terça-feira, 6 de setembro de 2011

LISBOA: Exposição na CFP

ORPHELIA RECLINADA por Caseirão
Na Casa Fernando Pessoa a partir de 15 de Setembro de 2011 (inaugura às 18H30)

No presente caso, um amontoado de caixas pode representar uma figura reclinada, um corpo sem órgãos, uma pessoa: Ophélia - ou pelo menos dá-nos a ideia disso. As naturezas-mortas são metáforas, mas não será a metáfora designada como a essência da poesia?

Caseirão nasceu em Lisboa em 1961. Doutorado em Belas-Artes, especialidade de Desenho, pela Faculdade de Belas-Artes de Lisboa, Universidade de Lisboa. Colabora com editoras, publicações e periódicos em ilustrações tanto gráficas como fotográficas. Expõe individualmente desde 1986.

A Casa Fernando Pessoa fica na R. Coelho da Rocha, 16, em Lisboa.

Prémio de Poesia Nuno Júdice 2011

Organizado pela Câmara Municipal de Aveiro em parceria com a Universidade de Aveiro e o Grupo Poético de Aveiro, o Prémio de Poesia Nuno Júdice tem por objectivos celebrar o poeta Nuno Júdice, afirmar a referência de qualidade e contemporaneidade da sua obra e usá-la como estímulo criativo.
O prémio tem o valor de 2.500 euros e os trabalhos, em língua portuguesa, deverão ser entregues até dia 30 de Setembro.
À presente edição serão admitidos a concurso autores residentes em Portugal e autores naturais dos municípios geminados ou que tenham protocolos de cooperação com a autarquia de Aveiro, a saber:
Arcachon – França
Belém do Pará – Brasil
Bourges – França
Cholargos – Grécia
Ciudad Rodrigo – Espanha
Cubatão – Brasil
Farim – Guiné-Bissau
Forli – Itália
Inhambane – Moçambique
Mahdia – Tunísia
Oita – Japão
Panyu – China
Pelotas – Brasil
Pemba – Moçambique
Santa Cruz, ilha de Santiago – Cabo Verde
Santo António do Príncipe – São Tomé e Príncipe
São Bernardo do Campo – Brasil

Mais informações e regulamento, aqui.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


K3
Nuno Dempster
&etc, Janeiro 2011







(...)
O poema está a ser escrito
numa noite anormal de Junho,
encharcada de vento e chuva fria,
do ano dois mil e dez,

muito depois de os mortos
terem largado, rumo
ao Terreiro do Paço, e de o ocuparem
por mão daqueles vivos que gritavam,

e eu ouvia estourar ainda
a emboscada à coluna em que não fora,

clamor de um tiroteio tão unânime
que parecia um todo só,

um pelotão
a lutar com João Evangelista
e com os seus corcéis
a galopar no céu em chamas.

Era o regresso da besta
que dividia os vivos e obrigava
gente contraditória
ao jogo de matar e de morrer,

enquanto analisa cálculos
e dados estatísticos
dos nomes que são números,
os números que envia em porões cheios
ao largo da costa de África,

e não pensa no Infante,
nem em Nuno Tristão e sua morte,

desconhece que o início gera o fim,
não retira sinais do tempo.

A besta é uma hiena com cabeça humana,

e vem depor-me aos pés
dois corpos da emboscada.

Aqui estão diante dos meus olhos,
em duas macas, à espera do helicóptero
que afinal não chegou a vir:

o milícia, crivado de estilhaços,
respira ainda,
o soro não vai salvá-lo,
negra esponja de sangue sem um grito,

e o sargento abatido no ajuste final,
com um tiro na nuca, seco, pelas costas,
ambos réus em juízo sumaríssimo,

violência elevada à funda insanidade
que poderia ter-me submergido.

A vida subira à contradição maior,
que é caminhar no fio da loucura,
dia após dia, e ainda assim marcar
esse tempo passado com riscos
atrás da cabeceira, onde o sono se afunda
em animais feridos,
cujo rosto a dormir se não relaxa,
são tiques repetidos,
são breves e odiosos tiques,
desvairam pesadelos
e brados repentinos,
e olhos cegos no escuro,
doentes soerguidos de pavor
que imprecações obrigam a voltar
ao fremir do silêncio,

até a alba nascer,

altura em que os outros
vêm com as pesadas armas proibir-nos
de manter a defesa em quadrado ,
que tínhamos trazido
de Aljubarrota
para Quebo cercada
dos quatro lados,

Quebo, onde os espiões convivem,
sem que nenhum de nós se importe,

estão ali
à espera de saber quando haverá
colunas para Buba,

e foram transmitir que um condutor
esfacelara a mão direita
na boca da G3, enlouquecido
os olhos sob a estrada, nos fornilhos.

só se ouvira a rajada,
ninguém soube da mão,
poucos o quiseram ver
entrar para o helicóptero.

