos de Rana, irá realizar-se mais um "Noite Com Poemas" com a presença de Joaquim Pessoa.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Apresentação de «Guarany» de Joana Serrado
Vai ter lugar, no dia 12 de Janeiro de 2012, pelas 18H00, na Guilherme Cossoul de Campolide: Rua Professor Sousa da Câmara, 156 – Campolide (às Amoreiras), a sessão de apresentação do livro «GUARANY» de Joana Serrado, editado pela 4Águas.
O livro será apresentado por Nuno Júdice e Arie Pos, numa tertúlia em torno dos temas “Cafés”, “Poesia” e “Clássicos”.
Haverá leituras de poemas do livro por Inês Ramos.
Durante o evento, decorre a habitual Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada, que ali se realiza todos os sábados.
Mostra de Colectivos poéticos
“Os poemas têm veneno na boca”
18 de Janeiro de 2013 / 21h30 / Hotel Infante Sagres
Co-produção: Poetria / Metamorphosis
Concepção: Patrícia Vaz
A Poetria e a Metamorphosis apresentam a 1.ª Mostra de Colectivos Poéticos, com o objectivo de criar uma plataforma própria para a divulgação dos inúmeros projectos de grupos ligados à arte de dizer poesia em Portugal. Pretendem assim revelar e celebrar vozes múltiplas para versos infinitos, procurar ritmos vocais e encontrar sinergias poéticas numa experiência coral de partilha permanente da nossa poesia.
A Mostra irá acontecer no dia 18 de Janeiro, às 21h30, no Hotel Infante Sagres, com a presença do Júri da Mostra formado pelo poeta e diseur Daniel Maia-Pinto Rodrigues, pelo actor, diseur e dinamizador cultural Rui Spranger e pelo diseur e organizador de eventos poéticos Isaque Ferreira. Para além da eleição de um Colectivo pelo Júri, também o público se irá pronunciar e escolher o seu favorito.
O programa da noite inclui a apresentação dos cinco Colectivos Poéticos que concorreram:
CANTO DE ALCIPE
PALAVRAS VIVAS
PORTUGAL POÉTICO
SOPRO
SUJEITAS AO VERBO
O serão contará ainda com um momento musical a cargo da jovem soprano Ana Sofia Pousa, acompanhada ao piano por Sara Caldeira.
Hotel Infante Sagres (Praça D. Filipa de Lencastre, n.º 62 – Porto – Junto ao Túnel de Ceuta)
BILHETE: 3,50 Euros
Livraria Poetria: www.livrariapoetria.com
18 de Janeiro de 2013 / 21h30 / Hotel Infante Sagres
Co-produção: Poetria / Metamorphosis
Concepção: Patrícia Vaz
A Poetria e a Metamorphosis apresentam a 1.ª Mostra de Colectivos Poéticos, com o objectivo de criar uma plataforma própria para a divulgação dos inúmeros projectos de grupos ligados à arte de dizer poesia em Portugal. Pretendem assim revelar e celebrar vozes múltiplas para versos infinitos, procurar ritmos vocais e encontrar sinergias poéticas numa experiência coral de partilha permanente da nossa poesia.
A Mostra irá acontecer no dia 18 de Janeiro, às 21h30, no Hotel Infante Sagres, com a presença do Júri da Mostra formado pelo poeta e diseur Daniel Maia-Pinto Rodrigues, pelo actor, diseur e dinamizador cultural Rui Spranger e pelo diseur e organizador de eventos poéticos Isaque Ferreira. Para além da eleição de um Colectivo pelo Júri, também o público se irá pronunciar e escolher o seu favorito.
O programa da noite inclui a apresentação dos cinco Colectivos Poéticos que concorreram:
CANTO DE ALCIPE
PALAVRAS VIVAS
PORTUGAL POÉTICO
SOPRO
SUJEITAS AO VERBO
O serão contará ainda com um momento musical a cargo da jovem soprano Ana Sofia Pousa, acompanhada ao piano por Sara Caldeira.
Hotel Infante Sagres (Praça D. Filipa de Lencastre, n.º 62 – Porto – Junto ao Túnel de Ceuta)
BILHETE: 3,50 Euros
Livraria Poetria: www.livrariapoetria.com
Concurso "Performance Poética (em vídeo)"
A Edita-Me, em parceria com o Olhares.com e o Rivoli, acaba de abrir o
Concurso de Performance Poética (em vídeo).
Este concurso, consiste na produção de vídeos de performance poética por parte dos concorrentes, a partir de poemas/textos seleccionados de obras editadas pela Edita-Me, e destina-se a premiar o melhor vídeo nas seguintes categorias:
- Melhor vídeo em termos absolutos
- Melhor performance poética
- Melhor produção vídeo
Os trabalhos deverão ser enviados até 15 de Março de 2013.
Mais informações aqui.
Este concurso, consiste na produção de vídeos de performance poética por parte dos concorrentes, a partir de poemas/textos seleccionados de obras editadas pela Edita-Me, e destina-se a premiar o melhor vídeo nas seguintes categorias:
- Melhor vídeo em termos absolutos
- Melhor performance poética
- Melhor produção vídeo
Os trabalhos deverão ser enviados até 15 de Março de 2013.
Mais informações aqui.
Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada
A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada acontece todos os sábados, das 10H00 às 19H00, na Guilherme Cossoul de Campolide: Palácio de Laguares – Rua Professor Sousa da Câmara, 156 – Campolide (às Amoreiras).
Nesta feira, que oferece ao público mais de 1300 livros, para além da Poesia e da Banda Desenhada (que são a grande maioria), há também Revistas Literárias, Livros Infantis, Fanzines, Livros de Teatro, entre outros.
A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada tem ainda uma secção exclusivamente dedicada a Cabo Verde, com livros de poesia, prosa e fotografia de autores cabo-verdianos contemporâneos.
Na Feira têm acontecido vários eventos como lançamentos e sessões de autógrafos.
Apareçam!
http://feiradolivrodepoesia.blogspot.com
Nesta feira, que oferece ao público mais de 1300 livros, para além da Poesia e da Banda Desenhada (que são a grande maioria), há também Revistas Literárias, Livros Infantis, Fanzines, Livros de Teatro, entre outros.
A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada tem ainda uma secção exclusivamente dedicada a Cabo Verde, com livros de poesia, prosa e fotografia de autores cabo-verdianos contemporâneos.
Na Feira têm acontecido vários eventos como lançamentos e sessões de autógrafos.
Apareçam!
http://feiradolivrodepoesia.blogspot.com
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Exposição «Artistas-poetas, Poetas-Artistas»
em Paris
Artistas Poetas e Poetas Artistas
Poesia e Artes Visuais do século XX em Portugal
Exposição na Delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris
(Morada: 39, Boulevard de La Tour Maubourg 75007, Paris, Tel. 00331 53859393)
De 15 de Janeiro a 30 de Março de 2013
Organização: Delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian
Comissário: Maria João Fernandes
Autores incluídos na Exposição: João de Deus, Teixeira de Pascoaes, António Carneiro, Almada Negreiros, João Carlos/Celestino Gomes, José Régio, Julio / Saúl Dias, Carlos de Oliveira, Fernando Namora, Armindo Rodrigues, Joaquim Namorado, Mário Dionísio, Júlio Pomar, Lima de Freitas, António Pedro, António Maria Lisboa, Mário Cesariny , Cruzeiro Seixas, Mário Henrique Leiria, Alexandre O’Neill, António Areal, Carlos Calvet, Natália Correia, Isabel Meyrelles, Ernesto de Melo e Castro, Ana Hatherly, Salette Tavares, Herberto Helder, Alexandra Mesquita, Emerenciano, Eurico Gonçalves, Eugénio de Andrade, António Ramos Rosa, Gonçalo Salvado, Raúl de Carvalho, Martins Correia, Vasco de Lima Couto.
A Exposição Artistas Poetas e Poetas Artistas, Poesia e Artes Visuais do Século XX em Portugal, comissariada pela crítica de arte (A.I.C.A.) Maria João Fernandes, uma organização da Delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian, apresenta em Paris na sede da Delegação um conjunto importante de obras da colecção do Centro de Arte Moderna (C.A.M.) da F.C.G. entre outras colecções públicas e privadas e inaugura a 15 de Janeiro. Colaboraram na exposição, emprestando obras, a Casa da Achada, Centro Mário Dionísio (Lisboa), a Casa Museu José Régio (Portalegre), a Casa Museu Vasco de Lima Couto (Constância), a Fundação Cupertino de Miranda (Vila Nova de Famalicão), a Fundação de Serralves (Porto), o Museu Carlos Machado (Ponta Delgada, Açores), o Museu da Cidade de Lisboa, o Museu João de Deus (Lisboa), o Museu Municipal Martins Correia (Golegã) e o Museu do Neo-Realismo (Vila Franca de Xira).
