segunda-feira, 18 de maio de 2015

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às Quintas com Miguel Martins
136ª sessão
Bar a Barraca
21 de Maio 22H30
Entrada livre

«Alexandre Sarrazola (falso gémeo de Gabourey Sidibe) lê Jorge Luis Borges e António (de) Miranda.
Quem não aparecer é porque anda indeciso entre o crudiverismo e a criopreservação como caminhos para assegurar um futuro melhor para a Humanidade.»

(Miguel Martins dixit)

«A Chama Eterna, o Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa» de Gonçalo Salvado e Maria João Fernandes


No contexto da segunda edição do Festival Literário da Gardunha Gonçalo Salvado e Maria João Fernandes apresentam, no dia 23 de Maio, pelas 16H30, a sua obra, produto de uma década de investigação: A Chama Eterna, o Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa. Esta obra, no prelo, dá continuidade ao projeto de reconstituição de uma Arte de Amar genuinamente portuguesa, profundamente influenciada pelo Cântico dos Cânticos, já iniciada por Gonçalo Salvado com a sua transcriação da poesia amorosa de Camões: Camões Amor Somente (1999) e por ambos os autores no livro: Cerejas - Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos (2004) que se tornou numa obra de referência da região do Fundão.

O Cântico dos Cânticos celebrado livro de amor do Antigo Testamento, atribuído a Salomão, datado por especialistas entre entre o 8º e o 6º século A.C. (período do florescimento da literatura amorosa do Egipto), de extraordinária irradiação mundial, recolheu a tradição da poesia de amor do Oriente antigo e tem vindo a inspirar alguns dos maiores criadores da humanidade em todas as expressões da arte, desde há vários séculos, nas artes plásticas, na literatura, na dança, na música e no cinema.

Esta obra “alucinante de tão exaustiva”, nas palavras do Professor Eduardo Lourenço, e “uma obra-prima” na avaliação do investigador e ensaísta Pinharanda Gomes, foi saudada pela grande especialista francesa Julia Kristeva autora de uma obra de referência sobre o Cântico dos Cânticos. Trata-se essencialmente de uma antologia de poemas de amor em língua portuguesa inspirados no Cântico dos Cânticos e que o citam. Tem como título: A Chama Eterna, O Cântico dos Cânticos na
Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa
. O livro reúne ainda as principais expressões do Cântico dos Cânticos na cultura internacional.

Estão documentadas as mais importantes referências na poesia e nas artes plásticas portuguesas, do século XIII à atualidade, sendo incluídos numerosos inéditos de poetas e de artistas contemporâneos que responderam à solicitação dos autores. Destaca-se a preciosa tradução/versão inédita do texto em castelhano de Sóror Maria do Céu (grande poetisa do Barroco português) efetuada por Ana Hatherly. A obra inclui todas as traduções e versões dos poetas de língua portuguesa, a presença na lírica amorosa medieval e na poesia e na prosa de inspiração mística e religiosa, (séculos XIII a XX), terminando com a primeira tradução conhecida, para português, datada de 1606. O livro conta na capa com uma pintura inédita realizada para o efeito por mestre Júlio Resende, com dois extensos estudos dos autores, com um texto de abertura de Agustina Bessa-Luís e com numerosos originais de conceituados artistas, entre os quais se destacam, entre muitos outros, José de Guimarães, Graça Morais, João Vieira, Teresa Magalhães, Roberto Chichorro e Noronha da Costa.

A expressão do Cântico dos Cânticos na cultura portuguesa está na raiz do seu lirismo e como demonstra este livro-tese, tem uma importância e um relevo excecionais, mesmo se considerada no contexto internacional. Entre nós é particularmente importante, desde os sermões de Santo António e as cantigas de amigo, passando por Camões, Padre António Vieira, João de Deus, Antero de Quental, Camilo Pessanha, Eugénio de Castro e mais recentemente é presença marcante em conhecidos poetas como Herberto Hélder cuja poesia amorosa é claramente influenciada pelo Cântico dos Cânticos.

