domingo, 8 de fevereiro de 2009

Novidades Canto Escuro


Efeitos Secundários
Autor: Antonio Martínez i Ferrer
Editora Canto Escuro


Sinopse:
"Efeitos Secundários" é um livro bilingue (Português e Espanhol) de poemas onde António Martinez reflecte o processo de uma grande doença. O livro articula-se como um diário poético da luta contra a doença. É, portanto, um caso insólito de poesia escrita desde a doença, na doença e não, como é habitual, uma vez que esteja superada, na convalescença ou quando a dor é só uma recordação. A palavra situa-se no limite, tenta dizer-se ainda e quando o sofrimento anula ou dificulta ao máximo; é um esforço sustentado para manter a lucidez, reflectir, anotar os cambiantes estados de ânimo; escrever quando apenas se tem forças para suster a pena ou o pensamento, criar beleza desde a consciência aguda da dor. O livro vai-se dividindo em secções, a negrito, que são as semanas do tratamento até chegar ao último apartado: “Décima quarta semana”.

Sexta-feira 27


A fúria
floresce com pestilentes odores.

A raiva
esmaga o sorriso,
e come o alento das minhas palavras.

O bater do chicote
mostra minha outra pele miserável.

Perdi
os passos da calma.

Que desditosa
a voz irascível que destrói.

Efeitos Secundários", do valenciano Antonio Martínez i Ferrer, com tradução de Vítor Vicente, começa com um prólogo do poeta espanhol Antonio Crespo Massieu.
Este poemário é um relato da experiência do autor, no tratamento da Hepatite C.
Parte das receitas revertem a favor da associação SOS Hepatites.

Outras sugestões para os próximos dias



10 de Fevereiro (terça-feira):

LISBOA – Atrium Saldanha
No dia 10 de Fevereiro vai ter lugar o lançamento do livro de poesia "Efeitos Secundários" de Antonio Martínez i Ferrer (editado pela Canto Escuro), no Atrium Saldanha (zona da restauração), pelas 17 horas.
A apresentação do livro estará a cargo da Associação SOS Hepatites, do autor, e do tradutor e editor Vítor Vicente.
Estarão presentes médicos e figuras públicas que apoiam a SOS Hepatites.

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11 de Fevereiro (quarta-feira)
:

S. DOMINGOS DE RANA – Esc. Sec. Frei Gonçalo de Azevedo
No dia 11 Fevereiro, a Andante apresentará o espectáculo de poesia "Às escuras, o amor", na Escola Secundária Frei Gonçalo de Azevedo (São Domingos de Rana), pelas 15H00.






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12 de Fevereiro (quinta-feira):

OLHÃO – Biblioteca Municipal
No dia 12 Fevereiro, a Andante apresentará o espectáculo de poesia "Às escuras, o amor", na Biblioteca Municipal de Olhão, pelas 15H30.







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13 de Fevereiro (sexta-feira):

ERICEIRA – Biblioteca Municipal
No dia 13 Fevereiro, a Andante apresentará o espectáculo de poesia "Às escuras, o amor", na Biblioteca Municipal da Ericeira, pelas 21H30.



PORTO – Clube Literário do Porto
"Poesia Provocatória": a próxima sessão da Poesia de Choque no Piano Bar do Clube Literário do Porto acontece dia 13 de Fevereiro, sexta-feira, às 21h30, pelas vozes de António Pedro Ribeiro e Luís Carvalho.



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14 de Fevereiro (sábado):

ALCOCHETE – Biblioteca Municipal
No dia 14 Fevereiro, a Andante apresentará o espectáculo de poesia "Às escuras, o amor", na Biblioteca Municipal de Alcochete, pelas 22H00.




CARCAVELOS – Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos
Sessão de apresentação do Livro de poesia “baloiçArte” de carlos peres feio, editora “Apenas Livros, Lda - Lisboa”
Na sede da Sociedade Recreativa Musical de Carcavelos no dia 14 de Fevereiro pelas 17 horas.
O livro “baloiçArte” reune versos relacionados com os temas Mulher/Amor e o prefácio é de António Feio.

Na estante de culto

Dispersão
Poesia Reunida

Nuno Dempster
Edições Sempre-em-Pé

Está nas livrarias há poucos dias, este belíssimo livro de 290 páginas com 216 poemas de Nuno Dempster, que engloba quase toda a produção poética do autor (de 1998 a 2008).


ÍTACA

........Quando partires, em direcção a Ítaca,
........
que a tua jornada seja longa (...)
........
Konstantinos Kavafis

Se ao longe imaginares Ítaca,
que não te dê saudades.
Uma ilha é um monte sem caminhos.
Descansam nela as aves migratórias,
e a gente que a povoa
gasta o tempo a sonhar aonde irão
as aves no seu alto voo
quando partirem.
E sobretudo Ulisses há-de
segui-las com os olhos,
lembrando-se de Circe.
O azul, digo-te, é uma cor volúvel,
e o céu e o mar são só desertos.

..................


Não é sem alegria que olho em volta,
mesmo nesta hora longa de inventários
virtualmente unidos num apenas,
atravessando o tempo construído
com paciência, verso a verso,
até exaurir o que parece inexaurível.
A memória é um largo campo
com imagens tão díspares
como o voo dos patos ao cair do sol
e um homem trespassado de estilhaços
na selva da Guiné, sem perceber
porque a vida se lhe ia com o sangue,
talvez selando o peito
com a palavra azar, sem nenhum deus
ou lugar que o remisse, bicho casual
que deveria ter nascido anos depois
para tentar a sorte, o carro, a casa,
a mulher que o esperava com os dois anéis,
a vida degradada e o país podre,
com certeza pequenos sinais usados
em prosa de ficção, evitando-se a mãe
que chorava em silêncio a sua morte,
isto é, o melodrama, precisando:
o excesso de verdade, arquétipo difícil.
E no entanto não é sem alegria
que olho em volta de mim,
por dentro de mim mesmo, e sei
ter visto algo só meu,
as estrelas cadentes do Verão,
aquelas que riscavam certas noites
e que não mais irão voltar.
Não falo das estrelas
que atravessam o céu como antes,
são meteoritos apenas,
mas das noites vividas, horas únicas,
não interessa qual a sensação,
sequer os sentimentos que seguiam
o traço luminoso e breve,
interessa a riqueza vária e vaga
que juntei e descrevo longamente,
ó doce solidão enumerável.