A exposição apresentada por Maria João Fernandes é prefaciada por Eduardo Lourenço, Robert Bréchon e Gilbert Durand, nomes maiores da cultura portuguesa e francesa e “documenta não só a importância da poesia visual, mas também a do pensamento visual na cultura portuguesa moderna. Uma importância de que podemos seguir a trajetória desde Francisco de Holanda (1517-1585) passando pelo Barroco português” (Gilbert Durand). A autora do projeto, Maria João Fernandes quis apresentar este tema de vasta tradição europeia (de Leonardo da Vinci (1452-1519) e Miguel Ângelo (1475-1564) a Victor Hugo (1802-1885), Mallarmé (1842-1898), Apollinaire (1880-1918), Garcia Lorca (1898-1936), Marc Chagall (1887-1985), Picasso (1881-1973) e Jean Cocteau (1889-1963)) na cultura portuguesa e numa perspectiva histórica.
Na exposição vemos desfilar os principais movimentos do século XX português, do Lirismo e do Simbolismo fim-de-século ao Modernismo (anos 10 e 20), aos artistas ligados à revista “Presença” (segundo Modernismo, 1927-1940), ao Neo-Realismo (anos 30 a 50) e ao Surrealismo (anos 40 e 50), até aos contemporâneos, passando pela Poesia Visual (décadas de 60 e 70).
A mostra desenvolve-se sob o signo de Mestre Almada Negreiros (1893-1970), pensador, poeta e pintor emblemático do Modernismo em Portugal e de Fernando Pessoa, ícone da poesia e da cultura portuguesas modernas, representado por Almada no seu famoso retrato de 1964 (presente na exposição), seguindo o trajeto dos intérpretes de uma gnose inspirada pelo laço da poesia e da pintura. João de Deus (1830-1896), Teixeira de Pascoaes (1877-1972) e António Carneiro (1872-1930), representam o Lirismo, o Saudosismo e o Simbolismo, Almada Negreiros, a herança Modernista, acompanhado por João Carlos/Celestino Gomes (1899-1960), José Régio (1901-1969) e Julio / Saúl Dias (1902-1983), a revista Presença, os poetas seduzidos pela pintura: Carlos de Oliveira, (1921-1981), Armindo Rodrigues (1904-1993), Fernando Namora (1919-1989), Joaquim Namorado (1914-1986) e Mário Dionísio (1916-1993), o Neo-Realismo, onde se incluem ainda os pintores que posteriormente seguiram rumos muito diversos: Júlio Pomar (n. 1926) e Lima de Freitas (1927-1998), cujo percurso estudado por Gilbert Durand evoluiu no sentido de um realismo mágico.
Constituem o núcleo surrealista os pintores-poetas e poetas-pintores António Pedro (1909-1966), António Maria Lisboa, Mário Cesariny (1923-2006), Cruzeiro Seixas (n. 1920), Mário Henrique Leiria (1923-1980), António Areal (1934-1978), Carlos Calvet (n.1928) e Natália Correia (1923-1993) e a escultora poeta Isabel Meyrelles (n.1929). Os poetas visuais E.M. de Melo e Castro (n.1930), Ana Hatherly (n. 1929) e Salette Tavares (1922-1994), são acompanhados pelo “Poemacto” de Herberto Helder (n. 1930) e por Alexandra Mesquita (n. 1969) que renova este filão. Dois núcleos temáticos reúnem os contemporâneos: “A Aventura do Signo, Escrever a Imagem” com obras de Emerenciano (n. 1946) e Eurico Gonçalves (n. 1932) e “Vogal Viva: Pintar a Palavra”, onde podem ser apreciados desenhos e pinturas dos poetas de dimensão europeia, atraídos pela imagem, Eugénio de Andrade (1923-2005) e António Ramos Rosa (n. 1923), entre outros trabalhos de Martins Correia (1910-1999), Raúl de Carvalho (1920-1984), Vasco de Lima Couto (1923-1980) e também do poeta Gonçalo Salvado (n. 1967) que prolonga a grande tradição do Cântico dos Cânticos na sua poesia e no seu desenho.
“A exposição afirma a complementaridade de poesia e imagem, dupla expressão de um conhecimento único na cultura portuguesa marcada pelo lirismo e o surreal e também pelo laço entre pensamento e visualidade, fonte de uma verdade original numa transparência essencial que é não apenas a alma mais secreta das coisas, mas a sua verdadeira, a sua única alma” - Maria João Fernandes.
(na imagem, Retrato de Fernando Pessoa, por Almada Negreiros, 1964)
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Gosta deste blogue? Vote no concurso do "Aventar":
O Aventar organiza pela segunda vez um concurso de blogues com o objectivo de promover e divulgar o que de mais interessante se faz na blogosfera portuguesa e de língua portuguesa, e demonstrando a sua diversidade.
É organizado em duas fases de apuramento, a primeira aberta a todos os que queiram participar e a segunda constituída pelos 5 mais votados de cada categoria.
O "Porosidade etérea" concorre nas categorias "Cultura" e "Livros, literatura, poesia":
Aqui.
Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia
Duplo Poço
Nuno Brito
Hariemuj, 2012
Animais que brilham
Amar é perder a cara para ganhar a do outro
a de todos os outros, múltiplo: o espasmo
Na linha das zebras que se espalha até à loucura
Perde-se, entra nos teus olhos, procura um fio condutor
Feito só de energia quente, até à elegia última
Ao mais perfeito abraço, ao beijo mais puro,
Procurar é ter sede, gastar todas as línguas, entrelaçá-las
Até à loucura, ganhar uma nova e única, em tudo fluorescente
sobe pela medula a febre dos girassóis, o seu caule
Cheio de leite quente e gordo de baleia, cheio de espera condensada e marítima;
Só o amor permite ver mais longe:
cão guia cego que procura uma vontade nova
Os olhos são o espelho da alma e os amigos são o espelho de deus
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Agenda poética do Olimpo para os próximos dias
8 JAN (Terça) 22.30 h - ENCONTROS DE POESIA E MÚSICA (autor do mês: Gomes Leal; cantor: Zé António; organização: José Silva)
Evento mensal, todas as 2as.Terças do mês.
9 JAN (Quarta) 23.00 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre, tema sugerido: a mulher)
Noite semanal, todas as Quartas.
15 JAN (Terça) 22.30 h - UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista, com Luís Beirão & Carlos Andrade à viola)
Todas as Terças, menos na 2ª Terça do mês.
16 JAN (Quarta) 23.00 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre)
Noite semanal, todas as Quartas.
17 JAN (Quinta) 22.30 h - POESIA DE CHOQUE (projecto de A. Pedro Ribeiro & Luís Beirão)
Evento mensal, na 3ª Quinta do mês.
Mais informações (e outros eventos):
Pedaços de alma: http://www.pedacosdalma.blogspot.com
Olimpo (Bar Café): http://www.facebook.com/olimpobarcafe
OLIMPO (BAR CAFÉ) - RUA DA ALEGRIA, Nº26, PORTO
domingo, 6 de janeiro de 2013
Novo livro de Jaime Rocha
O poeta e dramaturgo Jaime Rocha tem agora um novo título: Mulher Inclinada com Cântaro, na editora Volta d’Mar.Próximas edições da Volta d’Mar:
O Gato Visitador de Carlos Alberto Machado
Introversos de Wellitania Oliveira
Fragmentos Tunisinos de Amadeu Baptista
luz submersa no farol d’Alexandria de José Henriques Delgado, Luís Paulo Meireles e m. parissy
Era Uma Vez O Branco de Rui Tinoco
Canto Finissecular de Nuno Rebocho
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
«Emergir» de Luís Belo
A editora Medíocre acabou de publicar "Emergir", um livro de fotografia e poesia da autoria de Luís Belo.
A publicação, construída por fotografias analógicas, é um retrato de Viseu contado através das suas tradições e rituais, dos seus habitantes, mas também da sua ausência.
Discretamente, acaba por ir ao encontro de gente que coze num forno comunitário ou de crianças que ainda brincam com brinquedos de madeira.
No entanto, é também uma viagem a que não escapa a verdade da emigração expressada nas casas deixadas ao abandono e à degradação, são elas afinal - como mostra o livro - simultaneamente a solidão e a riqueza de uma paisagem.
A par das fotografias existe poesia. Pequenos textos que ilustram e dão outra perspectiva às imagens.
A primeira edição de apenas 50 exemplares tem já marcada - para 23 de Janeiro - uma presença em Bristol, Inglaterra, onde será presença portuguesa entre obras fotográficas de artistas de todo o mundo, numa iniciativa promovida por One Giant Arm e The Photocopy Club.
Para conhecer a publicação em maior detalhe, pode fazê-lo na página da editora: http://www.mediocre.pt/emergir.html
A publicação, construída por fotografias analógicas, é um retrato de Viseu contado através das suas tradições e rituais, dos seus habitantes, mas também da sua ausência.
