terça-feira, 6 de setembro de 2011

LISBOA: Agenda poética da CFP para Setembro











15 Setembro • 18H30

Inauguração da exposição de fotografia Orphelia Reclinada de Caseirão.

20 Setembro • 18H30
Miguel Real apresenta o Nº 3 da revista ENTRE Culturas dedicado a Fernando Pessoa.

23 Setembro • 18H30
Eduardo Lourenço apresenta Poemas Novos e Velhos (ed. Presença) de Helder Macedo.

27 Setembro • 18H30
2ª sessão de Pessoa em Diálogo com Eunice Muñoz e Pedro Lamares e dedicada a Pessoa & Sophia.

A Casa Fernando Pessoa fica na Rua Coelho da Rocha, 16, em Lisboa.

LISBOA: Exposição na CFP

ORPHELIA RECLINADA por Caseirão
Na Casa Fernando Pessoa a partir de 15 de Setembro de 2011 (inaugura às 18H30)

No presente caso, um amontoado de caixas pode representar uma figura reclinada, um corpo sem órgãos, uma pessoa: Ophélia - ou pelo menos dá-nos a ideia disso. As naturezas-mortas são metáforas, mas não será a metáfora designada como a essência da poesia?

Caseirão nasceu em Lisboa em 1961. Doutorado em Belas-Artes, especialidade de Desenho, pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, Universidade de Lisboa. Colabora com editoras, publicações e periódicos em ilustrações tanto gráficas como fotográficas. Expõe individualmente desde 1986.

A Casa Fernando Pessoa fica na R. Coelho da Rocha, 16, em Lisboa.

Prémio de Poesia Nuno Júdice 2011

Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro em parceria com a Universidade de Aveiro e o Grupo Poético de Aveiro, o Prémio de Poesia Nuno Júdice tem por objectivos celebrar o poeta Nuno Júdice, afirmar a referência de qualidade e contemporaneidade da sua obra e usá-la como estímulo criativo.
O prémio tem o valor de 2.500 euros e os trabalhos, em língua portuguesa, deverão ser entregues até dia 30 de Setembro.
À presente edição serão admitidos a concurso autores residentes em Portugal e autores naturais dos municípios geminados ou que tenham protocolos de cooperação com a autarquia de Aveiro, a saber:
Arcachon – França
Belém do Pará – Brasil
Bourges – França
Cholargos – Grécia
Ciudad Rodrigo – Espanha
Cubatão – Brasil
Farim – Guiné-Bissau
Forli – Itália
Inhambane – Moçambique
Mahdia – Tunísia
Oita – Japão
Panyu – China
Pelotas – Brasil
Pemba – Moçambique
Santa Cruz, ilha de Santiago – Cabo Verde
Santo António do Príncipe – São Tomé e Príncipe
São Bernardo do Campo – Brasil

Mais informações e regulamento, aqui.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


K3
Nuno Dempster
&etc, Janeiro 2011







(...)
O poema está a ser escrito
numa noite anormal de Junho,
encharcada de vento e chuva fria,
do ano dois mil e dez,

muito depois de os mortos
terem largado, rumo
ao Terreiro do Paço, e de o ocuparem
por mão daqueles vivos que gritavam,

e eu ouvia estourar ainda
a emboscada à coluna em que não fora,

clamor de um tiroteio tão unânime
que parecia um todo só,

um pelotão
a lutar com João Evangelista
e com os seus corcéis
a galopar no céu em chamas.

Era o regresso da besta
que dividia os vivos e obrigava
gente contraditória
ao jogo de matar e de morrer,

enquanto analisa cálculos
e dados estatísticos
dos nomes que são números,
os números que envia em porões cheios
ao largo da costa de África,

e não pensa no Infante,
nem em Nuno Tristão e sua morte,

desconhece que o início gera o fim,
não retira sinais do tempo.

A besta é uma hiena com cabeça humana,

e vem depor-me aos pés
dois corpos da emboscada.

Aqui estão diante dos meus olhos,
em duas macas, à espera do helicóptero
que afinal não chegou a vir:

o milícia, crivado de estilhaços,
respira ainda,
o soro não vai salvá-lo,
negra esponja de sangue sem um grito,

e o sargento abatido no ajuste final,
com um tiro na nuca, seco, pelas costas,
ambos réus em juízo sumaríssimo,

violência elevada à funda insanidade
que poderia ter-me submergido.

A vida subira à contradição maior,
que é caminhar no fio da loucura,
dia após dia, e ainda assim marcar
esse tempo passado com riscos
atrás da cabeceira, onde o sono se afunda
em animais feridos,
cujo rosto a dormir se não relaxa,
são tiques repetidos,
são breves e odiosos tiques,
desvairam pesadelos
e brados repentinos,
e olhos cegos no escuro,
doentes soerguidos de pavor
que imprecações obrigam a voltar
ao fremir do silêncio,

até a alba nascer,

altura em que os outros
vêm com as pesadas armas proibir-nos
de manter a defesa em quadrado ,
que tínhamos trazido
de Aljubarrota
para Quebo cercada
dos quatro lados,

Quebo, onde os espiões convivem,
sem que nenhum de nós se importe,

estão ali
à espera de saber quando haverá
colunas para Buba,

e foram transmitir que um condutor
esfacelara a mão direita
na boca da G3, enlouquecido
os olhos sob a estrada, nos fornilhos.

só se ouvira a rajada,
ninguém soube da mão,
poucos o quiseram ver
entrar para o helicóptero.

