sábado, 12 de dezembro de 2009

Outras sugestões para os próximos dias


14 de Dezembro (segunda-feira):

LISBOA - Casa Fernando Pessoa
Joan Margarit, uma das grandes figuras da poesia catalã contemporânea, lança o seu primeiro livro em Portugal a 14 de Dezembro, pelas 18.30h, na Casa Fernando Pessoa.
Na sessão participará também o escritor Fernando Pinto do Amaral.
Casa da Misericórdia tem chancela da editora OVNI e tradução de Rita Custódio e Àlex Tarradellas, e recebeu, entre outros, o Prémio Nacional de Poesia em 2008, galardão conferido anualmente pelo Ministério de Cultura de Espanha à obra de poesia que mais se destaca em qualquer uma das línguas oficiais do país.

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15 de Dezembro (terça-feira):

LISBOA – Fundação Medeiros e Almeida
A Porto Editora apresenta no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19H00, na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa, a antologia de poesia portuguesa Poemas Portugueses - Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI, organizada por Jorge Reis-Sá e Rui Lage. Ao prefaciador Vasco Graça Moura caberá a apresentação do livro.
Colaboraram na construção da obra mais de trinta especialistas nos autores em questão ou nos períodos e movimentos a que é lícita a sua associação. Nomes como Eduardo Pitta, Arnaldo Saraiva, Guiseppe Tavani, Nuno Júdice, Fernando J. B. Martinho, Fernando Guimarães ou o próprio Vasco Graça Moura assinam os verbetes que introduzem os poetas constantes na antologia.

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16 de Dezembro (quarta-feira):

PORTO - Espaço Vivacidade
Lançamento do Livro de poesia para crianças “Ciência para meninos em poemas pequeninos” de Regina Gouveia, no dia 16 de Dezembro pelas 18h na Vivacidade - Espaço Criativo no Porto, numa acção de solidariedade para com as crianças da Guiné-Bissau. A sessão tem entrada livre.
A autora Regina Gouveia e o ilustrador Nuno Gouveia darão uma sessão de autógrafos.


LISBOA - Ler Devagar da LX Factory
No dia 16 de Dezembro, pelas 21H30, vai ter lugar na Ler Devagar o lançamento do livro de poesia "Poemas Polaroid" de José Dias, (edição Corpos Editora).
Apresentação: Filipe Melo e Mafalda Costa.
Actuação: Desidério Lázaro (saxofone tenor) e António Quintino (contrabaixo).

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17 de Dezembro (quinta-feira):

PORTO - Clube Literário do Porto
A. Pedro Ribeiro e Luís Carvalho apresentam mais uma sessão de POESIA DE CHOQUE na próxima quinta, 17, pelas 21,30 h no Clube Literário do Porto. A sessão conta com a presença do guitarrista Carlos Andrade.
Mais uma noite para a poesia rebelde e maldita.
As sessões de POESIA DE CHOQUE têm lugar nas terceiras quintas de cada mês.



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19 de Dezembro (sábado):


PORTO - Ateneu Comercial
Apresentação do livro de Alexandra Malheiro "Luz Vertical", ilustrado por Miguel Ministro, no dia 19 de Dezembro, pelas 17H00, no Ateneu Comercial do Porto (Rua Passos de Manuel, 44).
Com a participação de Pedro Lopes (ao piano) e da diseur Olga Oliveira.

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20 de Dezembro (domingo):

LISBOA - Palácio da Ajuda
No dia 20 de Dezembro, a Andante apresenta o espectáculo de poesia "Às escuras, o amor" no Palácio da Ajuda, às 15H00.
Integrado no programa de itinerâncias da DGLB.






PORTO - Livraria Gato Vadio
Leitura de poemas de Sebastião Alba.
Por Nuno Meireles e Júlio do Carmo Gomes.
Domingo, dia 20 de Dezembro, 18 horas.
Na Livraria Gato Vadio:
Rua do Rosário, 281 – Porto.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


sobre as imagens
Amadeu Baptista
Cosmorama Edições, 2008








Natividade

Assim nascemos, desconcertadamente desvalidos,
para triunfar da servidão e da pobreza. Caminha-se
toda a vida, mas o rudimentar momento da partida
indicia que a porta derradeira é a primeira e que, aqui chegados,
não somos mais que uma pedra nua onde pulsa um coração,
uma pedra que brilha, venham ou não os anjos acalentar
o templo, venham, ou não, outros pastores, de longe,
consolidar as nossas incertezas, trazendo uma medida de leite,
uma pele curtida, um bordão que possa florir.