Discretamente, acaba por ir ao encontro de gente que coze num forno comunitário ou de crianças que ainda brincam com brinquedos de madeira.
No entanto, é também uma viagem a que não escapa a verdade da emigração expressada nas casas deixadas ao abandono e à degradação, são elas afinal - como mostra o livro - simultaneamente a solidão e a riqueza de uma paisagem.
A par das fotografias existe poesia. Pequenos textos que ilustram e dão outra perspectiva às imagens.
A primeira edição de apenas 50 exemplares tem já marcada - para 23 de Janeiro - uma presença em Bristol, Inglaterra, onde será presença portuguesa entre obras fotográficas de artistas de todo o mundo, numa iniciativa promovida por One Giant Arm e The Photocopy Club.
Para conhecer a publicação em maior detalhe, pode fazê-lo na página da editora: http://www.mediocre.pt/emergir.html
Poesia n'A Barraca - 12ª sessão
Poesia às Quintas – com Miguel Martins – 12ª sessão – Bar a Barraca
3 de Janeiro – 22.30h – entrada livre
Manuel da Silva Ramos – alguns factos pouco conhecidos:
1) no decurso da 2ª Guerra Mundial, MSR foi detido, por espionagem e contra-espionagem, assim em Berlim como em Edimburgo (embora, mais tarde, se viesse a saber que, na realidade, operava ao serviço das Honduras);
2) MSR é o verdadeiro nome das autoras conhecidas como J.K. Rowling e Manuel Luís Goucha;
3) MSR foi a fonte inspiradora para o plano de resgate à Grécia, que tão bons resultados tem dado, não só para o povo grego como, especialmente, e não obstante, maugrado coisa e tal.
Assim sendo, como malbaratar a oportunidade de ouvir Ramos na voz, circense e programática, de Miguel Martins, já na próxima 5ª, no Bar A Barraca? Não vem que não tem, sacanagem tem hora, né?!
A seu lado, MM contará com a presença de João Camões (viola d’arco), grande senhora do fado, para quem não existem segredos quando se trata de fritar um ensopado de enguias com todos os matadores.
Quem não aparecer é porque gostaria que o arquitecto Sócrates lhe bafejasse a nuca!
3 de Janeiro – 22.30h – entrada livre
Manuel da Silva Ramos – alguns factos pouco conhecidos:
1) no decurso da 2ª Guerra Mundial, MSR foi detido, por espionagem e contra-espionagem, assim em Berlim como em Edimburgo (embora, mais tarde, se viesse a saber que, na realidade, operava ao serviço das Honduras);
2) MSR é o verdadeiro nome das autoras conhecidas como J.K. Rowling e Manuel Luís Goucha;
3) MSR foi a fonte inspiradora para o plano de resgate à Grécia, que tão bons resultados tem dado, não só para o povo grego como, especialmente, e não obstante, maugrado coisa e tal.
Assim sendo, como malbaratar a oportunidade de ouvir Ramos na voz, circense e programática, de Miguel Martins, já na próxima 5ª, no Bar A Barraca? Não vem que não tem, sacanagem tem hora, né?!
A seu lado, MM contará com a presença de João Camões (viola d’arco), grande senhora do fado, para quem não existem segredos quando se trata de fritar um ensopado de enguias com todos os matadores.
Quem não aparecer é porque gostaria que o arquitecto Sócrates lhe bafejasse a nuca!
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Agenda poética do Olimpo para os próximos dias

1 JAN (Terça)
22.30 h - UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista, com Luís Beirão & Carlos Andrade à viola) Evento semanal, todas as Terças.
2 JAN (Quarta)
23.00 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre, tema sugerido: início, recomeço, nascimento) Noite semanal, todas as Quartas.
8 JAN (Terça)
22.30 h - ENCONTROS DE POESIA E MÚSICA (autor do mês: Gomes Leal; cantor: Zé António; organização: José Silva) Evento mensal, todas as 2as.Terças do mês.
9 JAN (Quarta)
23.00 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre) Noite semanal, todas as Quartas.
OLIMPO (Bar Café): Rua da Alegria, 26 - Porto
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Encontros sobre poesia para a infância e juventude em Coimbra
Toda a Poesia é luminosa
ENCONTROS SOBRE POESIA PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE
19 de Janeiro de 2013 | Casa Municipal da Cultura de Coimbra [10h00 – 18h00]
Público-alvo: educadores de infância, professores, bibliotecários e outros mediadores de leitura
Data limite de inscrição: 17 de Janeiro; Preço: 20,00€ (inclui a entrega dos livros «Versos de não sei quê» e «Rimas e Castanholas» "trabalhados" no encontro);
Ainda no âmbito desta iniciativa: EXPOSIÇÃO | 17h00 | Galeria Pinho Dinis | Inauguração de “Imagens de Contar”, de ANABELA DIAS (Ilustração) Exposição patente até ao dia 31 de janeiro.
FEIRA DO LIVRO
Casa Municipal da Cultura Rua Pedro Monteiro - Coimbra
ENCONTROS SOBRE POESIA PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE
19 de Janeiro de 2013 | Casa Municipal da Cultura de Coimbra [10h00 – 18h00]
Público-alvo: educadores de infância, professores, bibliotecários e outros mediadores de leitura
Data limite de inscrição: 17 de Janeiro; Preço: 20,00€ (inclui a entrega dos livros «Versos de não sei quê» e «Rimas e Castanholas» "trabalhados" no encontro);
Ainda no âmbito desta iniciativa: EXPOSIÇÃO | 17h00 | Galeria Pinho Dinis | Inauguração de “Imagens de Contar”, de ANABELA DIAS (Ilustração) Exposição patente até ao dia 31 de janeiro.
FEIRA DO LIVRO
Casa Municipal da Cultura Rua Pedro Monteiro - Coimbra
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Lançamento da Gratuita
As Edições Chão da Feira convidam para o lançamento de três publicações:
Dia 22 de Dezembro de 2012 - 16-20h
Rua São Mamede (ao Caldas), 22-2 andar,
Lisboa "Literatura, defesa do atrito",
de Silvina Rodrigues Lopes
"A carta de Lord Chandos",
de Hugo von Hofmannsthal
com tradução e posfácio de João Barrento
"Gratuita" – v.1
Editorial e organização de Maria Carolina Fenati,
Editorial de poesia de Júlia de Carvalho Hansen
e textos de Ana Martins Marques, Ana Mata, Antonin Artaud, Clayton Guimarães, Davi Pessoa Carneiro, Dimitris Christoulas, Eduardo Pellejero, Emílio Maciel, Érica Zíngano, Francesco Leonetti, Furio Jesi, Georges Bataille, Giorgio Agamben, Guilherme Freitas, Gustavo Rubim, Henri Michaux, Henrique Estrada Rodrigues, Hugo von Hofmannsthal, Jacques Rivière, João Barrento, Júlia de Carvalho Hansen, Júlia Studart, Karlene Pires, Károly Kerényi, Laura Erber, Luca Argel, Marcílio França Castro, Marcos Antonio de Moraes, Marcos Visnadi, Maria Archer, Maria Carolina Fenati, Maria Filomena Molder, Maria Gabriela Llansol, Mbarakay, Pier Paolo Pasolini, Pyelito Kue, René Char, Ricardo Piglia, Roberto Roversi, Rodolfo Walsh, R. Ponts, Rui Tavares, Silvina Rodrigues Lopes, Tonico Benites, W.G. Sebald, Vinícuis Nicastro Honesko, Virgínia Boechat, Vittorio Sereni. Tradução Bernardo Romagnoli Bethonico, Davi Pessoa Carneiro, Eduardo Jorge, Eduardo Pellejero, Érica Zíngano, Guilherme Freitas, João Barrento, Marcela Vieira, Marcos Visnadi, Rui Caeiro, Rui Tavares, Susana Guerra e Vinícius Nicastro Honesko.
