domingo, 19 de abril de 2009

José Carlos Barros vence Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama

“Os Sete Epígonos de Tebas” foi a obra de José Carlos Barros seleccionada como vencedora do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009.
O júri, constituído por Joaquim Cardoso Dias, João Candeias e Ruy Ventura,
escolheu o original “Os Sete Epígonos de Tebas”, de entre um conjunto de 144 obras a concurso.
O prémio bienal tem o valor de 2500 euros e é promovido em conjunto pelo Município de Setúbal e pelas Juntas de Freguesia de S. Lourenço e S. Simão.
O Júri atribuiu ainda duas menções honrosas aos livros A Demanda do Conhecimento, de Firmino Mendes, e Objecto Persistente, de Rui Costa.

José Carlos Barros nasceu em Boticas, em 1963, e é licenciado em Arquitectura Paisagista pela Universidade de Évora. Radicou-se no Algarve, em Vila Nova de Cacela. É actualmente vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

Editou os seguintes livros de poesia: “Pequenas Depressões” (colaboração com Otília Monteiro Fernandes – 1984); “Uma Abstracção Inútil” (1991); “Todos os Náufragos” (1994); “Teoria do Esquecimento” (1995); “As Leis do Povoamento” (1996); “Las Moradas Inútiles” (edição bilingue, Punta Umbría, 2007; edição em castelhano, La Habana, Cuba, 2009).
Em prosa: “O Dia em que o Mar Desapareceu” (2003).

A cerimónia de entrega do Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009 terá lugar no dia 16 de Maio, pelas 21H00, no Auditório Carlos Alberto Ferreira Júnior, na Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, em Vila Nogueira de Azeitão.
Actuará o Grupo de Dança Renascentista ArsLuce e a Orquestra Filarmónica da Sociedade.
Serão lidos poemas de Sebastião da Gama e de José Carlos Barros.

sábado, 18 de abril de 2009

Literatura em Viagem

No III Encontro de Literatura em Viagem (LeV) os temas em debate são: a guerra, a poética, a sensualidade, a memória, a monotonia, a leitura do mundo, o limite da expressão e a necessidade.
Decorre de 18 a 21 de Abril, em Matosinhos, com um programa recheado de lançamento de livros, concertos, oficinas e exposições.
Mais de 40 escritores portugueses e estrangeiros marcam presença neste evento desenvolvido por Francisco Guedes (Correntes d'Escritas) e pelo município de Matosinhos.
A revista oficial do encontro “Itinerâncias” será apresentada no Salão Nobre dos Paços de Concelho, na conferência de abertura a cargo de José Fernandes Fale. O Encontro integra ainda as comemorações do Dia Mundial do Livro, no dia 23 de Abril.
Mais informações aqui.

José Mário Silva na TSF

O jornalista, poeta e crítico literário José Mário Silva, que editou recentemente o livro de poesia "Luz Indecisa" deu uma entrevista à TSF no passado dia 9 de Abril, onde recomendou a leitura do último número da revista Relâmpago e a poesia de Manuel de Freitas, Miguel-Manso, Joel Henriques e Pedro Braga Falcão.
Para ouvir aqui.

Novidades Apenas Livros


Chão de Papel
Maria Estela Guedes
Prefácio de Nicolau Saião

Lisboa, Apenas Livros, 2009, 50 pp.
Col. literatralhas NOBELizáveis, 60





Bolama

Voltar à Guiné
Bissau, a nuvem de morcegos
Seguindo o velho vapor
De bancos de madeira corridos
Até à ilha entre ilhas
Bolama
A saber a mangos e a melancolia.

A praia lenta e morna a rodear-te o fatito
De banho vermelho.
Não tinhas mamas, pernas nem nada
Uma criança apenas
Com um caracol comprido
A cair de cada lado da cara.
As amigas de então – Pelete se chamavam –
Voltaste a vê-las mais tarde
E era como se não tivéssseis atravessado juntas
A adolescência, o Geba e o Atlântico
Na direção do mítico arquipélago
Dos Bijagós
Até Bolama, a ilha
A saber a mangos e a melancolia.

(...)

As lembranças
O coração fechado num búzio
A murmurar palavras sabe ao ouvido
Era ali
No fundo das águas a tocar
O lodo verde e menstrual do Geba…
Vai morrer à Guiné se te apraz
Num dia de neblina fria sobre as águas
Na linha imperceptível que separa a lua
Da luz
Vogando para o Oriente Eterno
Na barca de Rá
Depois de passar pela ilha entre ilhas
Bolama
A saber a mangos e a melancolia.

Maria Estela Guedes

(ler o poema na íntegra, aqui)

sexta-feira, 17 de abril de 2009


O Ofício Cantante de Herberto Helder por Maria Estela Guedes, aqui.

Venham daí esses poemas sobre a água!

Caros etéreos,
desta vez, este passatempo é patrocinado pela editora 4Águas (de Faro), pelo que o mote será: a água!
O prazo para o envio termina a 3 de Maio e deverão fazê-lo através do e-mail: porosidade.eterea@gmail.com
Serão publicados aqui no porosidade etérea, (no máximo, 3 poemas por participante), no dia 5 de Maio.



A editora 4Águas oferece 14 livros aos primeiros 14 participantes que enviarem os seus trabalhos. São eles:
• "69 Poemas de Amor" de Casimiro de Brito (2008) (3 exemplares),
• "Doze Poemas de Saudade" de Fernando Cabrita (2008) (3 exemplares),
• "ainda aqui este lugar" de Pedro Afonso (2008) (2 exemplares),
• "os animais da cabeça" de Rui Dias Simão (2008) (3 exemplares),
• "Do Solo ao Sul - Antologia de Novos Poetas Algarvios" (2005) (3 exemplares)
que serão entregues por esta ordem.

Inspirem-se e enviem-me os vossos poemas. À semelhança de passatempos anteriores, o locutor Luís Gaspar gravará em audio alguns deles, que escolherei de entre os participantes.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Espólio de Antero de Quental disponível on-line

O espólio do poeta açoriano Antero de Quental estará disponível on-line, a partir de hoje, na Biblioteca Nacional Digital, aqui.