Aqui estou, como se fosse orvalho sobre as palhas douradas
de uma manjedoura, e ouço na cabeça o clamor do universo,
esta angústia de tudo conhecer desconhecendo tudo, de que poder
vem a mim este poder, este tempo sem tempo
para o que foi semeado e à colheita chega já colhido
e os olhos do burro e o bafo da vaca docilmente adoçam
para que se não se quebre nenhum osso e nenhuma promessa.

Assim se nasce, e nasce-se para morrer, mesmo que a estrela
brilhe e a ressurreição seja a insurreição prescrita para a morte
e a humildade avise que a vida é lobo e é cordeiro
e que quando se nasce a vigília principia, porque tudo é vital,
visível e invisível, e tudo está escrito e consumado,
e em Jerusalém não fique pedra sobre pedra
porque somos e não somos mais que uma pedra infinda.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Três Poemas de Amor
seguidos de Livro Quarto
Albano Martins
Desenhos de José Rodrigues
Quasi Edições, 2004






Entras
em mim descalça, vulnerável
como um alvo próximo, ferida
nos joelhos e nas coxas. Pelo tacto
nos conhecemos, é essa luz
oblíqua que nos cega. E te pertenço
e me pertences como
a lâmina
à bainha, a chama
ao pavio.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Intensidez procura formadores

Intensidez procura formadores, para as seguintes áreas:
• Oficina de BD;
• Argumento para BD;
• Construção de personagens para Ficção;
• Escrita de Ficção;
• Construção(ões) poética(s);
• Biografia;
• Auto-biografia;
• Escrita Criativa (7 aos 11 anos);
• Escrita Criativa (10 aos 14 anos);
• Escrita Criativa (iniciação para adultos);
• Escrita Criativa (módulos avançados para adultos);
• Escrita de Humor;
• Criatividade na escrita para crianças e jovens;
• Escrever no passado: documentar ficção histórica;
• Peças curtas de Teatro;
• Escrita Académica: construir o texto científico;
• Escrita de Sitcom;
• Escrita criativa à volta do corpo;
• Escrita criativa: estilo literário e técnicas de revisão;
• Escrever uma curta-metragem;
• Escrever letras de canções: iniciação;
• Escrita Policial;
• Escrita publicitária;
• Jornalismo para não-profissionais;
• Escrever crítica musical;
• Escrita criativa: o prazêr de escrever;
• O português, a prova de escrita (correcção e aperfeiçoamento, para particulares e empresas);
• Turmas de estudo temáticas (de autores literários consagrados).

Pretende-se o desenvolvimento de cursos/acções de formação estruturados, com uma forte dinâmica motivacional, desbloqueante; alicerçados em sólidos conhecimentos práticos, trabalhados em aula e que permitam uma viagem recriadora na relação da escrita com cada um.

Os interessados deverão contactar via e-mail: intensidez@intensidez.com ou directamente, no local, no Intensidez Bibliocafé, em Évora, com Ana Baptista.

Mais logo, em Lisboa

Mais logo, no Porto

José Manuel Silva apresenta Musicalidade Poética
no dia 10 de Dezembro no Clube Literário do Porto, pelas 21H30.
Músicas com poemas de Camões, David Mourão-Ferreira, Ricardo Reis, Florbela Espanca, Pierre de Ronsard, Louis Aragon e José M. Silva.
Serão também lidos poemas por Maria Emilia Pinheiro.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Destino de bai
Antologia de poesia inédita caboverdiana
Organizada por Francisco Fontes
Desenhos de Elisa Schneble
Saúde em Português, 2008






Impureza

Risquei a pureza da minha vida
porque ser puro é estar permanentemente pronto
para a dor

Eu, confesso, não nasci para isto:
a minha sina devia ser aquela que nunca aconteceu
– a que tenho é só quase um parêntisis
enquanto a outra não acontece

Mas nem por isso me vou com as ondas para o oceano
Afinal para que serve a consolação se ela não anula
a verdadeira dor que nunca tivemos?
E é por isso, só por isso, risquei a pureza da minha vida

José Vicente Lopes

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

versos para derrubar muros

(clicar para ampliar)

Apresentação do livro "Versos para derribar muros. Antología poética por Palestina" no dia 13 de Dezembro, pelas 11H00, em Sevilha, na II Feira do Livro de Aljarafe.
Nesta antologia colaboraram os poetas portugueses Casimiro de Brito, Maria do Sameiro Barroso, Rui Costa, Victor Oliveira Mateus e, também, o poeta brasileiro Floriano Martins.