Dia 22 de Dezembro de 2012 - 16-20h
Rua São Mamede (ao Caldas), 22-2 andar,
Lisboa "Literatura, defesa do atrito",
de Silvina Rodrigues Lopes
"A carta de Lord Chandos",
de Hugo von Hofmannsthal
com tradução e posfácio de João Barrento
"Gratuita" – v.1
Editorial e organização de Maria Carolina Fenati,
Editorial de poesia de Júlia de Carvalho Hansen
e textos de Ana Martins Marques, Ana Mata, Antonin Artaud, Clayton Guimarães, Davi Pessoa Carneiro, Dimitris Christoulas, Eduardo Pellejero, Emílio Maciel, Érica Zíngano, Francesco Leonetti, Furio Jesi, Georges Bataille, Giorgio Agamben, Guilherme Freitas, Gustavo Rubim, Henri Michaux, Henrique Estrada Rodrigues, Hugo von Hofmannsthal, Jacques Rivière, João Barrento, Júlia de Carvalho Hansen, Júlia Studart, Karlene Pires, Károly Kerényi, Laura Erber, Luca Argel, Marcílio França Castro, Marcos Antonio de Moraes, Marcos Visnadi, Maria Archer, Maria Carolina Fenati, Maria Filomena Molder, Maria Gabriela Llansol, Mbarakay, Pier Paolo Pasolini, Pyelito Kue, René Char, Ricardo Piglia, Roberto Roversi, Rodolfo Walsh, R. Ponts, Rui Tavares, Silvina Rodrigues Lopes, Tonico Benites, W.G. Sebald, Vinícuis Nicastro Honesko, Virgínia Boechat, Vittorio Sereni. Tradução Bernardo Romagnoli Bethonico, Davi Pessoa Carneiro, Eduardo Jorge, Eduardo Pellejero, Érica Zíngano, Guilherme Freitas, João Barrento, Marcela Vieira, Marcos Visnadi, Rui Caeiro, Rui Tavares, Susana Guerra e Vinícius Nicastro Honesko.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Agenda poética do Olimpo
20 DEZ (Quinta)
22.30 h - POESIA DE CHOQUE (projecto de A. Pedro Ribeiro & Luís Beirão, Agostinho Magalhães no banjo)
Noite mensal, na 3ª Quinta do mês.
21 DEZ (Sexta)
21.30 h - Apresentação do livro "Fora da Lei" (livro de poesia de A. Pedro Ribeiro, apresentado por Alexandre Teixeira Mendes)
23.00 h - ESPECIAL TUGAS NO OLIMPO! (música de raíz e inspiração tradicional por Blandino Domingues & amigos)
Evento mensal, normalmente no 2º Sábado do mês.
26 DEZ (Quarta)
23.00 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre, tema sugerido: a morte/o final) Noite semanal, todas as Quartas.
28 DEZ (Sexta)
23.00 h - ESPECIAL UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista e descontraída por Luís Beirão & Carlos Andrade à viola) Evento semanal, normalmente às Terças.
OLIMPO (BAR CAFÉ) - RUA DA ALEGRIA, Nº26, PORTO (info: 96 794 6801/ 91 903 9110/ 93 741 3948)
Mais informações: http://www.facebook.com/olimpobarcafe
22.30 h - POESIA DE CHOQUE (projecto de A. Pedro Ribeiro & Luís Beirão, Agostinho Magalhães no banjo)
Noite mensal, na 3ª Quinta do mês.
21 DEZ (Sexta)
21.30 h - Apresentação do livro "Fora da Lei" (livro de poesia de A. Pedro Ribeiro, apresentado por Alexandre Teixeira Mendes)
23.00 h - ESPECIAL TUGAS NO OLIMPO! (música de raíz e inspiração tradicional por Blandino Domingues & amigos)
Evento mensal, normalmente no 2º Sábado do mês.
26 DEZ (Quarta)
23.00 h - POESIA NO OLIMPO (noite poética de participação livre, tema sugerido: a morte/o final) Noite semanal, todas as Quartas.
28 DEZ (Sexta)
23.00 h - ESPECIAL UM CHEIRINHO DE POESIA (poesia intimista e descontraída por Luís Beirão & Carlos Andrade à viola) Evento semanal, normalmente às Terças.
OLIMPO (BAR CAFÉ) - RUA DA ALEGRIA, Nº26, PORTO (info: 96 794 6801/ 91 903 9110/ 93 741 3948)
Mais informações: http://www.facebook.com/olimpobarcafe
Próximos espectáculos da Andante
20 Dezembro de 2012
Afinal o caracol...
Associação de S. José - Braga (só para as crianças da instituição)
21 Dezembro de 2012
A leitura em voz alta
Inscrições: 253 205 970
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva - Braga das 10.00 às 17.00
21 Dezembro de 2012
adVERSUS - entrada livre
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva - Braga, 21.30
Mais informações aqui: http://www.andante.com.pt
Afinal o caracol...
Associação de S. José - Braga (só para as crianças da instituição)
21 Dezembro de 2012
A leitura em voz alta
Inscrições: 253 205 970
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva - Braga das 10.00 às 17.00
21 Dezembro de 2012
adVERSUS - entrada livre
Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva - Braga, 21.30
Mais informações aqui: http://www.andante.com.pt
Hoje há Poesia na Barraca!
Poesia às Quintas com Miguel Martins – 10ª sessão – Bar a Barraca – 20 de Dezembro – 22.30h – entrada livre
Quando, por uma feliz conjugação astral, é possível juntar sobre o mesmo palco duas musas do calibre de Judith Retzlik (violino) e Patrícia Baltazar (poesia), é bem natural que o público se interrogue: a) o que é que aquele gordo está a fazer ali no meio?; b) para quê música?, para quê poesia?, se a mera contemplação das garotas já seria, por si só, espectáculo mais do que suficiente?; c) quando é que o gordo baza?
É o que sucederá na próxima 5ª, no sítio do costume (e a ver se não vão outra vez para o Pingo Doce, irra): Miguel Martins e Patrícia lerão poemas de ambos e Judith interpretará alguns dos mais inolvidáveis êxitos da Polka Sudanesa.
Quem não aparecer gosta de tomar o pequeno-almoço na cama com o Conselho de Estado.
Quando, por uma feliz conjugação astral, é possível juntar sobre o mesmo palco duas musas do calibre de Judith Retzlik (violino) e Patrícia Baltazar (poesia), é bem natural que o público se interrogue: a) o que é que aquele gordo está a fazer ali no meio?; b) para quê música?, para quê poesia?, se a mera contemplação das garotas já seria, por si só, espectáculo mais do que suficiente?; c) quando é que o gordo baza?
É o que sucederá na próxima 5ª, no sítio do costume (e a ver se não vão outra vez para o Pingo Doce, irra): Miguel Martins e Patrícia lerão poemas de ambos e Judith interpretará alguns dos mais inolvidáveis êxitos da Polka Sudanesa.
Quem não aparecer gosta de tomar o pequeno-almoço na cama com o Conselho de Estado.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
sábado, 15 de dezembro de 2012
Hoje é dia de Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada
A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada acontece todos os sábados, das 10H00 às 19H00, na Guilherme Cossoul de Campolide: Palácio de Laguares – Rua Professor Sousa da Câmara, 156 – Campolide (às Amoreiras).
Nesta feira, que oferece ao público mais de 1000 livros, para além da Poesia e da Banda Desenhada (que são a grande maioria), há também Revistas Literárias, Livros Infantis, Fanzines, Livros de Teatro, entre outros.
A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada tem ainda uma secção exclusivamente dedicada a Cabo Verde, com livros de poesia, prosa e fotografia de autores cabo-verdianos contemporâneos.
Na Feira têm acontecido vários eventos como lançamentos e sessões de autógrafos. http://feiradolivrodepoesia.blogspot.com
https://www.facebook.com/events/439503406091086
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Novo livro de Miguel Martins
Lançamento do novo livro de Miguel Martins "Cãibra", no dia 15 de Dezembro, pelas 18H00, no Bar A Barraca.
Lançamento de "Fora da Lei" de A. Pedro Ribeiro no Piolho
O livro de poesia e de outros escritos de A. Pedro Ribeiro, "Fora da Lei" (edições e-ditora) vai ser lançado no próximo sábado, 15, pelas 17H00 no café Piolho, no Porto.
A apresentação da obra vai estar a cargo do escritor Rui Manuel Amaral.
A. Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto no Maio de 68. Viveu em Braga e reside actualmente em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde). "Fora da Lei" é o seu décimo primeiro livro depois de, entre outros, "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco), "Café Paraíso" (Bairro dos Livros), "Nietzsche, Jim Morrison, Henry Miller, os Mercados e Outras Conversas" (World Art Friends), "Queimai o Dinheiro" (Corpos) e "Saloon" (Edições Mortas). A. Pedro Ribeiro é licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto e cronista. É diseur e performer, tendo actuado no Festival de Paredes de Coura e no Teatro do Campo Alegre no Porto, mantendo as noites de Poesia de Choque com Luís Beirão no bar Olimpo também no Porto. Está "fora da lei" e exige o mundo, o amor e a liberdade aqui e agora.
"Fora da Lei" é o décimo primeiro livro de A. Pedro Ribeiro. Poemas como "Bem-Vindo à Máquina", "Liberdade", "Homem Livre" ou "O Poema" celebram a liberdade que poderia ser ao mesmo tempo que denunciam um mundo onde o homem é violentado na sua essência, onde é privado da juventude e da infância para se colocar ao serviço de uma máquina que o obriga a trabalhar, a ir atrás do dinheiro, a procriar, a "subir na vida". Mas "Fora da Lei" é também o poeta maldito que vai às noites e aos bares, que tem iluminações, que segue a estrada do excesso, da hybris, da desmesura. É o poeta que sobe ao palco de "Paredes de Coura" ou de "Anjo em Chamas", que prova a glória, o fracasso e a ressaca, que desafia e provoca, que recusa a vida normal das pessoas normais e apela à revolução e à revolta. "Fora da Lei" é a rejeição de todos os governos, de todos os patrões, de todos os medos, de todas as castrações. É Dionisos, o xamã e a loucura mas também a procura do sonho, do imaginário, da magia, das estrelas, do amor, da alma. "Fora da Lei" é a história do poeta.