"Nuno Dempster, nascido em 1944 na Ilha de São Miguel, Açores, inicia com Dispersão - Poesia Reunida, um trajecto invulgar na poesia contemporânea. E invulgar, desde logo pela estreia tardia, pela dimensão e pelas características deste volume que, como se explica na Nota que o encerra, inclui poemas escritos ao longo de mais de dez anos, organizados em sete áreas temáticas que bem poderiam constituir-se em livros independentes. Assim agrupados, representam a diversidade dos assuntos que o percorrem e lhe conferem uma dispersão e amplitude hoje pouco comuns. Poesia mais reflexiva que efusiva, encontra o nexo estruturante num discurso muito próprio e na incessante indagação acerca da existência do Homem no tempo pessoal e histórico que lhe é dado viver.
(...)
Depurado e sóbrio, com preferência pela frase longa, pelo verso livre só na aparência, pelo decassílabo e pela acentuação na sexta sílaba, Nuno Dempster parte de uma rica tradição poética de que se revela herdeiro, sem cedências ao comum. Na claridade do seu olhar poético, na música dos seus versos, perpassa um desencanto, uma melancolia subtil porque toda a beleza é efémera ou intocável, toda a comunhão, adiada, o passado sem remédio, e a vida, enfim, uma brevidade sem apelo."
Soledade Santos

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O maior poema de S. João da Madeira

O “Poesia à Mesa” teve início em 2003, no dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia, por iniciativa da Câmara Municipal de S. João da Madeira em parceria com associações e instituições do concelho, com o objectivo de que os habitantes de S. João da Madeira lessem mais poesia e, tentando também implementar a leitura como mecanismo indispensável de informação, aprendizagem e conhecimento.
Desde essa data que todos os anos, na semana em que se comemora o Dia Internacional da Poesia, os declamadores invadem os bares e os restaurantes da cidade para declamar poesia.
Há também workshops sobre poesia, exposições, feiras de livro, distribuição de livros pelos cafés, ementas poéticas nos restaurantes, animações de rua, decoração de montras com poesia, tertúlias poéticas, enfim... uma autêntica celebração da Poesia por toda a cidade.
Este ano de 2009, a associação cultural Teia dos Sentidos convida todos os indivíduos, que de algum modo estejam ligados a S. João da Madeira, a escreverem "O maior poema da cidade", que ficará em exposição na biblioteca municipal sanjoanense entre 16 e 22 de Março.
Os interessados deverão enviar até um máximo de quatro versos inéditos sobre a "Primavera" até ao dia 8 de Março por e-mail, para: teiadossentidos.geral@gmail.com, ou por carta, para: Rua Vale de Cambra, nº 203, 3700-297 S. João da Madeira.
Podem participar todos os cidadãos, independentemente da idade, sendo apenas necessário que tenham algum tipo de ligação a S. João da Madeira (através da residência, emprego, escola, movimento associativo, etc).
Todos os trabalhos deverão estar devidamente identificados com os dados do autor (nome completo, idade, profissão, nome da empresa onde trabalha ou escola que frequenta e o tipo de relação com o município sanjoanense).
À medida que os versos forem chegando, a Teia dos Sentidos irá publicá-los nos blogues http://omaiorpoemadacidade.blog.pt e http://poesiaamesa.blogspot.com .
Mais informações aqui: http://simbiose.sitesedv.com

Poesia Lusófona em Buenos Aires

Sábados, às 22h00 de Lisboa, aqui:
http://www.arinfo.com.ar
"Poesia y Algo Más"
programa conduzido por Maria Elena Sancho

Domingos, às 20h00 de Lisboa, aqui:
http://www.raices885.com.ar
"FM Raices"
programa conduzido por Ana Maria Garrido

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Na estante de culto

Estação Suspensa
António Ferra
Editora: Europress
Colecção Gema - 4
Data: Janeiro 2009
Páginas: 64







8. na brusca mudança de estações

Lá em baixo um cigarro brilha o lume e a fome, quando uma cortina se agita neste princípio do Verão, a almofada ainda quente das palavras nascidas da rouquidão de um gesto lasso. É na intimidade que se morre, antes que o álcool se extinga e não restem mais cigarros sem sabor, só aqueles a que o fim da noite obriga na brusca mudança de estações.

9. entre contentores de lixo
Às vezes, quando estou a tentar dormir, ouço uns rumores imperceptíveis misturadas com a noite de todos os gemidos. Há muita gente que anda assim, gente que circula entre contentores do lixo, à espera da reciclagem das almas, num exercício pragmático da fome.

Novidades Livrododia

A Livrododia Editores prepara, em 2009, o lançamento de três livros premiados. O primeiro deles será Lábio Cortado, de Rui Almeida, vencedor do Prémio de Poesia Manuel Alegre, da Câmara Municipal de Águeda.
Entretanto, mantém-se aberto aos concorrentes o Prémio Literário Luiz Teixeira, da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, cujos vencedores, nas categorias de prosa e poesia, serão também lançados com o selo da Livrododia.

Novidades Quasi

À Sombra da Memória
Eugénio de Andrade
Biblioteca: Obra de Eugénio de Andrade
Edição: Dezembro 2008
Páginas: 157








“Sou um homem com vocação para escutar. Vocação e paciência: fixa, imóvel, atenta ao rumor da luz, do coração batendo, ou simplesmente das palavras, quando se juntam para acasalar. Rumores que atravessam a nossa vida, se perdem na memória, regressam com as cabras, o focinho húmido dos primeiros orvalhos. Alguns desses rumores andam connosco desde menino, acabam perdidos num olhar, morrem à míngua de música. Rumores do azul fremente da sombra, dos cães ladrando no adro; rumor da chuva, os pingos grossos pressentindo a agonia das cigarras e do verão sobre as oliveiras; rumor do sol entrando pelo quarto, gatinhando até à cama.”

