domingo, 15 de março de 2009

Outras sugestões para os próximos dias


16 de Março (segunda-feira):

LISBOA – Jardim da Parada
Jardim Teófilo Braga (Jardim da Parada - Campo de Ourique)
16 a 22 de Março:
Feira do Livro de Poesia
Todos os dias (10h00 - 19h00)
Inauguração: 16 de Março (10h00)
Sessão de Autógrafos com diversos poetas
Mostra de Artesanato Urbano


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17 de Março (terça-feira):

LISBOA – Casa Fernando Pessoa
Conferência “Toda a verdade será castigada” por Eduardo Pitta.
17 Março, 18h30, na Casa Fernando Pessoa.
Haverá um caso entre António Botto e a poesia portuguesa? No dia em que passam 50 anos da sua morte, o escritor e poeta Eduardo Pitta, responsável pela edição das Obras Completas do autor de Canções, tentará explicar as razões possíveis do silenciamento de um poeta acerca de quem Fernando Pessoa e José Régio teceram os mais rasgados elogios. Afinal, o que é que perturba a Academia? A crise de fé dos anos 1950, coincidente com o exílio brasileiro? O facto de Botto incorporar a tradição popular no discurso homoerótico? São isto razões sérias de rasura?
Casa Fernando Pessoa: R. Coelho da Rocha, 16, Lisboa

PONTE DE SOR – Biblioteca Municipal
No dia 17 Março, a Andante apresenta o espectáculo “Às avessas” na Biblioteca Municipal de Ponte de Sor (Cine-Teatro) Municipal, às 10H30 e às 14H30.
O que se pode fazer com os livros? Aprender, crescer, brincar, virar o mundo do avesso, ou seja, olhar o mundo de outra maneira. De uma forma lúdica, este espectáculo de teatro, tenta revelar o prazer que os livros podem proporcionar e como eles nos podem ensinar a ver as coisas sob outra perspectiva. A poesia, a forma escolhida pela personagem do espectáculo, guia esta viagem onde se encontrarão a natureza, o tempo, as letras, a noite, a banda desenhada, tudo dentro de uma biblioteca.

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18 de Março (quarta-feira):

TORRES VEDRAS – Cooperativa de Comunicação e Cultura
18 de Março, 22 horas
Na Sala Polivalente da Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras.
Noite Al Bertiana: performance poética com leituras de Isabel Raminhos, Mário Verino Rosado, Miguel Duarte e Luís Filipe Cristóvão.
Intervenção de Golgona Anghel, autora da biografia de Al Berto.
Uma organização conjunta da Biblioteca Municipal de Torres Vedras, Cooperativa de Comunicação e Cultura, Livraria Livrododia.


LISBOA - Instituto Camões
Quarta- feira 18 de Março 2009, 18h30:
Serão literário
Viagens literárias: percursos francófonos e em português
Presença de escritores de língua portuguesa: Ana Paula Tavares (Angola), Cristina Robalo Cordeiro, Francisco José Viegas (Portugal) e francófonos: Gisèle Pineau (França), Lambert Schlechter (Luxemburgo), Samir Marzouki (Tunísia), Rafik Ben Salah (Suíça), Roger Léveillé (Canadá).
Diálogo entre os escritores e leitura de alguns excertos das suas obras seguido de um Porto de honra.
Local: Auditório do Instituto Camões

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19 de Março (quinta-feira):

LISBOA – Casa Fernando Pessoa
O Colóquio Internacional "Poe e Criatividade Gótica" decorrerá em vários locais de Lisboa entre 18 e 20 de Março, para comemorar o bicentenário do nascimento deste autor. Na Casa Fernando Pessoa o programa arranca dia 19, quinta-feira, às 17h15, com visita guiada à exposição de Filipe Abranches que mostra ilustrações destinadas à edição da Obra Poética Completa de E. A. Poe. Às 18h15 tem lugar o debate sobre Arte Fantástica em Portugal no qual participam António de Macedo, Fernando Ribeiro, Filipe Abranches, Filipe Melo, Maria Antónia Lima e Paula Ribeiro. As actividades encerram com a Leitura Encenada de poemas de E. A. Poe, pelos actores Ângela Pinto e Luís Lucas, às 20h00.

LISBOA - Bar Frágil
No dia 19 de Março decorre a terceira sessão de poesia no Frágil, desta vez dedicada a António Gancho. A partir das 23h00, na Rua da Atalaia 126, ao Bairro Alto.







PORTO – Fnac do NorteShopping
“Uma Tertúlia, quatro Poetas – a celebração do Dia Mundial da Poesia”, 19 de Março, na FNAC do NorteShopping, a partir das 21:30.
Nesse evento serão apresentadas quatro antologias que integram a colecção Mundo das Letras:
- Folhas Caídas e Flores Sem Fruto, de Almeida Garrett [Introdução e notas de Auxília Ramos e Zaida Braga];
- Só, de António Nobre [Introdução e notas de Ana Maria Amaro];
- Poemas, de Cesário Verde [Introdução e notas de Ana Maria Amaro];
- Sonetos, de Florbela Espanca [Introdução e notas de Noémia Jorge],
Esta tertúlia será animada por Manuel António Pina, João Luís Barreto Guimarães, Jorge Reis-Sá e Rui Lage.

PORTO - Clube Literário do Porto
No dia 19 de Março, vai ter lugar no Auditório do Clube Literário do Porto, pelas 21h30, o lançamento do livro "Entre margens de afectos" de Gabriela Silva e Aida Baptista, e pinturas de Manuel Martins. O prefácio é da autoria de Alzira Silva.
A apresentação será feita por Ivo Machado.
A reserva de direitos da obra é oferecida ao Núcleo Regional da Liga Portuguesa contra o Cancro.

MONTEMOR-O-NOVO – Biblioteca Municipal
No 19 Março, a Andante apresenta o espectáculo “Às avessas” na Biblioteca Municipal de Montemor-o-Novo, às 21H00.







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20 de Março (sexta-feira):

TOMAR – Biblioteca Municipal
Sexta-feira, 20 de Março, 15h00
Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar
Recital de poesia “Cadáver Esquisito na Biblioteca”
Pelo grupo O Contador de Histórias. Entrada livre.

ODIVELAS – Centro de Exposições
Vai realizar-se, no dia 20 de Março, mais uma sessão da tertúlia quinzenal "Palavreando", pelas 22 horas, na Casa do Largo, Centro de Exposições de Odivelas.
Um local onde os tertulianos poetas, escritores, amantes da poesia, anónimos ou conhecidos conversam, ouvem e lêem poesia.

LISBOA – Picoas Plaza
Apresentação do livro “Apoplexia da Ideia”, de Maria Quintans:
Dia 20 de Março, pelas 18.30 horas.
Sessão de autógrafos e apresentação do livro Apoplexia da Ideia, obra de poesia/prosa poética de Maria Quintans, ilustrada por João Concha e prefaciada pelo escritor e jornalista Fernando Dacosta (Edição Papiro Editora).
No Centro Comercial Picoas Plaza, na Rua Tomás Ribeiro.

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21 de Março (sábado) DIA MUNDIAL DA POESIA:

PORTO – Reitoria da Universidade
Lançamento do livro de poesia
Interlúdios da Certeza
de Vicente Ferreira da Silva
(ed. Temas Originais).
Apresentação por Helena Padrão e Otília Martel.
Leitura de poemas por Júlia Moura Lopes.
21 de Março, pelas 16H30, na Sala do Fundo Antigo da Reitoria da Universidade do Porto.



LISBOA – Livraria Fabula Urbis
Sábado, 21 de Março, 21h30
II Aniversário da FABVLA VRBIS
Chá com Poesia
A Livraria Fabula Urbis fica na Rua de Augusto Rosa, 27, em Lisboa







LISBOA – Pólo Tecnológico de Lisboa
Lançamento do livro de poesia Victor Oliveira Mateus A Irresistível Voz de Ionatos.
A apresentação estará a cargo da escritora Maria Lucília Meleiro e alguns dos poemas serão depois ditos pela actriz Eugénia Bettencourt.
21 de Março pelas 16h no Pólo Tecnológico de Lisboa, Rua I, Lote 25, Lisboa.
No final da sessão será servido um beberete.