Concurso Poesia ACAT 2009

Já foram divulgados os vencedores do Concurso de Poesia 2009 da ACAT - Associação Cultural Artistica de Tavira:
• Fado (+16 anos) Isabel Venâncio (Tavira)
• Tema Livre (até 15 anos) Inês Guilherme (Tavira)
• Tema Livre (+ 16 anos) Alberto Pereira (Parede)
A entrega de prémios terá lugar no próximo dia 12 de Dezembro de 2009 no Cine-Teatro António Pinheiro em Tavira no Espectáculo "Fado com Letras"
Mais informações, aqui.

Mais logo, em Viseu

Leitura de poesia • 9 de Dezembro • 19H00
Auditório do Conservatório de Viseu
Amadeu Baptista, Nuno Dempster e Graça Magalhães

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


As aves que aqui gorjeiam
a poesia do romantismo ao simbolismo
Antologia organizada e apresentada por Paulo Franchetti
Curso Breve de Literatura 2
Livros Cotovia, 2005





Incensos

Dentre o chorar dos trêmulos violinos,
Por entre os sons dos órgãos soluçantes
Sobem nas catedrais os neblinantes
Incensos vagos, que recordam hinos...

Rolos d'incensos alvadios, finos
E transparentes, fúlgidos, radiantes,
Que elevam-se aos espaços, ondulantes,
Em Quimeras e Sonhos diamantinos.

Relembrando turíbulos de prata
Incensos aromáticos desata
Teu corpo ebúrneo, de sedosos flancos.

Claros incensos imortais que exalam,
Que lânguidas e límpidas trescalam
As luas virgens dos teus seios brancos.

Cruz e Sousa

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Mais logo, no Chiado

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Poemas de Amor
do Antigo Egipto
Tradução de Hélder Moura Pereira
Assírio & Alvim, 1998







Nada, nada pode afastar-me do meu amor
Ali na outra margem.
Nem mesmo o velho crocodilo
No banco de areia entre nós
Nos pode separar.

Avanço apesar disso,
Caminho por sobre as ondas,
O seu amor reflui através da água,
Lançando ondas até à terra firme
Por onde eu possa caminhar.

O rio é o nosso Mar Encantado.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Outro Tempo
W. H. Auden
Tradução e introdução de Margarida Vale de Gato
Relógio D'Água, 2003







A Chester Kallman

Hão-de os olhos chorar solitários
Até à derrota do Meu Querer.

Mas o Meu Querer pode apartar-se,
Que não tem o tacto necessário
Para se defender do Meu Saber,
Mas o Meu Querer pode apartar-se.

Então crescerão juntos os Eus,
Eu Sou porque Eu Amo,
Eu Não Possuo Eu Sou Amado,
Então crescerão juntos os Eus.

Até à derrota do Meu Querer
Hão-de os Eus chorar solitários.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Festa da Poesia em Matosinhos

7 e 8 de Dezembro
Biblioteca Municipal Florbela Espanca

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Agência do medo
Santiago Aguaded Landero
Tradução de Tiago Nené
Ayuntamiento de Punta Umbría, 2009







O perfume de Medeia

Oh, Medeia, terrível criatura do crepúsculo – recordar-te-ei como mãe ou como amante despeitada? Se nós dois nos encontramos na senda bifurcada foi graças a um cataclismo de ouro e ciência. E agora Creúsa se assemelha a uma luz no céu infeliz. Como se interpretará a nossa história de amor? Por que nos ferimos pelas costas? talvez nenhuma interpretação seja verdadeira.
Odiei a tua tíbia fragância a almíscar, os ecos do teu corpo que mergulham nos meus ecos. E neste imenso lugar oco, os dois encontramos um labirinto de livros, as esquinas do sexo, mas onde estava a paz, a palavra, o dinheiro, onde estava o êxtase dos céus infinitos: na química do horror onde não cabe o júblio?

sábado, 5 de dezembro de 2009

Outras sugestões para os próximos dias


9 de Dezembro (quarta-feira):

VISEU - Conservatório de Música
Leitura de poesia
9 de Dezembro • 19H00
Auditório do Conservatório de Música de Viseu
Com os poetas Amadeu Baptista, Nuno Dempster e Graça Magalhães.