Eugénio de Andrade nasceu na Póvoa de Atalaia (Beira Baixa) a 19 de Janeiro de1923 e faleceu no Porto a 13 de Junho de 2005. Fez estudos primários e secundários em Castelo Branco, Lisboa e Coimbra, mas deixou os estudos oficiais em 1947. Começou a trabalhar nos Serviços Médico-Sociais do Ministério da Saúde, emprego que em 1950 o obrigou a fixar-se no Porto e de que se aposentou em 1983. Fez a sua estreia literária em 1939, quando publicou em plaqueta o poema “Narciso”, assinado com o seu nome de baptismo, José Fontinhas, que em 1942 deu lugar ao pseudónimo do seu primeiro livro, Adolescente, por sinal mais tarde renegado, como o segundo, Pureza, de 1945.
Até 2002, quando a doença o impediu de continuar a escrever, publicaria três livros de prosa, dois livros para crianças, várias antologias e livros de poemas, hoje reunidos no volume Poesia (2ªed. 2005).
O autor, muito premiado em vida, está traduzido com sucesso em vários países e já é nome de ruas, escolas, bibliotecas, sendo considerado um dos mais altos poetas do século XX.


Perdidamente
Correspondência amorosa 1920-1925
Florbela Espanca
Biblioteca: Primeiras Pessoas
Edição: Janeiro 2009
Páginas: 352







“Se conhecemos de sobra os sonetos de amor de Florbela Espanca, pelos de sinuosas gamas transbordantes de fecundas comoções que nos arrebatam, em contrapartida, apenas agora, mercê desta epistolografia, nos é permitido penetrar na privacidade afectiva daquela que os produz. Não por ser esta a sua primeira correspondência amorosa divulgada, coisa que de facto é (…) mas porque, nestas cartas e bilhetes a António Guimarães (aquele que viria a ser o seu segundo marido), Florbela fala (e este é o fundamento!) desde um lugar ignorado, que não aquele do seu diário, dos seus contos ou poemas, mesmo os mais sensivelmente amorosos. Nesta epistologia, Florbela, em estado de amante, escreve a partir da zona de silêncio, indevassável e solitária, que compartilha apenas com o seu cúmplice… e reside, já nisso, o nosso grave pecado de leitores desta correspondência…”
Maria Lúcia Dal Farra

Florbela Espanca (Vila Viçosa, 1894 - Matosinhos, 1930)
É uma das figuras maiores da literatura portuguesa do século XX. Teve uma vida breve e tumultuosa, que marcou fortemente a sua obra literária, de tom confessional e sentimental, caracterizada por temas como a paixão humana, a melancolia, o sofrimento, a solidão, o erotismo e a natureza. Da sua obra, destaque para os livros de poesia o Livro de Mágoas (1919), o Livro de Sóror Saudade (1923) e, sobretudo, Charneca em Flor (editado postumamente em 1931). Florbela Espanca escreveu ainda extraordinários textos em prosa, tendo as Quasi publicado uma antologia de contos seleccionados e organizados por José Luís Peixoto (Charneca ao Entardecer).



Algumas das Palavras
Poesia reunida 1956-2008
Fernando Guimarães
Biblioteca: Finita Melancolia
Edição: Dezembro 2008
Páginas: 371







“Que Limites existem para a Luz? Veio alguém acender esta candeia. À nossa volta, uma pequena chama principia a erguer-se, mas em vão é que ela se conserva perto de nós, quando abrimos devagar as leves páginas cujo sentido se ignora e as fechamos depois sem esperança, como se fosse este o seu destino no interior da noite. Estamos ali adormecidos e havemos de encontrar uma outra luz, maior, que as permita ler.”

Fernando Guimarães nasceu no Porto em 1928.
A sua poesia, publicada em livro a partir de 1956, encontra-se reunida neste volume. Trata-se de uma edição que foi integralmente revista pelo autor. Contém o livro inédito Paixão e Geometria.
Fernando Guimarães é também autor de obras de ensaio, ficção e teatro.



Pequena Enciclopédia da Noite
Poemas escolhidos
Carlos Nejar
Biblioteca: Arranjos para Assobio
Edição: Janeiro 2009
Páginas: 108







Cântico
Limarás tua esperança
Até que a mó se desgaste;
Mesmo sem mó, limarás
Contra a sorte e o desespero.
Até que tudo te seja
Mais doloroso e profundo.
Limarás sem mãos ou braços,
Com o coração resoluto.
Conhecerás a esperança,
Após a morte de tudo.

Carlos Nejar, considerado “o poeta do pampa brasileiro” para uns, e para outros, como Jacinto do Prado Coelho, “o poeta da condição humana”. Também é ficcionista e ensaísta. Nasceu em Porto Alegre, onde viveu parte da sua vida, trabalhando como promotor de justiça pelo interior do pampa. Procurador de justiça aposentado, está radicado no seu “Paiol da Aurora”, diante do mar de Santa Mônica, Guarapari. Pertence à Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira nº4, ao Pen Clube do Brasil e à Academia Brasileira de Filosofia. Traduzido para várias línguas, com livros sobre a sua obra, é estudado nas universidades do Brasil e do Estrangeiro.


A Poesia Contemporânea Portuguesa
Do final dos anos 50 ao ano 2000
Fernando Guimarães
Biblioteca: Espaço do Invisível
Edição: 3ª edição, revista e aumentada
Páginas: 144







Apresenta-se aqui uma visão geral da poesia na segunda metade do século XX. Esta poesia é atravessada por alguns movimentos que vêm de um tempo anterior ou que com ela coincidem: Neo-Realismo, Surrealismo, Poesia Experimental ou, recentemente, o Pós-Modernismo. À margem destes movimentos, vários poetas mais ou menos isolados se afirmaram, fazendo com que este período se revele como um dos mais importantes da nossa poesia.