Não há quem fite o seu próprio desespero.
(...)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

VILA FRANCA DE XIRA: Poesia de João José Cochofel

Vai ter lugar no próximo dia 10 de Setembro a apresentação do livro "Breve – Antologia da Poesia de João José Cochofel" no Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, pelas 16H00.
Esta antologia foi organizada por Sofia Cochofel Quintela e o prefácio é de José Carlos Seabra Pereira.
Esta sessão de apresentação conta com as presenças de Sofia Cochofel Quintela, José Carlos Seabra Pereira, Zeferino Coelho (Editorial Caminho) e o poeta e crítico literário António Carlos Cortez.

Prémio Literário Manuel António Pina 2011

Encontram-se abertas, até 30 de Setembro, as candidaturas à 2ª Edição do Prémio Literário Manuel António Pina, instituído pela Câmara Municipal da Guarda com o objectivo de homenagear o escritor e poeta natural do distrito.
Este prémio é atribuído anualmente e a edição de 2011 distinguirá obras de poesia.
O prémio terá o valor de 2.500 euros, e a obra premiada será editada pela C. M. da Guarda em parceria com a editora Assírio&Alvim.
Só poderão concorrer trabalhos inéditos de poesia de autores portugueses.
Mais informações e regulamento, aqui.

LISBOA: Festa da Catalunha

Domingo, 11 de Setembro, no Largo do Carmo.
Destaque para o Recital de Poesia Catalã, pelas 16H30, a cargo dos membros da associação CatalunyApresenta.
Os poemas lidos serão de autores catalães e serão lidos em português e catalão.

O que vem aí

Segundo a jornalista Isabel Coutinho, eis algumas novidades poéticas que estão chegar:

D. Quixote:
“Adornos”, de Ana Marques Gastão.
“Vozes” de Ana Luísa Amaral.

Objectiva:
“Fragmentos” de Marilyn Monroe.
Notas pessoais, poemas, cartas e fotografias de Marilyn.

Presença:
“Poemas Novos e Velhos”, de Helder Macedo.

Assírio & Alvim:
“Tentativa e erro”, de José Alberto Oliveira.
“Caminharei pelo vale da sombra”, de José Agostinho Baptista.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Ode à Liberdade
e outros poemas
Fernando Cabrita
Edição bilingue (português e espanhol)
Tradução para o castelhano de Manuel Moya

Gente Singular, Janeiro 2011




(...)
Sempre em ti se cevaram os colmilhos vis
de todos os déspotas,
todo o fogo vasto dos impérios e das
ditaduras.
Sempre contra ti se atiçaram os mastins
de todos os soberbos,
os Reis dos Reis,
os tiranos e o flagelo dos paraísos
inventados,
os sicários,
os esbirros,
os beleguins,
os construtores de cárceres,
os verdugos,
os carrascos,
os torquemadas,
as falanges,
as milícias,
os familiares de todos os ofícios santos,
os que te invocaram para te deixar
exangue
sob as adagas do crime,
os cruéis,
os que se alimentaram da carne dos teus
filhos,
os nogaret e os sciarra collona,
todos os credos velhos e todos os credos
novos,
os vultos obscuros das obscuras mentes,
os sinédrios e os concílios,
os padres de todas as inquisições,
todos os Velhos da Montanha,
os exércitos da ignomínia,
todas as roças,
todos os sínodos do medo,
todos os sabres de teles jordão,
todos os degredos,
todas as pestilências moles da alma,
todos os barcos negreiros,
todas as levas de escravos,
toda a presúria e toda a devastação,
todos os traidores a quem Roma final não
pagou,
todo o dolo,
todos os senhores de pendão e algara,
todos os potentados que se quiseram
deuses,
todos os Césares e todos os Rás,
todos os malefícios da Terra
e os cavaleiros de mais do que um
Apocalipse,
os torturadores
os assassinos,
os cobardes,
os hipócritas,
os Dez Mil Imortais
marchando sobre o corpo destroçado dos seus
adversários,
os adoradores da carnificina,
todos os conquistadores,
todos os caudilhos,
os que se comprazem no sangue e no medo,
os que se deram ao massacre e à
pilhagem,
os violentos,
os trucidadores,
os cúmplices de cada matança de
inocentes,
os que abriram os vagões da morte ao
final de cada caminho,
e que cantaram a morte em rudes canções
de guerra,
e que glorificaram a morte que traziam nos
braços como a um filho,
e que gritavam Viva La Muerte,
e que chegavam, viam e venciam entre
rios de morte,
e que santificavam a morte,
os cultores da morte,
os que abriram, a cada cerco, a Porta da
Traição,
os que não têm decência,
os que não têm palavra,
os que não têm misericórdia,
os que já nem rostos de homens têm,
já nem rostos nem alma de homens.
(...)

domingo, 4 de setembro de 2011

CABO VERDE: Poesia de Abraão Vicente

Está quase a chegar às livrarias um livro de poesia do artista plástico e escritor cabo-verdiano Abraão Vicente.
Despois do livro de contos “O Trampolim” publicado no final do ano passado, Abrão Vicente estreia-se agora na poesia, com "e de repente a noite", poemas escritos entre 2004 e 2005. Ambos os livros têm a chancela da editora Kankan Studio, uma editora "imaginária".