A apresentação da obra vai estar a cargo do escritor Rui Manuel Amaral.
A. Pedro Ribeiro ou António Pedro Ribeiro nasceu no Porto no Maio de 68. Viveu em Braga e reside actualmente em Vilar do Pinheiro (Vila do Conde). "Fora da Lei" é o seu décimo primeiro livro depois de, entre outros, "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro" (Objecto Cardíaco), "Café Paraíso" (Bairro dos Livros), "Nietzsche, Jim Morrison, Henry Miller, os Mercados e Outras Conversas" (World Art Friends), "Queimai o Dinheiro" (Corpos) e "Saloon" (Edições Mortas). A. Pedro Ribeiro é licenciado em Sociologia pela Faculdade de Letras do Porto e cronista. É diseur e performer, tendo actuado no Festival de Paredes de Coura e no Teatro do Campo Alegre no Porto, mantendo as noites de Poesia de Choque com Luís Beirão no bar Olimpo também no Porto. Está "fora da lei" e exige o mundo, o amor e a liberdade aqui e agora.
"Fora da Lei" é o décimo primeiro livro de A. Pedro Ribeiro. Poemas como "Bem-Vindo à Máquina", "Liberdade", "Homem Livre" ou "O Poema" celebram a liberdade que poderia ser ao mesmo tempo que denunciam um mundo onde o homem é violentado na sua essência, onde é privado da juventude e da infância para se colocar ao serviço de uma máquina que o obriga a trabalhar, a ir atrás do dinheiro, a procriar, a "subir na vida". Mas "Fora da Lei" é também o poeta maldito que vai às noites e aos bares, que tem iluminações, que segue a estrada do excesso, da hybris, da desmesura. É o poeta que sobe ao palco de "Paredes de Coura" ou de "Anjo em Chamas", que prova a glória, o fracasso e a ressaca, que desafia e provoca, que recusa a vida normal das pessoas normais e apela à revolução e à revolta. "Fora da Lei" é a rejeição de todos os governos, de todos os patrões, de todos os medos, de todas as castrações. É Dionisos, o xamã e a loucura mas também a procura do sonho, do imaginário, da magia, das estrelas, do amor, da alma. "Fora da Lei" é a história do poeta.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O Natal com Torga na Casa-Museu Miguel Torga
O NATAL COM TORGA
Casa- Museu Miguel Torga
13 de Dezembro | 18h00
Apresentação do folheto informativo sobre a Casa-Museu Miguel Torga
Texto: Clara Crabbé Rocha
Fotografia: Pedro Medeiros
Design Gráfico: Rui Veríssimo Design
Recital de Poesia | Leitura de poemas de Miguel Torga
Oficina de Poesia (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Conceição Riachos: “Retábulo”, “Natal” e “Natal” - [Diários, XVII; X e XIV].
João Rasteiro: “Natal”, “História Antiga” e “Último Natal” - [Diário VIII, I e XVI].
Licínia Regateiro: “Natal”, “Loa” e “Natal” - [Diários XV, XI e V].
Poema em conjunto: “Natal” - [Diário XV]
Música | “Infantes da Música” (São Silvestre)
17 de Dezembro | 21h30 e 22h30
Natais de Torga
Recital de Poesia | Textos de Miguel Torga (seleção de João Maria André). Criação coletiva da Bonifrates. Coordenação de João Janicas.
Bonifrates - Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais C.R.L.
SINOPSE
Um visitante percorre os diferentes espaços da Casa de Miguel Torga em Coimbra; reconhece nos seus recantos e objetos as marcas do autor. Em cada divisão, assiste a fragmentos dos Natais vividos por Torga ao longo da sua vida, através das vozes dos seus leitores e personagens.
A casa é um lugar onde se escrevem outros lugares e o tempo deles, lugares e tempos de que nunca se partiu e a que não é possível regressar.
O ritual da escrita de Natal de Miguel Torga repete os gestos inaugurais do nascimento e da morte como uma liturgia ou um pesadelo.
SALA DE VISITAS | Regressar sem partir
Leituras de José Manuel Carvalho e Cristina Janicas.
QUARTO DE DORMIR | Cama de nascer, cama de morrer
Leituras de Vitor Carvalho, Margarida Caramona e Mariana Alves
ESCRITÓRIO | O fogo e as cinzas
Leituras de Francisco Paz e Maria José Almeida
SALA DE JANTAR | Deus à mesa
Leituras de Fernando Taborda, Maria Manuel Almeida e Beatriz Janicas
Entrada livre (lotação limitada)
Reservas: Telef. 239702630 (Casa Municipal da Cultura)
7 de Janeiro | 18h00
Apresentação do Livro de Escrita | caderno de notas
Cantar as Janeiras | Grupo Folclórico de Coimbra
Doçaria de Natal
Entrada livre (lotação limitada)
QUERES SER AMIGO DO TORGA?
17 de dezembro | 14h30 – 17h30
Quem é Miguel Torga?
Vem conhecer o Poeta e “conversar” com ele. Verás a sua casa e encantar-te-ás com as suas memórias natalícias. Partilharás, ainda, de um pequeno lanche com alguns doces de que Miguel Torga tanto gostava.
Colaboração de alunos do Curso de Animação Socioeducativa da Escola Superior de Educação de Coimbra.
18 de dezembro | 14h30 – 17h30
Inventar e colorir o Natal
Atelier de expressão plástica onde poderás fazer enfeites de Natal e decorar um pinheiro;
Para finalizar a tarde irás fazer um presépio de cartolina com imagens já impressas.
Mãos na massa
Sabes o que se costuma comer no Natal? Conheces a história de alguns doces? Gostas de cozinhar?
Vem participar em um atelier de culinária confecionando uma das iguarias desta quadra.
Gratuito
Público-alvo: crianças dos 8 aos 12 anos (limitado a 10 participantes por dia).
Inscrições: De 10 a 14 de dezembro - Telef. 239702630 – Divisão de Ação Cultural
Casa Municipal da Cultura: Rua Pedro Monteiro - 3000-329 Coimbra
Telef. 239 702 630 / Fax 239 702 496
Casa- Museu Miguel Torga
13 de Dezembro | 18h00
Apresentação do folheto informativo sobre a Casa-Museu Miguel Torga
Texto: Clara Crabbé Rocha
Fotografia: Pedro Medeiros
Design Gráfico: Rui Veríssimo Design
Recital de Poesia | Leitura de poemas de Miguel Torga
Oficina de Poesia (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Conceição Riachos: “Retábulo”, “Natal” e “Natal” - [Diários, XVII; X e XIV].
João Rasteiro: “Natal”, “História Antiga” e “Último Natal” - [Diário VIII, I e XVI].
Licínia Regateiro: “Natal”, “Loa” e “Natal” - [Diários XV, XI e V].
Poema em conjunto: “Natal” - [Diário XV]
Música | “Infantes da Música” (São Silvestre)
17 de Dezembro | 21h30 e 22h30
Natais de Torga
Recital de Poesia | Textos de Miguel Torga (seleção de João Maria André). Criação coletiva da Bonifrates. Coordenação de João Janicas.
Bonifrates - Cooperativa de Produções Teatrais e Realizações Culturais C.R.L.
SINOPSE
Um visitante percorre os diferentes espaços da Casa de Miguel Torga em Coimbra; reconhece nos seus recantos e objetos as marcas do autor. Em cada divisão, assiste a fragmentos dos Natais vividos por Torga ao longo da sua vida, através das vozes dos seus leitores e personagens.
A casa é um lugar onde se escrevem outros lugares e o tempo deles, lugares e tempos de que nunca se partiu e a que não é possível regressar.
O ritual da escrita de Natal de Miguel Torga repete os gestos inaugurais do nascimento e da morte como uma liturgia ou um pesadelo.
SALA DE VISITAS | Regressar sem partir
Leituras de José Manuel Carvalho e Cristina Janicas.
QUARTO DE DORMIR | Cama de nascer, cama de morrer
Leituras de Vitor Carvalho, Margarida Caramona e Mariana Alves
ESCRITÓRIO | O fogo e as cinzas
Leituras de Francisco Paz e Maria José Almeida
SALA DE JANTAR | Deus à mesa
Leituras de Fernando Taborda, Maria Manuel Almeida e Beatriz Janicas
Entrada livre (lotação limitada)
Reservas: Telef. 239702630 (Casa Municipal da Cultura)
7 de Janeiro | 18h00
Apresentação do Livro de Escrita | caderno de notas
Cantar as Janeiras | Grupo Folclórico de Coimbra
Doçaria de Natal
Entrada livre (lotação limitada)
QUERES SER AMIGO DO TORGA?