Fernando Guimarães tem publicado, desde 1956, vários livros de poesia e ensaio. Alargou também a sua actividade à ficção e ao teatro. Os seus livros de ensaio referem-se à poesia portuguesa desde o século XIX à actualidade e a questões relacionadas com a estética e a filosofia da arte. Trabalhou como investigador no Centro de Literatura da Universidade do Porto e, presentemente, no Centro de Estudos do Pensamento Português da Universidade Católica Portuguesa. Em 2006 foi-lhe atribuído pela Universidade de Évora o Prémio de Ensaio Vergílio Ferreira, tendo em vista o conjunto da sua obra ensaística.

sábado, 31 de janeiro de 2009

O Amor vai ao Porto e a Viseu











As próximas sessões de apresentação da Antologia de Poesia “Os dias do Amor – Um poema para cada dia do ano” vão ter lugar já na próxima semana:

Vila Nova de Gaia: El Corte Inglés, 5 de Fevereiro, 19h30m
Apresentação por: Jorge Velhote
Leitura de poemas por: Álvaro Faria, Aurelino Costa e Teresa Tudela

Viseu: Fnac Palácio do Gelo, 6 de Fevereiro, 21 horas
Apresentação por: Amadeu Baptista
Leitura de poemas por Álvaro Faria, Graça Magalhães e Sílvia Costa

Conto convosco!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Obrigada!



Apresentação da antologia "Os dias do Amor" na Fnac do Colombo (Lisboa) no dia 29 de Janeiro de 2009.
Brindámos ao Amor e à Poesia!
Foi bonita a festa, pá!

Dos autores antologiados, estiveram presentes nesta sessão: Adalberto Alves, Alexandra Gil, Alice Vieira, Amélia Vieira, Ana Paula Tavares, Ana Salomé, Ana Viana, António Ferra, Beatriz Barroso, Casimiro de Brito, Cristina Maria da Costa, E. M. de Melo e Castro, Eduardo M. Raposo, Fernando Aguiar, Frederico Hartley, Golgona Anghel, Isabel Mendes Ferreira, João Rui de Sousa, Joaquim Cardoso Dias, Joaquim Evónio, José Carrilho Raposo, José Emílio-Nelson, José Manuel de Vasconcelos, José Mário Silva, Julião Bernardes, Leonilda Cavaco Alfarrobinha, Luís Brito Pedroso, Luís Filipe Cristóvão, Luís Lima, Maria Costa, Mário Lisboa Duarte, Miguel d'Azur, Myriam Jubilot de Carvalho, Otília Martel, Ozias Filho, Raquel Lacerda, Rui Almeida, Rui Brás, Rui Diniz, Sérgio Godinho e Torquato da Luz.
Obrigada a todos.

Espero que não falte nenhum nome de entre os autores antologiados que estiveram presentes. Com tanta gente, não me foi possível cumprimentar todos. Obrigada também a todos os outros (conhecidos, desconhecidos, amigos e público anónimo) que, com o gesto simbólico da sua presença, ajudaram a celebrar um livro que foi um esforço conjunto de todas as pessoas que deram os seus poemas, as suas traduções, ou os seus conselhos.
Obrigada aos diseurs Maria do Céu Guerra, Álvaro Faria, Cristina Paiva, João Brás e Tiago Bensetil.
Obrigada, também, ao José de Deus, pelas fotos.

Poesia Ibérica em Lisboa

Hoje, 30 de Janeiro, pelas 21h30, vai ter lugar na Livraria Trama, em Lisboa,
uma apresentação tripla:

“Quarto com Ilhas” de Manuel Moya (Espanha),
que será apresentado por Luís Filipe Cristóvão.
“Antologia de Drink River” de Francis Vaz (Espanha),
que será apresentado por Tiago Nené.
“Os Animais da Cabeça” de Rui Dias Simão (Portugal),
que será apresentado por Vítor Cardeira.

Uma iniciativa do SULSCRITO – Círculo Literário do Algarve

A Livraria Trama fica na Rua de São Felipe Nery, 25B – Lisboa (ao Rato)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Foi há 164 anos...




No dia 29 de Janeiro de 1845 o poema de Edgar Allen Poe “The Raven” (O Corvo) era publicado, pela primeira vez, no New York Evening Mirror.




Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isso e nada mais."

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome que jamais !

Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais !
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isso e nada mais".

E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franquendo-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isto só e nada mais.

Para dentro estão volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, àquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."

Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais
Foi, pousou, e nada mais.

E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "Mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá das trevas infernais."
Disse-me o corvo, "Nunca mais".

Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".

Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos lá se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".

A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".

Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais
Com aquele "Nunca mais".

Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onda a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!

Fez-me então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Profeta", disse eu, "profeta - ou demónio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".

E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demónio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais,
E a minh'alma dessa sobra, que no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!

Edgar Allan Poe (19 de Janeiro de 1809 – 7 de Outubro de 1849)
Tradução de Fernando Pessoa

sábado, 24 de janeiro de 2009

Poemas de Amor para um ano inteiro!

Os dias do Amor
Um poema para cada dia do ano

365 poemas de amor escritos por 365 poetas de todos os tempos e de todos os lugares

Recolha, selecção e organização de: Inês Ramos
Prefácio de: Henrique Manuel Bento Fialho

N.º de páginas: 436
Editora: Ministério dos Livros

“Porque por amor enlouquecem os amantes, por amor se suicidam e matam (...), por amor o sacrifício, a entrega mística e a obstinação carnal, ou a entrega da carne e a obstinação mística, por amor os duelos reparados pela conciliação, por amor os territórios transfronteiriços, a abolição das fronteiras, o fim das dicotomias, por amor a paixão, por amor a morte, tudo isso num poema.”
Henrique Manuel Bento Fialho
(do Prefácio)

A primeira apresentação da Antologia de Poesia “Os dias do Amor – Um poema para cada dia do ano” vai ter lugar já no próximo dia 29 de Janeiro, na Fnac do Colombo, pelas 18h30m.
Apresentará o livro: Sérgio Godinho.
Nesta sessão haverá leitura de poemas da antologia por Maria do Céu Guerra, Álvaro Faria, Cristina Paiva, João Brás e Tiago Bensetil.

Estão agendadas outras apresentações nos seguintes dias e locais:
Porto: El Corte Inglés, 5 de Fevereiro, 19h30m
Viseu: Fnac Palácio do Gelo, 6 de Fevereiro, 21 horas
Faro: Livraria Pátio de Letras, 14 de Fevereiro, 17 horas
Évora: Bibliocafé Intensidez, 14 de Fevereiro, 21h30m

Conto convosco!