Palabra Ibérica/EDITA 2009

29 de Abril a 2 de Maio 2009
Huelva e Punta Úmbria
XVI Encontro Internacional de Editores Independentes EDITA’09

Estarão presentes:
Alfons Cervera (Valencia)
Adolfo Morales (Huelva)
Agustín Calvo Galán (Castelfollit del Boix, Barcelona)
Aida Monteón (Guadalajara, México),
Alejandra Peart (Saltillo, México)
Alicia e Vanesa Martínez (Valencia)
Amadeu Baptista (Portugal)
Ana Pérez Cañamares (Madrid)
Andrés González (Madrid)
Angel Sanz (Granada)
Antonio G. Villarán (Sevilha)
Antonio Gómez (Mérida)
Antonio Muñoz Quinta (Málaga)
Antonio Orihuela (Béjar, Salamanca)
Antonio Reseco (Huelva)
Arturo Borra (Argentina)
Bárbara Zagora Cumpián (Málaga)
Ben Clark (Madrid)
Berna Díaz (Valencia)
Bruno Vilão (Cascais, Portugal)
Carlos Salem (Madrid)
Carmen Camacho (Jaén)
Carmen Palacios (Albacete)
Catalina Rivera (Mérida)
Cisco Bellavista (Badajoz)
Daniel Orviz (Madrid)
Dante Medina (Guadalajara, México)
Diego Ortiz (Madrid)
Eddie J. Bermúdez (Valencia)
Eduardo Almiñana (Valencia)
Eladio Orta (Ayamonte, Huelva)
Enrique Falcón (Valencia)
Esteban Gutierrez (Madrid)
Esther Hernández (Guadalajara, México),
Esther Ramón (Madrid)
Eugenio Arnao (Zaragoza)
Félix Menkar (Valencia)
Fernando Bazán (Sevilha)
Fernando Bono (Aracena, Huelva)
Fernando Esteves Pinto (Olhão, Portugal)
Ferrán Fernández (Málaga)
Filomena Marona Beja (Sintra, Portugal)
Francis Vaz (Huelva)
Francisco Aliseda (Peñarroya-Pueblonuevo, Córdoba)
Francisco Cumpián (Málaga)
Gabriela Juárez (Guadalajara México)
Golgona Anghel (Lisboa, Portugal)
Gonzalo Escarpa (Madrid)
Gsús Bonilla (Madrid)
Gustavo García (Guadalajara México)
Gustavo López (Bahía Blanca, Argentina)
Hilario Alvarez (Madrid)
Hipólito G. Navarro (Huelva)
Inés Matute (Palma de Mallorca)
Inma Luna (Madrid)
Isabel Bono (Málaga)
Isabel García Mellado (Madrid)
Isabel Huete (Madrid)
Javier Gato (Sevilha)
Javier Seco (Granada)
Jesús GE (Valencia)
Jesús Vega (Sevilha)
Jesús Zomeño (Elche, Alicante)
Joan Casellas (Barcelona)
Joana Brabo (Barcelona)
Joaquín Llorens (Palma de Mallorca)
Jon Andoni Goikoetxea (Barakaldo, Bizkaia)
Jorge Melícias (Porto, Portugal)
Jorge Ramírez (Guadalajara México)
José Blanco (Barakaldo, Bizkaia)
José Bru (Guadalajara, México)
José Carlos Barros (Vila Real de Santo António, Portugal)
José Luis Campal (Oviedo, Asturias)
José María Cumbreño (Huelva)
Juan Jesús Sanz (Sestao, Bizkaia)
Juan Pardo Vidal (Almería)
Juan Vicente Ruiz (Elche, Alicante)
Julio Alvarez (Tijuana, México)
Karla L. Martínez Alvarado (Tijuana, México)
Koke Vega (Don Alvaro, Badajoz)
Laura Giorani (Argentina)
Lucas Rodríguez (Vallekas)
Luciano Alberto Murrugarra (Lima, Perú)
Luis Felipe Comendador (Béjar, Salamanca)
Luis Filipe Cristóvão (Torres Vedras, Portugal)
Luis Pons (Huelva)
Lupe García Araya (Huelva)
M. Lucas González del Toro (Escacena del Campo, Huelva)
Mª Jesús Fuentes (Ceuta)
Mada Alderete (Madrid)
Manuel Almeida (Cascais, Portugal)
Manuel Arana (Huelva)
Manuel Maciá (Elche, Alicante)
Manuel Moya (Fuenteheridos)
Manuela de los Angeles (Medellín, Colombia)
Manuela Martínez (Albacete)
Marcos Gualda (Huelva)
Marcus Versus (Madrid)
Maria do Sameiro Barroso (Braga, Portugal)
Mario Marin (Huelva)
Matías Escalera (Madrid)
Mireia Calafell (Barcelona)
Nacho Fernández (Madrid)
Nacho Montoto (Córdova)
Nati de la Puerta (Bilbao, Bizkaia)
Noni Benegas (Argentina)
Nuria Mezquita (Sevilha)
Oscar Aguado (Madrid)
Paco Huelva (Huelva)
Patricia Medina (Guadalajara, México)
Paula Orellana (Granada)
Pedro Gil-Pedro (Sesimbra, Portugal)
Pedro J. Martín Pedrós (Huelva)
Pedro Montealegre (Valencia)
Pepa Giraldez (Huelva)
Pepe Murciego (Madrid)
Pepe Varós (Huelva)
Pere Sousa (Barcelona)
Pilar González España (Ocaña)
Rafa Máiz (Sevilha)
Rey Fernández (Aracena, Huelva)
Roberto Guillen (Monterrey, México)
Rodolfo Franco (São Paulo, Brasil)
Román Piña (Esporles, Mallorca)
Román Porras (Valencia)
Rui Costa (Porto, Portugal)
Salvador Reyes (Valencia)
Santiago Aguaded Landero (Lepe)
Sara Herculano (Badajoz)
Sergio Cuateco (Guadalajara, México)
Silvia Oviedo (Madrid)
Siracusa Bravo Guerrero (Sevilha)
Sylvia Georgina Estrada (Saltillo, México)
Tiago Gomes (Lisboa, Portugal)
Tiago Nené (Faro, Portugal)
valter hugo mãe (Porto, Portugal)
Víctor Gómez (Valencia)
Yolanda Pérez Herraras (Madrid)

... e ainda, Manuela Ribeiro (Correntes d'Escritas),
Adão Contreiras (reportagem vídeo), e eu.

Novidades Cosmorama

disrupção
Jorge Melícias
160 páginas

A Cosmorama apresenta, nesta edição, 10 anos de poesia de Jorge Melícias [Coimbra, 1970], um dos mais consistentes poetas portugueses contemporâneos. Em 160 páginas, Disrupção reúne os poemas de iniciação ao remorso [2004], a luz nos pulmões [2000], o dom circunscrito [2003], incŭbus [2004], a longa blasfémia [2006] e agma [inédito].