17 de dezembro | 14h30 – 17h30
Quem é Miguel Torga?
Vem conhecer o Poeta e “conversar” com ele. Verás a sua casa e encantar-te-ás com as suas memórias natalícias. Partilharás, ainda, de um pequeno lanche com alguns doces de que Miguel Torga tanto gostava.
Colaboração de alunos do Curso de Animação Socioeducativa da Escola Superior de Educação de Coimbra.
18 de dezembro | 14h30 – 17h30
Inventar e colorir o Natal
Atelier de expressão plástica onde poderás fazer enfeites de Natal e decorar um pinheiro;
Para finalizar a tarde irás fazer um presépio de cartolina com imagens já impressas.
Mãos na massa
Sabes o que se costuma comer no Natal? Conheces a história de alguns doces? Gostas de cozinhar?
Vem participar em um atelier de culinária confecionando uma das iguarias desta quadra.
Gratuito
Público-alvo: crianças dos 8 aos 12 anos (limitado a 10 participantes por dia).
Inscrições: De 10 a 14 de dezembro - Telef. 239702630 – Divisão de Ação Cultural
Casa Municipal da Cultura: Rua Pedro Monteiro - 3000-329 Coimbra
Telef. 239 702 630 / Fax 239 702 496
Hoje há Poesia na Barraca!
Poesia às Quintas – com Miguel Martins
9ª sessão – Bar a Barraca – 13 de Dezembro, 22H30 – entrada livre
Máximo Gorki, Vladimir Ilitch Lenin, Alexei Gastev (foto), Ievgueni Ievtuchenko. Ora aqui está aquilo a que, em Estudos Literários, se chama uma “tropa fandanga” ou, em alternativa, “uma cambada de comunas piores do que o Otelo”. Ainda assim, são estes os autores com que Miguel Martins nos brindará no próximo dia 13.
Ao piano, Rui Godinho (que é para a banda da PSP aquilo que Margarida Pinto Correia é para a Casa do Gil – não faço ideia o quê) deixará boquiabertos os mais incautos, já que a sua verve pianística bascula entre a violência de Cecil Taylor e a melosidade de Shegundo Galarza.
A seu lado, Sónia Montenegro, multi-instrumentista checa de bradar aos céus, promete, nas suas palavras, “fazer música à base de sons”.
Quem não aparecer é porque tem a líbido de um Mota Amaral.
9ª sessão – Bar a Barraca – 13 de Dezembro, 22H30 – entrada livre
Máximo Gorki, Vladimir Ilitch Lenin, Alexei Gastev (foto), Ievgueni Ievtuchenko. Ora aqui está aquilo a que, em Estudos Literários, se chama uma “tropa fandanga” ou, em alternativa, “uma cambada de comunas piores do que o Otelo”. Ainda assim, são estes os autores com que Miguel Martins nos brindará no próximo dia 13.
Ao piano, Rui Godinho (que é para a banda da PSP aquilo que Margarida Pinto Correia é para a Casa do Gil – não faço ideia o quê) deixará boquiabertos os mais incautos, já que a sua verve pianística bascula entre a violência de Cecil Taylor e a melosidade de Shegundo Galarza.
A seu lado, Sónia Montenegro, multi-instrumentista checa de bradar aos céus, promete, nas suas palavras, “fazer música à base de sons”.
Quem não aparecer é porque tem a líbido de um Mota Amaral.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Afinal o Caracol...
A Associação Artística ANDANTE tem neste momento em cena um lindíssimo espectáculo de promoção da leitura para bebés (dos 6 meses aos 3 anos), com poesia de Fernando Pessoa.
Ficha técnica do espectáculo:
Textos: Fernando Pessoa
Encenação, pesquisa e sonoplastia: Fernando Ladeira
Interpretação e pesquisa: Cristina Paiva
Ilustrações, figurino e espaço cénico: Mafalda Milhões
Música: Joaquim Coelho
Mestra de costura: Teresa Louro
Chapéu - execução: Luís Santos
Tapete - execução: Mariana Monte
Livro - execução: Armando Chaínho
Produção: Andante Associação Artística
O próximo espectáculo será no dia 8 de Dezembro, na Casa da Avenida (Avenida Luísa Todi, 286), em Setúbal, às 16H00.
Marcações: 917 038 187
Crianças 3,00€ / adultos 5,00€
A banda sonora original do espectáculo existe também em CD, que pode ser encomendado por e-mail para andante@andante.com.pt
Mais informações aqui: http://www.andante.com.pt/afinal_caracol.html
Ficha técnica do espectáculo:
Textos: Fernando Pessoa
Encenação, pesquisa e sonoplastia: Fernando Ladeira
Interpretação e pesquisa: Cristina Paiva
Ilustrações, figurino e espaço cénico: Mafalda Milhões
Música: Joaquim Coelho
Mestra de costura: Teresa Louro
Chapéu - execução: Luís Santos
Tapete - execução: Mariana Monte
Livro - execução: Armando Chaínho
Produção: Andante Associação Artística
O próximo espectáculo será no dia 8 de Dezembro, na Casa da Avenida (Avenida Luísa Todi, 286), em Setúbal, às 16H00.
Marcações: 917 038 187
Crianças 3,00€ / adultos 5,00€
A banda sonora original do espectáculo existe também em CD, que pode ser encomendado por e-mail para andante@andante.com.pt
Mais informações aqui: http://www.andante.com.pt/afinal_caracol.html
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Do Verbo e da Luz
"Do Verbo e da Luz", livro com fotografias de Guilherme Duarte e poemas de Luís Graça e Jerónimo Nogueira, vai ser apresentado no próximo dia 30 de Novembro, pelas 19H00, no Museu da Água (Mãe d'Água), ao Jardim das Amoreiras, em Lisboa.
Haverá leitura de poemas e uma pequena sessão musical.
Novo livro de Tiago Moita
Vai ter lugar, na Biblioteca Pública Municipal do Porto, no dia 30 de Novembro, às 21H30, a apresentação do livro "Post Mortem e Outros Uivos" de Tiago Moita, editado pela WorldArtfriends/Corpos Editora.
A apresentação será feita pelo poeta Aurelino Costa.
O SILÊNCIO SAIU À RUA
O silêncio saiu à rua sem aviso prévio
num sarcasmo saído de uma sede invisível
de rosto descalço e peito fustigado
pela febre azul do desassossego
vestia pele de cobra
com tatuagens de sombras
rosas sangue nos olhos
e um fogo índigo na alma
lavrando a palavra e o corpo
alastrava cego e surdo
como um incêndio
por entre ruas e avenidas
despia máscaras com um grito
e o poder com a presença
por onde passava
multiplicava desejos e sonhos
multiplicava-se
diluindo o medo
no lume brando da vida
não trazia relógio nem calendário
nem bilhete de identidade ou passaporte
apenas o eco exangue do estômago
ignorado pela metafísica das sondagens
talvez precisasse de dicionários
para cada legenda dos seus uivos
talvez precisasse de agendas
para cada intervalo de fúria
poderia ser qualquer coisa...
fulgor de chama sem sangue
pseudónimo almiscarado de uma bandeira nua
ruído de fundo de um buraco negro
poderia ser tudo...
menos silêncio...
domingo, 25 de novembro de 2012
"Pela Leonor Verdura" pelo grupo Mandrágora
Ao completar 33 anos de vida associativa, o grupo Mandrágora - Centro de Cultura e Pesquisa de Arte, apresenta "Pela Leonor Verdura" - um novo projecto marcado por uma linguagem teatral/performativa e com base na poesia experimental/concreta portuguesa.
Dias: 29 e 30 de Novembro
1, 7 e 8 de Dezembro
31 de Janeiro
1 e 2 de Fevereiro
Horário: 21h30
Encenação: M. Almeida e Sousa
com: Bruno Vilão e Íris Santos
Som: Ricardo Mestre
Vídeo: Bruno Corte-Real
Na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (Santos - Lisboa)
A acção percorrerá a poesia experimental dos poetas: - EMERENCIANO - ANA HATHERLY - MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS - LIBERTO CRUZ - JAIME SALAZAR SAMPAIO - ALBERTO PIMENTA - E. MELO E CASTRO - ANTÓNIO ARAGÃO - ABÍLIO JOSÉ SANTOS - SALETTE TAVARES - JOSÉ OLIVEIRA - ALEXANDRE O'NEIL - FERNANDO AGUIAR - CESAR FIGUEIREDO - M. ALMEIDA E SOUSA - ANTÓNIO DANTAS - ARMANDO MACATRÃO - JOSÉ ALBERTO MARQUES - SILVESTRE PESTANA
No primeiro dia (estreia), após a representação haverá um debate informal com alguns dos poetas representados (no bar da Sociedade Guilherme Cossoul) sobre a poesia experimental portuguesa - "movimento" que marcou uma geração de poetas lusos nos anos 60 e aos quais prestamos a nossa homenagem com este "Pela Leonor Verdura".