Lista dos autores que celebram o Amor nesta antologia (ordem alfabética):
Aaro Hellaakoski (Finlândia)
Adalberto Alves (Portugal)
Ady Endre (Hungria)
Affonso Romano de Sant'Anna (Brasil)
Agripina Costa Marques (Portugal)
Albano Martins (Portugal)
Albert Samain (França)
Alberto Augusto Miranda (Portugal)
Alberto Caeiro (Portugal)
Aleilton Fonseca (Brasil)
Alejandra Pizarnik (Argentina)
Alexandra Gil (Portugal)
Alexandra Rodrigues Malheiro (Portugal)
Alexandre Herculano (Portugal)
Alexandre Nave (Portugal)
Alexei Bueno (Brasil)
Alfonso Álvarez de Villasandino (Castela)
Alfredo Carvalhais (Portugal)
Alice Vieira (Portugal)
Almeida Garrett (Portugal)
Al-Mu’tamid (Alandalus)
Alphonsus de Guimaraens (Brasil)
Álvares de Azevedo (Brasil)
Álvaro de Campos (Portugal)
Amadeu Baptista (Portugal)
Amélia Vieira (Portugal)
Américo Teixeira Moreira (Portugal)
Amy Lowell (EUA)
Ana de Sousa (Portugal)
Ana Francisco (Portugal)
Ana Hatherly (Portugal)
Ana Luísa Amaral (Portugal)
Ana Marques Gastão (Portugal)
Ana Paula Tavares (Angola)
Ana Salomé (Portugal)
Ana Viana (Portugal)
Andrej Morsztyn (Polónia)
Andrew Marvell (Reino Unido)
Anne Bradstreet (Reino Unido)
Anónimo (Índia)
Anónimo (Portugal)
Anónimo (Portugal)
Antero de Quental (Portugal)
António Barbosa Bacelar (Portugal)
António Cabrita (Portugal)
António Dinis da Cruz (Portugal)
António Feijó (Portugal)
António Feliciano de Castilho (Portugal)
António Ferra (Portugal)
António Ferreira (Portugal)
António José Queirós (Portugal)
António Ladeira (Portugal)
António Nobre (Portugal)
António Osório (Portugal)
António Patrício (Portugal)
António Ramos Rosa (Portugal)
António Salvado (Portugal)
António Sardinha (Portugal)
Armando Silva Carvalho (Portugal)
Arthur Rimbaud (França)
Augusto Gil (Portugal)
Aurelino Costa (Portugal)
Bai Juyi (China)
Balassi Bálint (Hungria)
Bashô (Japão)
Beatriz Barroso (Portugal)
Ben Jonson (Reino Unido)
Bernardete Costa (Portugal)
Bernardim Ribeiro (Portugal)
Bernardino Lopes (Brasil)
Bernardo de Passos (Portugal)
Bíon (Grécia)
Bocage (Portugal)
Caetano de Costa Alegre (São Tomé)
Camilo Castelo Branco (Portugal)
Camilo Mota (Brasil)
Camilo Pessanha (Portugal)
Campos d’Oliveira (Moçambique)
Campos Monteiro (Portugal)
Carlos César Pacheco (Portugal)
Carlos Garcia de Castro (Portugal)
Carlos Machado (Brasil)
Carlos Vaz (Portugal)
Casimiro de Abreu (Brasil)
Casimiro de Brito (Portugal)
Castro Alves (Brasil)
Catarina de Lencastre (Portugal)
Cesário Verde (Portugal)
Christina Georgina Rossetti (Reino Unido)
Christopher Marlowe (Reino Unido)
Claudio Daniel (Brasil)
Conde do Vimioso (Portugal)
Cristina Maria da Costa (Portugal)
Cristóvão Falcão (Portugal)
Cruz e Sousa (Brasil)
Csokonai Vitéz Mihály (Hungria)
D. Afonso Sanches (Portugal)
D. Dinis (Portugal)
D. Francisco Manuel de Melo (Portugal)
D. Sancho I (Portugal)
Dama Kasa (Japão)
Dama Otomo no Sakanoe (Japão)
Daniel Camacho (Portugal)
Daniel Faria (Portugal)
Daniel Gonçalves (Portugal)
Daniel Maia-Pinto Rodrigues (Portugal)
Dante Alighieri (Florença)
Décimo Magno Ausónio (Gália)
Delfim Guimarães (Portugal)
Diego Armés (Portugal)
Diogo Bernardes (Portugal)
Diogo Brandão (Portugal)
Domingos dos Reis Quita (Portugal)
Donizete Galvão (Brasil)
E. M. de Melo e Castro (Portugal)
Edgar Allan Poe (EUA)
Edimilson de Almeida Pereira (Brasil)
Edith Goel (Israel)
Edith Södergran (Finlândia)
Edmund Spenser (Reino Unido)
Eduarda Chiote (Portugal)
Eduardo M. Raposo (Portugal)
Eduíno de Jesus (Portugal)
Eeva Kilpi (Finlândia)
Egito Gonçalves (Portugal)
Emily Dickinson (EUA)
Ésio Macedo Ribeiro (Brasil)
Eugénio Tavares (Cabo Verde)
Eunice Arruda (Brasil)
Fernando Aguiar (Portugal)
Fernando Cabrita (Portugal)
Fernando de Castro Branco (Portugal)
Fernando Esteves Pinto (Portugal)
Fernando Fábio Fiorese Furtado (Brasil)
Fernando Grade (Portugal)
Fernando Pessoa (Portugal)
Fernando Pinto do Amaral (Portugal)
Fernando Pinto Ribeiro (Portugal)
Fernando Ribeiro (Portugal)
Fiama Hasse Pais Brandão (Portugal)
Filinto Elísio (Portugal)
Firmino Mendes (Portugal)
Florbela Espanca (Portugal)
Francesco Petrarca (Toscânia)
Francisco de Quevedo (Espanha)
Francisco de Vasconcelos (Portugal)
Francisco José Viegas (Portugal)
Francisco Rodrigues Lobo (Portugal)
Frederico Barbosa (Brasil)
Frederico Hartley (Portugal)
Friedrich Gottlieb Klopstock (Alemanha)
Friedrich Hölderlin (Alemanha)
Fugiwara no Toshiyuki (Japão)
Fujiwara no Orikase (Japão)
Gabriela Rocha Martins (Portugal)
Gaio Valério Catulo (Roma)
Gastão Cruz (Portugal)
George Herbert (Reino Unido)
Geraldo Reis (Brasil)
Gerson Valle (Brasil)
Giacomo da Lentino (Sicília)
Gil Vicente (Portugal)
Golgona Anghel (Roménia)
Gomes Leal (Portugal)
Gonçalo Salvado (Portugal)
Gonçalves Crespo (Brasil)
Gonçalves Dias (Brasil)
Graça Magalhães (Portugal)
Gregório de Matos (Brasil)
Guerra Junqueiro (Portugal)
Guilherme Braga (Portugal)
Guilherme de Faria (Portugal)
Guillaume Apollinaire (Itália)
Hannes Pétursson (Islândia)
Henrique Lopes de Mendonça (Portugal)
Henrique Manuel Bento Fialho (Portugal)
Iacyr Anderson Freitas (Brasil)
Ibn ‘Ammar (Alandalus)
Ibn ‘Arabi (Alandalus)