Sobral de Monte Agraço- Biblioteca Municipal
"O Dia Mundial da Poesia comemora-se a rir"
Na Biblioteca Municipal de Sobral de Monte Agraço, sábado, 21 de Março, às 17 horas, pelo grupo O Contador de Histórias.


CONDEIXA-A-NOVA – Biblioteca Municipal
PALAVRAS A BRINCAR com Andreia Macedo
Sessão de poesia para crianças
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CONDEIXA-A-NOVA
sábado.21.março.2009.16:30h



LISBOA - Casa Fernando Pessoa
A Comuna-Teatro de Pesquisa iniciou em 1998 uma série de espectáculos de divulgação da Poesia Portuguesa com a apresentação de sessões regulares no espaço do Café-Teatro. O êxito desta iniciativa foi imediato, tendo a partir daí a Comuna recebido inúmeros convites para apresentar estas sessões em várias localidades do país. A Palavra dos Poetas é um espectáculo com som, luz e montagem simples, acompanhado ao vivo por um músico que utiliza vários instrumentos, com a duração aproximada de 60 minutos, e que foca a vida e a obra de cada poeta, fazendo uma leitura da sua obra com o percurso da vida do autor, permitindo ao público uma leitura mais profunda e contextualizada da obra apresentada. A recolha, selecção e dramaturgia dos textos está a cargo de Carlos Paulo, que também dirige estes espectáculos e que conta com a colaboração dos actores da Comuna e outros actores convidados e ainda com a colaboração regular do músico Hugo Franco.
Dia 21 de Março, sábado, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa. ENTRADA LIVRE.

LISBOA – Centro Cultural de Belém
Pelo segundo ano consecutivo, as salas do CCB vão abrir-se à poesia e aos poetas, na comemoração de mais um Dia Mundial da Poesia.
21 de Março de 2009, para todo o público e com entrada livre, em váris espaços do CCB.
Depois do enorme sucesso da primeira edição, realizada em 2008, que trouxe ao CCB mais de duas mil pessoas, o programa para 2009, que volta a contar com o apoio do Plano Nacional de Leitura, alarga os horizontes geográficos da poesia feita em português: autores do Brasil, Angola, Cabo Verde e Moçambique, juntarão a sua voz aos seus confrades portugueses para celebrar a língua que todos falam – e na qual escrevem.
Poetas que lêem a sua poesia (e a de outros poetas), espontâneos que encontram o seu espaço para dar largas à sua vontade de comunicar através de um poema, oficinas em que as crianças (e os pais) aprendem a brincar com as palavras, pequenos concertos onde se apura a relação entre a palavra poética e a música, documentários onde se recolhe o rosto e a voz de poetas que já não estão entre nós, uma feira do livro exclusivamente dedicada aos poetas em língua portuguesa, uma maratona de leitura de Os Lusíadas, e mais, muito mais coisas, integram o programa a ser divulgado no final de Janeiro de 2009.

Ver o programa completo, mais abaixo.

PORTO – Fundação Eugénio de Andrade
Celebrando o Dia Mundial da Poesia, no próximo sábado, dia 21, pelas 18h30, estarão na Fundação Eugénio de Andrade para ler poemas inéditos, os seguintes poetas: Albano Martins, Fernando Guimarães, Eduarda Chiote, António Rebordão Navarro, Ana Luísa Amaral, Helga Moreira, José Emílio-Nelson, Rosa Alice Branco, Daniel Maia Pinto Rodrigues, João Luís Barreto Guimarães, Rui Lage, Inês Lourenço e Jorge Reis-Sá.
A entrada é livre.
A Fundação Eugénio de Andrade fica na Rua do Passeio Alegre, 584, Porto.

MALVEIRA – Casa da Cultura
No dia 21 Março, a Andante apresenta o espectáculo “Às avessas” no Auditório da Casa da Cultura da Malveira, às 14H30.








ALCOCHETE – Biblioteca Municipal
No dia 21 Março, a Andante estará na Biblioteca Municipal de Alcochete, pelas 21H00, para uma Maratona de Poesia.
A Biblioteca de Alcochete desafia o público a seleccionar um poema e participar numa maratona de poesia.
Informações e inscrições: 212 349 720 / biblioteca@cm-alcochete.pt


PORTO - Clube Literário do Porto
No dia 21 de Março, vai ter lugar no Piano Bar do Clube Literário do Porto, pelas 11h00, o Clube de Leitura RodaPé - O Porto com livros debaixo do braço.
Esta sessão será dedicada ao livro "A secreta vida das imagens", de Al Berto, em que é proposta a partilha deste roteiro poético inspirado nas artes plásticas. Para participar, basta aparecer. Não é necessária uma leitura prévia da obra.
A Biblioteca Municipal Almeida Garrett desafia jovens leitores a ler e partilhar um conjunto de livros previamente propostos pelos orientadores. As sessões realizam-se quinzenalmente aos sábados, às 11h00, em diversos locais da Cidade. Organização: Biblioteca Municipal Almeida Garrett.

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22 de Março (domingo):

MATOSINHOS – Fnac MarShopping
STAND UP POETRY
Diz-se poesia com Andreia Macedo
FNAC - MarShopping (Matosinhos)
domingo.22.março.2009.17:00h




LISBOA – Jardim da Parada
Jardim Teófilo Braga (Jardim da Parada - Campo de Ourique) 22 de Março (15h30)
CENAS COM PESSOA
Com Ângela Pinto, Hélder Gamboa, Bruno Cochat e Manuel Brás da Costa
Mural de Poesia
Convite à veia poética da população de Campo de Ourique.



PORTO - Clube Literário do Porto
No dia 22 de Março, vai ter lugar no Piano Bar do Clube Literário do Porto, pelas 18h00, a tertúlia de poesia "Portugal Poético".


Dia Mundial da Poesia no CCB


Programa para o Dia Mundial da Poesia no Centro Cultural de Belém
21 de Março de 2009

Das 11:00 às 19:00

O QUARTO DE FERNANDO PESSOA
SALA EUGÉNIO DE ANDRADE
Instalação de JOÃO VIEIRA

LA VIDA ES UM BOLERO
FOYER SALA LUÍS DE FREITAS BRANCO
Instalação/Performance de JOÃO VIEIRA

AS IMAGENS DAS PALAVRAS
EM VÁRIOS ESPAÇOS DO CENTRO DE REUNIÕES
Exposição de pintura de JOÃO VIEIRA
A exposição está patente até dia 20 de Abril.

OS PASSOS DA POESIA
ÁUDIO-POEMAS
Vários espaços
O público pode ouvir poesia gravada, enquanto passeia, através de auriculares, disponibilizados pelo CCB, a requisitar na Recepção do Módulo I.

CORPOS LETRADOS
SALA SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
Performance (colectânea de vídeos/filmes) de JOÃO VIEIRA

FEIRA DO LIVRO DE POESIA
ENTRADA DO CENTRO DE REUNIÕES


Das 14:00
às 18:00

AS FACES DO POETA
Vídeos de poesia dita por poetas e actores


Das 14:00
às 19:00

DIGA LÁ UM POEMA
BENGALEIRO NORTE
Leituras em voz alta abertas ao público. O espaço é montado como um estúdio de gravação, com um estrado e um microfone. O público é convidado a dizer poesia frente a uma câmara. As gravações são passadas, em diferido, em televisores.


