sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Penso, logo sofro!

Há uns meses, passou na RTP2 um documentário sobre Angola, que deu a conhecer aos portugueses este jovem poeta satírico angolano, Shunnoz Fiel dos Santos, que se auto-intitula Pensólogo, Poeta e Sofredor Profissional.
Na altura dizia ter um livro pronto, "O Cu na Poesia", que não conseguia publicar, já que, como ele próprio afirmava, "em Angola não se consegue lançar um livro que fala da vida como ela é".
Mas não se engane quem vê no Youtube os vários vídeos de Shunnoz, ele não é apenas um "poeta maldito". É, sim, um dos maiores criativos angolanos da actualidade. Além de poeta é músico e estilista. A dupla de estilistas Shunnoz e Tekasala têm feito furor na moda em Luanda e ganho prémios internacionalmente.
A poesia controversa de Shunnoz é apenas uma das extensões da criatividade deste poeta sofredor que afirma: «em Angola não se sobrevive sem beijar o cu de ninguém».


(Entrevista para o documentário "É Dreda ser Angolano")

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


A Irresistível Voz de Ionatos
Victor Oliveira Mateus
Labirinto, Março 2009







A mulher da loja em frente traz consigo
algo das antigas deusas. Das possuídas
sibilas. E, com seu olhar flamejante
senta-se num banco esconso, como

quem ordena o mundo: quinquilharia,
pedaços pintados de moluscos, lascas
envernizadas de crustáceos. Depois.
Bem... depois reforça o ódio que nos tem

com epigramas mal amanhados
num enegrecido papel de embrulho.
Reforça a perigosidade dos poetas
sempre a infectar gentes, ilhas, rotas

ancestrais. E que o bem houvera sim,
na ditadura dos generais, onde a ordem
fora ordem, sem abcessos a estorvar
o destino. Nem o jovem e belo rei,

Cosntantino, tão jovem e tão rei,
abraçara tal imprudência, quanto
mais este viver com laivos
de altivez e foros de demência.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Novo livro de Fernando Esteves Pinto


Acaba de sair, pela editora Lua de Marfim, o livro de prosa poética "Identidade e Conflito - Estudos para uma Poética Negativa" de Fernando Esteves Pinto.
Datas de lançamento ainda não há, mas estão para breve...

Foi há... 25 anos

Revista "Sobreviver" – revista mensal do livro e da cultura, dirigida por José Antunes Ribeiro e editada pela Ulmeiro.
Fernando Aguiar recorda aqui o nº3 da II série, Fevereiro de 1986 (com Alberto Pimenta e E.M. de Melo e Castro na capa, no lançamento de “POEMOGRAFIAS – Perspectivas da Poesia Visual Portuguesa”, na Sociedade Nacional de Belas-Artes e com o fantástico título «Agitadores ocupam Belas-Artes»).

LOURES: Poesia à la carte

A Andante vai apresentar mais uma performance poética "Poesia à la carte" no próximo dia 4 de Setembro, pelas 16H00, no Parque da Cidade, em Loures.
Um evento "Livros no Parque", integrado no 10º aniversário da Biblioteca José Saramago.

Textos: Vários autores de língua portuguesa
Encenação, pesquisa e selecção de textos: Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Textos ditos por: Cristina Paiva
Produção: Andante Associação Artística
Performance construída a partir de uma ideia original de Rosetta Martellin e da sua Jukebox di Poesia
Mais informações aqui: http://www.andante.com.pt/a_la_carte.html