Ibn Hazm (Alandalus)
Ibn Safar Al-Marini (Alandalus)
Ibn Zaydûn (Alandalus)
Imperatriz Yamatohima (Japão)
Inês Lourenço (Portugal)
Inma Luna (Espanha)
Isabel Cristina Pires (Portugal)
Isabel Mendes Ferreira (Portugal)
Ivo Barroso (Brasil)
Ivo Machado (Portugal)
Izumi-Shikibu (Japão)
Janus Pannonius (Hungria)
Jerónimo Baía (Portugal)
Joana da Gama (Portugal)
Joana Roque Lino (Portugal)
Joana Serrado (Portugal)
João Airas (Galiza)
João de Deus (Portugal)
João de Lemos (Portugal)
João Garção (Portugal)
João Lobeira (Portugal)
João Lúcio (Portugal)
João Manuel Ribeiro (Portugal)
João Penha (Portugal)
João Ricardo Lopes (Portugal)
João Rico (Portugal)
João Roiz de Castelo Branco (Portugal)
João Rui de Sousa (Portugal)
Joaquim Alves (Portugal)
Joaquim Cardoso Dias (Portugal)
Joaquim Cordeiro da Mata (Angola)
Joaquim Evónio (Portugal)
John Clare (Reino Unido)
John Donne (Reino Unido)
Jorge Casimiro (Portugal)
Jorge Reis-Sá (Portugal)
Jorge Sousa Braga (Portugal)
Jorge Velhote (Portugal)
José Agostinho Baptista (Portugal)
José Alberto Mar (Portugal)
José Anastácio da Cunha (Portugal)
José Carlos Barros (Portugal)
José Carrilho Raposo (Portugal)
José da Fonte Santa (Portugal)
José do Carmo Francisco (Portugal)
José Emílio-Nelson (Portugal)
José Félix Duque (Portugal)
José Luís Peixoto (Portugal)
José Manuel de Vasconcelos (Portugal)
José Mário Silva (Portugal)
José Miguel de Oliveira (Portugal)
José Rui Teixeira (Portugal)
József Attila (Hungria)
Judith Teixeira (Portugal)
Julião Bernardes (Portugal)
Kakinomoto no Hitomaro (Japão)
Kouo Yu (China)
Lassi Nummi (Finlândia)
Laureano Silveira (Portugal)
Leonilda Cavaco Alfarrobinha (Portugal)
Lety Elvir (Honduras)
Li Bai (China)
Lívia Tucci (Brasil)
Lord Byron (Reino Unido)
Luís Brito Pedroso (Portugal)
Luís de Camões (Portugal)
Luís de Miranda Rocha (Portugal)
Luís Filipe Cristóvão (Portugal)
Luís Lima (Portugal)
Mafalda Chambel (Portugal)
Manuel Alegre (Portugal)
Manuel Anastácio (Portugal)
Manuel Botelho de Oliveira (Brasil)
Manuel da Silva Gaio (Portugal)
Manuel Duarte de Almeida (Portugal)
Manuel Laranjeira (Portugal)
Manuel Moya (Espanha)
Manuel Neto dos Santos (Portugal)
Maria Costa (Portugal)
Maria Estela Guedes (Portugal)
Maria Helena Ventura (Portugal)
Maria João Fernandes (Portugal)
Maria José Lascas Fernandes (Portugal)
Maria O'Neill (Portugal)
Maria Teresa Horta (Portugal)
Mariana Angélica Andrade (Portugal)
Mário Castrim (Portugal)
Mário de Sá-Carneiro (Portugal)
Mário Lisboa Duarte (Portugal)
Mário Machado Fraião (Portugal)
Marquesa de Alorna (Portugal)
Martim Codax (Galiza)
Matthías Jóhannessen (Islândia)
Michael Drayton (Reino Unido)
Michelangelo Buonarroti (Toscânia)
Miguel d’Azur (Portugal)
Miguel Florián (Espanha)
Miguel Godinho (Portugal)
Miguel Martins (Portugal)
Mihai Eminescu (Roménia)
Murasaki-Shikibu (Japão)
Myriam Jubilot de Carvalho (Portugal)
Natércia Freire (Portugal)
Nicolau Saião (Portugal)
Nína Björk Árnadóttir (Islândia)
Nuno Fernandes Torneol (Castela)
Nuno Júdice (Portugal)
Nuno Rebocho (Portugal)
Olavo Bilac (Brasil)
Olivier de Magny (França)
Omar Khayyam (Pérsia)
Otília Martel (Portugal)
Ozias Filho (Brasil)
Paio Soares Taveirós (Portugal)
Paula Cristina Costa (Portugal)
Paulinho Assunção (Brasil)
Paulino de Oliveira (Portugal)
Paulo Ferraz (Brasil)
Paulo Ferreira Borges (Portugal)
Paulo Ramalho (Portugal)
Pedro Afonso (Portugal)
Pedro António Correia Garção (Portugal)
Pedro Gil-Pedro (Portugal)
Pedro Sena-Lino (Portugal)
Pêro de Andrade Caminha (Portugal)
Pero Gonçalves de Portocarreiro (Portugal)
Pero Meogo (Galiza)
Petofi Sándor (Hungria)
Philip Sidney (Reino Unido)
Pierre de Ronsard (França)
Prisca Agustoni (Brasil)
Propércio (Roma)
Queirós Ribeiro (Portugal)
Raquel Lacerda (Portugal)
Regina Gouveia (Portugal)
Ricardo Reis (Portugal)
Robert Burns (Reino Unido)
Rodrigo Eanes Redondo (Portugal)
Ronaldo Cagiano (Brasil)
Rosa Alice Branco (Portugal)
Rui Almeida (Portugal)
Rui Brás (Portugal)
Rui Caeiro (Portugal)
Rui Costa (Portugal)
Rui Diniz (Portugal)
Rui Gonçalves (Portugal)
Rute Mota (Portugal)
Ruy Ventura (Portugal)
S. João da Cruz (Espanha)
Sá de Miranda (Portugal)
Sa'adi (Pérsia)
Safo (Grécia)
Salomão (Israel)
Salvador Rueda (Espanha)
Sérgio Godinho (Portugal)
Sérgio Peña (México)
Silva Palma (Portugal)
Soares dos Passos (Portugal)
Soror Madalena da Glória (Portugal)
Soror Mariana Alcoforado (Portugal)
Soror Violante do Céu (Portugal)
Tchang Chouai (China)
Teresa Tudela (Portugal)
Thorkild Bjørnvig (Dinamarca)
Tiago Araújo (Portugal)
Tiago Nené (Portugal)
Tomás António Gonzaga (Portugal)
Tomás Ribeiro (Portugal)
Torquato da Luz (Portugal)
Torquato Tasso (Itália)
Tradição oral (Arábia)
Tua Forsström (Finlândia)
Uberto Stabile (Espanha)
Vasco Graça-Moura (Portugal)
Vera Lúcia de Oliveira (Brasil)
Vergílio Alberto Vieira (Portugal)
Victor Oliveira Mateus (Portugal)
Vítor Oliveira Jorge (Portugal)
Vladímir Maiakovski (Rússia)
Vörösmarty Mihály (Hungria)
Walter Raleigh (Reino Unido)
Wang Wei (China)
William Shakespeare (Reino Unido)
Yamabe no Akahito (Japão)
Yehudá Ha-Leví (Navarra)
Zhang Kejiu (China)