Das 14:30
às 19:00

LEITURA "OS LUSÍADAS" E POEMAS DE CAMÕES
SALA FERNANDO PESSOA
Os cantos dos Lusíadas ditos por diferentes personalidades.
Canto I
14:30 A. MEGA FERREIRA
estrofes 1/18
Canto II
14:45 F. LUÍS SAMPAIO
71/103 (Chegada a Melinde)
Canto III
15:00 MANUEL GRAÇA DIAS
118/143 (Pedro e Inês)
Canto IV
15:15 GUILHERME D’OLIVEIRA MARTINS
15/45 (Nun’ Álvares e Aljubarrota)
15H30 SIMONETTA LUZ AFONSO
84/94 (Partida das Caravelas e Velho do Restelo)
Canto V
15:45 TERESA LAGO
16/36 (Viagem pelo Atlântico)
16H LABORINHO LÚCIO
37/61 (Adamastor)
Canto VI
16:15 ANABELA MOTA RIBEIRO
70/91 (Os Doze de Inglaterra)
Canto VII
16:30 ISABEL ALÇADA
57/65 (Recepção do Samorim ao Gama)

Canção VII + Sonetos
17:45 MARIA NOBRE FRANCO 2/156 (Final)

Canto VIII
16:45 JORGE PEDREIRA

Canto IX
17:00 JOÃO LUÍS CARRILHO DA GRAÇA
16/24 51/63 69/81
MARGARIDA PINTO CORREIA
36/42 64/68 83/89 64/75 (Discurso do Gama)

Canto X
17:30 MARCELO REBELO DE SOUSA
74/90 (Máquina do Mundo) 14

Canção IV e Ode V
18:00 INÊS PEDROSA
15 sonetos de Amor
18:15 HELDER MACEDO

DE VIVA VOZ
SALA LUÍS DE FREITAS BRANCO
Poetas / Actores / outros convidados
14:30 PEDRO LAMARES DIZ PESSOA
14:45 ANA PAULA TAVARES (ANGOLA)
15:00 FERNANDO ECHEVARRIA
15:15 RUI MORISSON DIZ DRUMMOND DE ANDRADE
15:30 NUNO JÚDICE
15:45 LUÍS CARLOS PATRAQUIM (MOÇAMBIQUE)
16:00 MARIA TERESA HORTA
16:15 FILIPA LEAL DIZ CLARICE LISPECTOR
16:30 CARLITO AZEVEDO (BRASIL)
16:45 ELISABETE CARAMELO DIZ JOSÉ CRAVEIRINHA
17:00 PEDRO TAMEN
17:15 JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA
17:30 VASCO GRAÇA MOURA
17:45 ANTÓNIO OSÓRIO
18:00 MANUEL ANTÓNIO PINA
18:15 JOSÉ LUÍS TAVARES (CABO VERDE)
18:30 LUÍS QUINTAIS
18:45 DANIEL JONAS
19:00 ALEXEI BUENO (BRASIL)
19:15 GASTÃO CRUZ
19:30 MANUEL VILLAVERDE CABRAL DIZ A "ODE MARÍTIMA" ÁLVARO DE CAMPOS


Das 15:00
às 16:30

QUANDO A POESIA É O QUE RESTOU DA VOZ
SALA ALMADA NEGREIROS
Conversa-fiada sobre poesia e voz com Andreia Bento, João Meireles, Pedro Lacerda, Sílvia Filipe, Sylvie Rocha e Jorge Silva Melo (Artistas Unidos). Um passeio pela poesia ocidental e a sua relação com a oralidade, através de Jacques Prévert, Píndaro, John Guilgud, Shakespeare, Racine, W. H. Auden, Garrett, José Gomes Ferreira, Pavese, Ungaretti, Dante, Sérgio Godinho, Paul Celan, Jorge de Sena e Schubert-Müller.


15:30

CONFERÊNCIA PALMEIRAS E VERSO LIVRE: A EXPERIÊNCIA HISTÓRICA DA POESIA BRASILEIRA
POR ABEL BARROS BAPTISTA
SALA DE LEITURA


17:00

CONFERÊNCIA FERNANDO PESSOA, POETA DO MUNDO
POR RICHARD ZENITH
SALA DE LEITURA

LANÇAMENTOS

SANDWICH BAR
Aluimentos, BÉNÉDICTE HOUART | Livros Cotovia (com a presença da autora)
Do Princípio, PEDRO BRAGA FALCÃO | Livros Cotovia (com a presença do autor)
Arado, A. M. PIRES CABRAL | Livros Cotovia, apresentado por Osvaldo M. Silvestre
O Mar e o Espelho, W. H. AUDEN, trad. por Daniel Jonas | Livros Cotovia/Teatro da Cornucópia, com uma conversa entre o tradutor e Luís Miguel Cintra.


Das 17:00
às 18:30

CONCERTO COM POESIA
SALA ALMADA NEGREIROS
SINDE FILIPE e PAULA CASTELAR dizem poesia acompanhados por:
LAURENT FILIPE trompete
JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA piano
MASSIMO CAVALI contrabaixo

PROGRAMA EDUCATIVO | FÁBRICA DAS ARTES
Ao pé da Árvore da Poesia vão despontar as folhas da Primavera que ainda há-de vir,
poesia escrita numa fita vai voar, para colorir o dia, poesia cantada, dita, sussurrada,
Poesia... Poesia...


Das 11:00 às 19:00

DA POESIA AO LIVRO E DO LIVRO À POESIA
SALA COTTINELLI TELMO
Com ANTONELLA GILARDI | TELMA PEREIRA | MARTA REGO | MANUEL MOREIRA
À mão da Licença Poética, e com a ajuda de um Chapéu de Poemas e de tintas de chá de poesia, vamos escrever, desenhar e colar poesia em rima, poesia em prosa, poesia
abstracta, concreta e visual, nos livros, mini-livros e micro-livros que no caldeirão da poesia vamos “cozinhar”.


Das 11:00 às 19:00

POESIA CRUZADA – BANCO DE POESIA
SALA DACIANO DA COSTA
Com INÊS TAROUCA | MARIA MORBEY
No Banco da Poesia poderá levantar um poema à sua escolha e, sozinho ou em grupo, com ensaio ou sem ensaio, subir ao palco como protagonista do seu próprio recital. Através da sua voz, as palavras serão ditas, rapadas, cantadas... a escolha é sempre sua!


14:30

CONCERTO - BANDO DOS GAMBOZINOS
POETAS À VOZ DE SEMEAR
20 CANTIGAS DE 15 POETAS PORTUGUESES
SALA MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA
M/4 ANOS
Ao longo de mais de trinta anos de vida no Porto, de uma dezena de trabalhos biblio-discográficos e de apresentações ao vivo por todo o país, “O Bando dos Gambozinos” tem desenvolvido um intenso trabalho musical sobre a poesia para crianças (e não só). Retomando registos de inéditos como de obra publicada de vários desses autores, “Poetas à voz de semear”, que agora se apresenta no CCB, constitui um roteiro seleccionado sobre essa longa caminhada.


16:30

OFICINA “OS POEMAS… SÃO O QUÊ, AFINAL?”
SALA MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA
M/7 ANOS
Com o BANDO DOS GAMBOZINOS
- Os poemas acontecem quando as palavras dançam?
- Parece-me que os poemas são os sons das palavras que conversam!
- Sempre pensei que um poema era uma música de letras …
- Mas há poemas sem palavras?
- Claro que sim! Quando os sons rimam e dançam e também falam.
Os Gambozinos passam a vida a conversar e a brincar sobre estas coisas, escondidos nos seus buracos. Agora vão também fazê-lo à luz do dia com outros, grandes ou pequenos, que às vezes também pensam: OS POEMAS… SÃO O QUÊ, AFINAL?

OFICINA “DA BOCA PARA FORA”
SALA AMADEO SOUZA-CARDOSO
às 16:00 dos 6 aos 9 anos e adultos
às 17:30 para graúdos
Com MARGARIDA MESTRE
Experiência física e vocal da poesia.
Vamos inventar maneiras de dizer e cantar palavras, frases, poemas. Sentir o seu ritmo e sua cadência no corpo. Com a ajuda de simples instrumentos construímos a base sonora. Depois gravamos e finalmente partilhamos o prazer da escuta, saboreamos a orquestração vocal.