LISBOA: Jantares com livros, poesia e às vezes música

Dia 3 de Setembro, na livraria/alfarrabista na Av. do Uruguai, 13A, em Benfica, a partir das 19H00.
O autor convidado será António Ferra, escritor, poeta e artista plástico.
Nasceu no Porto, em 1947, e vive em Lisboa. Publicou várias obras nas áreas da pedagogia e da literatura para crianças. No campo da ficção escreveu "Crónicas dos Novos Feitos da Guiné" e narrativas curtas, como "O Vermelho e o Negro", "Olhar o Silêncio", "Água e Fogo", "Silêncios Comprados", entre outras.
Representado em várias Antologias, em 2002 publicou o seu primeiro livro de poesia, "Com a cidade no corpo", seguindo-se em 2006, "A Palavra Passe", e em 2011, "Marias Pardas". Tem colaboração dispersa em jornais e revistas.
Manteve sempre a sua actividade como artista plástico, numa articulação possível com on trabalho de escrita.
Publicou na Ulmeiro e participou em Exposições de Arte na Galeria desta mesma Livraria.

Preço do jantar: 18,00€ (está incluído um livro que na mesma ocasião poderá ser autografado pelo autor).
Marcações: folioexemplar@gmail.com

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia



Entre a Vinha
Gonçalo Salvado
Desenhos de Rico Sequeira
Prefácio de Fernando Paulouro

Portugália Editora, Julho 2010





O vinho perfumado

Teu umbigo é uma taça redonda
a verter vinho perfumado.
Como bebê-lo
se apenas só de ver-te
meu sangue incandesce embriagado?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Amanhecem nas Rugas Precipícios
Alberto Pereira
Prefácio de Pedro Sena-Lino
Edium Editores, Maio 2011






Amanhecem nas rugas precipícios

Amanhecem nas rugas precipícios.
Pesam os dias empinados no vazio,
o tempo é fogo coado
a narrar o escaldar da neve.

A ocidente do coração
a juventude atrelada ao sangue.
No olhar o selim sedoso
onde se sentam ainda as mulheres
que despiam o paraíso.
Vêm devagar, tenebrosas,
com a distância em combustão.

Amanhecem nas rugas precipícios.
Espreitam na escotilha corporal,
migalhas luminosas enamoradas de sombra.

Já nada tosquia as cicatrizes.

A memória é um rebanho
de arame farpado
e a eternidade
o único tempo que morre.

domingo, 28 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia



Tambor
Daniel Medina
Edição do autor, Março 2010







11.


O pau sondava o tambor
O tambor seduzia o pau
.........Com o véu a encobrir o arco-íris
.........Música vibrante do seu arco
.........Coxas latejantes
.........No feitiço de emprenhar som e fantasia
No ritual propósito de gerar
.........Fecundar
..................Crescer
...........................Revoltar
....................................Soltar-se

No apelo para a dança
O pau vergava sob a ânsia
Do tambor
A fêmea era a Terra
Alimentadas as mãos do homem
Umbigos arfantes
Aspirando sémen e suor e sangue e música
Nos espasmos
Contracções da terra
Expelindo lava
Sugando o poema primeiro
Continuando nos gestos que iriam renascer
Na ansiedade de novas descobertas.

sábado, 27 de agosto de 2011

MÉXICO: EDITA XXI

EDITA-MÉXICO - XXI Encontro Internacional de Editores Independentes

Editores, leitores, escritores e performers vão reunir-se em mais um EDITA, este ano no México.
O EDITA já se realizou em Espanha (Punta Umbría) e na Colombia (Medellín) e este ano será no México, em Coyoacán, no Museo Casa de Leon Trotsky, nos dia 3, 4 e 5 de Novembro de 2011.

Serão 3 dias repletos de apresentações, mesas redondas, lançamentos de livros, mostras de vídeos, leituras de poesia, performances, concertos, exposições, instalações...

Mais informações aqui: http://editamexico.wordpress.com/2011-2

Em Setembro, as Edições 50kg irão apresentar o livro de poesia «Palinopsia» de Pedro S. Martins, numa tiragem de 150 exemplares numerados e assinados pelo autor.
A capa é uma reprodução de uma aguarela de Ana Ulisses. Composto em tipografia de caracteres móveis.