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10 de Dezembro (quinta-feira):

PORTO - Clube Literário do Porto
Dia 10 de Dezembro
Piano bar, 21h30
Musicalidade Poética
Concerto e declamação de poesia
Org.: José M. Silva




ALBUFEIRA - Biblioteca Municipal
Dia 10 de Dezembro, a Associação Artística Andante vai apresentar o espectáculo "Anatomias" na Biblioteca Municipal da Moita, às 9H30 e às 14H30.
Um espectáculo com textos de Manuel António Pina, António Gedeão, Herman Melville, Jacques Prévert, Antoine de Saint-Exupéry, João Pedro Mésseder e outros.
Integrado no programa de itinerâncias da DGLB.

LISBOA - El Corte Inglés
Lançamento do livro de poesia "O Sangue por um Fio" de Sérgio Godinho (edição Assírio & Alvim), no Restaurante, Piso 7, do El Corte Inglés de Lisboa, pelas 18H30.
Com apresentação de Anabela Mota Ribeiro e leitura de poemas por Jorge Silva Melo e pelo autor.


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11 de Dezembro (sexta-feira):

LISBOA - Livraria Pó dos Livros
Lançamento: "Depois do Poema", de Jorge du Val, edição Lugar da Palavra.
Apresentação pelo poeta e escritor Julião Bernardes.
Dia 11 de Dezembro, pelas 18h30.


BRAGA – Livraria Centésima Página
Sessão de autógrafos e apresentação do livro Gramatica do @mor Tecnológico, de Paulo Alexandre e Castro Cardoso (Editora Papiro), no dia 11 de Dezembro.
Na Livraria Centésima Página: Casa Rolão - Av. Central nº 118-120 (Braga).




SILVES - Biblioteca Municipal
No dia 11 de Dezembro, a Andante apresenta o espectáculo de poesia "Às escuras, o amor" na Biblioteca Municipal de Silves, às 15H00 e às 21H00.
Integrado no programa de itinerâncias da DGLB.






LISBOA - Palácio Galveias
No dia 11 de Dezembro, pelas 19H30, vai ter lugar a 2.ª Tertúlia “Temas Originais” (organizado pela Editora Temas Originais), na Biblioteca Municipal Central de Lisboa, no Palácio Galveias.




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12 de Dezembro (sábado):

LISBOA - First Gallery
Lançamento do livro “Jardim de Palavras” de António Castel-Branco (edição Temas Originais), no dia 12 de Dezembro, pelas 16 horas, na First Gallery, Rua Conceição da Glória, 12.
Obra e autor serão apresentados por Odete Caldeireiro.
Terá lugar, à mesma hora, a inauguração da exposição de pintura “Estruturas no Espaço e no Tempo” do pintor Filipe Amaral.

ÍLHAVO - Biblioteca Municipal
Apresentação do livro “Marés de Poesia” de Paula Pinto (edição Temas Originais), na Biblioteca Municipal de Ílhavo, Avenida Gen. Elmano Rocha, em Ilhavo, no dia 12 de Dezembro, pelas 18H00.
Obra e autora serão apresentadas pela poetisa Isabel Rosete.
Esta sessão contará com a leitura de poemas por Cláudia Stattmiller e pelo Grupo Poético de Aveiro.

OLIVEIRA DE AZEMÉIS - Art Club Bar
Apresentação do livro “Ensaios de Ficção” de Renata Pereira Correia (edição Temas Originais), no Art Club Bar, Rua Dr. Bento Carqueja, 136, em Oliveira de Azeméis, no dia 12 de Dezembro, pelas 21H30.
Obra e autora serão apresentadas pelo pintor e ilustrador Ricardo Campos.
Esta sessão contará com a leitura de poemas por Ângelo Vaz e com um momento musical por Rui T. – The Man Without a Band.