Na escultura Barroca é magnífica expressão o Escadório do Bom Jesus de Braga e na representação no azulejo são soberbos exemplos os azulejos do Convento de S. Paulo da Serra d’Ossa, ou os dos claustros da Sé do Porto (século XVIII, de Mestre Valentim de Almeida). A sua presença na pintura portuguesa dos séculos XVII é caso único no contexto europeu na obra de Bento Coelho da Silveira (1610-1708) e Josefa de Óbidos (1630-1684).

O Cântico dos Cânticos tem vindo a afirmar-se, como um arquétipo estruturante do imaginário português, de que dá esplêndido testemunho a nossa literatura, neste livro que constitui um serviço prestado à cultura do nosso país, reunindo um legado de inestimável valor para a definição das coordenadas do lirismo português e a sua valorização num contexto internacional. Está prevista uma grande exposição de artes plásticas sob o signo do Cântico dos Cânticos, numa dimensão mundial.

Apresentação inserida no 2º Festival Literário da Gardunha: A Viagem, Lugares Imaginários a decorrer a 23 e 24 de Maio. Programa de Margarida Gil dos Reis, organização da Câmara Municipal do Fundão, da Editora A23 e da Grande Turismo.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

«Canto Finissecular» de Nuno Rebocho

O mais recente livro de poesia de Nuno Rebocho «Canto Finissecular», editado pela editora volta d'mar terá duas apresentações:

20 de Maio, pelas 18H00, na Biblioteca Municipal de Odivelas
Integrado na Bienal da Lusofonia
Apresentação por Mário Máximo

25 de Maio, pelas 18H00, no Centro InterculturaCidade 
(Travessa do Convento de Jesus, 16A, próximo do Parlamento), em Lisboa.
Apresentação por Fernando Fitas e Mário Galego e exibição do filme «Eugénio Tavares» de Júlio Silvão. 

O autor estará presente nas duas sessões.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Em Maio, na Livraria Alfarrabista - Miguel de Carvalho

O colectivo «Fractura Exposta» vai realizar, em Maio, o ciclo de conversas «Crónica Feminina» na Livraria Alfarrabista - Miguel de Carvalho (Coimbra).

«Falemos» de José Manuel Marinho

Lançamento do livro de poesia «Falemos» de José Manuel Marinho (edição do autor).
Dia 10 de Maio às 16H30 na Livraria Ler Devagar, Lx Factory (Rua Rodrigues de Faria, 103 - Lisboa, Alcântara)

«Pôr as pernas do lado da cabeça e partir» de Carlos Alberto Machado

No dia 9 de Maio pelas 21H30, será apresentado o livro “Pôr as pernas do lado da cabeça e partir” de Carlos Alberto Machado (Edições 50kg), no espaço Sismógrafo (Praça dos Poveiros, 56 - Porto) e contará com a presença do autor.
O título deste livro, que é um único poema com vinte e duas páginas, pode ser encontrado no verso final de um poema publicado em A Realidade Inclinada (ed. Averno 2003).

Carlos Alberto Machado, nasceu em Lisboa em 1954, e actualmente vive na ilha do Pico. É professor, dinamizador cultural, editor, ensaísta, poeta, dramaturgo e encenador. Foi professor de teoria e investigação nas licenciaturas de Teatro da Universidade de Évora e da Escola Superior de Teatro e Cinema. Tem vários livros publicados e colaborou em várias revistas.  Destaca-se em teatro o livro “Teatro da Cornucópia: As Regras do Jogo” (Frenesi, 1999) e “Teatro Independente em Portugal. 1974-1994” (Acarte, 1994) e “5 Cervejas para Virgílio” (&etc, 2009); e na poesia tem livros editados em editoras como a Assírio & Alvim, a &etc, e a Averno.

domingo, 3 de maio de 2015

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às Quintas com Miguel Martins
134ª sessão
Bar a Barraca
7 de Maio 22H30
Entrada livre

«MM, em solo absoluto, lerá, na íntegra, o seu livrinho “fôlego sem folga” (Língua Morta, 2012), por muitos considerado uma obra-prima da irrelevância.
São 15 páginas de texto corrido, pelo que talvez seja boa ideia precaverem-se com uma sandes e duas minis (ou, em alternativa, um bagaço triplo) antes do início.
Ainda assim, quem não aparecer é porque guarda com carinho uma série de gravações do Zecchino d'Oro em Beta e VHS.»