LISBOA: Lançamento do livro de Pedro Tiago

(clicar para ampliar)

LISBOA: Lançamento do livro Z a ZERO de Wilmar Silva


na Livraria LER DEVAGAR
R. Rodrigues Faria, 103, Edifício G, na LXFactory (Alcântara)

dia 7 de Setembro pelas 19h00

Apresentação de Fernando Aguiar

No posfácio de "Z a ZERO", editado pela Anome Livros, de Belo Horizonte, Fernando Aguiar escreveu: "Com uma temática conceptual que não retira nada à sua essência, estes poemas são trabalhados de uma forma rigorosa nos conceitos que referi: têm uma estrutura poderosíssima, um som muito próprio, no aspecto estético são poemas concebidos pela repetição de cada letra por cada uma das vinte e seis que constituem o alfabeto, integrando ainda a ambiguidade conferida pelo registo descritivo da numeração com a correspondente supressão das vogais que, embora abstratizando no início, estimulam uma abordagem activa por parte do leitor na interpretação do corpo daquela construção consonântica, para que cada verso de cada soneto seja entendido na sua totalidade."

Wagner Moreira, poeta e professor, no texto publicado no "Suplemento Literário de Minas Gerais" sobre "Z a ZERO", refere o seguinte: "Outra inferência possível sobre esses poemas de exceção é a que alude a uma solução gráfica para se manter o padrão visual do conjunto poético, o que fortalece a organicidade sistêmica do livro em sua face imagética. Veja-se a capa e já terá o leitor a sensação vertiginosa sobre qual lado deverá prevalecer para o ato da interação receptiva da obra. O grande "Z" que ali figura faz girar os sentidos possíveis de abertura do objeto livro e, guarda, com leveza estranha, uma vizinhamça com a letra ene, homônima do poema eixo que põe em fuga o excesso de racionalidade expressada pelo poeta."

O poeta e crítico Leonardo de Magalhaens afirma que "Aqui o Poeta vem desfazer a própria poética. Ainda mais se lembramos que o poeta Wilmar Silva é o autor de obras diametralmente opostas, mais líricas, ainda que ásperas. “ANU” e “Cachaprego” são os exemplos mais polêmicos deste fenômeno. Obras que confundem pelo expressionismo, pela palavra-alada oralizada ainda que graficamente segmentada, truncada, mesclada, embolada. Tanto ANU quanto Cachaprego são gráfico-e-sonoridade, Concretismo e Poesia Sonora ao mesmo tempo. "


WILMAR SILVA, Rio Paranaíba, Minas Gerais, Brasil, 30/04/1965. Poeta, performer, editor, curador, artista visual e sonoro. Ensaísta/criador/curador do projeto de pesquisa de poesia de línguas neolatinas PORTUGUESIA MINAS ENTRE OS POVOS DA MESMA LÍNGUA, ANTROPOLOGIA DE UMA POÉTICA (Anome Livros/MG/Brasil, 2009), contraantologia em livrodvd com 101 poetas de Portugal, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Brasil (Minas Gerais). Fundador/editor da Anome Livros, prêmio Jabuti/2009. Curador do projeto de leitura, vivência e memória de poesia Terças Poéticas (Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais/Palácio das Artes/Belo Horizonte/MG/Brasil). Diretor/roteirista/apresentador do programa Tropofonia (prêmio Roquette-Pinto/2010), rádio educativa 104,5 UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Poesia traduzida e publicada em espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, finlândes, húngaro. Ecoperformances de poesia biosonora apresentadas no Brasil e América, Europa e África.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

"África e Africanidades" produz antologia de poesia contemporânea cabo-verdiana

Saiu recentemente, em formato digital, uma antologia de poesia contemporânea cabo-verdiana, organizada por Ricardo Riso, disponível para acesso e download no sítio da revista académica África e Africanidades (ISSN 1983-2354), edição nº 13, ano IV.
Com 146 páginas, esta antologia reúne 76 poemas de 13 poetas cabo-verdianos: António de Névada, Carlota de Barros, Danny Spínola, Dina Salústio, Filinto Elísio, José Luis Hopffer C. Almada, Margarida Fontes, Maria Helena Sato, Mario Lucio Sousa, Oswaldo Osório, Paula Vasconcelos, Vasco Martins e Vera Duarte.
As ilustrações são da autoria dos artistas plásticos Abraão Vicente e Mito Elias.