Não há quem fite o seu próprio desespero.
(...)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

VILA FRANCA DE XIRA: Poesia de João José Cochofel

Vai ter lugar no próximo dia 10 de Setembro a apresentação do livro "Breve – Antologia da Poesia de João José Cochofel" no Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, pelas 16H00.
Esta antologia foi organizada por Sofia Cochofel Quintela e o prefácio é de José Carlos Seabra Pereira.
Esta sessão de apresentação conta com as presenças de Sofia Cochofel Quintela, José Carlos Seabra Pereira, Zeferino Coelho (Editorial Caminho) e o poeta e crítico literário António Carlos Cortez.

Prémio Literário Manuel António Pina 2011

Encontram-se abertas, até 30 de Setembro, as candidaturas à 2ª Edição do Prémio Literário Manuel António Pina, instituído pela Câmara Municipal da Guarda com o objectivo de homenagear o escritor e poeta natural do distrito.
Este prémio é atribuído anualmente e a edição de 2011 distinguirá obras de poesia.
O prémio terá o valor de 2.500 euros, e a obra premiada será editada pela C. M. da Guarda em parceria com a editora Assírio&Alvim.
Só poderão concorrer trabalhos inéditos de poesia de autores portugueses.
Mais informações e regulamento, aqui.

LISBOA: Festa da Catalunha

Domingo, 11 de Setembro, no Largo do Carmo.
Destaque para o Recital de Poesia Catalã, pelas 16H30, a cargo dos membros da associação CatalunyApresenta.
Os poemas lidos serão de autores catalães e serão lidos em português e catalão.

O que vem aí

Segundo a jornalista Isabel Coutinho, eis algumas novidades poéticas que estão chegar:

D. Quixote:
“Adornos”, de Ana Marques Gastão.
“Vozes” de Ana Luísa Amaral.

Objectiva:
“Fragmentos” de Marilyn Monroe.
Notas pessoais, poemas, cartas e fotografias de Marilyn.

Presença:
“Poemas Novos e Velhos”, de Helder Macedo.

Assírio & Alvim:
“Tentativa e erro”, de José Alberto Oliveira.
“Caminharei pelo vale da sombra”, de José Agostinho Baptista.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Ode à Liberdade
e outros poemas
Fernando Cabrita
Edição bilingue (português e espanhol)
Tradução para o castelhano de Manuel Moya

Gente Singular, Janeiro 2011




(...)
Sempre em ti se cevaram os colmilhos vis
de todos os déspotas,
todo o fogo vasto dos impérios e das
ditaduras.
Sempre contra ti se atiçaram os mastins
de todos os soberbos,
os Reis dos Reis,
os tiranos e o flagelo dos paraísos
inventados,
os sicários,
os esbirros,
os beleguins,
os construtores de cárceres,
os verdugos,
os carrascos,
os torquemadas,
as falanges,
as milícias,
os familiares de todos os ofícios santos,
os que te invocaram para te deixar
exangue
sob as adagas do crime,
os cruéis,
os que se alimentaram da carne dos teus
filhos,
os nogaret e os sciarra collona,
todos os credos velhos e todos os credos
novos,
os vultos obscuros das obscuras mentes,
os sinédrios e os concílios,
os padres de todas as inquisições,
todos os Velhos da Montanha,
os exércitos da ignomínia,
todas as roças,
todos os sínodos do medo,
todos os sabres de teles jordão,
todos os degredos,
todas as pestilências moles da alma,
todos os barcos negreiros,
todas as levas de escravos,
toda a presúria e toda a devastação,
todos os traidores a quem Roma final não
pagou,
todo o dolo,
todos os senhores de pendão e algara,
todos os potentados que se quiseram
deuses,
todos os Césares e todos os Rás,
todos os malefícios da Terra
e os cavaleiros de mais do que um
Apocalipse,
os torturadores
os assassinos,
os cobardes,
os hipócritas,
os Dez Mil Imortais
marchando sobre o corpo destroçado dos seus
adversários,
os adoradores da carnificina,
todos os conquistadores,
todos os caudilhos,
os que se comprazem no sangue e no medo,
os que se deram ao massacre e à
pilhagem,
os violentos,
os trucidadores,
os cúmplices de cada matança de
inocentes,
os que abriram os vagões da morte ao
final de cada caminho,
e que cantaram a morte em rudes canções
de guerra,
e que glorificaram a morte que traziam nos
braços como a um filho,
e que gritavam Viva La Muerte,
e que chegavam, viam e venciam entre
rios de morte,
e que santificavam a morte,
os cultores da morte,
os que abriram, a cada cerco, a Porta da
Traição,
os que não têm decência,
os que não têm palavra,
os que não têm misericórdia,
os que já nem rostos de homens têm,
já nem rostos nem alma de homens.
(...)

domingo, 4 de setembro de 2011

CABO VERDE: Poesia de Abraão Vicente

Está quase a chegar às livrarias um livro de poesia do artista plástico e escritor cabo-verdiano Abraão Vicente.
Despois do livro de contos “O Trampolim” publicado no final do ano passado, Abrão Vicente estreia-se agora na poesia, com "e de repente a noite", poemas escritos entre 2004 e 2005. Ambos os livros têm a chancela da editora Kankan Studio, uma editora "imaginária".