(Miguel Martins dixit)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

«Negro Marfim» de Victor Oliveira Mateus


Dia 23 de Maio, pelas 16H00, vai ter lugar no Espaço "Saber Sabor & Arte", na Rua da Junqueira, 438 (Belém) - Lisboa, o lançamento do livro «Negro Marfim» de Victor Oliveira Mateus (editora Labirinto).
Apresentação por Ricardo Gil Soeiro.
Leitura de textos por Julião Bernardes.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

«Fugas Poéticas» em São João da Madeira

No próximo dia 5 de Maio, às 21H30, ocorrerá a 9ª "Fuga Poética" mensal na Confeitaria "Colmeia" em São João da Madeira.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Poesia de São Tomé e Príncipe na Casa Fernando Pessoa

No âmbito da iniciativa «8 Séculos de Língua Portuguesa», terá lugar no próximo dia 28 de Abril, na Casa Fernando Pessoa, uma tertúlia poética dedicada à poesia de São Tomé e Príncipe, pelas 18H00.
Esta tertúlia contará com a presença da escritora são-tomense Olinda Beja como principal oradora e, depois de uma breve preleção sobre a literatura santomense, terá lugar uma declamação de poesia em que, no final, o público poderá participar.

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às Quintas com Miguel Martins
133ª sessão
Bar a Barraca
30 de Abril 22H30
Entrada grátis
 

«Poeta, tradutora e académica, Margarida Vale de Gato começou o seu percurso artístico – poucos o sabem – como domadora de leões no Circo Mariano.
Na próxima 5ª, ao lado de MM, provar-nos-á, de uma vez por todas, que não só 2+2=4 como Colombo era português (da Damaia, para ser exacto).
Quem não aparecer é porque gosta de namorar ao som de Anthrax featuring Nuno da Câmara Pereira, ou seja, aquela faixa cujo refrão diz assim: “Eu tive um cavalo ruço, que se chamava Satã…”.»

(Miguel Martins dixit)

domingo, 19 de abril de 2015

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às Quintas com Miguel Martins
132ª sessão
Bar a Barraca
23 de Abril 22H30
Entrada livre

«AFORISMOS, MÁXIMAS, FRAGMENTOS. 2ª sessão.
Quem não aparecer é porque anda a escrever um texto em castelhano intitulado Platero soy yo.
 

P.S.: Na foto, o nosso magnífico diseur montado num monumento ao referido jerico, na casa de Juan Ramón Jiménez, em Moguer, Andaluzia. Ou seja: um burro a cavalo noutro.»
(Miguel Martins dixit)

quarta-feira, 15 de abril de 2015

«Fugas Poéticas» em São João da Madeira

No dia 21 de Abril às 21H30, ocorrerá a 11ª "Fuga Poética" mensal na Confeitaria "Colmeia" em São João da Madeira.

Esta sessão continuará marcada pelo tema (facultativo) da Liberdade (uma vez que estamos no mês comemorativo do 41º Aniversário da Revolução do 25 de Abril de 1974) e por mais um momento poético de homenagem a Herberto Hélder.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Apresentação na Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada

Vai ter lugar no dia 18 de Abril, pelas 17H30, na Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada, a apresentação do livro «as palavras mais simples» de Gisela Gracias Ramos Rosa (Poética Edições).
Apresentação por Ricardo Gil Soeiro
Acompanhamento musical, em guitarra clássica de 10 cordas, por João Bengala
A Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada fica na Rua Professor Sousa da Câmara, 156 - Lisboa (Campolide, às Amoreiras).


«Vizinhança de Olhares» na Figueira da Foz

Depois de Leiria e Porto de Mós, o projecto poético-fotográfico «Vizinhança de Olhares» de Paulo José Costa e Sara Fabião irá agora para o CAE - Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
A inauguração (com leitura de poemas e apontamentos musicais) terá lugar no dia 18 de Abril, pelas 16H00.

domingo, 12 de abril de 2015

Poesia no bar d'A Barraca

Poesia às Quintas com Miguel Martins
131ª sessão
Bar a Barraca
16 de Abril, 22H30
Entrada livre

«Ary dos Santos. De novo. Sempre.
Leitura integrada nas comemorações do Dia Internacional da Voz.
Quem, em podendo, não aparecer é porque é aquilo a que, em castelhano, se chama um jilipoya.»