Anacrusa, 68 sonhos
Ana Hatherly
124 páginas

Data de 1983 a 1ª edição [& etc] deste interessante livro de Ana Hatherly [Porto, 1929]. Em 2009, a Cosmorama reedita Anacrusa, 68 sonhos, com prefácio, posfácio e uma ilustração da autora. Aos sonhos de Ana Hatherly, juntam-se textos de Alberto Pimenta, António Ramos Rosa, Eugénio Lisboa, José-Augusto França, Pedro Tamen, entre outros.

O discurso poético em Aveiro

No âmbito das Comemorações Aveiro 250 Anos, é promovido, pelo Grupo Poético de Aveiro, o Encontro Internacional de Poesia “O discurso poético em Aveiro”, no próximo dia 18 de Abril, pelas 17.30 horas, no Museu da Cidade, que irá reunir, para além de poetas portugueses, o Grupo Literário e Artístico Sarmiento de Valladolid, vários poetas de Pontevedra, de Itália, de Argentina e de São Tomé e Príncipe. A organização conta ainda com a presença de Olinda Beja. A entrada é livre.

Poetas convidados:
José António Vale Alonso: Nascido em Zamora, é autor de vários livros de poemas, entre os quais Alondras en el páramo del tiempo editado pela Academia Castelhano-Leonesa de Poesia e La espiral del sueño publicado pela Editorial Azul. Foi premiado em importantes concursos poéticos de Espanha.
Donaciano Cantera del Rio: Nascido em Palência, licenciado em Ciências da Informação pela Universidade Complutense de Madrid, é autor de vários livros de poesia e prosa, entre os quais Vispera luminosa de tu cuerpo.
Araceli Saguillo: Nascida em Palência, está radicada, há muitos anos, em Valladolid. Presidente do Grupo Literário Juan de Baños y Sarmiento. Coordenadora das sessões poéticas semanais Viernes del Sarmiento, colabora em várias revistas de Espanha, Portugal e Itália. Tem doze livros publicados, alguns traduzidos em italiano e poemas traduzidos para português por António Salvado.
Giovanna Mulas: Escritora italiana de Sardenha. Tem vários títulos publicados, entre os quais: Lughe de Chelu, Penélope che parlava alle pietre e Domo del viento. Recebeu dezenas de prémios nacionais e internacionais e foi proposta por duas vezes como candidata de Itália ao Prémio Nobel de Literatura. Dirige a revista de literatura italiana Isola Nera.
Gabriel Impaglione: Poeta argentino, nascido em Buenos Aires, tem vários livros publicados entre os quais: Bagdad y otros poemas e Explicaciones com mar y otros elementos. Fundou e dirige a revista internacional de Poesia Isla Negra. É co-organizador do Festival de Poesia Palabra en el mundo que se realiza em diversos países.
Fernando Luís Pérez Poza: nasceu em Pontevedra. Publicou oito livros de poesia, um de contos e participou em numerosas antologias. Secretário da Fundação Cuña Casabellas, Presidente da Associação Cultural República de las Letras é o director da Editora El Taller del Poeta. Como ensaísta publicou conjuntamente com Jorge Cuña Casabellas um ensaio monográfico sobre a poesia chilena do século XX.
Brigidina Gentile: vive e trabalha em Roma. Licenciada em antropologia cultural e em literatura hispano-americana, colaborou com a Universidade de Roma e como tradutora com organizações não governamentais. Publicou diversos artigos e ensaios literários, em particular sobre a escrita feminina e a poesia latino americana. A antologia La outra Penélope é o seu primeiro livro.
Asun Estevez: Nasceu em Bueu, Pontevedra. É membro da Associação de Escritores e Artistas Espanhóis e secretária da ADICAM (Associação de Diagnosticadas de Cancro da Mama). Participou em vários recitais de poesia e publicou em 2008 o livro de poesia Pel de Muller que está a ter um enorme êxito na Galiza. É ainda responsável e animadora de um programa de rádio semanal.
Olinda Beja: Nasceu em Guadalupe, São Tomé e Príncipe. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Universidade do Porto. A sua obra tem incidido principalmente sobre temas africanos, com títulos como Bô Tendê (poesia), Quinze dias de regresso (romance) ou No País do Tchiloli (poesia) entre muitos outros. Tem um carinho especial por Aveiro a quem dedicou o livro Quebra-mar.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Emparedada • Uit de Muur

Emparedada
Uit de muur

Een gedichtencyclus
Joana Serrado
Bilingue (português e neerlandês)
Prémio Hendrix de Vries 2007
Edição Uitgeverij Passage
Groningen, 2009



Foi recentemente editado, na Holanda, o livro de poesia bilingue (português/neerlandês) de Joana Serrado «Emparedada/ Uit de Muur».
Com este livro, Joana Serrado (que vive na Holanda desde 2005) venceu o Prémio Hendrik de Vries — do município holandês de Groningen.

Joana Serrado, nasceu em 1979 e é especialista em mística feminina medieval, licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra, onde trabalhou como assistente de investigação sobre escolástica conimbricense.
O seu primeiro livro, «O Tratado de Botânica» foi editado pela Quasi e ganhou uma menção honrosa no Prémio Daniel Faria (2006), instituído pela Câmara Municipal de Penafiel.
Neste momento, prepara uma tese sobre a religiosa e mística portuguesa Joana de Jesus.
"Emparedada/ Uit de Muur" é um livro de poesia sobre o seu próprio "problema de habitação" numa Holanda "superlotada" e numa língua estranha.

Das portas trancadas

Doem-me as portas trancadas.

As que abanamos e não se conseguem abrir.

Das que se perderam as chaves.

As chaves das portas trancadas que não se conseguem abrir.


Penso nas portas trancadas da tua casa.

As chaves que se escondem e não mais aparecem

...........a porta do teu quarto que range sempre que a abres
................................ou quando se tosse uma réstia de vento.


A madeira sólida do teu quarto

.........................................os raios anelares das árvores
..................................................agora sem vida
........................................................t
rancam o teu quarto

conservando a resina que cola os meus cabelos à tua porta.


As unhas negras.

........................O sangue coagulado.
............................................................A dor.
.......................................................................A cor.

De como a tua porta se tranca trilhando os meus dedos de solidão.


Joana Serrado

Em Portugal, este livro está à venda na Poesia Incompleta.