Abraão Vicente nasceu em Assomada, na Ilha de Santiago, em 1980.
É licenciado em Sociologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
É fotógrafo, pintor e escritor.

Aqui fica um excerto de um dos poemas do livro:

(...)
Uma sentida homenagem
ao silêncio,
ao espaço vazio,
aos meus óculos,
à fronteira,
à bandeira do meu país,
ao azul, ao amarelo,
ao branco e ao negro,
ao castanho claro
mais que ao escuro,
ao vermelho,
sim ao vermelho,
às palavras que mais uso,
às que não uso
por esquecimento,
às que me emocionam
e às que por abandono
apenas penso.
(...)

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


A Dança das Feridas
Henrique Manuel Bento Fialho
Edição do Autor, Janeiro 2011







Jorge a Mécia de Sena

Esta noite sonhei contigo. Não foi bem contigo.
Sonhei sozinho no teu nome, enquanto circulava
num super-mercado junto à área hortofrutícola.
Em vez de vegetais, as arcas expunham livros
coloridos com o teu nome na capa. O teu nome
inscrito como se fosse o veio de uma folha, a raiz
de um vegetal fresco. E eu peguei nos livros,
pesei-os, levei os que me pareciam mais frescos
para uma salada à hora de almoço, a mesma
em que te vejo à janela recolhendo a roupa
do estendal, perdendo algumas molas, refilando
com os dedos desastrados para os arames,
mas tão suaves para prosas quebradas em verso.

sábado, 3 de setembro de 2011

BARCELONA: Bordel Poético

Depois de o The Poetry Brothel ter seduzido Nova Iorque, chegou a Barcelona, há pouco mais de um ano, o Prostíbulo Poético.
Uma sensual provocação que pretende despertar o desejo dos clientes pela poesia. Recriando bordéis do princípio do século XX, com plumas, sedas, música ao vivo e... poesia, também com a possibilidade de leituras privadas. Pelo bares de Barcelona, Madame Eva Léon e os seus performers (Las Putas) envolvem os clientes nos prazeres da poesia.
Para saber mais, espreitem aqui.

CABO VERDE: CD com poesia de Arménio Vieira

O poeta cabo-verdiano Arménio Vieira, Prémio Camões 2009, lançou recentemente, em Cabo Verde, um CD com poemas seus.
A cerimónia de lançamento realizou-se no Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), na Cidade da Praia, em Cabo Verde, no passado dia 25 de Agosto.
Este CD tem poemas ditos pelos cabo-verdianos João Rosário, repórter da RTP e Vera Cruz, cantora e actriz.
Em declarações à Agência Lusa, Arménio Vieira afirmou que concluiu recentemente um novo livro de poesia com o título «O Brumário e Suas Derivações».

LISBOA: Poesia e Liberdade

Anna Cortils, Presidente da Associação Cataluny é a próxima conferencista do ciclo A Poesia e a Liberdade que apresentará "A poesia catalã como eixo fulcral da consciência da nação; Séc. XX: o século de ouro da literatura catalã".
Será no dia 19 de Setembro pelas 18H30, na Biblioteca-Museu República e Resistência, numa parceria com o PEN Clube Português.
Este ciclo de conferências, de periodicidade mensal, teve início em Outubro de 2010 e vai prolongar-se até Dezembro de 2011.
A organização está a cargo de Maria do Sameiro Barroso.
A Biblioteca-Museu República e Resistência fica na Cidade Universitária, Rua Alberto de Sousa, 10A - Lisboa.






Próximas conferências:

10 de Outubro
João Rui de Sousa
“António Ramos Rosa, o poeta da liberdade livre”

7 de Novembro
Miguel Serras Pereira
“Sophia: Uma Poética Exemplar”

5 de Dezembro
António Graça Abreu
"Traduzir os poetas da China, criação, reinvenção e fascínios."

PORTO: Tinha Paixão?

No próximo dia 14 de Setembro, pelas 18H30, realizar-se-á na Galeria de Paris mais uma sessão do colóquio TINHA PAIXÃO?.
Na categoria de Poesia: SALOMÃO OLIVEIRA: A Árvore Nocturna e RICARDO A. REIS: Fosse este dia um rio.
Galeria de Paris: Rua Galerias de Paris, 56, Porto.