ALMADA - Fórum Municipal Romeu Correia
Lançamento do livro de poesia para crianças «O TIC-TAC DO CORAÇÃO» de Armindo Reis (Editora Vega), na Sala Pablo Neruda do Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada, no dia 12 de Dezembro, pelas 16 horas.
A sessão será animada por: Manuel Catarino (apresentação do livro); Judite Peres (poesia); António Sales (guitarra clássica) e Ana Falcão (canto); Grupo de pequenos leitores da Biblioteca da Escola D. António da Costa (dramatização poética); Pedro Silvestre (violino).
Mostra de quadros (óleos s/ tela) do professor/escritor/pintor Armindo Reis.

LISBOA - Bar Na Cave
No dia 12 de Dezembro, vai ter lugar no Bar Na Cave uma sessão de leitura de poemas de Filipe Homem Fonseca, pelo próprio e por Miguel Martins.
Filipe, guionista ligado às Produções Fictícias, autor de inúmeras séries televisivas, de humor e não só, cineasta e músico (dos afamados Cebola Mol), publicou, no ano passado, "Conta Gotas", o seu primeiro livro de poesia.
O Bar Na Cave fica na R. da Imprensa Nacional, 116b (na cave do Restaurante Bs).

LISBOA - Ler Devagar da LX Factory
Lançamento do livro de poesia "Metamorfoses" de Margarida Soares Cardoso (edição Papiro Editora) no dia 12 de Dezembro, pelas 19 horas, na Livraria Ler Devagar da LX Factory.
A apresentação estará a cargo de Cristina Nobre Soares.

Novidades Averno


Renata Correia Botelho
Um Circo no Nevoeiro
56 páginas (tiragem única de 300 exemplares) Capa e ilustrações de Luis Manuel Gaspar Paginação e arranjo gráfico de Pedro Serpa





Mariano Peyrou
O Discurso Opcional Obrigatório
96 páginas Edição bilingue - tradução de Manuel de Freitas (tiragem única de 300 exemplares) Capa de Sérgio Eloy Paginação e arranjo gráfico de Inês Mateus

Mais logo, em Matosinhos

(clicar para ampliar)

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


ainda aqui este lugar
Pedro Afonso
4Águas Editora, 2008







ocorre-te sempre uma queda solitária
um som turvo demasiado distante
e na falta de um corpo
uma poça ausente de sangue
como que penetrando a terra
te faltasse nos braços
a carne de um socorro
e assim caminhas de membros
extintos por entre as casas
esperas da luz cada esquina
que te acenda o susto
da sombra do teu regresso

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Poesia na Rave

No dia 5 de Dezembro, na Casa das Rosas, vai ter lugar o lançamento do livro O que é Poesia? organizado por Edson Cruz: depoimentos de 45 poetas contemporâneos brasileiros, portugueses e hispano-americanos que respondem a três questões essenciais sobre o fazer poético de cada um deles. O lançamento contará com debate, recital e performances.
Este evento faz parte das comemorações do aniversário da Casa das Rosas.
A Rave Cultural é um evento da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura (situada na Av. Paulista), e é uma festa anual que comemora a reabertura do local como espaço de poesia, homenageando o poeta concretista Haroldo de Campos.

Poesia nos Jerónimos

Voz: Luís Machado
Piano: Inês Rodrigues Correia

5 de Dezembro: Eugénio de Andrade
19 de Dezembro: Poemas de Natal
9 de Janeiro: Ary dos Santos

Sessões: Sábados às 17H00

Uma iniciativa de Luís Machado, no Museu Nacional de Arqueologia (Praça do Império - Mosteiro dos Jerónimos), Lisboa

«Poesia Eletrônica»

“POESIA ELETRÔNICA – negociações com os processos digitais”
de Jorge Luiz António

Mais informações aqui.

Novidades Porto Editora

Poemas Portugueses
Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI
Coordenação e organização de Jorge Reis-Sá e Rui Lage
Prefácio de Vasco Graça-Moura

Foram compilados num único volume mais de 200 autores e 800 anos de poesia portuguesa num volume com mais de duas mil páginas.
A antologia está organizada segundo ordem cronológica do nascimento de cada autor e reúne mais de dois mil textos.
Colaboraram na construção da obra cerca de trinta especialistas como Eduardo Pitta, Arnaldo Saraiva, Guiseppe Tavani, Nuno Júdice, Fernando J. B. Martinho, Fernando Guimarães e Vasco Graça-Moura, entre outros, que assinam os verbetes que introduzem os poetas constantes na antologia.