Das 11:00 às 19:00

A ÁRVORE CÁ DENTRO
ÁTRIO DA SALA MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA, SALA AMADEO SOUZA-CARDOSO, SALA COTTINELLI TELMO E SALA DACIANO DA COSTA
De MARTA REGO
Todos temos uma árvore pela qual nos podemos apaixonar, onde nos podemos refugiar, muitas vezes riscamos um encontro de amor ou poderá ser somente um marco de um lugar onde um dia teremos de voltar. Já todos sonhamos ou até inventamos uma vida de uma casa numa árvore. A Árvore do Conhecimento pode ser uma Acácia, uma Amendoeira, um Carvalho, um Cipreste, uma Oliveira, Árvore Kian-Mu, Árvore Fu, e Árvore Jo, a Oliveira do Oriente Islâmico, o Larício ou a Bétula Siberianos; Criamos uma árvore “de pernas para o ar”, feita de folhas do dia a dia de um jornal, no chão instalam-se sementes para levares na palma da tua mão, regar e deixar crescer ao sabor da tua criatividade.
Feira do Livro Manuseado na Livraria Assírio & Alvim
16 de Março a 11 de Abril

sábado, 14 de março de 2009

Casa Fernando Pessoa comemora o Dia Mundial da Poesia













Programa:
Jardim Teófilo Braga (Jardim da Parada - Campo de Ourique) 16 a 22 de Março
Feira do Livro de Poesia
Todos os dias (10h00 - 19h00)
Inauguração: 16 de Março (10h00)
Organização: Casa Fernando Pessoa
Sessão de Autógrafos com diversos poetas
Mostra de Artesanato Urbano
21 de Março (10h00 - 19h00)
Actuação do Coro Paradoxal
21 de Março (15H30)
Actuação do coro da CURPI
22 de Março (15h30)
CENAS COM PESSOA
Com Ângela Pinto, Hélder Gamboa, Bruno Cochat e Manuel Brás da Costa
Mural de Poesia
Convite à veia poética da população de Campo de Ourique
SERVIÇO EDUCATIVO
2ª a 6ª feira (10h00-17h00) - Actividades com escolas
Peddy jardim, Vamos fazer um poema, ilustração de Quadras ao Gosto Popular
de Fernando Pessoa, caricaturas de Fernando Pessoa
Sábado - Público em geral
Actividades diversas

Casa Fernando Pessoa
Exposição de manuscritos
TEATRO “A PALAVRA DOS POETAS”
Encenação de João Mota
Com Carlos Paulo e Jorge Andrade
Músico: Hugo Franco
21 de Março (18h30)

sexta-feira, 13 de março de 2009

O Contador de Histórias comemora o Dia Mundial da Poesia

Cadáver Esquisito na Biblioteca de Tomar
A expressão cadavre exquis, que constava de um texto colectivo dos surrealistas franceses, foi apropriada pelos seus congéneres portugueses como cadáver esquisito. No ano em que se comemoram seis décadas da Exposição do Grupo Surrealista de Lisboa, O Contador de Histórias celebra também o Dia Mundial da Poesia, a 20 de Março, apresentando um recital especialmente dedicado ao público escolar com base em poemas surrealistas ou de autores próximos desta corrente, pelas 15h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar. A entrada é livre.
“Cadáver Esquisito na Biblioteca” será um recital de poesia dinâmico, de homenagem a alguns dos mais interessantes poetas portugueses do século XX, como Alexandre O’Neil, António Pedro, Mário Henrique-Leiria ou Mário Cesariny, entre outros, mas também para cativar os leitores, especialmente os jovens, para a leitura de poesia.
O grupo constituído por Filipe Lopes, João Patrício e Nuno Garcia Lopes, desde 1997 que percorre todos os concelhos do país levando a magia das palavras a públicos de todas as idades em escolas, bibliotecas, hospitais, lares, prisões...

O Dia Mundial da Poesia comemora-se a rir
Destinado a um público a partir dos 12 anos, o espectáculo “O poeta que ri” é uma compilação de textos divertidos de autores nacionais e estrangeiros, onde se desmitifica a imagem cinzenta e mórbida da poesia. Vai ser apresentado na Biblioteca Municipal de Sobral de Monte Agraço, sábado, 21 de Março, às 17 horas, pelo grupo O Contador de Histórias comemorando o Dia Mundial da Poesia.

Mais informações aqui: www.ocontadordehistorias.com

quinta-feira, 12 de março de 2009

Uma tertúlia, quatro poetas

A Porto Editora comemora o Dia Mundial da Poesia (21 de Março) com “Uma Tertúlia, quatro Poetas – a celebração do Dia Mundial da Poesia”, que se realizará na FNAC do NorteShopping, no dia 19 de Março, pelas 21H30, onde serão apresentadas quatro antologias que integram a colecção Mundo das Letras:
Folhas Caídas e Flores Sem Fruto, de Almeida Garrett (Introdução e notas de Auxília Ramos e Zaida Braga);
Só, de António Nobre (Introdução e notas de Ana Maria Amaro);
Poemas, de Cesário Verde (Introdução e notas de Ana Maria Amaro);
Sonetos, de Florbela Espanca (Introdução e notas de Noémia Jorge),
Esta tertúlia contará com a presença de Manuel António Pina, João Luís Barreto Guimarães, Jorge Reis-Sá e Rui Lage.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Tiago Patrício vence Prémio Daniel Faria 2009

A 5ª edição do Prémio de Poesia Daniel Faria teve como vencedor o autor Tiago Patrício com a obra "O livro das aves".
Foi também atribuída uma Menção Honrosa à obra "A potência do meio dos nós", da autoria de António José Madureira Rodrigues.
O júri do prémio foi constituído por Francisco José Viegas, Francisco Saraiva Fino, Jorge Reis-Sá e Tito Couto.
As obras contempladas com o Prémio e a Menção Honrosa serão publicadas no próximo mês, pelas Quasi Edições, e serão apresentadas no dia 17 de Abril em Penafiel.

Tiago Patrício nasceu em 1979 no Funchal, Madeira, e passou a infância e adolescência em Trás-os-Montes. Frequentou o curso de Oficiais da Escola Naval como voluntário e regressou à vida civil 16 meses depois para ingressar na Faculdade de Farmácia. Fez escrita criativa em 2001 na Aula do Risco, vários cursos de aperfeiçoamento em imprensa no CENJOR entre 2001 e 2003, esteve no jornal “Os Fazedores de Letras” entre 2002 e 2007 e escreveu para o suplemento DNJovem durante o mesmo período. Faz teatro desde 2000, ajudou a criar o Com-Siso, com várias peças apresentadas entre 2002 a 2005. No ano seguinte entrou para o Grupo de Teatro de Letras, onde fez formação intensiva com Ávila Costa.
Foi seleccionado e publicado na colectânea Jovens Escritores do CPAI, em 2007 e 2008, em poesia. Fez residências de criação literária em Tunis em Julho de 2007 e em Praga no mês de Novembro do mesmo ano, de onde resultou uma leitura de textos por teleconferência no espectáculo “ECG: O Amor e Lisboa” no teatro Archa em Praga.
Encontra-se a meio caminho entre a poesia, o teatro e o vídeo experimental, no seio da associação “O Elemento Indesejado” e as suas múltiplas manifestaçoes artísticas.

terça-feira, 10 de março de 2009

Sugestão da Andante para esta semana


Partir!...

Eu vou-me embora para além do Tejo,
não posso mais ficar!

Já sei de cor os passos de cada dia,
na boca as mesmas palavras
batidas nos meus ouvidos...
— Ai as desgraças humanas destas paisagens iguais!...
Abro os olhos e não vejo
já não ando, já não oiço...
Não posso mais...
Grita-me a Vida de longe
e eu vou-me embora para além do Tejo.