Novo livro de Paula Raposo


"Insubmissa - O lado errado numa linha imaginária" é o novo livro de poesia de Paula Raposo, editado pela Chiado Editora, que será lançado já este mês de Setembro.
Mais informações no blogue da autora, aqui.

BRAGA: Lançamento na 100.ª Página

Apresentação do livro Manuscritos e Outros Inéditos de Pedro Homem de Mello, recolha e compilação da autoria de José Maria Lacerda e Megre, da Editora Singular/Plural.
A Sessão contará com a participação de Maria Adelina Vieira e de Lacerda e Megre.
Dia 16 de Setembro, pelas 18H30, na Livraria Centésima Página: Casa Rolão, Av. Central, nº 118-120 - Braga.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia



miasmas
João Moita
Cosmorama, 2010






III

Abrem-se as searas ao sopro quente da minha boca.
Onde alcanço a vida inteira
entoo um canto fúnebre.
Regresso de todos oa açougues onde testemunhei
o aço refulgente.
Regresso de todos os teares onde me tingi
da própria linfa.
O medo, definitivo,
instigando-me sempre.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Esqueci-me como se chama

Com ilustrações de Gonçalo Viana e tradução, a partir do russo, de Nina Guerra e Filipe Guerra, “Esqueci-me como se chama” reúne 10 textos (histórias e poemas) de Daniil Harms.
O livro estará nas livrarias a partir da 2.ª semana de Setembro.
Uma edição Bruaá Editora.


Sinopse: Histórias e poemas humorísticos, sempre dominados por uma visão absurda, subversiva e carnavalesca do quotidiano, onde ficamos a conhecer a Lenotchka, que frustra todas as tentativas do seu amigo Igor para escrever uma história, porque, segundo ela, todas as histórias por ele imaginadas já foram escritas. Assistimos a um hilariante diálogo sobre uma visita a um jardim zoológico e a uma corrida que alguns animais fazem para descobrir quem será o mais rápido. Conhecemos o Vova, personagem que parece estar condenado a beber eternamente óleo de peixe. Tentamos descobrir como gritam os ouriços e como é possível alguém não conseguir dizer gaulinha, quer dizer, gaulinhalinha, ou seja, galinhalenha... Ficamos a saber como contrariar a teimosia de um burro. Aceitamos o convite do autor, que nos envia uma fotografia para desvendar um caso misterioso. Vamos até ao espectacular circo Printinpram e, no final, travamos amizade com o Kolka Pânkin e o seu amigo Petka Erchov, acompanhando-os na sua imaginária viagem até ao Brasil. Enfim, um conjunto de histórias e poemas que são uma boa amostra da produção para a infância de Harms, onde, como poucos, consegue captar o dia-a-dia, as brincadeiras e comportamentos infantis, juntando-lhes fantasia e absurdo quanto baste.

PORTO: Agenda poética do CLP para Setembro

Dia 3 | sábado
Piano bar, 22h30
Apresentação do livro “Essências (Devaneios duma mente alucinada)” de Paulo Gomes

Dia 15 | quinta-feira
Piano bar, 21h30
Poesia de Choque
A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho

Dia 21 | quarta-feira
Auditório, 21h30
Apresentação do livro de Álvaro Alves de Faria "Três sentimentos em Idanha e outros poemas portugueses"
Apresentação a cargo da Prof.ª Doutora Ana Paula Coutinho

Dia 24 | sábado
Auditório, 21h00
Lançamento do livro “Amo um Anjo”, de José Almeida

Dia 28 | quarta-feira
Piano bar, 22h00
“Cantos d’Alma”
Fátima Araújo, canto a capella
Helena Guerra, declamação
Tertúlia mensal de poesia e canto à capela

Clube Literário do Porto: Rua Nova da Alfândega, nº 22, Porto

Penso, logo sofro!

Há uns meses, passou na RTP2 um documentário sobre Angola, que deu a conhecer aos portugueses este jovem poeta satírico angolano, Shunnoz Fiel dos Santos, que se auto-intitula Pensólogo, Poeta e Sofredor Profissional.
Na altura dizia ter um livro pronto, "O Cu na Poesia", que não conseguia publicar, já que, como ele próprio afirmava, "em Angola não se consegue lançar um livro que fala da vida como ela é".
Mas não se engane quem vê no Youtube os vários vídeos de Shunnoz, ele não é apenas um "poeta maldito". É, sim, um dos maiores criativos angolanos da actualidade. Além de poeta é músico e estilista. A dupla de estilistas Shunnoz e Tekasala têm feito furor na moda em Luanda e ganho prémios internacionalmente.
A poesia controversa de Shunnoz é apenas uma das extensões da criatividade deste poeta sofredor que afirma: «em Angola não se sobrevive sem beijar o cu de ninguém».


(Entrevista para o documentário "É Dreda ser Angolano")