Abraão Vicente nasceu em Assomada, na Ilha de Santiago, em 1980.
É licenciado em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
É fotógrafo, pintor e escritor.

Aqui fica um excerto de um dos poemas do livro:

(...)
Uma sentida homenagem
ao silêncio,
ao espaço vazio,
aos meus óculos,
à fronteira,
à bandeira do meu país,
ao azul, ao amarelo,
ao branco e ao negro,
ao castanho claro
mais que ao escuro,
ao vermelho,
sim ao vermelho,
às palavras que mais uso,
às que não uso
por esquecimento,
às que me emocionam
e às que por abandono
apenas penso.
(...)

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


A Dança das Feridas
Henrique Manuel Bento Fialho
Edição do Autor, Janeiro 2011







Jorge a Mécia de Sena

Esta noite sonhei contigo. Não foi bem contigo.
Sonhei sozinho no teu nome, enquanto circulava
num super-mercado junto à área hortofrutícola.
Em vez de vegetais, as arcas expunham livros
coloridos com o teu nome na capa. O teu nome
inscrito como se fosse o veio de uma folha, a raiz
de um vegetal fresco. E eu peguei nos livros,
pesei-os, levei os que me pareciam mais frescos
para uma salada à hora de almoço, a mesma
em que te vejo à janela recolhendo a roupa
do estendal, perdendo algumas molas, refilando
com os dedos desastrados para os arames,
mas tão suaves para prosas quebradas em verso.

sábado, 3 de setembro de 2011

BARCELONA: Bordel Poético

Depois de o The Poetry Brothel ter seduzido Nova Iorque, chegou a Barcelona, há pouco mais de um ano, o Prostíbulo Poético.
Uma sensual provocação que pretende despertar o desejo dos clientes pela poesia. Recriando bordéis do princípio do século XX, com plumas, sedas, música ao vivo e... poesia, também com a possibilidade de leituras privadas. Pelo bares de Barcelona, Madame Eva Léon e os seus performers (Las Putas) envolvem os clientes nos prazeres da poesia.
Para saber mais, espreitem aqui.

CABO VERDE: CD com poesia de Arménio Vieira

O poeta cabo-verdiano Arménio Vieira, Prémio Camões 2009, lançou recentemente, em Cabo Verde, um CD com poemas seus.
A cerimónia de lançamento realizou-se no Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), na Cidade da Praia, em Cabo Verde, no passado dia 25 de Agosto.
Este CD tem poemas ditos pelos cabo-verdianos João Rosário, repórter da RTP e Vera Cruz, cantora e actriz.
Em declarações à Agência Lusa, Arménio Vieira afirmou que concluiu recentemente um novo livro de poesia com o título «O Brumário e Suas Derivações».

LISBOA: Poesia e Liberdade

Anna Cortils, Presidente da Associação Cataluny é a próxima conferencista do ciclo A Poesia e a Liberdade que apresentará "A poesia catalã como eixo fulcral da consciência da nação; Séc. XX: o século de ouro da literatura catalã".
Será no dia 19 de Setembro pelas 18H30, na Biblioteca-Museu República e Resistência, numa parceria com o PEN Clube Português.
Este ciclo de conferências, de periodicidade mensal, teve início em Outubro de 2010 e vai prolongar-se até Dezembro de 2011.
A organização está a cargo de Maria do Sameiro Barroso.
A Biblioteca-Museu República e Resistência fica na Cidade Universitária, Rua Alberto de Sousa, 10A - Lisboa.






Próximas conferências:

10 de Outubro
João Rui de Sousa
“António Ramos Rosa, o poeta da liberdade livre”

7 de Novembro
Miguel Serras Pereira
“Sophia: Uma Poética Exemplar”

5 de Dezembro
António Graça Abreu
"Traduzir os poetas da China, criação, reinvenção e fascínios."

PORTO: Tinha Paixão?

No próximo dia 14 de Setembro, pelas 18H30, realizar-se-á na Galeria de Paris mais uma sessão do colóquio TINHA PAIXÃO?.
Na categoria de Poesia: SALOMÃO OLIVEIRA: A Árvore Nocturna e RICARDO A. REIS: Fosse este dia um rio.
Galeria de Paris: Rua Galerias de Paris, 56, Porto.

Novo livro de Paula Raposo


"Insubmissa - O lado errado numa linha imaginária" é o novo livro de poesia de Paula Raposo, editado pela Chiado Editora, que será lançado já este mês de Setembro.
Mais informações no blogue da autora, aqui.