Passa a ave no céu bebendo azul e diz: — Vem!
O vento envolve-me numa carícia,
envolve-me e murmura: — Vem!
As ondas estalam nas praias e vão mar fora,
as mãos de espuma a prender-me os sentidos
chamam no fundo dos meus olhos: — Vem!

— Camaradas, eu vou, esperai um pouco...
Ai, mas a vida nunca espera por ninguém...
E a noite chega vingadora;
o vento rasga-me o fato,
as ondas molham-me a carne
e a ave pia misticamente no ar;
abro os olhos e não vejo,
já não ando, já não oiço
— e fico, desgraçado de ficar!..

Manuel da Fonseca


Voz: Cristina Paiva; Música: Pascal Comelade; Sonoplastia: Fernando Ladeira

segunda-feira, 9 de março de 2009

Novo livro de Victor Oliveira Mateus

A Editora Labirinto comemora este ano o Dia Mundial da Poesia, que ocorre a 21 de Março, com o lançamento de um novo livro de Victor Oliveira Mateus: A Irresistível Voz de Ionatos.
A obra conta com um posfácio do professor e poeta brasileiro Cláudio Neves e um texto da poeta, romancista e ensaísta, também brasileira, Olga Savary.
A apresentação deste novo livro de poesia de Victor Oliveira Mateus estará a cargo da escritora Maria Lucília Meleiro e alguns dos poemas serão depois ditos pela actriz Eugénia Bettencourt.
Este evento ocorrerá no dia 21 de Março pelas 16h no espaço cedido pela Empresa Somafre (Pólo Tecnológico de Lisboa, Rua I, Lote 25, 1600-548 Lisboa) para acontecimentos de carácter cultural.
No final da sessão será servido um beberete.

Novidades Atelier Editorial


Buraco Branco
Luís Carvalho
Edição: Atelier Produção Editorial
Dezembro 2008
Páginas: 88






“A vida é um buraco. Uma origem. Um túnel de entrada para a saída. Um troço para qualquer caminhada. Haverá sempre uma ficha para haver luz. Haverá sempre uma tampa para haver tinta. Haverá sempre um bolo para furar. Sempre haverá um buraco para abrir e para tapar. Para tapar, para abrir.
A vida é um buraco onde nos encontramos deitados, quando entramos na terra. A terra que serve, que servir. A terra que pesa, que não pesar. A terra que a nossa caminhada juntar para nos tapar.
A vida é um buraco, para cavar.”

domingo, 8 de março de 2009

Sugestões para os próximos dias


10 de Março (terça-feira):

LISBOA - Casa Fernando Pessoa
Maria Teresa Horta vai estar na Casa Fernando Pessoa para apresentar a sua Poesia Reunida no dia 10 de Março, pelas 18h30m.
“Poesia Reunida” de Maria Teresa Horta, com prefácio de Maria João Reynaud e edição D. Quixote, será apresentada por Fernando J.B. Martinho.


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11 de Março (quarta-feira):

LISBOA - Casa Fernando Pessoa
Dia 11 de Março o livro “Dispersão - Poesia Reunida”, de Nuno Dempster (ed. Sempre-em-Pé) será apresentado na Casa Fernando Pessoa, pelas 18H30 por António Cândido Franco. No decorrer da mesma sessão haverá leituras de poemas pela actriz Sylvie Rocha.




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12 de Março (quinta-feira):

LISBOA - Casa Fernando Pessoa
12 de Março, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa: Apresentação do livro “A Cabeça de Fernando Pessoa”, de Luis Filipe Cristovão, título integrado na Colecção Pasárgada (Editora Ardósia).



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13 de Março (sexta-feira):

PORTO - Clube Literário do Porto
13 de Março, pelas 21H30, no PIANO-BAR do Clube Literário do Porto:
POESIA DE CHOQUE
Organização: António Pedro Ribeiro e Luís Carvalho




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14 de Março (sábado):

PORTO - Clube Literário do Porto
14 de Março, no PIANO-BAR do Clube Literário do Porto, pelas 17horas:
Apresentação do livro «As Letras como Poesia» de Vitorino Almeida Ventura
Com a presença de Isaura Afonseca
Apresentação por Fernando de Castro Branco
As Letras como Poesia (Ed. Objecto Cardíaco) é uma análise literária do trabalho de nove letristas, incluindo Adolfo Luxúria Canibal e os Mão Morta.


PORTO - Livraria Salta Folhinhas
Apresentação do livro "Poemas para Brincalhar" da autoria de João Manuel Ribeiro (ed.Trinta por uma linha), com ilustrações de Anabela Dias, no dia 14 de Março, pelas 11.30h, na Livraria Infantil Salta Folhinhas (Rua António Patrício, 50, Porto).

Novidades Ardósia (Colecção Pasárgada)


A Cabeça de Fernando Pessoa

Autor: Luís Filipe Cristóvão
Editora Ardósia, Colecção Pasárgada
2009







Sobre o livro (do prefácio de Edimilson de Almeida Pereira):
Para o leitor que desejar, esta colectânea fornece apelos que a relacionam às demandas da intertextualidade, da tradição e talento individual, e da selecção de um paideuma - aspectos que identificam a oficina do autor e apontam as suas áreas de gravitação. Porém, quando se propõe a realizar "uma simples releitura/ da nossa história da literatura", o autor de A Cabeça de Fernando Pessoa sugere outra, e mais tensa, dimensão para o diálogo. Ao invés de restringi-lo à lógica do reconhecimento, Cristóvão analisa as fendas entre os discursos e pondera que o mundo conhecido (na série social e na série literária) vem a ser, de facto, uma forma de estranhamento à consciência do sujeito. Por isso, o diálogo, nesta colectânea, acena para uma lógica da dissonância, que coloca em xeque a evidência do reconhecimento (Cristóvão em Campos/ Kazuo /Bocage/ Drummond) ressaltado acima.

Sobre o autor:
Luís Filipe Cristóvão (Torres Vedras/ 1979) é autor dos livros de poesia Registo de NascimentoPequena Antologia para o Corpo (Col. Palavra Ibérica, 2007), E como ficou chato ser moderno (Livrododia, 2007), Santa Cru (Livrododia, 2008) e do blogue 1979: www.milnove79.blogspot.com


Sobre a Colecção Pasárgada:
É uma pequena colecção de poesia, cujo nome é uma clara homenagem ao poeta brasileiro Manuel Bandeira, que se insere no espaço luso-brasileiro e que tem como objectivo a divulgação de poetas contemporâneos ainda pouco divulgados em Portugal. Cada título da colecção é numerado, rubricado pelo autor e primeiras e únicas edições.

sábado, 7 de março de 2009

Ruy Ventura traduzido nos EUA

Acaba de ser publicada nos Estados Unidos da América, em San Francisco (Califórnia), uma tradução do livro de poesia de Ruy Ventura “Assim se deixa uma casa”. A obra agora dada a lume com o título “How to leave a house” surge no âmbito do projecto “Second Mind”, contando com uma versão inglesa da responsabilidade de Brian Strang, que já antes publicara nessa língua poemas de Ruy Ventura, nomeadamente na revista “26: A Journal of Poetry and Poetics”, editada também na cidade californiana, e em publicações electrónicas.

Brian Strang vive em Oakland e é professor na San Francisco State University e no Merritt College. Publicou, entre outros, os livros “Incretion” e “machinations”. Tem traduzido, em conjunto com Elisa Brasil, poemas de vários autores contemporâneos de língua portuguesa.

“Assim deixa uma casa” teve a sua primeira edição em Portugal em 2003, pelas edições Alma Azul, de Coimbra. Tratou-se de uma edição bilingue, em português e espanhol, com versão e prefácio de Antonio Sáez Delgado (Cáceres, 1970), um dos mais importantes estudiosos e divulgadores da literatura portuguesa dos séculos XX e XXI em Espanha.