Dias: 29 e 30 de Novembro
1, 7 e 8 de Dezembro
31 de Janeiro
1 e 2 de Fevereiro
Horário: 21h30
Encenação: M. Almeida e Sousa
com: Bruno Vilão e Íris Santos
Som: Ricardo Mestre
Vídeo: Bruno Corte-Real
Na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul (Santos - Lisboa)
A acção percorrerá a poesia experimental dos poetas: - EMERENCIANO - ANA HATHERLY - MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS - LIBERTO CRUZ - JAIME SALAZAR SAMPAIO - ALBERTO PIMENTA - E. MELO E CASTRO - ANTÓNIO ARAGÃO - ABÍLIO JOSÉ SANTOS - SALETTE TAVARES - JOSÉ OLIVEIRA - ALEXANDRE O'NEIL - FERNANDO AGUIAR - CESAR FIGUEIREDO - M. ALMEIDA E SOUSA - ANTÓNIO DANTAS - ARMANDO MACATRÃO - JOSÉ ALBERTO MARQUES - SILVESTRE PESTANA
No primeiro dia (estreia), após a representação haverá um debate informal com alguns dos poetas representados (no bar da Sociedade Guilherme Cossoul) sobre a poesia experimental portuguesa - "movimento" que marcou uma geração de poetas lusos nos anos 60 e aos quais prestamos a nossa homenagem com este "Pela Leonor Verdura".
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Poesia reunida de Carlos Poças Falcão
Lançamentos do livro "Arte Nenhuma", poesia reunida de Carlos Poças Falcão, editada pela Opera Omnia:
Dia 24 de Novembro, pelas 21H30, na Convívio Associação Cultural (Largo da Misericórdia, 7 e 8), em Guimarães.
Dia 29 de Novembro, pelas 22H00, na Livraria Paralelo W (Rua dos Correeiros, 60-1º Esq.) em Lisboa.
Dia 24 de Novembro, pelas 21H30, na Convívio Associação Cultural (Largo da Misericórdia, 7 e 8), em Guimarães.
Dia 29 de Novembro, pelas 22H00, na Livraria Paralelo W (Rua dos Correeiros, 60-1º Esq.) em Lisboa.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Hoje há Poesia na Barraca!
E é o aniversário do Miguel Martins!
Poesia às Quintas – com Miguel Martins – 6ª sessão – Bar a Barraca – 22 de Novembro – 22.30h – entrada livre
22 de Novembro, dia de Santa Cecília, padroeira da música. O ano é 1969. Um menino nasce. Seu nome? Miguel Martins. Por muitos (ou, pelo menos, por si próprio) considerado o novo Cristo, o profeta, o guru, o basbaque, o banana, enfim.
No dia em que se cumprem as suas 43 primaveras (e 29 anos desde que perdeu a virgindade, às mãos de um bombeiro do Sarzedelo), Miguel, entre outros poemas, partilhará connosco o seu primeiro livro, “Seis poemas para uma morte”, o qual, ainda hoje, 17 anos volvidos sobre a sua publicação, e para vergonha da cooperação cultural luso-brasileira, continua à espera de ser vertido para o formato samba-enredo, não obstante o suposto interesse de nomes que vão de Villa-Lobos a Nelson Ned.
Miguel, que se acompanhará à melódica, terá a seu lado, desenhando, com o furor tão característico dos artistas plásticos Jeovás, a brilhante e escultural Ana Tecedeiro, acerca de quem a revista norte-americana “Watercolour” afirmou: “C’um caneco!”.
No final, a obra produzida será leiloada, com uma base de licitação do tempo da outra senhora. Quem não aparecer passará o Natal a comer filhós com o Isaltino.
Miguel Martins
Poesia às Quintas – com Miguel Martins – 6ª sessão – Bar a Barraca – 22 de Novembro – 22.30h – entrada livre
22 de Novembro, dia de Santa Cecília, padroeira da música. O ano é 1969. Um menino nasce. Seu nome? Miguel Martins. Por muitos (ou, pelo menos, por si próprio) considerado o novo Cristo, o profeta, o guru, o basbaque, o banana, enfim.
No dia em que se cumprem as suas 43 primaveras (e 29 anos desde que perdeu a virgindade, às mãos de um bombeiro do Sarzedelo), Miguel, entre outros poemas, partilhará connosco o seu primeiro livro, “Seis poemas para uma morte”, o qual, ainda hoje, 17 anos volvidos sobre a sua publicação, e para vergonha da cooperação cultural luso-brasileira, continua à espera de ser vertido para o formato samba-enredo, não obstante o suposto interesse de nomes que vão de Villa-Lobos a Nelson Ned.
Miguel, que se acompanhará à melódica, terá a seu lado, desenhando, com o furor tão característico dos artistas plásticos Jeovás, a brilhante e escultural Ana Tecedeiro, acerca de quem a revista norte-americana “Watercolour” afirmou: “C’um caneco!”.
No final, a obra produzida será leiloada, com uma base de licitação do tempo da outra senhora. Quem não aparecer passará o Natal a comer filhós com o Isaltino.
Miguel Martins
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Poesia no Bar A Barraca
Poesia às Quintas – com Miguel Martins – 5ª sessão – Bar a Barraca – 15/11 - 22.30h – entrada livre
Emanuel Félix foi um dos mais notáveis e originais poetas do século XX português, infelizmente desconhecido por muitos, até dos poucos que (por cá e no mundo) lêem poesia. Na próxima Quinta, Miguel Martins e Rui Miguel Ribeiro darão voz a alguns dos seus poemas, prometendo fazer o melhor que possam e saibam.
Posto este intróito, escrito com o comedimento que a veneração impõe, passemos à palhaçada: Mas que Rui Miguel Ribeiro é este? O poeta dos imortais versos de “XX Dias”? O intrépido globetrotter de quem se afirma ser o último homem vivo a ter palmilhado o istmo sicilo-tunisino com alpercatas? O devasso e decadente boémio conhecido por “trombeiro da Areosa”, que, ao que consta, é detentor de 5% de uma casa de meninas em Baleizão? Sim!, ele é estes três e muitos mais! E a sua voz de sopranino abaritonado promete despertar sensações há muito esquecidas em todas as octogenárias que decidam assistir à leitura. Quem não aparecer é porque acha que literatura é as patacoadas do Chiquinho Viegas. Até Quinta!
Miguel Martins
Emanuel Félix foi um dos mais notáveis e originais poetas do século XX português, infelizmente desconhecido por muitos, até dos poucos que (por cá e no mundo) lêem poesia. Na próxima Quinta, Miguel Martins e Rui Miguel Ribeiro darão voz a alguns dos seus poemas, prometendo fazer o melhor que possam e saibam.
Posto este intróito, escrito com o comedimento que a veneração impõe, passemos à palhaçada: Mas que Rui Miguel Ribeiro é este? O poeta dos imortais versos de “XX Dias”? O intrépido globetrotter de quem se afirma ser o último homem vivo a ter palmilhado o istmo sicilo-tunisino com alpercatas? O devasso e decadente boémio conhecido por “trombeiro da Areosa”, que, ao que consta, é detentor de 5% de uma casa de meninas em Baleizão? Sim!, ele é estes três e muitos mais! E a sua voz de sopranino abaritonado promete despertar sensações há muito esquecidas em todas as octogenárias que decidam assistir à leitura. Quem não aparecer é porque acha que literatura é as patacoadas do Chiquinho Viegas. Até Quinta!
Miguel Martins
Leituras encenadas no Clube Estefânea
No Clube Estefânia, em Lisboa, no próximo dia 17 de Novembro, às 21H30, haverá leituras encenadas de poemas de Rui Almeida (com a presença do autor).
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
44 imagens de Mia Couto
Poemas inéditos de Manuel Neto dos Santos, inspirados em textos de Mia Couto.
1
A melhor maneira de fugir é ficar parado
há um voo acorrentado às penas
um mergulho respirado pelas guelras
um deslizar brilhante à flor da pele
ir
é chegar antes
de
partir
A melhor maneira de fugir é ficar parado
há um voo acorrentado às penas
um mergulho respirado pelas guelras
um deslizar brilhante à flor da pele
ir
é chegar antes
de
partir
2
A melhor maneira de mentir é ficar calado
Havia um silêncio gritado pelos olhos
Um segredo açoitado no (pé)lourinho
Da moral
E tudo foi dito no desmuronar da cal calúnia
A verdade é a fronteira
Entre
O mal-e-o-mal
3
O silêncio não é ausência da fala é dizer-se tudo sem nenhuma palavra
O ruído maior é a vertical idade rastejante do poema
Ex-crito
O cheiro da tinta
O lancinante grito
4
Quem come pouco fala pouco
Lambuzio- me de palavras na comezaina dos outros
Peito co- lado às costas no arquejar galgo e redondo de um céu
Todo ele arrotando azul
De todos os pontos cordiais
Só leste o sul; o mar que ainda ressoa,
Sou eu… pelos areais.
