domingo, 17 de maio de 2009
Graça Pires vence Prémio Nacional Ruy Belo
A poeta Graça Pires ganhou o Prémio Nacional Ruy Belo 2009 com o livro "O Silêncio: Lugar Habitado", que será entregue, em Sessão Solene, na Biblioteca Municipal de Rio Maior, no dia 20 de Junho pelas 11H30.Graça Pires nasceu na Figueira da Foz em 1946 e é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Editou o seu primeiro livro em 1988, depois de ter recebido o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores com o livro Poemas.
Recebeu ainda o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama, com Labirintos (1993), o Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres, com Outono: lugar frágil (1993), o Prémio Nacional de Poesia 25 de Abril, com Ortografia do olhar (1995), 0 Grande Prémio Literário do I Ciclo Cultural Bancário do SBSI, com Conjugar afectos (1996), o Concurso Nacional de Poesia Fernão Magalhães Gonçalves, com Labirintos (1997), o Prémio Literário Maria Amália Vaz de Carvalho, com Uma certa forma de errância (2003) e o Prémio Literário de Sintra Oliva Guerra, com Quando as estevas entraram no poema (2004).
sábado, 16 de maio de 2009
Hoje, na Feira do Livro de Lisboa
16 de MaioSessão de autógrafos de poetas antologiados no livro
"Os Dias do Amor - Um Poema para cada dia do ano",
organizado por Inês Ramos
Editora Ministério dos Livros
16:00
Stand DII-04; DII-06 (Saída de Emergência)
Sessões de autógrafos no Espaço Leya:
16:00 - Maria Teresa Horta (D.Quixote)
17:00 - Sandro W. Junqueira/Inês Pupo/Alice Vieira (Caminho)
17h00 - José Mário Silva/Pedro Mexia (Oceanos)
A Margem do Poema (Noite poética)
Com: Ana Viana, Cristina Maria da Costa, Cristiana Veiga Simão, David Rodrigues, Edimilson de Almeida Pereira, Fernando Fábio Fiorese Furtado,
Iacyr Anderson Freitas, José Jorge Letria, Júlio Conrado, Luís Filipe Cristóvão, Luís Serguilha,
Prisca Agustoni, Orfeu B. e Ozias Filho.
19:00
Auditório
sexta-feira, 15 de maio de 2009

Crematório Sentimental – Golgona Anghel
Os Animais da Cabeça – Rui Dias Simão
Uma Ânfora no Horizonte – Maria do Sameiro Barroso
O Pequeno-almoço de Carla Bruni – Rui Costa
Agência do medo – Santiago Aguaded Landero
Privado – Fernando Esteves Pinto
Lisboa: dia 15 Maio na Livraria Pó dos Livros, às 18:30
Porto: dia 16 Maio na Fnac NorteShopping às 18:00
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Quintas de Leitura

A RUA DA ESTRADA
Quintas de Leitura
14 e 15 de Maio de 2009
Sala-estúdio do Teatro do Campo Alegre (Porto)
Conferência-performance "A Rua da Estrada" por Álvaro Domingues.
Colectivo poético "O COPO" apresentará a performance poética "Os Garfunkels".
Lucía Aldao, cantora galega, apresentará "macedonia pequena", um conjunto de canções de diferentes épocas e estilos.
Presença ainda de Samuel Uria, um dos mais destacados músicos da nova vaga do roque português.
Participação especial de Pat
Na estante de culto

Os Silos do Silêncio
Poesia (1948-2004)
Eduíno de Jesus
INCM - Biblioteca de Autores Portugueses
Maio de 2005
Os Silos do Silêncio contém as mais representativas poesias de Eduíno de Jesus, no período de 1948 a 2004.
Com Prefácio de António Manuel Couto Viana e Posfácio de Onésimo Teotónio Almeida, este livro reúne em mais de trezentas páginas meio século da produção poética de Eduíno de Jesus.
Na I Parte, as três colectâneas poéticas Caminho para o Desconhecido (1952), O Rei Lua (1955) e A Cidade Destruída durante o Eclipse (1957) e na II Parte Inéditos & Dispersos.
Metamorfose
esperei que nascesses
na praça pública
da garganta do pássaro
............que cantasse no ramo de uma árvore
............ou no ombro de uma estátua
esperei que florisses
na roseira do Parque Municipal
e o teu corpo branco
............não fosse mais
............do quem um sonho vegetal
esperei que descesses
num raio de lua
e viesses
............bailando em pontas (como uma sílfide nua)
............deitar-te na minha cama
na minha fantasia
de menino púbere
esperei que fosses uma melodia
............uma flor
............um raio de lua
esperei por ti todos os minutos
do dia e da noite com
os nervos a alma ansiosa
............afagando-te nas pétalas das rosas
............ou mordendo-te na polpa dos frutos
Com as mãos
Com as mãos
construo
a saudade do teu corpo,
onde havia
uma porta,
um jardim suspenso,
um rio,
um cavalo espantado à desfilada.
Com as mãos
descrevo o limiar,
os aromas subtis,
os largos estuários,
as crinas ardentes
fustigando-me o rosto,
a vertigem do apelo nocturno,
o susto.
Com as mãos procuro
(ainda) colher o tempo
de cada movimento do teu corpo
em seu voo.
E por fim destruo
todos os vestígios (com as mãos):
Brusca-
mente.
Walking Poetry
Está disponível desde o dia 18 de Abril o Walking Poetry Torres Vedras, um produto de promoção turístico-cultural produzido pela Livrododia para a Câmara Municipal de Torres Vedras.O Walking Poetry funciona com um mp3 que contém ficheiros com descrições sobre o ambiente de vários lugares da cidade, associados a textos poéticos. O visitante recebe, juntamente com o mp3, um mapa da cidade onde estão assinalados os dez pontos e tem liberdade para cumprir o percurso ao seu ritmo e consoante entender fazê-lo. Cada lugar está associado a uma praça ou património edificado, sendo os textos da autoria do historiador Jorge Ralha. Os textos poéticos, escolhidos e organizados por Luís Filipe Cristóvão, são de Cesário Verde, António da Fonseca Soares, Sá de Miranda, Álvaro de Campos, entre outros.
Vão até Torres Vedras experimentar este equipamento que, em breve, estará disponível em mais municípios pelo país.
Contactos:
Luís Filipe Cristóvão (Livrododia Editores e Livreiros)
Tlm: 919 789 130
http://www.luisfilipecristovao.blogspot.com
quarta-feira, 13 de maio de 2009

