Caros etéreos,
no último passatempo, o mote foi a palavra "labirinto". Como sabem, este passatempo foi patrocinado pela editora Labirinto, que ofereceu 9 livros para os primeiros 9 participantes que enviaram os seus trabalhos.
Assim sendo, os participantes mais rápidos que receberão livros são os seguintes:
Pedro Teichgräber: “Vasos Comunicantes” de António Ramos Rosa e Gisela Ramos Rosa, com ilustrações de António Ramos Rosa, Abril 2006
Lucila Nogueira: “À Descoberta das Causas No Sortilégio dos Efeitos” de Manuel Madeira, Janeiro 2009
Carla Ribeiro: “Os Meninos e outros poemas” de António José Queirós, Setembro 2008
Gabriela Rocha Martins: “Ciclo de Criação Imperfeita” de Seomara da Veiga Ferreira, Junho 2008
Conceição Paulino: “As Vindimas da Noite” de Maria do Sameiro Barroso, Maio 2008
Vicente Ferreira da Silva: “Estrelas Mínimas” de Fernando de Castro Branco, Maio 2008
João Rasteiro: “Uma extensa mancha de sonhos” de Graça Pires, Abril 2008
Torquato da Luz: “Livro de Ritmos” de Maria Teresa Dias Furtado, Maio 2007
Fernando Aguiar: “Um poema para Fiama” antologia de vários autores, coordenação de Maria Teresa Dias Furtado e Maria do Sameiro Barroso, Maio 2007
Eis todos os poemas participantes, pela ordem que chegaram:
Preso a segundos,Que formam fragmentos,No meio de labirintos, Afogado em Pensamentos,Não sei o que quero, Nem o que te espera a ti,Anda, Foge, Sorri...E encontrarás o início,Do mundo que não tens.Procura das entranhas de onde vens, Rebenta um pouco,Dá ouvidos ao homem louco que te fala da sorte,Mas te traz a vida e a morte,Toda a esperança que tinhas voou-te,Mas tu és-me e eu sou-te... Pedro Teichgräber http://www.portofolium.blogspot.com***
Espelho venezianoAchei que estavam mortos os poemase abri os livros sem fascinaçãovidro escarlate na armadura cinzaramo de rosas sobre caracóis. o que fiz de mim......................escarcha no estuárioo que fiz de mim......................a neve no convés ......................tábua partida ao meio......................louvor à escuridão (A lâmpada interrompe a chama azul e branca da porcelana e seu reflexo no contorno das estalactites na gruta submarina nos carrega sem resistência para um atalho lunar onde o musgo fosforescente no tronco das árvores toca a pele como veludo no concerto de oboé desde patamares glaciais. Destino de breve anotação nas margens de um diário que ninguém leu, vermelho vagabundo em mármore carrara. Uma acrobata dorme sobre um dromedário e um piano de ébano escreve sem interrupção nossos nomes no mar.) ....................Entre o silêncio e o trauma....................................de quem queria tudo....................já não se espera nada ....................................deixar-se conduzir....................deixar-se naufragar....................................e não pedir mais nada....................ao sonho alucinado....................................que tanto fez voar cercada por unicórnios sento-me à beira d’águacom a lentidão exasperante dos dias feriadose a sombra da desmemória no cavalo branco é a transparência de autômatos em noite de máscaras missanga colorida no dedal de prataespelho veneziano sobre a almofada árabeespelho veneziano com vidro de Muranohaverá vitória se cruzar a água. Voltar a ver-te..........................Porque tudo agora parece demasiado tarde ..............................................voltar a ver-te..........................e apagar do labirinto a fúria do minotauro ..............................................voltar a ver-te..........................face ainda intangível na brancura da linguagem o que fiz de mim.................escarcha no estuárioo que fiz de mim.................a neve no convés o que fiz de mim.................espelho venezianoo que fiz de mim.................moldura de Murano ..............vermelho vagabundo em mármore carrara ..............breve anotação nas margens de um diário...............................que ninguém leu ..............e achei que estavam mortos os poemas porque na verdade nunca somos nada os cabelos molhados, não agüentamos mais.Lucila Nogueirahttp://lucnog1.blogspot.com***
Deriva O espectro vagueia nas telas do corpo em cruzE o véu é o fogo que estende as paredes no céu,Fantasmagorias de sonho e de ausências paradasNo efémero labirinto da contemplação inefável.Dorme a sombra nas arcadas da deriva ancestralE a noite contempla o verso do inverso adormecidoOnde o anjo chora o sangue das quimeras derramadasOnde a luz canta nas sebes e o inferno é o templo do adeus.Rasga-se o grito na pele da noite que se dilataComo um manto de sangue e carne na contemplação de um deus,O imperador que se eleva no fulcro do apocalipseOnde marcham os exércitos do quimérico despertar.Abrem-se as portas da aurora ao labirinto da esfingeE o enigma anoitece em cravos de azul e de amanhecerNa despedida do absurdo perpetuado entre essênciasPendulares sobre o relógio que morreu no além do fim.E o espectro sou eu nas trevas da miragem contempladaCom olhos de quem não segue senão véus de rubro ardor.Carla Ribeirohttp://valedassombras.blogspot.com ***