Vozes Poéticas Ibero-Americanas

Vai ter lugar na Casa de Cultura Mario Quintana uma sessão de leitura de poesia no lançamento do projecto Vozes Poéticas Ibero-Americanas, juntamente com a apresentação do blog Farolante, coordenados pelo poeta Paulo Bacedônio.
Este projecto tem como objectivo divulgar a poesia dos países da Península Ibérica e da América Latina e compreende uma série de cinco espectáculos bimensais. O primeiro será sobre a Poesia Porto-Alegrense, com leitura de poemas de poetas clássicos e contemporâneos nascidos na capital do Rio Grande do Sul. A leitura dos poemas será feita por Paulo Bacedônio e Floreny Ribeiro.
Os próximos espectáculos apresentarão a poesia do Rio Grande do Sul e do Brasil, de Portugal, de Países Africanos de Língua Portuguesa, de Timor Leste, de Espanha e de países da América Latina.
Será editada, especialmente para este projecto, uma série de cinco livros de bolso, um para cada espectáculo, em edições semi-artesanais, todos numerados, e que serão sorteados pelo público.
Dia 16 de Abril, às 19 horas, no Quintana’s Bar / Acervo Mario Quintana: Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736, Porto Alegre - Rio Grande do Sul, Brasil )
Apoio: Instituto Cultural Português e Casa do Poeta Latino-Americano
(clicar para ampliar)

O que se escreve navegando...

Algumas frases engraçadas, escritas em motores de busca, que direccionaram visitantes para este blogue:

• anastacio lopes contador de anedotas cabo verdiano
• jose alberto reis letra da musica perdoa
• mulheres nuas vale de cambra
• vale de cambra nuas
• areia e porosidade
• na canjira de nego gerson
• 16 de março de 2009, Ana Paula Padrão conheceu quem?
• "O Homem na Cozinha" - livro
• rita benis nua
• av Dom Joao II Lote 1.02.2.2a 1 esq

(Tal e qual como estavam escritas)

terça-feira, 14 de abril de 2009

Hora de Poesia (erótica) no audioblogue "Estúdio Raposa" de Luís Gaspar, com poemas de: Bernardim Ribeiro, Joaquim Pessoa, António Gedeão, Fernando Pessoa, Márcia Maia, Affonso Romano de Sant’Anna, Maria do Rosário Pedreira, Carlos Drummond de Andrade, Cíntia Barreto, Cesário Verde, Manuel da Fonseca, Judite de Carvalho, Maria Andresen, Fernando Pais do Amaral, Mário Dionísio, Gonçalo M. Tavares, Adília Lopes e, ainda, quadras populares, aqui.

O Contador de Histórias em Torres Novas

“As Pessoas de Fernando” celebra 120 anos de Caeiro

Passa uma borboleta

Passa uma borboleta por diante de mim
E pela primeira vez no Universo eu reparo
Que as borboletas não têm cor nem movimento,
Assim como as flores não têm perfume nem cor.
A cor é que tem cor nas asas da borboleta,
No movimento da borboleta o movimento é que se move,
O perfume é que tem perfume no perfume da flor.
A borboleta é apenas borboleta
E a flor é apenas flor.

Alberto Caeiro

Alberto Caeiro, o mestre dos heterónimos de Fernando Pessoa, nasceu a 16 de Abril de 1889, menos de um ano depois do seu criador. A passagem dos 120 anos sobre essa data que faz parte da História da Literatura Portuguesa vai ser assinalada na Biblioteca Municipal de Torres Novas que para o efeito convidou o grupo tomarense O Contador de Histórias para apresentar o espectáculo “As Pessoas de Fernando”.

Neste recital, a apresentar na próxima quinta-feira pelas 21.30 horas, com entrada livre, duas vozes em palco percorrem os principais heterónimos de Fernando Pessoa, fazendo uso dos clichés visuais associados às principais assinaturas do poeta: o médico Ricardo Reis, o engenheiro Álvaro de Campos, o guardador de rebanhos Alberto Caeiro, para além do próprio poeta ortónimo. As vozes trocam de corpo e personagem ao longo do inesperado recital até o espectador duvidar de quem fala.

Mais informações, aqui.

Storm Magazine

Saiu um novo número da Storm Magazine, uma publicação on-line dedicada à cultura, resultante da iniciativa de um grupo de jornalistas, gráficos, criativos e escritores.

Esta edição nº 42 da Storm-Magazine é dedicada ao bicentenário do nascimento de Edgar Allan Poe, aos noventa anos da Bauhaus, e à poesia de Eugénio de Andrade e de Francis Ponge.
Há novos contos e poemas, um artigo sobre a "Música e a Sociedade no período joanino" que reflecte sobre a mudança de gosto no Brasil enquanto a corte aí esteve instalada e ainda o Diário de Cristina Lourido, em missão de solidariedade no Haiti (Aytii), para além de textos de Adelto Gonçalves, Felipe Fortuna, Pedro Maciel, Márcia Frazão e Denny Yang, entre outros.
Mais, aqui.

Versos Olímpicos



No próximo dia 17 de Abril (sexta-feira) Henrique Manuel Bento Fialho irá apresentar o livro de José Ricardo Nunes “Versos Olímpicos” (editado pela Deriva).
A apresentação decorrerá no Chá de Limão, Caldas da Rainha, pelas 21H30 com apoio da Livraria Loja 107.


Foram as mais grandiosas Olimpíadas de sempre.
Participaram todas as nações conhecidas.
Resultados muito além do que seria de esperar.
A organização excedeu-se e merece os elogios
e o aplauso. Passados quarenta dias,
é tempo de entregar o testemunho
a mais uma cidade. Prudente omitir
como ficou pior o mundo nestes quarenta dias.

José Ricardo Nunes
(in “Versos Olímpicos”)

José Ricardo Nunes nasceu em Lisboa, em 1964. É licenciado em Direito e exerce funções no Ministério da Justiça. É mestre em Literatura e Cultura Portuguesas - Época Contemporânea.
Publicou “Rua 31 de Janeiro” (&etc., 1998), "Na Linha Divisória" (Grande Prémio Eugénio de Andrade, Campo das Letras, 2000), "Novas Razões" (Gótica, 2002) e “Apócrifo” (Deriva, 2007).
No domínio do ensaio tem uma tese sobre Luiza Neto Jorge publicada na &etc e um volume intitulado “9 Poetas Para o Século XXI” na Angelus Novus (2003), além de vários textos críticos publicados na Colóquios/Letras, no Ciberkiosk (publicação on-line), nas revistas Ler e Relâmpago, entre outros.