APRESENTAÇÃO
A presente antologia pretende contribuir para a melhor divulgação da poesia contemporânea de Cabo Verde, ainda de tímida exposição no Brasil. Esse panorama contrapõe-se à excelente qualidade dos poetas revelados com o país independente, tendência que seria ampliada e consolidada nas últimas duas décadas configurando o amadurecimento da poesia cabo-verdiana, com seus agentes demonstrando pluralidades estético-formais, variedade temática e a busca incessante por um verbo depurado.
Organizar uma antologia expõe os riscos oriundos da seleção de quem a produziu, sendo inevitáveis algumas lacunas em razão das escolhas tanto dos poetas quanto dos poemas. Com isso, o critério que norteou a antologia foi o de que os poetas estivessem vivos, fossem reconhecidos por suas produções – principalmente as realizadas nos últimos vinte anos, com publicações próprias ou participações em antologias. Por outro lado, e apesar da boa inserção das obras de Dina Salústio e Vera Duarte no meio acadêmico brasileiro, houve a preocupação de oferecer maior representatividade de vozes femininas, pois é notório o predomínio masculino na poesia cabo- verdiana.
Um nome obteve especial atenção na antologia. Trata-se de Oswaldo Osório, agente histórico da poesia cabo-verdiana, poeta estreante ao lado de Mário Fonseca e Arménio Vieira em “Seló – Página dos Novíssimos”, no ano de 1962. Oswaldo Osório é o único dentre os antologizados que publicou no período colonial e permanece mantendo produção de elevado nível, como atesta o recente “A Sexagésima Sétima Curva” (2007, Dada Editora).
Com isso, a presente antologia deseja dar a conhecer, ainda que de forma breve, alguns desses poetas, artífices da linguagem, e assim estimular um olhar mais atento do público brasileiro para a recente produção poética cabo-verdiana.
Para encerrar, meu sincero agradecimento à Nágila Oliveira, idealizadora da revista África e Africanidades, que desde o primeiro momento abraçou o projeto da antologia. Agradeço a fundamental orientação e contribuição de José Luis Hopffer C. Almada, a valorosa ajuda da Profª Drª Simone Caputo Gomes. Agradecimento especial aos poetas participantes e aos artistas plásticos, Mito Elias e Abraão Vicente. E não poderia deixar de mencionar as Profas Dras que tanto contribuíram e contribuem no meu aprendizado: Norma Lima, Carmen Lucia Tindó Secco, Sonia Santos e Maria Teresa Salgado.

Ricardo Riso


Na edição 14 (agosto/2011), será publicada Moçambique Hoje: antologia da novíssima poesia moçambicana, também organizada por Ricardo Riso, com a participação de Alex Dau, Andes Chivangue, Armando Artur, Chagas Levene, Domi Chirongo, Manecas Cândido, Mbate Pedro, Rinkel, Rogério Manjate, Sangare Okapi, Tânia Tomé. Com ilustrações de João Paulo Quehá.

"África e Africanidades": http://www.africaeafricanidades.com

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


reflexões à boca de cena
João Ricardo Lopes
Bilingue (português/inglês)
Tradução para o inglês de Bernarda Esteves
Posfácio de Daniel Gonçalves
Labirinto, 2011






Rápida e indolor

rápida e indolor, uma espada de vento
corta-me a cabeça. e depois?
depois o coração continua no seu dolo obstinado.
dá para rir?
dá sim, um borrachão com a língua de fora
meio enterrado em madeixas de malmequeres
e gerânios municipais.
se te amo?
mas que raio de pergunta essa.
os cães vasculham a noite, voltam-na do avesso, mas
não hão-de intrometer-se, está visto, em
lâminas tão limpas assim, ensanguentadas de
memória.
vê como o vento em nós acorda uma loucura
de labareda azuldourada.
nunca por um segundo da minha vida o duvidei.
nunca, meu bem