5
Nascemos para ser escolhidos, vivemos para escolher
Os dados
Comprados
Estão lançados
Pintas as pintas depois de escolheres as faces
Criando teu próprio rosto
A gosto
Em Agosto
6
Quem chora dormindo pode também rezar sem despertar
Regresso ao rio da memória
À (in)segura timidez da nascente
Discreto gotajar por entre duas rochas justas
Postas
Ora
São os reflexos da água que abalam e embalam
O sono das encostas
7
Dá azar um homem deixar de ver a sua própria sombra
Penduro
Num cabide
Um metro e cinquenta e um de sombra
Sepultura rasgada no asfalto
Para enterrar a lua
8
Um sonho só pode ser contado num outro sonho
Viro as pálpebras do avesso
Atrás do horizonte linear
Há uma linha sinuosa
Para a recriação do lugar
9
Quem não vê os seus sonhos é porque está sonhando aquilo que está vendo
Nada vendo
Vendo o contorcionismo dos instantes
Sonhar é a visão do H perdido
Pela vida
Nos mares ainda sem fundo
SONAR
A que falta o eco imundo
10
Toda a morte tem o seu quê de suicídio
Uma força
Uma forca
A cicuta
A lanceta
Uma seta
O sol suicida-se por acaso no ocaso
No caso vagido inicial
De quem já é poeta
11
Todos rezam para pedir ela rezaria para dar
Dá
David
Dá vida
A hora são as molas que esmolas
Por aqui
Sal
Ti
Tão
12
Se é para voltar volta antes de partir
Não vás, não és Luiz
Que o som do primeiro passo
É quase um truz
Por um triz
13
A viagem não começa quando se percorrem distâncias mas quando se atravessam as nossas próprias fronteiras
Há uma sensual idade das pupilas acariciando o corpo dos campos
Em restolho
O universo é tudo
O resto
O olho
14
O que faz uma igreja( ) é o silêncio que mora lá dentro
O tecto arredondado de abóbada como abóbora
Do orgasmo
É a cúpula da cópula do silêncio
Que não cega mas é seguinte
15
Quem se lembra tanto de tudo é porque não espera mais nada da vida
Ver sem pensar no que vejo
Tudo é real em si
E em mim
O resto?
O que me falta de sobejo
16
A saudade é um morcego cego que falhou o fruto e mordeu a noite
Passo a passo
Passo a ferro as pregas da memória
O que não me liga os dedos
É que é a estória
17
A casa da infância é como o rosto da mãe
Dá-me o colo do teu riso
Como a albi planura da açoteia
A casa o teu olhar
O luar esta saudade
Amei-a
18
As pessoas é que abrigam a casa a ternura
é que sustenta o tecto
Roubo
À penedia o dia
Dois lanços de lanças de granito
Sustento de um telhado ainda não
A casa sou eu mesmo
Redopiando
Quase rente ao chão
19
Ter só um nome é isso que apressa a morte
Tenho em mim todas as coisas que vivi
A eterna idade
Não morro nem morro
Só que não estou aqui
20
O pranto convoca os espíritos da desgraça
O choro é a alegria maior mas ao contrário
Tudo vai para onde já muito há
Cada lágrima tem um brilho de gargalhada
Extra ordinário
21
No grávido círculo da felicidade
A obesa gravidade da alegria
O Sancho tem a pança da vela do moinho
E a moinha é a dor como um mosquito
Junto ao ouvido
Parto pelo parto em ângulo recto
Qu(e)ixoso
Ferido
22
A saudade é a dor que nos faz esquecer as outras dores
Vergasto o ver
Gasto de não olhar
Domo a dor maior no circo
Que me cerca entre a saudade
Que sai algures
E fica no verbo
Seristar
23
A velhice é uma gordura na alma
Mandei a alma a banhos
Não foi
Por não encontrar facto que servisse
É imoral a nudez perante o infante mar
A descomunal
E intemporal
Velhice
24
A tristeza é uma doença a alegria é um veneno
Não ando em mim
Ando do outro lado da saúde
Com pã ninhos
Não se cura
Senhor cura
A hesitação entre o choro e o riso
Com que a vida se ilude
25
Grandes palavras escondem grandes enganos
Granulo o grânulo
Em vogais e consoantes
Consoante o que me der na telha
Ou no telhado
Resta a poeira do pó
Na eira que resta do resto
No almofariz do que passando
É passado
26
A igreja é onde guardamos um silêncio
Sou cego porque sossego o sossego
Da lonjura
Que longe
Jura a pernas arqueadas
O silêncio
Só erguendo
Na paisagem o pó dos remoinhos
Pelas estradas
27
As pálpebras são o pano do esquecimento
Aferrolho o olhar ao cair do pano
À boca de cena estreita
Estreito nos braços
A persona de Nemésia
É o abismo que justifica a falésia
28
A sua sombra já andava pelo chão a farejar caminhos para ser terra
Declaro que se em terra a noite
É mais anoitecida
A sombra assombra apenas as penas
Do que sendo
Não fomos pela vida
29
Estou para aqui todo crepusculado
Aguado
Como uma aguarela
Aguardo e guardo o estertor da tarde
O vagido da noite
Só que não sei se é ela
Ou
Ela
30
Uma casa morre se não é habitada por amor.
Com templo, em todas as coisas se resume o óbito do hábito.
É na surpresa que a presa se resume à ideia da casa
Onde habito; entre as cinzas e o lume.
31
É assim que estamos na vida, como se ela fosse um território arrendado
Arrotando a arroteia de passar por aqui, a teia feudal do suserano é o sussurro do que pensamos ser a vida e… é engano
32
A gente nunca sabe quando está morta
Morre-se e pronto.
Ponto por ponto a ponte entre o longe e o horizonte
Da carne que arrefece… e fica morta.
Nada se a travessa não nos diz corre, não nos importa; nem janela.
A morte, só por si, é toda ela.
33
A prisão é um lugar onde se dorme muito
E o sonho substitui o viver.
Vejo, pelas grades da insónia, os salpicos da realidade.
As grilhetas sou eu mesmo, num sonho que se esvai,
Quando me invade.
34
O choro é o nosso primeiro idioma.
Bé à cá
Lá
Pá,
Dá
Má… sorte
O riso, que preciso?
A morte!
35
Pela dança, voltamos ao ventre materno.
A vaga mais concreta arredonda-se
E de onde ser ergue há um todo uterino que se arqueja;
A dança é o que não fica; por muito que se desenhe, ou que se veja.
36
Há lições que começam antes de nascer.
Na ardósia mais celeste escrevi, pelos olhos dos meus pais,
O verso antes da face ou da fronte, defronte do mar para domar, rasurando a espuma, nas raízes de amendoais.
37
Os lugares morrem como os frutos; quando já não dão semente.
Por terra este lugar de antanho, onde vivi;
Lembranças são abelhas, reavendo a seiva e o suco;
A al-gravidez maior
É o não caber-se em si, no Agosto da cigarra
No Maio do mês do cuco.
Assim, eternamente
O berço onde nasci.
38
As mãos nada são sem o coração.
As mãos, em concha, recortam-me a forma de um coração;
Fruto maduro na horta do poeta;
Ventríloquo da alma na veia cava que não cava mas monda
Pelo superior destino; diástole e sístole; fluxo e refluxo do espanto da palavra, e da surpresa
De mãos abertas à incerteza… numa cadência de onda.
Pois então.
39
O encantamento é uma casa que tem o silêncio por tecto.
O meu silêncio é plano e recto como uma açoteia;
A casa é a Língua que me não serviu e…
Açoitei-a.
40
Só cuidas das partes escondidas quem as vai mostrar a alguém.
Há fímbrias e debruns,
Pregas e recessos, vincos, dobras…
Em tudo quanto escrevo;
Tudo limpo e engomado
No poema escrito…
O que ainda não disse… são as sobras.
41
Não há conhecer sem lembrar e o lembrar é uma mentira
Recordo;
Dar é recor dar a verdade de que a mentira é a verdade mais perfeita;
Incógnito é o halo do pôr-do-sol…
Que a colina enfeita.
42
O problema da solidão, é que não temos ninguém a quem mentir
Presto juramento ao silêncio;
Que nada mais exista no espaço indivisível entre nós dois.
Nem eu nem tu mas antes o que é depois.
43
Como a ave escura no meio da noite.
Nada distingo nem discirno atravês do xaile do breu.
Digo que era, fui, sou, estou a ser ou hei-de vir a ser…
E, em nada disso existo eu.
44
Eu tenho pouco corpo, nem me cabem doenças.
Hipocondríaco dos sons, o antídoto para a alma, macilenta,
É a receita prescrita e carimbada;
Versos anémicos na brancura duma sebenta
E a compulsão da escrita;
De todos desenganada.
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