Outras sugestões para os próximos dias


28 de Janeiro (quarta-feira):


PORTO – Clube Literário do Porto
Dia 28 de Janeiro, no Piano-bar do Clube Literário do Porto, pelas 21h00:
“Quartas Mal Ditas” - Tertúlia de Poesia
Coordenação de Anthero Monteiro.
Leituras por: António Pinheiro, Diana Devezas, Isabel Marcolino, Luís Carvalho, Mário Vale Lima, Marta Tormenta, Rafael Tormenta.
O tema da sessão será "Predilecções" e contará com um momento musical pelo pianista José Veloso Rito.

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29 de Janeiro (quinta-feira):

PORTO – Fnac Stª Catarina
STAND UP POETRY
DIZ-SE POESIA com Andreia Macedo
PORTO - Fnac Stª Catarina
Quinta-feira, 29 Janeiro - 18:00H



OEIRAS – Livraria-Galeria Municipal Verney
Dia 29 de Janeiro: Sessão de Poesia organizada pela Associação Portuguesa de Poetas, na Livraria-Galeria Municipal Verney (Rua Cândido dos Reis, 90/90A, em Oeiras), entre as 16H00 e as 17H45.
Poeta do mês: Joaquim Sustelo.
Participação de alunos da Universidade Sénior de Oeiras (USO) e de associados da APP, que dirão poemas de Joaquim Sustelo.


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30 de Janeiro (sexta-feira):

LISBOA – Livraria Trama










No dia 30 de Janeiro, pelas 21h30, vai ter lugar na Livraria Trama, em Lisboa, uma apresentação tripla:
“Quarto com Ilhas” de Manuel Moya (Espanha), que será apresentado por Luís Filipe Cristóvão.
“Antologia de Drink River” de Francis Vaz (Espanha), que será apresentado por Tiago Nené.
“Os Animais da Cabeça” de Rui Dias Simão (Portugal), que será apresentado por Vítor Cardeira.


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31 de Janeiro (sábado):

PORTO – Livraria Gato Vadio
Dia 31 de Janeiro, pelas 17horas, na Gato Vadio:
Apresentação do livro “Mapa” de manuel a. Domingos (Edição Livrododia), por Rui Lage.
A Livraria Gato Vadio fica na Rua do Rosário, 281, no Porto.





LISBOA – Palácio Galveias
Dia 31 de Janeiro, entre as 19H00 e as 20H30, no Palácio Galveias (Campo Pequeno, Lisboa): Breve palestra sobre António gedeão, por Maria Ivone Vairinho.
Colaboração do Grupo de Jograis “Oeiras Verde” e do fadista João Sobral.
Participação de Associados da Associação Portuguesa de Poetas.

PORTO – Fnac de Santa Catarina
Dia 31 de Janeiro, pelas 17 horas, terá lugar a apresentação do livro de poesia de Rogério Freitas Sousa "Enleias-me?" editado pela Papiro Editora, na Fnac de Santa Catarina - Via Catarina, Porto.






LISBOA – Café Bar Onda Jazz
Sessão de apresentação do livro "Entre o Sono e o Sonho" - Antologia de Poetas Contemporâneos, I volume (Chiado Editores).
Dia 31 de Janeiro, pelas 20 horas, no Café Bar Onda Jazz (Alfama).

Jornal de Letras n.º 1000 traz Poesia

A LeYa vai oferecer uma antologia de poesia lusófona com o título "LeYa Poemas" que virá com a milésima edição do Jornal de Letras, na próxima quarta-feira.
Os poemas são de autores vivos dos catálogos de várias chancelas do grupo: Dom Quixote, Caminho, Oceanos e Asa.
Entre eles, estão Nuno Júdice, Gastão Cruz, Maria Teresa Horta, António Ramos Rosa, Manuel Alegre, Pedro Tamen, Manuel Gusmão, Ana Marques Gastão, Pedro Mexia, Mia Couto, Guita Jr., Ondjaki, Paula Tavares, José Carlos de Vasconcelos e José Saramago, entre outros, num total de 28 autores.
O Jornal de Letras, Artes e Ideias é uma publicação quinzenal do grupo Impresa (Sic, Visão, Expresso), que chegou às bancas em 1978 e é desde então dirigido por José Carlos Vasconcelos.