Poesia (acompanhada ao piano) de: António Pedro Ribeiro, Nuno Brito, Pedro S. Martins, Patrícia Lino, César Romão, Cecília Ferreira, Minês Castanheira, André Consciência, Marco Dias, Afonso Reis Cabral.
Leitura de poemas: Cláudia Novais, André Sebastião, António Pinheiro.
Apresentação: Carlos Lopes.
Entrada: 2 €.
Organização: Poetria
terça-feira, 12 de maio de 2009
Na estante de culto

ODES
António Salvado
Apresentação de Paulo Samuel
Pinturas de Costa Camelo
Edições Caixotim
Série «da palavra o fruto»
Março 2009
Nunca regresso ao ponto de partida,
quando me leva como eremita
a solidão do dia em que viajo,
quando nem horizontes desordenam
com seus fechados véus
a vontade afincada de transpor
as linhas clandestinas.
E porque voltaria? Trabalhoso
seria descobrir
de novo a senda aberta ao retornar,
com poeiras e pedras, sobressaltos,
em toda a dimensão da revoada.
O ponto de partida
diluiu-se aliás no pesadelo
de noites infindáveis, sem contorno,
sem astros pelo céu a tilintarem
e sem segurança do romper
da manhã desejada.
Companheira leal, a solidão
parte sempre comigo
até onde a distância não existe.
Com seis reproduções de pinturas inéditas do artista Raul Costa Camelo e apresentação de Paulo Samuel, o mais recente livro de poemas de António Salvado destaca-se pela belíssima encadernação, com a capa revestida em tecido inglês.
«Ode» é, nestas páginas um “diminuto harpejo”, quando muito uma “canção dolente”, à qual o poeta teima em dar voz para aliviar o peso dos dias iludidos; mas, na sua totalidade, é também o mapa das amarguras e do lenimento humano, posto em registo de quando em quando disfórico, só retraído pela euforia de se saber o sinal da esperança que traz o renovo da criação. Tal como no seu primeiro livro, «A Flor e a Noite» (1955), o poeta, “só refúgio de si próprio”, apenas quer clamar a ode do destino que lhe cumpre: “Deixai-me […] acreditar nos dias / duma futura claridade!”
Ora, é também dessa claridade — rompendo o artificialismo e a opacidade do útil no quotidiano — que emerge a obra do pintor Raul Costa Camelo, aqui num fraterno diálogo com a poesia de António Salvado.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sugestão da Andante para esta semana
Elegia da lembrança impossível
O que não daria eu pela memória
De uma rua de terra com baixos taipais
E de um alto ginete enchendo a alba
(Com o poncho grande e coçado)
Num dos dias da planície,
Num dia sem data.
O que não daria eu pela memória
Da minha mãe a olhar a manhã
Na fazenda de Santa Irene,
Sem saber que o seu nome ia ser Borges.
O que não daria eu pela memória
De ter lutado em Cepeda
E de ter visto Estanislao del Campo
Saudando a primeira bala
Com a alegria da coragem.
O que não daria eu pela memória
Dos barcos de Hengisto,
Zarpando do areal da Dinamarca
Para devastar uma ilha
Que ainda não era a Inglaterra.
O que não daria eu pela memória
(Tive-a e já a perdi)
De uma tela de ouro de Turner,
Tão vasta como a música.
O que não daria eu pela memória
De ter sido um ouvinte daquele Sócrates
Que, na tarde da cicuta,
Examinou serenamente o problema
Da imortalidade,
Alternando os mitos e as razões
Enquanto a morte azul ia subindo
Dos seus pés já tão frios.
O que não daria eu pela memória
De que tu me dissesses que me amavas
E de não ter dormido até à aurora,
Dissoluto e feliz.
Jorge Luis Borges
(Tradução de Fernando Pinto do Amaral)
Interpretado pela Andante:
Voz: Cristina Paiva; Música: György Ligeti; Sonoplastia: Fernando Ladeira
Próximas actuações da Andante:
13 Maio de 2009
A leitura em voz alta
Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé, das 17.30 às 20.30
14 Maio de 2009
A leitura em voz alta
Biblioteca Municipal de Alfândega da Fé, das 17.30 às 20.30
15 Maio de 2009
A leitura em voz alta
Biblioteca Municipal de Vila Real, das 10.00 às 17.00
16 Maio de 2009
A leitura em voz alta
Biblioteca Municipal de Murça, das 10.00 às 17.00
domingo, 10 de maio de 2009