BRAGA: Lançamento na 100.ª Página

Apresentação do livro Manuscritos e Outros Inéditos de Pedro Homem de Mello, recolha e compilação da autoria de José Maria Lacerda e Megre, da Editora Singular/Plural.
A Sessão contará com a participação de Maria Adelina Vieira e de Lacerda e Megre.
Dia 16 de Setembro, pelas 18H30, na Livraria Centésima Página: Casa Rolão, Av. Central, nº 118-120 - Braga.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia



miasmas
João Moita
Cosmorama, 2010






III

Abrem-se as searas ao sopro quente da minha boca.
Onde alcanço a vida inteira
entoo um canto fúnebre.
Regresso de todos oa açougues onde testemunhei
o aço refulgente.
Regresso de todos os teares onde me tingi
da própria linfa.
O medo, definitivo,
instigando-me sempre.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Esqueci-me como se chama

Com ilustrações de Gonçalo Viana e tradução, a partir do russo, de Nina Guerra e Filipe Guerra, “Esqueci-me como se chama” reúne 10 textos (histórias e poemas) de Daniil Harms.
O livro estará nas livrarias a partir da 2.ª semana de Setembro.
Uma edição Bruaá Editora.


Sinopse: Histórias e poemas humorísticos, sempre dominados por uma visão absurda, subversiva e carnavalesca do quotidiano, onde ficamos a conhecer a Lenotchka, que frustra todas as tentativas do seu amigo Igor para escrever uma história, porque, segundo ela, todas as histórias por ele imaginadas já foram escritas. Assistimos a um hilariante diálogo sobre uma visita a um jardim zoológico e a uma corrida que alguns animais fazem para descobrir quem será o mais rápido. Conhecemos o Vova, personagem que parece estar condenado a beber eternamente óleo de peixe. Tentamos descobrir como gritam os ouriços e como é possível alguém não conseguir dizer gaulinha, quer dizer, gaulinhalinha, ou seja, galinhalenha... Ficamos a saber como contrariar a teimosia de um burro. Aceitamos o convite do autor, que nos envia uma fotografia para desvendar um caso misterioso. Vamos até ao espectacular circo Printinpram e, no final, travamos amizade com o Kolka Pânkin e o seu amigo Petka Erchov, acompanhando-os na sua imaginária viagem até ao Brasil. Enfim, um conjunto de histórias e poemas que são uma boa amostra da produção para a infância de Harms, onde, como poucos, consegue captar o dia-a-dia, as brincadeiras e comportamentos infantis, juntando-lhes fantasia e absurdo quanto baste.

PORTO: Agenda poética do CLP para Setembro

Dia 3 | sábado
Piano bar, 22h30
Apresentação do livro “Essências (Devaneios duma mente alucinada)” de Paulo Gomes

Dia 15 | quinta-feira
Piano bar, 21h30
Poesia de Choque
A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho

Dia 21 | quarta-feira
Auditório, 21h30
Apresentação do livro de Álvaro Alves de Faria "Três sentimentos em Idanha e outros poemas portugueses"
Apresentação a cargo da Prof.ª Doutora Ana Paula Coutinho

Dia 24 | sábado
Auditório, 21h00
Lançamento do livro “Amo um Anjo”, de José Almeida

Dia 28 | quarta-feira
Piano bar, 22h00
“Cantos d’Alma”
Fátima Araújo, canto a capella
Helena Guerra, declamação
Tertúlia mensal de poesia e canto à capela

Clube Literário do Porto: Rua Nova da Alfândega, nº 22, Porto

Penso, logo sofro!

Há uns meses, passou na RTP2 um documentário sobre Angola, que deu a conhecer aos portugueses este jovem poeta satírico angolano, Shunnoz Fiel dos Santos, que se auto-intitula Pensólogo, Poeta e Sofredor Profissional.
Na altura dizia ter um livro pronto, "O Cu na Poesia", que não conseguia publicar, já que, como ele próprio afirmava, "em Angola não se consegue lançar um livro que fala da vida como ela é".
Mas não se engane quem vê no Youtube os vários vídeos de Shunnoz, ele não é apenas um "poeta maldito". É, sim, um dos maiores criativos angolanos da actualidade. Além de poeta é músico e estilista. A dupla de estilistas Shunnoz e Tekasala têm feito furor na moda em Luanda e ganho prémios internacionalmente.
A poesia controversa de Shunnoz é apenas uma das extensões da criatividade deste poeta sofredor que afirma: «em Angola não se sobrevive sem beijar o cu de ninguém».


(Entrevista para o documentário "É Dreda ser Angolano")

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


A Irresistível Voz de Ionatos
Victor Oliveira Mateus
Labirinto, Março 2009







A mulher da loja em frente traz consigo
algo das antigas deusas. Das possuídas
sibilas. E, com seu olhar flamejante
senta-se num banco esconso, como

quem ordena o mundo: quinquilharia,
pedaços pintados de moluscos, lascas
envernizadas de crustáceos. Depois.
Bem... depois reforça o ódio que nos tem

com epigramas mal amanhados
num enegrecido papel de embrulho.
Reforça a perigosidade dos poetas
sempre a infectar gentes, ilhas, rotas

ancestrais. E que o bem houvera sim,
na ditadura dos generais, onde a ordem
fora ordem, sem abcessos a estorvar
o destino. Nem o jovem e belo rei,

Cosntantino, tão jovem e tão rei,
abraçara tal imprudência, quanto
mais este viver com laivos
de altivez e foros de demência.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Novo livro de Fernando Esteves Pinto


Acaba de sair, pela editora Lua de Marfim, o livro de prosa poética "Identidade e Conflito - Estudos para uma Poética Negativa" de Fernando Esteves Pinto.
Datas de lançamento ainda não há, mas estão para breve...