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Frescos
João Sevivas
Edição do autor
Braga, 2006






A panela ao lume
Salta nas artérias do sossego
Acrescenta-se o que se tira
O Inverno é deste tempo
Agasalhos são a ternura
Solidificada em púcaros de solidão cozinhada
Aguardamos o pão e o silêncio outra vez
Aqueles olhos, aquelas mãos
Esse verão que nunca mais vem
Esperamos e nada fazemos pelo sol
O frio só vem de nós

sábado, 6 de agosto de 2011

Foi há... 66 anos

A ROSA DE HIROSHIMA

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atómica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada.

Vinicius de Moraes

PORTIMÃO: Encontro com Fernando Cabrita

No próximo dia 12 de Agosto, pelas 22H00, na Feira do Livro de Portimão, o poeta algarvio Fernando Cabrita vai estar presente para um encontro com o público e para apresentação do seu recente livro ODE À LIBERDADE, que recebeu o Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010.

PORTO: Agenda de Agosto do CLP

:: Dia 7 | domingo
Piano bar, 18h00-20h00
Musicalidade Poética
Org.: José M. Silva

:: Dia 13 | sábado
Auditório, 22h00
Lançamento do livro de poesia "por eu me lembrar de ti" do Eng. Nuno Guimarães, Escritor e Adido Cultural na Embaixada de Portugal na Lituânia
Apresentação da obra a cargo de Pedro Baptista

Declamação por Angelo Vaz

:: Dia 16 | terça-feira
Piano bar, 21h30
Sessão de Poesia
Participação de actores portuenses
Org.: aPorto

:: Dia 23 | terça-feira
Piano bar, 21h30
Sessão de Poesia
Participação de actores portuenses
Org.: aPorto


Clube Literário do Porto:
Rua Nova da Alfândega, nº 22 - Porto

terça-feira, 19 de julho de 2011

LISBOA: Barco Poético no Tejo

O «BARCO POÉTICO» é um espectáculo realizado num barco/veleiro, durante duas horas, onde o diseur Nuno Miguel Henriques convida todos a viajar pela poesia portuguesa, de Fernando Pessoa a Florbela Espanca, passando por Luís de Camões, Almeida Garrett, Barbosa du Bocage ou António Nobre.
Para além disso, o público pode levar as suas próprias sugestões, recitar os seus versos favoritos ou inclusivamente pedir ao diseur que recite poemas escolhidos junto às marés do Tejo.
O «Barco Poético» parte da zona de Alcântara, na cidade de Lisboa, no dia 21 de Julho, com embarque pelas 21H15 com bilhetes a partir dos 11 euros por pessoa.
Os interessados podem reservar os ingressos através do site www.museudapoesia.com ou contactar os telefones nº 21 0135916 ou 96 6237137.

FARO: Fernando Cabrita no Pátio de Letras

O livro ODE À LIBERDADE, de Fernando Cabrita, que recebeu o Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2010, vai ser apresentado (pelo autor), na Livraria Leya- Pátio de Letras, em Faro, na próxima quinta-feira, 21 de Julho, às 18H30.

ALCOCHETE: Andante apresenta Poesia à la carte

Textos: Vários autores de língua portuguesa
Encenação, pesquisa e selecção de textos: Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Textos ditos por: Cristina Paiva
Produção: Andante Associação Artística
Performance construída a partir de uma ideia original de Rosetta Martellin e da sua Jukebox di Poesia

Dia 23 de Julho a partir das 21H00 no Largo de S. João, em Alcochete.

PORTO: Lançamento na Poetria


Lançamento do livro "Lado negro" - poemas e desenhos de Marco Dias e Nuno Gandra no próximo dia 22/7, a partir das 21h, na nova sala da Poetria - R. Sá de Noronha, 157 (a 50 mts. da actual).

VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO: Poesia na Rua em Cacela Velha

Realizou-se nos dias 15 e 16 de Julho a iniciativa "Poesia na Rua" em Cacela Velha.
Por lá aconteceram recitais, apresentações, leituras, e, sobretudo, uma grande Festa da Poesia.
Mais, aqui: http://ciip-cacela.blogspot.com/2011/07/poesia-na-rua-programa.html

LISBOA: Feira do Livro de Artista na Fabula Urbis

Programa:

30 Julho, sábado
19h00 - Abertura

31 Julho, domingo
19h00 – Cenizas - Recital de poesia por Moyo Coyatzin

1 Agosto, segunda-feira
17h00 – Visita ao atelier do encadernador António Goucha

2 Agosto, terça-feira
19h00 – Encontro com Kate Van Houton

3 Agosto, quarta-feira
19h00 – Encontro com Sara Simões e Telmo Alcobia

4 Agosto, quinta-feira
19h00 – Encontro com Crus Alegria sobre “caligrafia críptica escrita e oral”

5 Agosto, sexta-feira
19h00 – Encontro com António Sarabia, Isabel Bomba, Lauren Mendinueta e Rolando Castellón.

6 Agosto, sábado
19h00 – Recital por João Leopoldo (piano)

7 Agosto, domingo
19h00 - Encerramento

Mais informações: Fabula Urbis
R. de Augusto Rosa, 27 - LISBOA

BRASIL: Lançamento do PortoPoesia

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PORTO: Poesia Visual na Poetria

A Livraria Poetria e a Companhia "Trulé, marionetas de Évora" apresentam um espectáculo de poesia visual, no próximo dia 13/7 no "No Feminino com" - Pç. Carlos Alberto, 89 - Porto, às 22h.
Haverá acompanhamento musical e leitura do poema de Almada Negreiros "O menino d'olhos de gigante", por Rui Pena e André Sebastião.

PORTO: Agenda poética do CLP para Julho

:: Dia 16 | sábado
Piano bar, 18h00
Portugal Poético
Tema: Poemas à Beira Mar
Dinamizador: Rui Fonseca

:: Dia 21 | quinta-feira
Piano bar, 21h30
Poesia de Choque
Dinamizadores: A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho

:: Dia 23 | sábado
Piano bar, 18h00

Portugal Poético
Tema: Poemas à Beira Mar
Dinamizador: Rui Fonseca

:: Dia 24 | domingo
Piano bar, 18h00-20h00
Musicalidade Poética
Tema: Música e Poesia francesa
José M. Silva (voz e guitarra)
Cristina Pessoa (declamação)
Augusto Nunes (declamação)
Org.: José M. Silva

:: Dia 27 | quarta-feira
Piano bar, 22h00
“Cantos d’Alma”

Fátima Araújo, voz
Helena Guerra, declamação
Tertúlia de Poesia e Canto a Capella

Clube Literário do Porto
Rua Nova da Alfândega, nº 22 - Porto

terça-feira, 21 de junho de 2011

Poesia à la carte

Textos: Vários autores de língua portuguesa
Encenação, pesquisa e selecção de textos: Cristina Paiva e Fernando Ladeira
Textos ditos por: Cristina Paiva
Produção: Andante Associação Artística
Performance construída a partir de uma ideia original de Rosetta Martellin e da sua Jukebox di Poesia
Estreia: dias 25 e 26 de Junho a partir das 14H30 na Fábrica da Pólvora em Oeiras, integrada no Festival Internacional de Histórias de Ida e Volta.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Parfums de Lisbonne


Parfums de Lisbonne/Perfumes de Lisboa
na Casa Fernando Pessoa
22 de Junho

Lançamento do livro O relógio avariado de Deus, de Ozias Filho, dia 29 de Junho, quarta-feira, às 21 horas, na Casa da América Latina, em Lisboa.
A obra será apresentada por Cristina Maria da Costa.

domingo, 19 de junho de 2011

Jornadas Modernistas


Jornadas «Modernismo e Modernistas», organizadas pelo Instituto de Estudos sobre o Modernismo da FCSH UNL.
Dias 20 e 21 de Junho.
Entrada Livre.

sábado, 18 de junho de 2011

terça-feira, 14 de junho de 2011

Amadeu Baptista vence Prémio Literário António Cabral (Vila Real)

O júri do Prémio Literário ‘António Cabral’ decidiu, por unanimidade, declarar vencedor original Sistina, de Miguel Bravo, pseudónimo de Amadeu Baptista (n. 1953).