Henrique Fialho escreveu sobre José Ricardo Nunes aqui e aqui.
Sarau 4 República da Poesia
14 de Abril - 20h
Bar Tapas: Rua da República, 30 - Cidade Baixa - Porto Alegre - RS

(Na foto, da esquerda para a direita, os poetas Renato Motta, Cláudia Gonçalves, Flávio Barreto Leite e Alexandre Brito)

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Os livros que ele anda a ler




Tal como eu previa, Sérgio Godinho falou também, hoje, na Casa Fernando Pessoa, de poesia.
Até leu um poema de Joana da Gama:



Romance

Onde acharei sofrimento
para vida tão penada?
não me deixa meu tormento
com a dor desesperada;
tem-me feito tanto dano
que me tem a alma chagada;
no meio do coração
tristeza aposentada;
não lhe posso fugir, não,
que comigo vai pegada;
têm-me as potências somadas
que me não servem de nada;
nenhuma cousa de gosto
em mim pode ter entrada;
se alguma hora prazer vejo
faz-me ser mais enojada;
mil gritos dão meus sentidos
quando eu estou calada.

Joana da Gama
(1520?-1586)
Portugal


(poema incluído na antologia "Os dias do Amor")

Será possível ouvir esta conversa entre Inês Pedrosa e Sérgio Godinho, na próxima sexta-feira na Antena 1, a partir das 21 horas.

A visitar




Um blogue sobre Irene Lisboa (da autoria de Rute Mota), aqui.
Sérgio Godinho vai estar, logo à tarde, na Casa Fernando Pessoa para falar sobre os livros que está a ler. Aposto que um deles é de Poesia!
Encontramo-nos lá, por volta das 18H30?

As certezas do meu mais brilhante amor

As certezas do meu mais brilhante amor
vou acender, que amanhã não há luar
eu colherei do pirilampo um só fulgor
que me perdoe o bom bichinho de o roubar

Assobiando as melodias mais bonitas
e das cidades, descrevendo o que já vi
homens e faces e seus gestos como escritas
do bem, do mal, a paz, a calma e o frenesi

Se estou sozinho, é num beco que me encontro
vou porta-a-porta perguntando a quem me viu
se ali morei, se eu era o mesmo, e em que ponto
o meu desejo fez as malas e fugiu

Assobiando a melodia mais bonita
a da certeza do meu mais brilhante amor
da sensação, de entre as demais, a favorita
que é ver a rosa com o tempo a ganhar cor

Assobiando as melodias mais brilhantes
como o brilhante da certeza de um amor
como o rubi mais precioso entre os restantes
que é o da meiguice alternando com o ardor

Não negarei ficar assim nesta beleza
assobiando as melodias mais fugazes
não é possível, nem é simples, com certeza
mas é a vontade que me dá do que me fazes

Sérgio Godinho

(poema incluído na antologia "Os dias do Amor")

domingo, 12 de abril de 2009

Selos esgotados

Segundo Vítor Silva Tavares, o livro de poesia "Os Selos da Lituânia" de Amadeu Baptista (Prémio Edmundo Bettencourt – Cidade do Funchal, 2008) editado pela &etc em Janeiro deste ano, já se encontra esgotado nos armazéns da editora.

Os exemplares que ainda se encontrem à venda nas livrarias serão, portanto, mais uma peça valiosa de colecção da &etc a não perder.

sábado, 11 de abril de 2009

Outras sugestões para os próximos dias


15 de Abril (quarta-feira):

LISBOA – Livraria Bulhosa de Entrecampos
Dia 15, quarta-feira, 18.30h
Poesia e o Moderno Discurso Poético em Portugal
Com António Carlos Cortez e Gastão Cruz


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16 de Abril (quinta-feira):

CASCAIS – Biblioteca Municipal
A próxima sessão das Noites Com Poemas, na Biblioteca Municipal de Cascais, em São Domingos de Rana, vai ser no próximo dia 16 de Abril, pelas 21h30.
Convidado: Rui Farinha
Dinamizador: Jorge Castro




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17 de Abril (sexta-feira):

LISBOA – Casa Fernando Pessoa
Murmúrios de um Lugar Branco (Indícios de Oiro), de Ana Viana, é o livro de poemas que será apresentado na Casa Fernando Pessoa no próximo dia 17 de Abril, pelas 18h30.
A apresentação da obra caberá a Pedro Teixeira da Mota.
“Estes poemas ou textos de Ana Viana falam-nos da sua odisseia de descobrir sentidos nos sentidos da vida”


PORTO – Clube Literário do Porto
Dia 17 de Abril, no Piano-bar do Clube Literário do Porto:
21h30: Poesia de Choque
Organização e performance:
António Pedro Ribeiro
Luís Carvalho





ODIVELAS – Centro de Exposições
Vai realizar-se, no dia 17 de Abril, mais uma sessão da tertúlia quinzenal "Palavreando", pelas 22 horas, na Casa do Largo, Centro de Exposições de Odivelas.
Um local onde os tertulianos poetas, escritores, amantes da poesia, anónimos ou conhecidos conversam, ouvem e lêem poesia.

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18 de Abril (sábado):

MAIA – Biblioteca Municipal
Lançamento do livro “Caminho da Vontade” de Paulo Afonso Ramos (editora Temas Originas) na Biblioteca Municipal Dr. José Vieira de Carvalho, na Maia, dia 18 de Abril, pelas 15:00.
Obra e autor serão apresentados pelo poeta Xavier Zarco.




PORTO – Clube Literário do Porto
Dia 18 de Abril, no Piano-bar do Clube Literário do Porto:
21h30: Lançamento do livro: O Chão da Renúncia de Aida Baptista.
Recital de poesia de autores angolanos por Leonor Seixas, acompanhada ao piano por Carla Seixas.