Foi há... 25 anos

Revista "Sobreviver" – revista mensal do livro e da cultura, dirigida por José Antunes Ribeiro e editada pela Ulmeiro.
Fernando Aguiar recorda aqui o nº3 da II série, Fevereiro de 1986 (com Alberto Pimenta e E.M. de Melo e Castro na capa, no lançamento de “POEMOGRAFIAS – Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa”, na Sociedade Nacional de Belas-Artes e com o fantástico título «Agitadores ocupam Belas-Artes»).

LOURES: Poesia à la carte

A Andante vai apresentar mais uma performance poética "Poesia à la carte" no próximo dia 4 de Setembro, pelas 16H00, no Parque da Cidade, em Loures.
Um evento "Livros no Parque", integrado no 10º aniversário da Biblioteca José Saramago.

Textos: Vários autores de língua portuguesa
Encenação, pesquisa e selecção de textos: Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Textos ditos por: Cristina Paiva
Produção: Andante Associação Artística
Performance construída a partir de uma ideia original de Rosetta Martellin e da sua Jukebox di Poesia
Mais informações aqui: http://www.andante.com.pt/a_la_carte.html

LISBOA: Jantares com livros, poesia e às vezes música

Dia 3 de Setembro, na livraria/alfarrabista na Av. do Uruguai, 13A, em Benfica, a partir das 19H00.
O autor convidado será António Ferra, escritor, poeta e artista plástico.
Nasceu no Porto, em 1947, e vive em Lisboa. Publicou várias obras nas áreas da pedagogia e da literatura para crianças. No campo da ficção escreveu "Crónicas dos Novos Feitos da Guiné" e narrativas curtas, como "O Vermelho e o Negro", "Olhar o Silêncio", "Água e Fogo", "Silêncios Comprados", entre outras.
Representado em várias Antologias, em 2002 publicou o seu primeiro livro de poesia, "Com a cidade no corpo", seguindo-se em 2006, "A Palavra Passe", e em 2011, "Marias Pardas". Tem colaboração dispersa em jornais e revistas.
Manteve sempre a sua actividade como artista plástico, numa articulação possível com on trabalho de escrita.
Publicou na Ulmeiro e participou em Exposições de Arte na Galeria desta mesma Livraria.

Preço do jantar: 18,00€ (está incluído um livro que na mesma ocasião poderá ser autografado pelo autor).
Marcações: folioexemplar@gmail.com

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia



Entre a Vinha
Gonçalo Salvado
Desenhos de Rico Sequeira
Prefácio de Fernando Paulouro

Portugália Editora, Julho 2010





O vinho perfumado

Teu umbigo é uma taça redonda
a verter vinho perfumado.
Como bebê-lo
se apenas só de ver-te
meu sangue incandesce embriagado?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Amanhecem nas Rugas Precipícios
Alberto Pereira
Prefácio de Pedro Sena-Lino
Edium Editores, Maio 2011






Amanhecem nas rugas precipícios

Amanhecem nas rugas precipícios.
Pesam os dias empinados no vazio,
o tempo é fogo coado
a narrar o escaldar da neve.

A ocidente do coração
a juventude atrelada ao sangue.
No olhar o selim sedoso
onde se sentam ainda as mulheres
que despiam o paraíso.
Vêm devagar, tenebrosas,
com a distância em combustão.

Amanhecem nas rugas precipícios.
Espreitam na escotilha corporal,
migalhas luminosas enamoradas de sombra.

Já nada tosquia as cicatrizes.

A memória é um rebanho
de arame farpado
e a eternidade
o único tempo que morre.

domingo, 28 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia



Tambor
Daniel Medina
Edição do autor, Março 2010







11.


O pau sondava o tambor
O tambor seduzia o pau
.........Com o véu a encobrir o arco-íris
.........Música vibrante do seu arco
.........Coxas latejantes
.........No feitiço de emprenhar som e fantasia
No ritual propósito de gerar
.........Fecundar
..................Crescer
...........................Revoltar
....................................Soltar-se

No apelo para a dança
O pau vergava sob a ânsia
Do tambor
A fêmea era a Terra
Alimentadas as mãos do homem
Umbigos arfantes
Aspirando sémen e suor e sangue e música
Nos espasmos
Contracções da terra
Expelindo lava
Sugando o poema primeiro
Continuando nos gestos que iriam renascer
Na ansiedade de novas descobertas.

sábado, 27 de agosto de 2011

MÉXICO: EDITA XXI

EDITA-MÉXICO - XXI Encontro Internacional de Editores Independentes

Editores, leitores, escritores e performers vão reunir-se em mais um EDITA, este ano no México.
O EDITA já se realizou em Espanha (Punta Umbría) e na Colombia (Medellín) e este ano será no México, em Coyoacán, no Museo Casa de Leon Trotsky, nos dia 3, 4 e 5 de Novembro de 2011.