Em quase trinta anos de edição – onde já se entreviam inspirações bíblicas, como tentações, ismaelitas e Nínive –, a discursividade deste poeta eleva, agora, suas repetições, anáforas, copulativas, pronomes pessoais, tempos de um verbo novo e metáforas à altura do salmo, entre Velho e Novo Testamento, com figurações crísticas e pagãs, num balancear que a arquitectura da Capela Sistina promove e euforiza.

A leitura de espaço maior da Cristandade assenta na relação ecfrástica (processo regular no premiado) entre arquitectura, pintura fortemente individualizada e poesia, constituindo inesperada revisão da história da Humanidade. Esse balanço ou alternância é também oposição e equivalência, em que se alicerça a composição do livro, à imagem do Livro: parede da ala esquerda, parede da ala direita, fechando, além, com a morte de Moisés e, aqui, com a Última Ceia; chão, tecto – e, neste, profetas versus sibilas, com, nos painéis centrais, quadros genesíacos e cenas pouco edificantes. São quarenta poemas – o número 40 tem forte significado na Bíblia – coroados por um Juízo Final que é louvor da arte e sua capacidade ressurreccional.


Na conseguida unidade do conjunto, em revisitação de um locus nunca extensivamente cuidado na nossa lírica, ressuma o ouro de uma inesperada religiosidade.


Tinham-se apresentado a concurso 43 trabalhos, alguns de notável qualidade.


A data e programa da sessão de entrega do Prémio serão oportunamente divulgados.

(texto do blogue de Amadeu Baptista)

Mais logo, na Casa Fernando Pessoa

Apresentação de «Noite e Dia da mesma Luz: Aspectos da Poesia de Eugénio de Andrade», de Federico Bertolazzi:
Dia 14 de Junho, pelas 18H30, na Casa Fernando Pessoa.
Apresentação a cargo de Fernando J.B. Martinho.
Será projectada uma vídeo-antologia de Eugénio de Andrade em que o poeta, magistralmente, lê os seus poemas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

«O Festival Silêncio afirma-se como um evento internacional que dá voz às novas tendências artísticas e novas expressões urbanas em torno da literatura e do seu cruzamento com as outras artes que tem vindo a procurar posicionar Lisboa como capital da palavra.

Inserindo-se na rota dos festivais internacionais transdisciplinares em torno da palavra dita concebemos um festival literário inovador que dinamiza um conjunto de equipamentos culturais da cidade criando um palco multidisciplinar que, desde a primeira edição em 2009, tem vindo a trazer a Lisboa grandes nomes da cena literária e artística internacional. Atentos aos novíssimos movimentos que cruzam a palavra com a música, artes cénicas ou vídeo e imprimem à poesia uma nova dimensão, desafiamos criadores nacionais e estrangeiros de diversas áreas a apresentarem projectos que cruzem a palavra com as diferentes artes, espelhando assim a vitalidade dos novos movimentos em torno da palavra dita. Esses movimentos, ao invadirem os palcos de inúmeros festivais internacionais, vêm comprovar a sua enorme relevância na criação artística contemporânea; nomeadamente no contexto da transdisciplinaridade e cruzamento com outras artes e na transversalidade dos seus públicos. Através de espectáculos de spoken word, poetry slam, conferências, film poetry, documentários, workshops, instalações, performances, lançamentos e leituras encenadas, o Festival Silêncio aposta na transversalidade e abre caminho para a conquista de novos públicos. Nesse sentido, o Festival Silêncio pretende não só dar a conhecer o trabalho de alguns dos artistas internacionais mais proeminentes desses novos movimentos, como também promover a criação de projectos a nível nacional provocando encontros entre jovens artistas estreantes e oriundos de diferentes áreas.
»

Poetry Slam: inscrições até 19 de Junho.