Ruy Ventura (Portalegre, 1973) reside e trabalha no concelho de Sesimbra, onde é professor. Publicou, em poesia, “Arquitectura do Silêncio” (Lisboa, 2000; Prémio Revelação de Poesia, da Associação Portuguesa de Escritores), “sete capítulos do mundo” (Lisboa, 2003), “Assim se deixa uma casa” (Coimbra, 2003), “Um pouco mais sobre a cidade” (Villanueva de la Serena, 2004) e “O lugar, a imagem” (Badajoz, 2006); em 2009 editará o original “Chave de ignição”, com edição simultânea em Portugal (edições Cosmorama) e em Espanha (Littera Libros). Como investigador, trabalha neste momento num projecto dedicado ao estudo da toponímia e do património religioso de uma parte do barlavento algarvio. Coordena os blogues “Estrada do Alicerce” (www.alicerces1.blogspot.com) e "Arquivo do Norte Alentejano" (www.nortealentejano.blogspot.com).

sexta-feira, 6 de março de 2009

Poesia no Metro do Porto

Hoje e amanhã o Metro do Porto promove o evento «Um Porto de Poesia no Metro», com sessões de leitura de poemas de Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Camilo Castelo Branco, António Gedeão e Álvaro Barciela, entre outros, poemas esses que serão lidos por Maria de Lourdes dos Anjos, Jorge Vieira e Castro Reis (que também irão ler poemas de sua autoria).
Sexta-feira: a partir das 18H00 da estação da Trindade à estação da Póvoa de Varzim, na Linha Vermelha (B) e viagem de regresso.
Sábado: a partir das 10H30, da Trindade/Matosinhos Sul, na Linha Azul (A) e viagem de regresso à Trindade, onde será servido vinho do Porto.

Pnet Literatura

No pnet literatura, um texto de Jorge Reis-Sá sobre o porosidade etérea.
O meu agradecimento e uma pequena nota: o poema que deu o nome a este blogue é de António Gedeão.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Doze Cantos do Mundo

Vai ter lugar no próximo dia 7 de Março, pelas 17 horas, na Biblioteca Municipal de Sintra, a cerimónia de entrega do Prémio Literário Oliva Guerra 2008 atribuído ao poeta Amadeu Baptista pela obra "Doze Cantos do Mundo".


Gustav Coubert: A Origem do Mundo (1866)

Para os que esqueceram
a nudez com que aqui chegaram,

e de onde todos chegam,

crio.

A perda,

a perda que é sempre só resgate,
vem comigo,

quer dizer,
ponho-a nos quadros
para que, na exibição do ultraje,
nada se extinga,

nada se perca
e tudo se transforme.

Este é o rosto invisível de um quasar,

e a mulher que posa é Joanna Hiffernan,
a amante de um amigo,

enquanto o mundo,
o velho mundo,
se esquece que há em Deus
muitos mistérios

e que são os homens que os fazem.

O que se escuta, aqui?

Talvez só se escute alguma coisa estranha,

que os ocres e os vermelhos sublinham
com as insinuações brevíssimas na folhagem
que corre no talude.

Ou o ruído,
quase imperceptível,
de uma aranha a fazer a teia,
a luminosa teia da manhã.

Ou, talvez, se escute
a dimensão do universo,
com os seus firmamentos irreais,
as suas bocas, hiantes,

a adocicar os negros,
os meios tons,
a grave claridade de um grito a derramar-se
no fundo de um ribeiro.

Ou isso, ou muito mais:

o pôr-do-sol,
as raparigas que passam com os seus lenços
brancos,
perseguidas por homens em cujos olhos
vai o carro de Zeus,
e Apolo,
e as Eríneas,

e a aurora,
com o seu labor operário

no ar recém lavado
da imundície da cidade,
onde a soberba dos ricos
ainda dorme

e onde há órfãos insones,
em busca,
pelos cantos,
de um pão, ainda que recesso.

Eu crio:

estrume,
ou esterco,

crio,

para que o meu testemunho,
sob o efémero,
possa aguilhoar as almas
e consumar
a união entre o diverso e o transitório,

e não haja mais escândalo
que o escândalo
de ser a soberba a nossa ignorância

e a nossa ignorância a desventura.

O que há para ver nos genitais de Joanna?

O fogo?

A presença divina?

A parte da memória que não sabemos
onde está escondida?

A anunciação?

A carroça de feno que os peixes
empurram porque não há
estrelas na noite?

A expectação?

O ribombar dos canhões
no campo de batalha?

O fim de tudo?

A deposição?

O terror do martírio?

A serpente?

Ou só, apenas,
o indício seguro
de que a nossa humanidade é assim,
terna e tenra,
oferente e solícita,

ainda que tudo seja
aterrador
e a aflição
nos cerque?

Joanna é doce,

suporta sem queixume
a pose que lhe impus,

e sabe como,
no princípio,
cobria tudo a treva,

e a mulher chegou
toda de branco,
com uma luz nos olhos e os dedos
abertos
para a farinha,

e que, aos seus ombros,

vieram aves
que, de árvore em árvore,
cantaram o fulgor das primícias,

os frutos,

o sangue vivo
que vinha da mulher numa corrente
purificadora.

Eis o conjuro:

estar vivo.

E passam nos meus olhos
imagens dos amigos,

e Juliette Courbet, dormindo,
como uma criança,

Gabrielle Borreau,
que olha o infinito,

e Besançon,
e os campos floridos
onde brinquei em menino

a roubar ninhos,
a explorar as grutas,
a desvendar a vida.

Joanna é doce,
sorri-me quando pode

e canta,
para entreter a monotonia
a que a pose para este quadro obriga:

e eu olho-a,
e olho-me,

e escuto-a a cantar
como se fosse um pássaro de ausência,

e eu um homem
sem mais remédio
do que pintar assim

como que fascinado,
como que enfeitiçado,

a suprir uma falta,

uma falta imensa na luz que me convoca.

Para os que esqueceram a nudez
com que aqui chegaram,

e de onde todos chegam,

crio,

apenas.


Amadeu Baptista

(do livro '"Doze Cantos do Mundo")

quarta-feira, 4 de março de 2009

Colóquio Internacional em Évora

Ilustração de Norman MacDonald

Vai realizar-se, nos próximos dias 13 e 14 de Março, o Colóquio "Almutâmide e a Poesia do Garb al-Andalus", na Universidade de Évora, Palácio do Vimioso.
Este evento, que conta com a participação de alguns dos mais prestigiados arabistas e investigadores nacionais, espanhóis e marroquinos, resulta de uma parceria entre o CEDA - Centro de Estudos Documentais do Alentejo-Memória Colectiva e Cidadania, o CIDEHUS-UE - Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora e o Município de Évora.
Para desenvolver a temática “Almutâmide e a Poesia do Garb al-Andalus” estarão presentes Jorge Araújo, José Ernesto de Oliveira, Fernanda Ramos, José Nascimento, Embaixadores de Marrocos, Argélia e Tunísia, Francisco Naia, Mafalda Soares da Cunha, Filomena Barros, Rui Arimateia, Eduardo M. Raposo, Cláudio Torres, António Rei, Fernando Branco Correia, José Alberto Alegria, João Pereira Santos, Hayat Kara, Omar Suisse, André Simões, Nadia Bentahar, Tiago Bensetil, Teresa Garulo, António Dias Farinha, José Alberto Machado e Hermenegildo Fernandes.
Haverá ainda uma sessão de homenagem a António Borges Coelho e uma noite de convívio com gastronomia mediterrânica, dança oriental, recital de poesia bilingue e música árabe.

Mais informações:
Data limite de inscrição: 9 de Março de 2009
Contactos: 96 136 12 86 (Eduardo M. Raposo) e 96 962 47 73 (Filomena Barros)
E-mail: memorialentejana@gmail.com; eduardomraposo@portugalmail.pt; mfbarros@uevora.pt

Os dias do Amor em Faro (parte IV)


Apresentação da antologia "Os dias do Amor" no passado dia 14 de Fevereiro, na Livraria Pátio de Letras, em Faro.
Vídeo de Adão Contreiras.