Outras sugestões para os próximos dias
12 de Maio (terça-feira):
LISBOA – Bar A Barraca
Às terças-feiras, às 22:00, no Bar A Barraca, Changuito lê poesia.
Dia 12 de Maio - Camilo Pessanha
O Bar A Barraca - Teatro Cinearte, fica no Largo de Santos, 2, em Lisboa.
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14 de Maio (quinta-feira):
BRAGA – Livraria Centésima Página
Sessão de autógrafos e apresentação do livro Pneuma 2, do poeta Luís Carlos Patraquim, da Editorial Caminho.
Este evento decorre no âmbito da conferência Contemporary Africa(s): Current Artistic Interventions after the 'Post', organizada pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho.
A Livraria Centésima Página fica na Casa Rolão, Av. Central nº 118-120 - Braga
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15 de Maio (sexta-feira):
PORTO - Clube Literário do Porto
Auditório do CLP • 22:00h «XaTa - Projecto de Poesia Teatral», uma criação e interpretação de Tânia Dinis e Xana Miranda.
Este projecto de poesia teatral parte de um reportório que inclui grandes nomes da poesia portuguesa. Xata pretende mostrar que a poesia não é chata, através de uma mostra poética intensa e com sentido de humor, levada a cabo em espaços de café-concerto e outros espaços não convencionais. Este projecto é um work in progress, vai estar sempre em alteração. Apresenta-se textos que vão desde a poesia clássica à poesia popular, prosa-poética, poesia infantil, trava-línguas, almanaque do Porto, entre outros poemas e textos.
ODIVELAS – Centro de Exposições
Vai realizar-se, no dia 15 de Maio, mais uma sessão da tertúlia quinzenal "Palavreando", pelas 22 horas, na Casa do Largo, Centro de Exposições de Odivelas.
Um local onde os tertulianos poetas, escritores, amantes da poesia, anónimos ou conhecidos conversam, ouvem e lêem poesia.
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16 de Maio (sábado):
LISBOA – Feira do Livro
Sessão de autógrafos com alguns autores e tradutores representados na antologia “Os Dias do Amor – Um poema para cada dia do ano”.
Recolha, selecção e organização de Inês Ramos.
Editora Ministério dos Livros.
Junto aos Stands DII-04; DII-06 (Saída de Emergência), dia 16 (sábado), a partir das 16 horas.
LISBOA – Auditório do Campo Grande
Sessão de lançamento do livro "Pedaços do Meu Sentir" de Vítor Cintra (edição Temas Originas).
No auditório sito ao Campo Grande n.º 56, Lisboa, no próximo dia 16 de Maio pelas 19.00 horas.
Obra e autor serão apresentados pelo poeta Xavier Zarco.
LISBOA – Livraria Pó dos Livros
Lançamento do livro “As Flores do Caos”, da autoria do poeta e letrista brasileiro Ildásio Tavares (editora Labirinto), no próximo dia 16 de Maio (Sábado), pelas 16 horas, na Livraria Pó dos Livros - Av. Marquês de Tomar, n.º 89 A, Lisboa.
Como letrista, Ildásio Tavares tem músicas gravadas por Maria Bethânia, Alcione, Vinícius de Moraes, Toquinho e Maria Creuza, entre outros.
A apresentação da obra estará a cargo do escritor e poeta Casimiro de Brito.
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17 de Maio (domingo):
LISBOA – Museu de História Natural
No dia 17 de Maio, Domingo, pelas 17h, espectáculo "BMLT", com texto de Miguel Martins, leitura por Changuito, música e pintura ao vivo, por Abdul Moimême e A. Pinto Ribeiro, respectivamente. No Teatro Chimico do Museu de História Natural, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa. Entrada livre.
PORTO - Clube Literário do Porto
17 de Maio de 2009 - Domingo
PIANO-BAR • 18:00-20:00h
Portugal Poético com Rui Fonseca
Do Outro Lado Mar, Ciclo de Leituras Bilingues de Poesia Portuguesa do século XX
VI Jornada: leitura de poemas de Al Berto Data: 18 de Maio de 2009, 22h30
Local: Salamanca (Bar El Savor de Salamanca), Espanha
Esta iniciativa, na sua segunda temporada, procura consolidar um espaço de divulgação da poesia em língua portuguesa no circuito cultural da cidade.