A apresentação da antologia, por Vasco Graça-Moura, será no próximo dia 15 de Dezembro, pelas 19H00, na Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Terra e Sangue
Miriam Reyes
Tradução de Jorge Melícias
Cosmorama Edições, 2008







Há um colchão para os três e eles
fazem-no a meu lado.
Os seus corpos são belos
as suas peles suaves.
O seu golpear sobre o colchão
bate-me
e dilacera.

Um dia amei um homem em vão
– não fui capaz de fingir que amara apesar das suas ambições.
Agora ele repousa,
satisfeito ou não,
a meu lado.
Amanhã, provavelmente,
ele deita-se sobre mim
(eu não quererei deitar-me sobre ele)
e o seu corpo golpeia-me balançando-me
como as ondas balançam os afogados.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mais logo, no Porto

3 de Dezembro • Café Progresso • 21H30
Poemas de Herberto Helder

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


migrações do fogo
Manuel Gusmão
Editorial Caminho, 2004







Uma criança interrompida

Esta criança é uma lâmpada que assustada
se apagou. Nem mapas nem paisagens já
nada a espanta; nada a pode já espantar –
o mundo conhece-o pequeno: é uma prisão
tão apertada ao corpo que lhe tolhe os desejos
e o riso, os jogos e a invenção.

O seu poço, os ecos que nele teriam
brilhado, o labirinto fragrante dos tecidos,
dos arcos e das portas casa após casa
são agora ruínas sobre ruínas, escombros
que já caiadas salas e quartos foram, ruas
fendidas sob o céu estéril dos assassinos.

Esta criança tem nas costas tatuada a origem
que se cola ao seu futuro, empurrando-a
para lá, para o destino destinado – de onde vens tu?
– venho de lá e vou para lá. – Não tem origem
que lhe dê p’ra muito mais que uma morte
repetida que cala os lugares e apaga as vozes.

No cinema que ondula a negro entre o seu crânio
e a abertura solar dos olhos – é sempre a catástrofe
um desastre que regressa. Os bárbaros desta vez
vieram numerosos e diversos mas nem sequer
eram parte da solução. Não eram parte de nada
apenas iam e vinham do outro lado deste lado.

É difícil mas supõe que esta criança terá conhecido
uma glória um tempo: Andava de bicicleta
numa paisagem de palha; com os seus se batia
em alta grita. Apedrejava pássaros, cães e soldados.
Agora só uma pequena víbora se deita com ela
no sono e no sonho a morde e a interrompe.

Esta criança é breve.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Hamlet, Heterónimos, Pessoas...

THEATRUM, Vene 14, Tallinn 10123, Estónia
3 de Dezembro, 18h

O espectáculo, um concerto poético que junta em palco o contrabaixista e improvisador Carlos Barretto e o actor André Gago, dá a ouvir a poesia de Mário Cesariny, Antero de Quental, Sophia de Mello Breyner, António Gedeão, Gomes Leal, Jorge de Sena, Mário de Sá-Carneiro, António Nobre, Teixeira de Pascoaes e António Feijó, que glosaram o tema de Hamlet. Por isso, Shakespeare está também presente e, claro, Fernando Pessoa, nas suas múltiplas vozes: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Bernardo Soares.

Uma viagem onírica com imagens simples mas cativantes (uma cama que atravessa a bruma do palco, duas marionetas, uma velha cadeira) e a música ao vivo de um dos mais conceituados músicos improvisadores portugueses.

O espectáculo terá tradução simultânea para estónio.

Uma iniciativa do Centro de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade de Tartu (CLP Tartu), com o apoio financeiro do Instituto Camões - Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

Prémio Cervantes para José Emilio Pacheco

O poeta, tradutor e ensaísta mexicano José Emilio Pacheco foi galardoado com o Prémio Cervantes 2009, o mais importante prémio das línguas hispânicas, no valor de 125 mil euros.
José Emilio Pacheco nasceu na Cidade do México em 1939.
Foi professor universitário nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido.
Ao longo da sua carreira já recebeu vários prémios literários. No ano passado obteve o Prémio Rainha Sofia de Poesia ibero-americana.