Definição do Amor


É um nada Amor que pode tudo,
É um não se entender o avisado,
É um querer ser livre e estar atado,
É um julgar o parvo por sisudo;

É um parar os golpes sem escudo,
É um cuidar que é e estar trocado,
É um viver alegre e enfadado,
É não poder falar e não ser mudo;

É um engano claro e mui escuro,
É um não enxergar e estar vendo,
É um julgar por brando ao mais duro;

É um não querer dizer e estar dizendo,
É um no mor perigo estar seguro,
É, por fim, um não sei quê, que não entendo.

Anónimo
(Séc. XVII-XVIII)



-o caçador.cativo

...............................................ao joão rasteiro

......em vão procuraram.se nas cidades

percorreu continentes e
quando desistiu
encontrou.se solto no ritmo lento
de uma valsa
dançada em contra.mão

desintegrado

sentiu as ondulações das cearas
que cearou em dança lenta
regressou estranho às recordações de antanho
antanho era a linguagem de seus avós

cresceu junto à terra gretada
pela fome das manhãs abertas
desde cedo sentiu a boca
apagada de desejo de terra pão
fustigada pelo vento

pulou a cerca
construída sobre os dias
como as copas das árvores que
costumava ouvir à noite entregue
aos seus passos de caçador furtivo
foi numa dessas deambulações que a encontrou
solta
aproximou.se
ela a medo levantou as asas
no voo ferido

soltou os cães e
ficou suspenso à dança do animal

em voo
primeiro raso
depois mais alto
arribando em direcção ao mundo
em tons de mel

engrossou o batimento das asas
ao som da pressa
do homem / caçador / cativo
daquele voar
enquanto filados
os cães esperaram a voz de comando

ele muito aquém da aventura
seguiu.lhe o volteio e
o silêncio da terra foi o elo que os uniu

ele o caçador cativo
ela solta à migração

o desejo deixou.os sob um manto de horas
semeadas a esmo
que estranho aquele olhar que
se projectava na mira do caçador
tornando.a vulnerável ao cúmplice
jogo do agarra e foge
ele o enfabulador
regressou caçador
ela de asas fechadas
pronta a deixar.se prender
olhou.o
ele viu.se
projectado no olhar em flash

uma ave / dona


gabriela rocha martins
(1948)




Antologia

Uma antologia é uma conclusão,
Mas ela apresentou-se assim, no meio daquelas pessoas.
Detalhou o seu melhor
Nas melhores palavras que executavam o meu silêncio.

Eu apresentei-me como poema do dia, como sempre fiz.
Apresentei-me como o último retrato do sol
Ou a última nuvem do romance que li.

Para minha surpresa, um dia mais tarde,
Ao ler-lhe a novíssima edição da antologia,
Apareci eu, vestido deste poema.

Tiago Nené
(1982)



O Amor é um Claro Mês

Os dias de chuva deixaram a memória aberta aos ventos. Lembro-me de ti e lembro-me de ontem. Vi-te. Sorrimo-nos. Era um silencioso e branco navio esse sorriso. Havia luz.
Amo-te, quero dizer-te. Amo-te como se nada mais existisse para lá de ti e de mim e da chuva breve. Tudo é simples. O amor é um claro mês. Mas as palavras são nada.
No silêncio poderia voar um pássaro que eu não soubesse nomear. Poderia haver um lugar desconhecido de todas as geografias. Poderia existir tão apenas uma ausência que deixa saudade e melancolia. Já viste a lua?

Fernando Cabrita
(1954
)

terça-feira, 3 de março de 2009

Tríptico Fálico de Vítor Vicente

Depois de "Tríptico do Narciso", (editora Canto Escuro), acaba de sair, pela editora Apenas Livros, o novo livro de poesia erótica de Vítor Vicente "Tríptico Fálico", que segue a sequência do "Tríptico do Narciso".
A fim de promover o recém-publicado "Tríptico Fálico", o Rascunho e a Canto Escuro estão a oferecer 3 exemplares do seu antecessor (Tríptico do Narciso) a quem for mais criativo e escreva uma frase, através do twitter, com as palavras "tirar os três".
O passatempo decorre aqui.

Recordar Maria Gabriela Llansol

Hoje, 3 de Março, um ano após a sua morte, Maria Gabriela Llansol é recordada com leituras dos seus textos e cadernos inéditos.
A sessão tem lugar a partir das 18H30, na galeria da Assírio & Alvim em Lisboa (Rua Passos Manuel, 67B), sob a organização de João Barrento e do Espaço Llansol.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Página sobre Fernando Pinto Ribeiro


Numa homenagem ao poeta Fernando Pinto Ribeiro, falecido no passado dia 20 de Fevereiro, o lavra... Boletim de Poesia editou a página na internet "Tributo ao Poeta Fernando Pinto Ribeiro", que pode ser visitada a partir deste momento aqui.

domingo, 1 de março de 2009

Búzio


Trouxeram-me um búzio.

Dentro dele canta
um mar de mapa.
Meu coração
enche-se de água
com peixinhos
de sombra e prata.

Trouxeram-me um búzio.

Federico García Lorca
(tradução de José Bento)

Interpretado pela Andante:

Voz: Cristina Paiva; Sonoplastia: Fernando Ladeira

Os dias do Amor em Faro (parte III)


Apresentação da antologia "Os dias do Amor" no passado dia 14 de Fevereiro, na Livraria Pátio de Letras, em Faro.
Vídeo de Adão Contreiras.


Se fosse no séc. XIX


Se fosse no séc. XIX
diria dos teus lábios que são mel.
Mas hoje quase nada nos comove
e é ridículo falar da pele.

Assim escrevo os poemas e fraquejo
temendo uma imagem duvidosa.
Nem métrica nem rima: só a prosa
me é dada pra dizer que te desejo.

E temo sobre tudo a impressiva
metáfora, a hipérbole, o efeito,
a frase rebuscada e excessiva

do tipo «a água, o lume incandescente».
Escrever com emoção é um defeito
e amar-te, meu amor, é estar doente.

José Carlos Barros
(1963)



Acróstico

Invisível a meus olhos,
........trago-te sempre no coração
Te envio um adeus feito paixão
........e lágrimas de pena com insónia.
Inventaste como possuir-me
........e eu, o indomável, que submisso vou ficando!
Meu desejo é estar contigo sempre
........oxalá se realize tal desejo!
Assegura-me que o juramento que nos une
........nunca a distância o fará quebrar.
Doce é o nome que é o teu
........e aqui fica escrito no poema: Itimad.

Al-Mu'tamid
(1040-1095)


(tradução de Adalberto Alves)

Sugestões para os próximos dias


5 de Março (quinta-feira):

ÉVORA - Bibliocafé Intensidez
Vai ter lugar, no Intensidez Bibliocafé, no próximo dia 5 de Março, pelas 22 horas, a apresentação do livro "A Cigarra e a Formiga", de Martins Fontes e Rui Calisto.
A apresentação será feita por Rui Calisto.
Partindo da ideia original da tradicional história, ao longo de 88 páginas, ilustradas por João Cabaço, o livro “fala da importância da poesia e do sonho nas nossas vidas”.
De Martins Fontes são os poemas que compõem as falas das personagens. Rui Calisto revela que a ideia de escrever esta história surgiu a partir de dois poemas de Martins Fontes, depois escolheu mais três, do mesmo autor, e construiu uma peça de teatro usando para as falas das personagens os referidos poemas. Toda a prosa do livro é original e da autoria de Rui Calisto.
O Intensidez Bibliocafé fica na R. do Escrivão da Câmara, 10-10A, em Évora.

PORTO - Café Progresso
Poesia In Progress
Amor em tempo de crise
Leitura de poemas: Cláudia Novais, André Sebastião, Olga Oliveira, Celeste Pereira, António Pinheiro, Mário Lima.
Acompanhamento: Tango Argentino (Inês Tabaja e Fernando Leal).
5 de Março, dia 9 de Fevereiro, no Café Progresso (Rua Actor João Guedes, nº5, no Porto).
Organização: Livraria Poetria.