Todas as informações aqui: http://www.festivalsilencio.com
Apresentação do livro «QUANDO AS PALAVRAS COMEÇAM A ESCREVER» de Ana Maria Puga (editora Labirinto).
17 de Junho, pelas 18 horas, na Livraria Pó dos Livros, Av. Marquês de Tomar, 89 - Lisboa.
Apresentação a cargo de Maria Lucília Meleiro e Mabelina Pinto Soares.

sábado, 11 de junho de 2011

Fernando Cabrita editado em França

O Consulado Geral de Portugal em França vai apresentar em Paris o livro DOUZE POÉMES DE SAUDADE de Fernando Cabrita, editado em Paris no passado mês pelas Editions l'Harmattan.
A apresentação decorrerá no dia 17 de Junho, pelas 18H30, no Salão Eça de Queirós, do Consulado, e estará a cargo de Paulo Dentinho (correspondente da RTP em França) e de François Louis Blanc (escritor e tradutor do texto para francês).

Consulat Général du Portugal à Paris: 6, Rue Georges Berger – Paris

segunda-feira, 6 de junho de 2011


A Editora Labirinto e a Livraria Capítulos Soltos convidam para a apresentação do livro «REFLEXÕES À BOCA DE CENA», de João Ricardo Lopes.

A sessão terá lugar no próximo dia 11 de Junho (sábado), pelas 18 horas, na Livraria Capítulos Soltos, sita na Rua de Santo André, 93 RC- Braga.

A apresentação estará a cargo de Marta Peixoto e contará com a presença do autor e da tradutora da obra Bernarda Esteves, docente do Instituto de Letras da Universidade do Minho.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Correio electrónico acabadinho de chegar do Brasil:

From: Ernesto de Melo e Castro
To: Porosidade Etérea

Re: Dia Mundial da Poesia - 21 de Março

Querida Inês Ramos

Como vais tu? Eu só agora te envio um poema que já deveria ter ido... mas tenho viajado um pouco neste imenso Brasil... sempre com a poesia!
O poema vai em anexo.
Beijos amigos do Ernesto

.....................

HAN SHAN DO SÉCULO XXI

No dia mundial da poesia vou ler um poema no alto da Serra da Mantiqueira para uma ilustre assembleia de árvores remanescentes da Floresta Atlântica, na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, Brasil.
Tendo comunicado esta minha disposição à minha amiga Inês Ramos que estava em Cabo Verde, ela respondeu-me que eu seria o Han Shan do século XXI...

Concordando (por ter nascido na Serra da Estrela em Portugal ) enviei o seguinte poema:


Numa fria montanha nasci
mais do que uma vez...

Olhei para os meus pés
e não os vi.

Teriam ido passear
à procura do ar (pensei)
não os senti...

Se doíam ou não
os meus pés perdi-os
na neve sem deixarem rastro
nem no ar um cheiro característico.

E o meu corpo foi-se perdendo aos poucos
longe fragmentos dos penedos voadores
de que nasci.

*

As árvores centenárias altíssimas
que ouviram o poema que lhes li
nada disseram em sílabas e palavras
só silvaram um som sibilino
que eu apenas ouvi não entendi.

Certamente foi um vento maléfico
que me respondeu irónico
mas eu permaneci ereto
nem sequer alterando o ritmo cardíaco.

Então senti o mesmo frio
de quando há muito nasci
mas era outra a situação
outra a montanha alta
onde ainda não morri.


*

Passo a passo desci a montanha
sem nada ver pelo caminho.

O poema que li logo o esqueci
e a cidade ensurdeceu-me
o que não vi...


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SP 21/03/2011
E.M. de Melo e Castro