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Os Poemas Possíveis
José Saramago
Editorial Caminho, 1999
(5.ª edição)







Poema seco

Quero escusado e seco este poema,
Breve estalar de caule remordido
Ou ranger de sobrado onde não danço.
Quero passar além com olhos baixos,
Amassados de mágoa e de silêncio,
Porque tudo está dito e já me canso.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Prémio Goncourt de Poesia para Abdellatif Laâbi

O Prémio Goncourt de Poesia foi atribuído ao escritor e poeta marroquino Abdellatif Laâbi pelo conjunto da sua obra.
Abdellatif Laâbi escreve em língua francesa e é autor de numerosos livros de poesia, romances e peças de teatro. Traduziu obras de vários poetas árabes.
Nasceu em 1942, em Fez (Marrocos). Em 1966 fundou a revista literária e artística Souffles (proibida em 1972), que ajudou a desencadear um renascimento literário e artístico em todo o Norte de África.
Foi preso, torturado e condenado a dez anos de prisão por "crimes de opinião" (pelas suas crenças políticas e pelo teor dos seus textos).
Forçado ao exílio, em França, desde 1985, é membro da Academia Mallarmé desde 1988.

As minhas asas

Eu tinha umas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Que, em me eu cansando da terra,
Batia-as, voava ao céu.
- Eram brancas, brancas, brancas,
Como as do anjo que mas deu:
Eu inocente como elas,
Por isso voava ao céu.
Veio a cobiça da terra,
Vinha para me tentar;
Por seus montes de tesouros
Minhas asas não quis dar.
- Veio a ambição, co'as as grandezas,
Vinham para mas cortar,
Davam-me poder e glória;
Por nenhum preço as quis dar.
Porque as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Em me eu cansando da terra
Batia-as, voava ao céu.
Mas uma noite sem lua
Que eu contemplava as estrelas,
E já suspenso da terra,
Ia voar para elas,
- Deixei descair os olhos
Do céu alto e das estrelas ...
Vi, entre a névoa da terra,
Outra luz mais bela que elas.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Para a terra me pesavam,
Já não se erguiam ao céu.

Cegou-me essa luz funesta
De enfeitiçados amores ...
Fatal amor, negra hora
Foi aquela hora de dores!
- Tudo perdi nessa hora
Que provei nos seus amores
O doce fel do deleite,
O acre prazer das dores.
E as minhas asas brancas,
Asas que um anjo me deu,
Pena a pena, me caíram ...
Nunca mais voei ao céu.

Almeida Garrett

Na voz de Luís Gaspar:

Mensagem 1934-2009

1 de Dezembro, 17H30:
Biblioteca Nacional de Portugal
Sessão comemorativa
• Palavras de Abertura
Jorge Couto (Director-Geral, BNP)
Paula Morão (Directora- Geral, DGLB)
Catarina Vaz Pinto (Vereadora da Cultura, CML)
• Comunicação
Eduardo Lourenço
• Poemas da «Mensagem» na voz do actor Luís Lucas
• I. Debate
Pessoa e o sonho do supra-Camões
Moderado por Carlos Vaz Marques com a presença de:
Eduardo Lourenço
Manuel Alegre
Vasco Graça-Moura
• Lançamento da edição da «Mensagem» fac-similada do original de Fernando Pessoa. Apresentação:
Jorge Couto (Director da BNP)
Paulo Teixeira Pinto (Guimarães Editores)
David Ferreira (FNAC Portugal)

2 de Dezembro, 18H30:
FNAC Chiado
II. Debate
• «- É a hora!» O sentido da «Mensagem»
Moderado por Carlos Vaz Marques com a presença de:
Paulo Borges
Manuel Gandra
Miguel Real

9 de Dezembro, 18H30:
Casa Fernando Pessoa
III. Debate
• «Mensagem», o Poema, o Prémio e o Estado Novo
Moderado por Carlos Vaz Marques com a presença de:
José Blanco
Richard Zenith
José Carlos Seabra Pereira

Um livro de poesia a cada dia...
nem sabe o bem que lhe fazia


Anjos Caídos
José Agostinho Baptista
Assírio & Alvim, 2003







Rosa

Nos silenciosos vales do norte
nascem as inesperadas rosas do amor,
com as suas pétalas mágicas,
e às vezes,
ternos espinhos no coração de um homem,
na sua eterna solidão.
São rosas do sol e das chuvas,
iluminando a noite desse homem,
a sua respiração,
as suas mãos que estremecem à volta da
flor.
E elas vão e vêm, caladas,
repartindo a ternura e a cor,
a oculta ternura,
a discreta cor no coração do homem,
na sua eterna solidão.