Serão 3 dias repletos de apresentações, mesas redondas, lançamentos de livros, mostras de vídeos, leituras de poesia, performances, concertos, exposições, instalações...

Mais informações aqui: http://editamexico.wordpress.com/2011-2

Em Setembro, as Edições 50kg irão apresentar o livro de poesia «Palinopsia» de Pedro S. Martins, numa tiragem de 150 exemplares numerados e assinados pelo autor.
A capa é uma reprodução de uma aguarela de Ana Ulisses. Composto em tipografia de caracteres móveis.

LISBOA: Lançamento do livro de Pedro Tiago

(clicar para ampliar)

LISBOA: Lançamento do livro Z a ZERO de Wilmar Silva


na Livraria LER DEVAGAR
R. Rodrigues Faria, 103, Edifício G, na LXFactory (Alcântara)

dia 7 de Setembro pelas 19h00

Apresentação de Fernando Aguiar

No posfácio de "Z a ZERO", editado pela Anome Livros, de Belo Horizonte, Fernando Aguiar escreveu: "Com uma temática conceptual que não retira nada à sua essência, estes poemas são trabalhados de uma forma rigorosa nos conceitos que referi: têm uma estrutura poderosíssima, um som muito próprio, no aspecto estético são poemas concebidos pela repetição de cada letra por cada uma das vinte e seis que constituem o alfabeto, integrando ainda a ambiguidade conferida pelo registo descritivo da numeração com a correspondente supressão das vogais que, embora abstratizando no início, estimulam uma abordagem activa por parte do leitor na interpretação do corpo daquela construção consonântica, para que cada verso de cada soneto seja entendido na sua totalidade."

Wagner Moreira, poeta e professor, no texto publicado no "Suplemento Literário de Minas Gerais" sobre "Z a ZERO", refere o seguinte: "Outra inferência possível sobre esses poemas de exceção é a que alude a uma solução gráfica para se manter o padrão visual do conjunto poético, o que fortalece a organicidade sistêmica do livro em sua face imagética. Veja-se a capa e já terá o leitor a sensação vertiginosa sobre qual lado deverá prevalecer para o ato da interação receptiva da obra. O grande "Z" que ali figura faz girar os sentidos possíveis de abertura do objeto livro e, guarda, com leveza estranha, uma vizinhamça com a letra ene, homônima do poema eixo que põe em fuga o excesso de racionalidade expressada pelo poeta."

O poeta e crítico Leonardo de Magalhaens afirma que "Aqui o Poeta vem desfazer a própria poética. Ainda mais se lembramos que o poeta Wilmar Silva é o autor de obras diametralmente opostas, mais líricas, ainda que ásperas. “ANU” e “Cachaprego” são os exemplos mais polêmicos deste fenômeno. Obras que confundem pelo expressionismo, pela palavra-alada oralizada ainda que graficamente segmentada, truncada, mesclada, embolada. Tanto ANU quanto Cachaprego são gráfico-e-sonoridade, Concretismo e Poesia Sonora ao mesmo tempo. "


WILMAR SILVA, Rio Paranaíba, Minas Gerais, Brasil, 30/04/1965. Poeta, performer, editor, curador, artista visual e sonoro. Ensaísta/criador/curador do projeto de pesquisa de poesia de línguas neolatinas PORTUGUESIA MINAS ENTRE OS POVOS DA MESMA LÍNGUA, ANTROPOLOGIA DE UMA POÉTICA (Anome Livros/MG/Brasil, 2009), contraantologia em livrodvd com 101 poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Brasil (Minas Gerais). Fundador/editor da Anome Livros, prêmio Jabuti/2009. Curador do projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas (Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais/Palácio das Artes/Belo Horizonte/MG/Brasil). Diretor/roteirista/apresentador do programa Tropofonia (prêmio Roquette-Pinto/2010), rádio educativa 104,5 UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Poesia traduzida e publicada em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, finlândes, húngaro. Ecoperformances de poesia biosonora apresentadas no Brasil e América, Europa e África.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"África e Africanidades" produz antologia de poesia contemporânea cabo-verdiana

Saiu recentemente, em formato digital, uma antologia de poesia contemporânea cabo-verdiana, organizada por Ricardo Riso, disponível para acesso e download no sítio da revista académica África e Africanidades (ISSN 1983-2354), edição nº 13, ano IV.
Com 146 páginas, esta antologia reúne 76 poemas de 13 poetas cabo-verdianos: António de Névada, Carlota de Barros, Danny Spínola, Dina Salústio, Filinto Elísio, José Luis Hopffer C. Almada, Margarida Fontes, Maria Helena Sato, Mario Lucio Sousa, Oswaldo Osório, Paula Vasconcelos, Vasco Martins e Vera Duarte.
As ilustrações são da autoria dos artistas plásticos Abraão Vicente e Mito Elias.