(Miguel Martins dixit)

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Leitura de livros da Tea For One por Miguel Martins na Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada

Sábado, 11 de Abril de 2015, pelas 17H00
na Feira do Livro de Poesia e Banda Desenhada:
Leitura de livros da tea for one


Leituras: Miguel Martins
Acompanhamento musical por: George Haslam (saxofone) e João Pedro Viegas (saxofone).


Miguel Martins, poeta, nasceu em 1969.
Formado em arqueologia, é autor, crítico, editor e tradutor.
Publicou: Seis poemas para uma morte (1995), Muhípiti (1997), Loony Toons (G.E.I.C., 1997), Jazz e Literatura (Campo das Letras, 1998), Atol (Clube dos Poetas Vivos, 2002), Cirrose (Fenda, 2003), Penúltimos Cartuchos (Tea for One, 2008), O Taberneiro (Poesia Incompleta, 2010), Proibida a entrada a animais (excepto cães-guia) (Língua Morta, 2010), Lérias (Averno, 2011), A Metafísica das T-Shirts Brancas (Edições 50Kg, 2012), Fôlego sem folga (Língua Morta, 2012), 1 Homem Sozinho (Língua Morta, 2012), Cãibra (Ediresistência, 2012), Jugo (Pulcino Elefante, 2013), A Favola da Medusa: Prolegómenos, ou Embalagem de Iogurte com Arco (Momo, 2013), Cotão (&etc, 2014), Cadáveres Esquisitos (Do Lado Esquerdo, 2015).
Lê poesia, às quintas-feiras, no bar do Teatro A Barraca.
Fundou a editora tea for one em 2008.

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George Haslam, barítono sax e tarogato, nasceu em Inglaterra em 1939.
Fundou em 1989, em Haslam, a ainda activa editora SLAM Productions, que conta com mais de 100 títulos editados. Elton Dean, Lol Coxhill, John Law, Paul Dunmall, Keith Tippett, Howard Riley, Neil Metcalfe, a nata do free jazz e free improv britânica e americana (Mal Waldron, Steve Lacy, etc.) são alguns dos artistas a quem George Haslam abriu as portas da SLAM e concedeu extensa exposição discográfica.
Liderou o primeiro grupo de jazz britânico a tocar em Cuba em 1986, e a primeira Jazzman britânica a tocar na Argentina, em 1989.
Fez tours internacionais na Argentina, EUA, Canadá, Cuba, República Checa, China, Rússia, Ucrânia, Hungria, Eslováquia, México, Alemanha, Finlândia, Irlanda, Portugal, Estónia, Letónia, Jugoslávia, Bélgica e França – incluindo alguns dos mais importantes festivais de jazz do mundo em Havana, Buenos Aires, Praga, Hong Kong, Guanajuato, Kiev, Budapeste e Finlândia.

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João Pedro Viegas, enquanto músico tocou em concertos e/ou sessões de gravação com os músicos Rashiim Ausar Sahu, Paulo Curado, Rodrigo Amado, Sei Miguel, Nuno Rebelo, Carlos “Zíngaro”, Wade Mathews, Patrick Brennan, entre muitos outros.
Enquanto jornalista, colaborou nas revistas "All Jazz", "Oro Molido", "Tomajazz" e "Jazz.pt".
Enquanto programador musical, foi director artístico do “Jazz ao Centro, Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra" em 2003 e 2004.

Não faltem!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

«dança» de m. parissy na Nazaré

Apresentação do livro de poesia «dança» de m. parissy (editado pela tea for one), dia 18 de Abril, pelas 17H00, na Biblioteca da Nazaré.

À noite, realizar-se-á a habitual tertúlia «vinho com letras» na Casa dos Becos, a partir das 20H00.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

«Fugas Poéticas» em São João da Madeira

Na terça-feira dia 7 de Abril às 21H30, ocorrerá a 8ª "Fuga Poética" mensal na Confeitaria "Colmeia" em São João da Madeira.
Esta sessão será marcada pelo tema da Liberdade e por um momento poético de homenagem ao poeta Herberto Hélder.