CASTELO BRANCO - Bar Património
A obra de António Salvado é o tema do próximo “Colóquios do pensar”, organizado pela Associação Nacional de Professores, no Bar Património, em Castelo Branco, no próximo dia 5 pelas 21 horas. A sessão será preenchida com uma apresentação do poeta pelo metereologista e escritor Manuel Costa Alves e com um recital de poemas de António Salvado pelo grupo de teatro "Mãos ao Ar".

LISBOA - Palácio da Independência
No dia 5 de Março, vai ter lugar no Salão Nobre do Palácio da Independência (Largo de S. Domingos, Rossio), pelas 18 horas, uma Sessão Cultural no âmbito do 179.º nascimento do poeta João de Deus e da Embaixada da Casa do Algarve ao concelho de Sines, com duas palestras: “A Estrutura Urbana da Cidade de Silves” (por Rogério Mena Gomes) e “João de Deus e a sua Obra” (por António de Deus Ponces de Carvalho).
Organização: Casa do Algarve e Sociedade Histórica da Independência de Portugal.


LISBOA - Bar Frágil
Sessão de Poesia no Frágil, a partir das 23h00.
Poesia de Luiza Neto Jorge.
Actriz: Lucília Raimundo
Músico: Adriano Filipe
DJ: Vítor Silveira




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6 de Março (sexta-feira):

FARO - Livraria Pátio de Letras
Dia 6 de Março na Livraria Pátio de Letras às 21H30: apresentação por José Carlos Barros do livro de poesia “Os Animais da Cabeça” de Rui Dias Simão.
Leitura de poemas por Vitor Correia.





LISBOA - Biblioteca Orlando Ribeiro
A Papiro Editora promove no próximo dia 6 de Março pelas 21h30m, no âmbito do Dia Internacional da Mulher, uma tertúlia intitulada Palavra de Mulher, que reune cinco autoras no auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro, em Lisboa.
Estarão presentes Maria Quintans, Teresa Salvado, Joana Branco, Otília Martel e Cristina Soares, autoras respectivamente de Apoplexia da Ideia, Das Minhas Águas Furtadas, Café, Canela e Coração, Menina Marota e Gineceu.

ODIVELAS – Casa do Largo
Vai realizar-se no dia 6 de Março mais uma sessão da tertúlia quinzenal "Palavreando", pelas 22 horas, na Casa do Largo, Centro de Exposições de Odivelas.
Um local onde os tertulianos poetas, escritores, amantes da poesia, anónimos ou conhecidos conversam, ouvem e lêem poesia.


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7 de Março (sábado):

TORRES VEDRAS - Livraria Livrododia
Dia 7 de Março, pelas 16 horas na Livraria Livrododia - Centro Histórico, em Torres Vedras, vai ter lugar a apresentação do livro “A Cabeça de Fernando Pessoa” de Luís Filipe Cristóvão (ed. Ardósia, Col. Pasárgada, 2009).
A apresentação estará a cargo do editor Ozias Filho.




LISBOA - Galeria Colorida
Conferência Falando de Fado, com Adalberto Alves, seguido de excerto do espectáculo "Papoila de Odiana", Dançar a Poesia de Almutâmide, com Elsa Shams, Eduardo M. Raposo, Tiago Bensetil e Nuno Faria.
Sábado, 07 de Março, 17:00, na Colorida Galeria de Arte: Rua Costa do Castelo, 63 - Lisboa, Mouraria (entrada pela Esc. Marquês de Ponte de Lima, 1A)


ÉVORA - Bibliocafé Intensidez
No Intensidez Bibliocafé, no próximo dia 7 de Março, pelas 21H30, Ensaio e Poesia Angolana: Francisco Soares apresentará dois autores angolanos, Quino e Abreu Paxe.
O Intensidez Bibliocafé fica na R. do Escrivão da Câmara, 10-10A, em Évora.

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8 de Março (domingo):

PORTO - Clube Literário do Porto
Poesia no Feminino no Clube Literário do Porto
O Clube Literário do Porto (Rua Nova da Alfândega, 22) vai comemorar o Dia Internacional da Mulher com uma tertúlia intitulada Poesia no Feminino – a Poesia tem género?
O evento contará com a presença das autoras Ana Luísa Amaral, Minês Castanheira e Alexandra Malheiro, estando a moderação a cargo do jornalista e escritor César Príncipe.
O evento promete muita poesia, conversa e partilha de sensibilidades poéticas entre mulheres e homens.
Dia 8 de Março, pelas 17h00, no Auditório do CLP.

Nova editora

No passado dia 5 de Fevereiro nasceu a editora Temas Originais que já editou dois livros e procura mais autores com obra pronta a editar.
Esta editora tem sede no Porto (Rua de Vilar, 74 – 2.º - 4050-625 Porto) e tem delegações em Coimbra e Lisboa.
Para mais informações:
E-mail: temas.originais@gmail.com
Blogue: http://temasoriginais.blogspot.com/

Os dias do Amor em Faro (parte II)


Apresentação da antologia "Os dias do Amor" no passado dia 14 de Fevereiro, na Livraria Pátio de Letras, em Faro.
Vídeo de Adão Contreiras.


Um sistema de relação


Considere-se o caso em que A é igual a 1.
Obtém-se a função ípsilon igual a X à vida inteira
partindo da convicção que nenhum amor é para sempre
sendo A o mínimo absoluto do que és capaz de amar
e 1 uma falha de expressão comum ao tempo
em que sofrias fechada num quarto
a sentir uma régua de luz com origem sobre o teu rosto
a definir a região inundada do teu espaço
à medida que o tempo ocupa uma parte da cidade
e a tua situação representada numa estação de comboios
onde o esquema da vida se define por perpendiculares
aos dias cruzados na tua memória
sendo cada dia um gesto que te posiciona
em relação a todos os medos
mentiras de origem abjectas
e a proporção de ípsilon na mais estranha irracionalidade
no centro de um jardim onde se passeia geometricamente
apenas com o pensamento intimamente ligado
por símbolos de circunferência e dimensões harmoniosas
comparando o valor da vida à mais bela arquitectura
da experiência e da perda
um processo prático desenvolvido no laboratório
das horas mais simples e gráficas
ordenadas de uma forma circular
no teu caso um valor compreendido
entre duas questões humanas
por comparação do que foi destruído
pois há uma maior concentração de tristeza nos teus olhos
se designarmos por sofrimento algumas atitudes provocadas por 1
e se traçarmos duas rectas de amor paralelas à desigualdade de amar
e que passem pelos dias intuitivamente felizes
nesse quarto classificado de nuvens pesadas
onde a tua vida é agora inferior à média da felicidade
se concluirmos que o estado de ser feliz é um ponto diário
que varia de predominância e influência
nos tempos nulos condenados e negativos
na figura mínima encostada ao balcão do álcool
numa noite de cubos de gelo
e o que uma bebida especial
servida à mistura com a estratégia das palavras fez dos teus planos
calculando agora o valor referente aos lucros do amor e das promessas
introduz as marcas do teu corpo e obténs as medidas do teu prejuízo
define o tempo correspondente a cada acto de amor
seleccionando o menu da tua experiência
e tens uma lista que confirma o historial da tua personalidade
para que função o problema X tem significado
se o volume da tua casa tem todas as janelas fechadas
e o teu corpo é um fio de comprimento que mede a solidão dos dias
ou se os teus braços já não traçam
uma recta de prazer abaixo da cintura
ou ainda se o teu sexo é um foco distante que se fecha em curva
e não há intersecção nem arco entre dois corpos
considerando as arestas da tua vida propriedade de defesa
uma estimativa do tempo ao fim do qual tudo se perde
e tens deste modo um amor protagonizado pelo desespero
sujeito às regras da obediência e da ilusão.

Fernando Esteves Pinto
(1961)