APRESENTAÇÃO
A presente antologia pretende contribuir para a melhor divulgação da poesia contemporânea de Cabo Verde, ainda de tímida exposição no Brasil. Esse panorama contrapõe-se à excelente qualidade dos poetas revelados com o país independente, tendência que seria ampliada e consolidada nas últimas duas décadas configurando o amadurecimento da poesia cabo-verdiana, com seus agentes demonstrando pluralidades estético-formais, variedade temática e a busca incessante por um verbo depurado.
Organizar uma antologia expõe os riscos oriundos da seleção de quem a produziu, sendo inevitáveis algumas lacunas em razão das escolhas tanto dos poetas quanto dos poemas. Com isso, o critério que norteou a antologia foi o de que os poetas estivessem vivos, fossem reconhecidos por suas produções – principalmente as realizadas nos últimos vinte anos, com publicações próprias ou participações em antologias. Por outro lado, e apesar da boa inserção das obras de Dina Salústio e Vera Duarte no meio acadêmico brasileiro, houve a preocupação de oferecer maior representatividade de vozes femininas, pois é notório o predomínio masculino na poesia cabo- verdiana.
Um nome obteve especial atenção na antologia. Trata-se de Oswaldo Osório, agente histórico da poesia cabo-verdiana, poeta estreante ao lado de Mário Fonseca e Arménio Vieira em “Seló – Página dos Novíssimos”, no ano de 1962. Oswaldo Osório é o único dentre os antologizados que publicou no período colonial e permanece mantendo produção de elevado nível, como atesta o recente “A Sexagésima Sétima Curva” (2007, Dada Editora).
Com isso, a presente antologia deseja dar a conhecer, ainda que de forma breve, alguns desses poetas, artífices da linguagem, e assim estimular um olhar mais atento do público brasileiro para a recente produção poética cabo-verdiana.
Para encerrar, meu sincero agradecimento à Nágila Oliveira, idealizadora da revista África e Africanidades, que desde o primeiro momento abraçou o projeto da antologia. Agradeço a fundamental orientação e contribuição de José Luis Hopffer C. Almada, a valorosa ajuda da Profª Drª Simone Caputo Gomes. Agradecimento especial aos poetas participantes e aos artistas plásticos, Mito Elias e Abraão Vicente. E não poderia deixar de mencionar as Profas Dras que tanto contribuíram e contribuem no meu aprendizado: Norma Lima, Carmen Lucia Tindó Secco, Sonia Santos e Maria Teresa Salgado.

Ricardo Riso


Na edição 14 (agosto/2011), será publicada Moçambique Hoje: antologia da novíssima poesia moçambicana, também organizada por Ricardo Riso, com a participação de Alex Dau, Andes Chivangue, Armando Artur, Chagas Levene, Domi Chirongo, Manecas Cândido, Mbate Pedro, Rinkel, Rogério Manjate, Sangare Okapi, Tânia Tomé. Com ilustrações de João Paulo Quehá.

"África e Africanidades": http://www.africaeafricanidades.com

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


reflexões à boca de cena
João Ricardo Lopes
Bilingue (português/inglês)
Tradução para o inglês de Bernarda Esteves
Posfácio de Daniel Gonçalves
Labirinto, 2011






Rápida e indolor

rápida e indolor, uma espada de vento
corta-me a cabeça. e depois?
depois o coração continua no seu dolo obstinado.
dá para rir?
dá sim, um borrachão com a língua de fora
meio enterrado em madeixas de malmequeres
e gerânios municipais.
se te amo?
mas que raio de pergunta essa.
os cães vasculham a noite, voltam-na do avesso, mas
não hão-de intrometer-se, está visto, em
lâminas tão limpas assim, ensanguentadas de
memória.
vê como o vento em nós acorda uma loucura
de labareda azuldourada.
nunca por um segundo da minha vida o duvidei.
nunca, meu bem

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Frescos
João Sevivas
Edição do autor
Braga, 2006






A panela ao lume
Salta nas artérias do sossego
Acrescenta-se o que se tira
O Inverno é deste tempo
Agasalhos são a ternura
Solidificada em púcaros de solidão cozinhada
Aguardamos o pão e o silêncio outra vez
Aqueles olhos, aquelas mãos
Esse verão que nunca mais vem
Esperamos e nada fazemos pelo sol
O frio só vem de nós

sábado, 6 de agosto de 2011

Foi há... 66 anos

A ROSA DE HIROSHIMA

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada.

Vinicius de Moraes

PORTIMÃO: Encontro com Fernando Cabrita

No próximo dia 12 de Agosto, pelas 22H00, na Feira do Livro de Portimão, o poeta algarvio Fernando Cabrita vai estar presente para um encontro com o público e para apresentação do seu recente livro ODE À LIBERDADE, que recebeu o Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010.