ALMADA – Fórum Municipal Romeu Correia
18 de Abril de 2009
16:30 Inauguração da Exposição: UM CRAVO VIVO DE SONHO. Intervenção da URAP.
Beberete
17:00 Momento Musical: Homenagem a Zeca Afonso – José Carita (guitarra) e Ana Trigal (voz).
17:15 Conferência / Recital: A POESIA DA RESISTÊNCIA E DA LIBERDADE. Por Alexandre Castanheira.
18:00 Sessão de POESIA VADIA: Inclui a apresentação do caderno ALMAD’ABRIL: 35 autores (entre os 20 e os 82 anos de idade; almadenses, sobretudo, mas também de outros continentes) oferecem-nos, cada um, um poema sobre a Liberdade e a Democracia, para comemorar o 35.º Aniversário do 25 de Abril.
19:00 Momento Musical: D’Age
Cantadeiras da Alma Alentejana.
20:00 Encerramento
Na Sala Pablo Neruda, Fórum Municipal Romeu Correia
Praça da Liberdade, Almada

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19 de Abril (domingo):

SÁTÃO – Largo S. Bernardo
O Largo de S. Bernardo, em Sátão, é o palco escolhido pela Câmara Municipal para mais uma Feira do Livro e do Artesanato. O evento terá lugar no dia 19 de Abril, a partir das 10.30 horas, com música, animação cultural, recitais de poesia e prosa, lançamento de livros, desfile de noivas e venda de artesanato.
Este evento tem como objectivos principais divulgar livros de autores do concelho de Sátão e o artesanato concelhio, incentivando o gosto pela leitura.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

José Luís Tavares candidato ao Prémio Portugal Telecom 2009

O livro "Lisbon Blues", do poeta cabo-verdiano José Luís Tavares, é um dos candidatos ao VII Prémio Portugal Telecom, destinado a livros em Língua Portuguesa publicados no Brasil em 2008.
Este livro de José Luís Tavares, lançado na 8ª Bienal Internacional do Ceará, integra a colecção Ponte Velha (criada pelos poetas Carlos Nejar - Brasil e António Osório - Portugal) da editora brasileira Escrituras.
Em Maio, o livro será apresentado na Cidade da Praia.
Em 2008, o Ministério da Educação brasileiro atribuiu a José Luís Tavares o prémio "Literatura para Todos" pelo inédito "Os Secretos Acrobatas".
Ainda este ano, José Luís Tavares vai publicar a terceira edição, bilingue (português e cabo-verdiano), de "Paraíso Apagado Por Um Trovão", estando a trabalhar na organização de uma antologia, também bilingue, intitulada "Partes do Arco-Íris: 10 Poetas Vivos de Cabo Verde".
A obra de José Luís Tavares é uma das mais relevantes do panorama literário cabo-verdiano, tendo granjeado inúmeros e prestigiados prémios, tais como o Prémio Cesário Verde, o prémio Mário António, da Gulbenkian, o prémio Literatura Para Todos, do Ministério da Educação do Brasil e o prémio Jorge Barbosa.

Novidades Assírio & Alvim


Todos os Poemas
Ruy Belo
Colecção: Obras de Ruy Belo
Ano de edição: 2009
Tema, classificação: Poesia completa
N.º de páginas: 896





Apresentação:
Esta edição segue o estabelecimento de texto efectuado por Gastão Cruz e Teresa Belo. A revisão de texto agora concluída obedece às normas ortográficas vigentes, excepto nos casos em que as opções do autor são um desvio intencional a essas normas, passando o presente volume a constituir a edição de referência da poesia de Ruy Belo. Respeitou-se o critério de iniciais maiúsculas e minúsculas usado nas últimas edições de cada livro publicadas em vida do Autor.
Os textos publicados em Os Poucos Poderes, a que o autor não atribuiu a designação de poemas, mas de «legendas em verso», serão parte de uma edição autónoma. «O poeta, sensível e até mais sensível porventura que os outros homens, imolou o coração à palavra, fugiu da autobiografia, tentou evitar a todo o custo a vida privada. Ai dele se não desceu à rua, se não sujou as mãos nos problemas do seu tempo, mas ai dele também se, sem esperar por uma imortalidade rotundamente incompatível com a sua condição mortal, não teve sempre os olhos postos no futuro, no dia de amanhã, quando houver mais justiça, mais beleza sobre esta terra sob a qual jazerá, finalmente tranquilo, finalmente pacífico, finalmente adormecido, finalmente senhor e súbdito do silêncio que em vão tentou apreender com palavras, finalmente disponível não já tanto para o som dos sinos como para o som dos guizos e chocalhos dos animais que comem a erva que afinal pôde crescer no solo que ele, apodrecendo, adubou com o seu corpo merecidamente morto e sepultado.»
Ruy

Curso de E. M. de Melo e Castro na Associação Agostinho da Silva

Ainda é possível proceder à inscrição no curso que E. M. de Melo e Castro vai dar na Associação Agostinho da Silva e que tem como título "Raízes da Visualidade Ocidental".
Este curso terá 10 sessões, de 13 de Abril a 15 de Junho, às segundas (18h00-19h30).
Inscrições até à primeira sessão do curso: 95 euros (com direito a Certificado de Participação).
Mais informações sobre este curso aqui.

Inscrições:
Associação Agostinho da Silva
Rua do Jasmim, 11, 2º
1200-228 Lisboa
E-Mail: agostinhodaSilva@mail.pt
Tel.: 21 3422783 / 96 7044286
Site: www.agostinhodasilva.pt
Blogue: www.novaaguia.blogspot.com

terça-feira, 7 de abril de 2009

Revista "Os Meus Livros" de Abril

A edição de Abril da revista "Os meus Livros" vem recheada de Poesia.

Na secção "Poesia", um artigo sobre várias antologias recentemente editadas: "Ofício Cantante" de Herberto Helder (Assírio & Alvim), "Poesia Reunida" de Maria Teresa Horta (D. Quixote), "Folclore Íntimo" de valter hugo mãe (Cosmorama), "Antologia da Poesia Grega Clássica" de Albano Martins (Portugália) e "Os dias do Amor" de Inês Ramos (Ministério dos Livros).

Na secção "Iniciativa" uma abordagem aos livros artesanais da editora Apenas Livros que têm como imagem de marca um cordel junto ao longo da lombada, agrafada.

Na secção "Aposta em..." Amadeu Baptista, um dos poetas portugueses mais premiados dos últimos tempos, dá o seu aval a um poeta estreante no mundo editorial: Nuno Dempster.

Na secção "Críticas" análise dos livros: "Algumas das Palavras, Poesia reunida 1956-2008" de Fernando Guimarães (Quasi), "O Carnaval dos Animais" de Rui Caeiro (Letra Livre), "Negreiros-Dantas, Coimbra Manifesto 1925" de Rita Marnoto (Fenda).

E ainda, na secção "Os Meus Livros Júnior" o recente livro de poesia para crianças "Cinema Garrett" de Vergílio Alberto Vieira (com ilustrações de Anabela Dias) editado pela Trinta por uma Linha.

Uma revista a não perder. Sumário completo, aqui.