Finalistas do Correntes d'Escritas 2009

Já é conhecida a lista dos 12 livros finalistas candidatos ao Prémio Literário Casino da Póvoa do Correntes d’Escritas:

• Gastão Cruz, A Moeda do Tempo, Assírio e Alvim
• Nuno Júdice, As Coisas Mais Simples, Dom Quixote
• José Agostinho Baptista, Filho Pródigo, Assírio e Alvim
• Maria Teresa Horta, Inquietude, Quasi
• Jorge Gomes Miranda, O Acidente, Assírio e Alvim
• Armando Silva Carvalho, O Amante Japonês, Assírio e Alvim
• José Rui Teixeira, Oráculo, Quasi
• António Cícero, A Cidade dos Livros, Quasi
• Eucanaã Ferraz, Rua do Mundo, Quasi
• Eduardo White, Dos Limões Amarelos do Falo às Laranjas Vermelhas da Vulva, Campo das Letras
• Antonio Gamoneda, Descrição da Mentira, Quasi
• A.M. Pires Cabral, As Têmporas da Cinza, Cotovia

O 10º Correntes d’Escritas vai decorrer entre os dias 11 e 14 de Fevereiro de 2009.
No júri estão Ana Luísa Amaral, Casimiro de Brito, Jorge Sousa Braga, Fernando Guimarães e Patrícia Reis. O vencedor será conhecido na sessão de abertura do Encontro, sendo o prémio entregue na cerimónia de encerramento.
Também os autores mais jovens (entre os 15 e os 18 anos) serão premiados com o Prémio Literário Correntes d’Escritas/ Papelaria Locus, que tem a sua própria lista de candidatos.

Já agora, informo que os autores Gastão Cruz, Nuno Júdice, José Agostinho Baptista, Maria Teresa Horta, Armando Silva Carvalho e José Rui Teixeira — tal como alguns elementos do júri como Ana Luísa Amaral, Casimiro de Brito e Jorge Sousa Braga — estão representados na antologia "Os dias do Amor" editada pela Ministérios dos Livros e que está nas livrarias desde ontem.

Fernando Pessoa no Second Life


Vídeo de homenagem à "Mensagem" de Fernando Pessoa integrado na exposição "Um Olhar sobre a Mensagem de Fernando Pessoa", patente simultaneamente na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana e no Second Life em parceria com a Câmara de Cascais.
Realização de Hugo Almeida
Texto e argumento de Rui Diniz
Locução de Luís Gaspar (Estúdio Raposa)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Silogismos

A minha filha perguntou-me
o que era para a vida inteira
e eu disse-lhe que era para sempre.
Naturalmente, menti,
mas também os conceitos de infinito
são diferentes: é que ela perguntou depois
o que era para sempre
e eu não podia falar-lhe em universos
paralelos, em conjunções e disjunções
de espaço e tempo,
nem sequer em morte.
A vida inteira é até morrer,
mas eu sabia ser inevitável a questão
seguinte: o que é morrer?
Por isso respondi que para sempre
era assim largo, abri muito os braços,
distraí-a com o jogo que ficara a meio.
(No fim do jogo todo,
disse-me que amanhã
queria estar comigo para a vida inteira)

Ana Luísa Amaral

Na voz de Luís Gaspar:

Palavreando em Odivelas

Vai realizar-se hoje, 23 de Janeiro, mais uma sessão da tertúlia quinzenal "Palavreando", pelas 22 horas, na Casa do Largo, Centro de Exposições de Odivelas, um local onde os tertulianos poetas, escritores, amantes da poesia, anónimos ou conhecidos conversam, ouvem e lêem poesia.
Hoje, no Palavreando, terá lugar uma apresentação do livro de Joaquim Evónio "Esboços Pessoanos", 5.ª Ed., com desenhos de José Jorge Soares.
Será uma apresentação multilingue: português, inglês, italiano, castelhano e francês.
Estarão também disponíveis "Esboços Pessoanos" originais de José Jorge Soares.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Novidades Campo das Letras

Obras Completas de
Nicolau Tolentino de Almeida
[ Volume I ] Sonetos e Quintilhas
Edição de Claude Maffre
Colecção: Obras Clássicas da Literatura Portuguesa
Tema, classificação: Poesia
N.º de páginas: 426





A carnal tentação desenfreada,
Que ao sangue quente alta justiça pede,
Fez com que eu, embrulhando-me na rede,
Subisse de uma puta a infame escada.

Ligeiras pulgas saltam de emboscada
Fartando em mim de sangue humano a sede;
Arde a vela pregada na parede,
Já de antigos morrões afogueada.

Sai da alcova a desgrenhada fúria
Respirando venal sensualidade,
Vil desalinho, sórdida penúria.

Muito pode a pobreza, e a porquidade!
Abati as bandeiras à luxúria,
Jurei no altar de Vénus castidade.




Matéria Poética
Ensaios de Literatura Portuguesa
Maria João Reynaud
Colecção: Campo da Literatura
Tema, classificação: Ensaio - Literatura
N.º de páginas: 192



«A obra literária não é apenas o lugar simbólico onde a linguagem resgata o poder de nomear o mundo, mas um campo de experiência inesgotável onde a língua ‘age’ em todos os sentidos. Os ensaios e estudos aqui publicados têm a poesia como objecto comum de reflexão. Todos eles aceitam, como premissa maior, que o trabalho do poeta consiste fundamentalmente em vencer a resistência da linguagem, sua matéria-prima, para que ela devenha pura ressonância do ‘ser-no-mundo’. Neles se procura dar conta das condições intelectuais e artísticas em que algumas das obras abordadas – que representam direcções distintas da poesia portuguesa da segunda metade do século XX – foram produzidas.»
M. J. R.