PORTO: Agenda de Agosto do CLP

:: Dia 7 | domingo
Piano bar, 18h00-20h00
Musicalidade Poética
Org.: José M. Silva

:: Dia 13 | sábado
Auditório, 22h00
Lançamento do livro de poesia "por eu me lembrar de ti" do Eng. Nuno Guimarães, Escritor e Adido Cultural na Embaixada de Portugal na Lituânia
Apresentação da obra a cargo de Pedro Baptista

Declamação por Angelo Vaz

:: Dia 16 | terça-feira
Piano bar, 21h30
Sessão de Poesia
Participação de actores portuenses
Org.: aPorto

:: Dia 23 | terça-feira
Piano bar, 21h30
Sessão de Poesia
Participação de actores portuenses
Org.: aPorto


Clube Literário do Porto:
Rua Nova da Alfândega, nº 22 - Porto

terça-feira, 19 de julho de 2011

LISBOA: Barco Poético no Tejo

O «BARCO POÉTICO» é um espectáculo realizado num barco/veleiro, durante duas horas, onde o diseur Nuno Miguel Henriques convida todos a viajar pela poesia portuguesa, de Fernando Pessoa a Florbela Espanca, passando por Luís de Camões, Almeida Garrett, Barbosa du Bocage ou António Nobre.
Para além disso, o público pode levar as suas próprias sugestões, recitar os seus versos favoritos ou inclusivamente pedir ao diseur que recite poemas escolhidos junto às marés do Tejo.
O «Barco Poético» parte da zona de Alcântara, na cidade de Lisboa, no dia 21 de Julho, com embarque pelas 21H15 com bilhetes a partir dos 11 euros por pessoa.
Os interessados podem reservar os ingressos através do site www.museudapoesia.com ou contactar os telefones nº 21 0135916 ou 96 6237137.

FARO: Fernando Cabrita no Pátio de Letras

O livro ODE À LIBERDADE, de Fernando Cabrita, que recebeu o Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010, vai ser apresentado (pelo autor), na Livraria Leya- Pátio de Letras, em Faro, na próxima quinta-feira, 21 de Julho, às 18H30.

ALCOCHETE: Andante apresenta Poesia à la carte

Textos: Vários autores de língua portuguesa
Encenação, pesquisa e selecção de textos: Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Textos ditos por: Cristina Paiva
Produção: Andante Associação Artística
Performance construída a partir de uma ideia original de Rosetta Martellin e da sua Jukebox di Poesia

Dia 23 de Julho a partir das 21H00 no Largo de S. João, em Alcochete.

PORTO: Lançamento na Poetria


Lançamento do livro "Lado negro" - poemas e desenhos de Marco Dias e Nuno Gandra no próximo dia 22/7, a partir das 21h, na nova sala da Poetria - R. Sá de Noronha, 157 (a 50 mts. da actual).

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO: Poesia na Rua em Cacela Velha

Realizou-se nos dias 15 e 16 de Julho a iniciativa "Poesia na Rua" em Cacela Velha.
Por lá aconteceram recitais, apresentações, leituras, e, sobretudo, uma grande Festa da Poesia.
Mais, aqui: http://ciip-cacela.blogspot.com/2011/07/poesia-na-rua-programa.html

LISBOA: Feira do Livro de Artista na Fabula Urbis

Programa:

30 Julho, sábado
19h00 - Abertura

31 Julho, domingo
19h00 – Cenizas - Recital de poesia por Moyo Coyatzin

1 Agosto, segunda-feira
17h00 – Visita ao atelier do encadernador António Goucha

2 Agosto, terça-feira
19h00 – Encontro com Kate Van Houton

3 Agosto, quarta-feira
19h00 – Encontro com Sara Simões e Telmo Alcobia

4 Agosto, quinta-feira
19h00 – Encontro com Crus Alegria sobre “caligrafia críptica escrita e oral”

5 Agosto, sexta-feira
19h00 – Encontro com António Sarabia, Isabel Bomba, Lauren Mendinueta e Rolando Castellón.

6 Agosto, sábado
19h00 – Recital por João Leopoldo (piano)

7 Agosto, domingo
19h00 - Encerramento

Mais informações: Fabula Urbis
R. de Augusto Rosa, 27 - LISBOA

BRASIL: Lançamento do PortoPoesia

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PORTO: Poesia Visual na Poetria

A Livraria Poetria e a Companhia "Trulé, marionetas de Évora" apresentam um espectáculo de poesia visual, no próximo dia 13/7 no "No Feminino com" - Pç. Carlos Alberto, 89 - Porto, às 22h.
Haverá acompanhamento musical e leitura do poema de Almada Negreiros "O menino d'olhos de gigante", por Rui Pena e André Sebastião.

PORTO: Agenda poética do CLP para Julho

:: Dia 16 | sábado
Piano bar, 18h00
Portugal Poético
Tema: Poemas à Beira Mar
Dinamizador: Rui Fonseca

:: Dia 21 | quinta-feira
Piano bar, 21h30
Poesia de Choque
Dinamizadores: A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho

:: Dia 23 | sábado
Piano bar, 18h00

Portugal Poético
Tema: Poemas à Beira Mar
Dinamizador: Rui Fonseca

:: Dia 24 | domingo
Piano bar, 18h00-20h00
Musicalidade Poética
Tema: Música e Poesia francesa
José M. Silva (voz e guitarra)
Cristina Pessoa (declamação)
Augusto Nunes (declamação)
Org.: José M. Silva

:: Dia 27 | quarta-feira
Piano bar, 22h00
“Cantos d’Alma”

Fátima Araújo, voz
Helena Guerra, declamação
Tertúlia de Poesia e Canto a Capella

Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, nº 22 - Porto