Ler Devagar em Alcântara

Vai abrir, no próximo dia 23 (Dia Mundial do Livro), mais uma Livraria Ler Devagar. Esta nova livraria vai instalar-se na LX Factory e a abertura promete quatro dias de festa, com uma feira de cem mil livros, concertos, debates e outras actividades.
Neste novo espaço, a Ler Devagar terá concertos, exposições e teatro num programa cultural permanente de quarta a sábado.
Depois da Fábrica de Braço de Prata e das livrarias da Galeria Zé dos Bois, da Cinemateca e do Instituto Franco-Português, este será o quinto espaço da Ler Devagar, que conta já com 150 accionistas.
Ler mais no Público online.

Concurso Literário Maia 2008


A edição de 2008 do Concurso Literário da Maia (Poesia e Conto), organizado pela Câmara Municipal da Maia, através do Pelouro da Juventude, destinado a jovens escritores de língua portuguesa, com idades compreendidas entre os 13 e os 30 anos, já tem vencedores.

Aqui ficam os premiados nas categorias de Poesia:
PRÉMIO POESIA – ESCALÃO A: atribuído à obra intitulada “A ÚNICA RIQUEZA”. Autor: Ana Rita Antunes de Castro, 15 anos, natural de Amadora e residente em Odivelas.
PRÉMIO POESIA – ESCALÃO B: atribuído à obra intitulada “A IMPACIÊNCIA DOS RIOS”. Autor: João Paulo Passareiro Coelho, 22 anos, natural e residente em Évora.
MENÇÃO HONROSA – Poesia Escalão A: atribuída à obra intitulada “ÁRVORES”. Autor: Mariana Viana Matagueira, 17 anos, natural da Maia e residente em Gueifães.
MENÇÃO HONROSA – Poesia Escalão B: atribuída à obra intitulada “POETA MARINHEIRO”. Autor: Ivo Coentro Morais, 22 anos, natural de Lisboa e residente no Seixal.

Novidades Caixotim



Odes
António Salvado


O livro Odes, do poeta António Salvado (integrado na nova série «da palavra o fruto» das Edições Caixotim) será apresentado no próximo dia 17 de Abril, pelo poeta Alfredo Pérez Alencart, na Biblioteca Municipal de Castelo Branco e entrará no mercado livreiro a partir dessa data. Esta obra terá apresentações públicas subsequentes, nomeadamente no Fundão, em Lisboa e no Porto.
Com seis reproduções de pinturas inéditas do artista Raul Costa Camelo e apresentação de Paulo Samuel, o mais recente livro de poemas de António Salvado caracteriza-se por uma elevada qualidade gráfica, com as reproduções apresentadas em estampas impressas em quadricromia e com capa revestida num invulgar tecido inglês.

António Forte Salvado nasceu em Castelo Branco, a 20 de Fevereiro de 1936. Licenciado em Letras (Filologia Românica) pela Universidade Clássica de Lisboa, dividiu a sua vida profissional entre o ensino e a museologia. Foi Director-Conservador do Museu Francisco Tavares Proença Jr. (Castelo Branco). Membro da Cátedra de Poética Fray Luís de Léon (Univ. Pontificia de Salamanca). Poeta, ensaísta, antologiador, crítico, tradutor, director de publicações, como Estudos de Castelo Branco (desde 1974), Sirgo (Castelo Branco, 1992-1994), Cadernos de Cultura e Medicina na Beira Interior. Um dos fundadores das Folhas de Poesia (Lisboa, 1957-59). Obteve várias distinções, em Portugal e no estrangeiro. Autor de mais de meia centena de títulos de poesia, tem ainda dispersa e vasta colaboração em antologias, revistas literárias e suplementos de jornais. As suas obras têm sido traduzidas para castelhano, francês, italiano e inglês. António Salvado é um dos maiores nomes da poesia portuguesa contemporânea.

Poesia publicada: A Flor e a Noite, 1955; Recôndito, 1959; Na Margem das Horas, 1960; Narciso, 1961; Difícil Passagem, 1962; Equador Sul, 1963; Anunciação, 1964; Cicatriz, 1965; Jardim do Paço, 1967; Tropos, 1969; Estranha Condição, 1977; Interior à Luz, 1982; ANTOlogia I (selecção de poemas), 1985; Face Atlântica, 1986; Pequena Antologia, 1986; Amada Vida, 1987; Des Codificações, 1987; Matéria de Inquietação, 1988; Soneto em lembrança de João Roiz de Castelo Branco, 1989; Utere Felix, 1990; Nausíaca, 1991; O Prodígio, 1992; AntoLOGIA II (selecção de poemas), 1993; Dis Versos, 1993; O Corpo do Coração, 1994; ANtoloGIa III (selecção de poemas), 1994; Estórias na Arte, 1995; Certificado de Pr esença, 1996; Castalia, 1996; O Gosto de Escrever, 1997; O Extenso Continente, 1998; Rosas de Pesto, 1998; A Plana Luz do Dia, 1999; Os Dias, 2000; Largas Vias, 2000; Quadras (in)populares e Sábios Epigramas, 2001; Flor Álea, 2001; A Dor, 2002; Águas do Sono, 2003; Pausas do Aedo, 2003; A Quinta Raça, 2003; Rochas, 2003; Coisas Marinhas e Terrenas, 2003; Entre Pedras o Verde, 2004; Palavras Perdudas, seguidas de oito encómios, 2004; Se na Alma Houver, 2004; Ravinas, 2004; Malva, 2004; Na Eira da Beira (selecção de poemas), 2005; Quase Pautas, 2005; Recapitulação, 2005; Modulações, 2005; Sinais de Deus na minha poesia (selecção de poemas), 2005; Os Distantes Acenos, 2006; Afloramentos, 2007; No Fundo da Página, 2008; Essa Estória, 2008. Larga parte dos títulos anteriores está reunida e reeditada em: Obra I (1955-1975), 1997; Obra II (1975-1995), 1997; Obra III (1995-1999), 1999.

domingo, 5 de abril de 2009

"o mar atinge-nos" de Maria Azenha

o mar atinge-nos
poesia-guitarra portuguesa
Poemas de Maria Azenha ditos pela autora
Guitarras: Octávio Sérgio, Manuel Mendes, Gentil Ribeiro, Armindo Fernandes, Manuel Gomes, António Jorge e Carlos Ligeiro.
Violas: Durval Moreirinhas, Vital d'Assunção, Pedro Nóbrega, João Ramos, Zé Manel e Luís Ligeiro.

Metro-Som Editora, 2009


cercou-se de luz e cântaros
(a Gabriela Rocha Martins)

cercou-se de luz e cântaros
com a foice que trazia cortou os ramos
mais tenros do dia

abriu uma casa de lume para as mãos
e outra para a sede
com trepadeiras na boca

todo o meu ser se colocou à escuta
mendigo entre bosques e relâmpagos de mel

e era branco o som que nunca ouviu


Maria Azenha nasceu em Coimbra. Licenciou-se em Ciências Matemáticas pela Universidade de Coimbra. Exerceu funções docentes nas Universidades de Coimbra, Évora e Lisboa. Exerceu actividade docente no Quadro de Nomeação Definitiva na Escola de Ensino Artístico António Arroio. Escritora. Membro da Associação Portuguesa de Escritores (APE).

sábado, 4 de abril de 2009

Sugestões para os próximos dias


6 de Abril (segunda-feira):

LISBOA – Faculdade de Letras
Poéticas do Rock em Portugal
Nos próximos dias 6, 7 e 8 de Abril, vai decorrer na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (Anfiteatro III) o ciclo de debates «Poéticas do Rock em Portugal – Perspectivas críticas de uma literatura menor» que propõe abrir um espaço para o estudo das principais vozes do rock em Portugal e o exame particular das suas obras. Procura ainda propiciar a análise de traços temáticos, retóricos, estilísticos e composicionais de um autor ou de um movimento, assim como também avaliar as visões do mundo que transparecem nas suas letras, naquilo que têm de singular, isto é, naquilo que as fazem diferenciarem-se entre si, mas também naquilo que as tornam diferentes, outras – por exemplo – do rock anglo-saxónico.
O programa inclui, além de comunicações e mesas-redondas, um ciclo de cinema na Cinemateca Portuguesa, concertos no Cabaret Maxime e uma exposição intitulada “No Tempo do Gira-Discos: Um Percurso pela Produção Fonográfica Portuguesa 1960-1980)”, patente na universidade a partir de 31 de Março.

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7 de Abril (terça-feira):

VILA REAL – Biblioteca Municipal
Dia 7 de Abril, sessão de apresentação e espectáculo poético do livro “Dualidades”, de Carla Ribeiro e Susana Catalão (Edium Editores), na Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira, em Vila Real, pelas 21H30.
Esta sessão conta com a organização do Grémio Literário Vila-Realense.




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11 de Abril (sábado):

FARO – Livraria Pátio de letras
Vai ter lugar na Livraria Pátio de Letras, no dia 11, pelas 17h00:
«O Algarve na poesia de Teresa Rita Lopes» por Teresa Rita Lopes
Conferência integrada no «Ciclo Viajantes, Escritores, Poetas - Retratos do Algarve», org. UALG/CIIPC/CMVRSA
Rua Dr. Cândido Guerreiro, 26-30, FARO

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Novidades INCM

Sensacionismo e Outros Ismos
Volume X da Edição Crítica de Fernando Pessoa
Coordenação de Jerónimo Pizarro
Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2009
696 páginas

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Novidades Averno


Livre Arbítrio
Tiago Araújo
48 páginas
(tiragem única de 300 exemplares)
Capa e ilustrações de Luís Henriques
Paginação de Pedro Serpa

Novidades Antígona


Poesia Cubana Contemporânea - Dez Poetas
Selecção, Prefácio e Notas de Pedro Marquês de Armas
Tradução de Jorge Melícias
Abril 2009

José Kozer, Reinaldo Arenas, Reina María Rodríguez, Ángel Escobar Varela, Rolando Sánchez Mejías, Osmar Pérez e Alessandra Molina, entre outros.

Foi há... 13 anos

O actor e encenador Mário Viegas morreu no dia 1 de Abril de 1996.
Unanimemente reconhecido como um dos melhores actores da sua geração, deixou-nos a saudade dos seus recitais de poesia.
Gravou poemas de, entre outros, Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade e ainda de autores estrangeiros (Brecht, Pablo Neruda, entre outros). Divulgou nomes como Pedro Oom e Mário-Henrique Leiria.
Recordemo-lo na "Entrevista a Fernando Pessoa" em Palavras Ditas.

Luz Indecisa de José Mário Silva


O mais recente livro de poesia de José Mário Silva chegará às livrarias no próximo dia 6 de Abril.
Tem por título
"Luz Indecisa"

e a chancela é da Oceanos.










Aqui fica um dos poemas do livro:

os gatos de alhambra

Tão nítidos ainda, os olhos
dos gatos que cirandavam,
há tantos anos, nos jardins
fronteiros ao Alhambra.
Gatos livres, gatos imundos,
gatos quase selvagens.
Lembro-me da forma elíptica
como caminhavam rente aos
muros, como se enovelavam
no meio da vegetação ou se
escapuliam debaixo dos
automóveis com matrícula
estrangeira. Aqui e ali,
junto a latas de conserva,
densas aglomerações felinas.
Corpos em magma, ondulações
de pêlo crespo, um furor de
cabeças esfomeadas. E eu,
criança, a ver o espectáculo
da natureza, um brilho talvez
maligno em olhos tão animais.

Agora queria escrever um poema
sobre o palácio mas não consigo.
Estão dentro da minha cabeça
as imagens: mosaicos geométricos,
arcos, fontes, o céu de Granada
dos versos de Lorca e aquele
complexo labirinto de sombras
que deu um novo sentido à ideia
de frescura. Queria escrever sobre
Alhambra mas não consigo. Porque
os gatos que cirandavam nos jardins
fronteiros intrometeram-se. A sua
nitidez desfoca tudo o resto. Nada
resiste à distorção daquele caminhar
elíptico. Afogam-se, palácio e cidade,
no brumoso segundo plano.

História de um eclipse: tantos anos
depois, são os gatos de Alhambra
que vêm, devagar, contra a minha
vontade, acender este poema.



José Mário da Silva nasceu em 1972, em Paris. É licenciado em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, mas trocou os laboratórios pelas redacções dos jornais ainda antes de terminar o curso. Jornalista desde 1993, trabalhou 14 anos no Diário de Notícias, onde foi editor adjunto do suplemento «DNA» e da secção de Artes.
Pelo meio, fez parte da equipa que realizou dois programas televisivos emitidos na RTP2 («Portugalmente» e «Juízo Final»). Traduziu algumas obras do francês e é autor do livro de poesia Nuvens & Labirintos (2001), obra vencedora do Prémio Literário Cidade de Almada e do livro Efeito Borboleta e outras histórias (2008) Oficina do Livro.
Actualmente, é crítico literário do Expresso e colaborador permanente da revista Ler. Escreve diariamente sobre livros e literatura no blogue Bibliotecário de Babel e é também autor do blogue A Invenção de Morel.