...................-o labirinto da paixãoesta noite esculpirei a minha pira fá.lo.ei nua e anónima esta noite outra noite todas as noites escavarei a nascente corpo de onde brotarei a seiva a paixão tolda.me espero que o seu lastro deixe no meu corpo o rastilho que me prende ao desiquilíbrio quando deixei que te inserisses em mim ténue há um lastro de fogo deixado no meu corpo pelo teu corpo tocas.me primeiro devagar depois ao ritmo da chuva em bebedeira cáustica rasgo.te no primeiro lance de escadas no desvario inventado só para nós e que não viciarei após a tua saída inscrito nas paredes da desordem algures a música cola.se ao teu corpo e percorrê.lo é decifrar os teus músculos os teus ossos os teus braços as minhas mãos percorrem em ruído insaciável a tua pele moves.te para dentro de mim eantes de me despenhar em teu peito desenho trilhos no labirinto audaz que o teu corpo basta o ritmo cardíaco da paixãogabriela rocha martinshttp://cantochao.blogspot.com***
um labirinto tece-seconstrói-se e ergue-seno cérebro esgotadoinvadido por múltiplos pensamentos sobrepostos.vorazes vozesecos de ruínas ruindo...bombas estilhaçosfragmentos desconexosabafam a lógicaa racionalidade.o ser deriva. de si perdidaa humanidade.nem homem nem bichoanimal feridono labirinto do serperdido.Conceição Paulinohttp://tmarts.wordpress.com***
Encruzilhada(s) Minotauros persistem nas sombrasindependentemente das escolhase dos desvios nos trilhos.O novelo de lã não é suficientepara as hesitações em vida.Intrínsecas!Que Cronos observa.De nada valem as súplicas.O silêncio da resposta é ensurdecedor.Assoma as dúvidas e devolve-nosà evasão da partida. Mas a linha já foi consumida.Pelo castigo do enliço!De nada valem as súplicas. Porisso as entoamos.Somos labirinto movediço.Vicente Ferreira da Silvahttp://inatingivel.wordpress.com***
Quero um poema tão real quanto o Colosso de RodesO silêncio metamorfoseou-se assim de luz: por um lado, a sílaba da magnólia virgem, por outro, orquídea azul de cetim genuíno, espaços de deuses em labirintos fossilizados. Poema, morte e vida desejando-se bilingues de bocas e sexos, a proliferação barroca, vozes em módulos acesos de vocabulários, graciosas estátuas escorriam mudas dos cabelos de hélios. Língua: por um lado, enxurrada incandescente, garganta atravessada; por outro, pássaro contíguo. Corpo: também é trovão, temporal de primaveras, fingimento, verbo, criação (refúgio no tímpano). Recriar a língua em seu silêncio será sempre desrecriar-se biografia imperfeita do eu, estar desnudo: estátuas, estátuas, poesia, o eco, tudo o que aniquila a inflorescência da voz.João Rasteirohttp://www.nocentrodoarco.blogspot.com***
Labirinto Havia um quadro de Lautrec e um poema(era de Baudelaire ou de Rimbaud?)e uma taça de absinto.Numa parede, alguém gravara o lemaque animaria o nosso vooatravés do labirinto:"Não há processode amar sem excesso". Torquato da Luzhttp://oficiodiario.blogspot.com***
Contradicções se retraço / se refaço / se prossigo e mais não digo / se repasso e não trespasso / se redigo e não consigo /se me engraço e no compasso / ameaço e lá religo /porque o faço ? / porque traço?/ porque maço ?/ porque sigo ? se espero e desespero / se não quero e me redimo /se não esmero / pois não quero / se fero, firo e afirmo /se refiro e não confiro / largo, tiro e animo /porque opero ? / que tolero ? / porque gero ? / o que estimo ?se ocupo e não me culpo / se desculpo e não consinto /se exulto e em vão oculto / se permuto e não me minto /se não esqueço e enlouqueço / se mereço o labirinto /porque expresso ? / porque acesso? / se regresso e lá repinto ? se envolvo e não resolvo / se promovo e mal não passo /se osculo e sim discorro / se ocorre e não me escasso /se parece e transparece / se na prece não me enlaço /quem esquece ? / que acontece ? / porque aquece ? / que desfaço ?se acorro e lá percorro / se do pranto faço encanto/se aprovo e não recorro / e o recanto é sacrossanto /se escorro e subo o morro / adianto e entretanto /porque incorro ? / porque morro ? / se socorro e faço tanto ?Fernando Aguiarhttp://ocontrariodotempo.blogspot.com***
eu, labirinto
escondo-me!para não me surpreender neste eu que carrego,não sentir o peso da alma que renego.escondo-me! de um passado que me traz cativa,para não me perder num sentir à deriva.escondo-me!no engrenado labirinto em que vivo,onde até da saudade me privo.escondo-me!de um amor que rompe em minhas veias,no medo de ver crescer a paixão que semeias.escondo-me!no ardor da noite em gritos de revolta,desta sede de me querer tão solta.escondo-me...escondo-me,neste engenhoso labirinto de mim!Luísa Azevedohttp://pin-gente.blogspot.com***
pestana de fogo: linfócito(poema hipertextual hiperescrito em .html. Para viajar no labirinto deste poema, clicar
aqui.)
Bruno Ministro dos Santoshttp://anatomiadeumaferaemfuga.blogspot.com***
Poema LabirintoHádemasiada carne neste copodemasiado lixo nesta língua vermelhademasiados olhos nas lâminas que lambem os rostosdemasiada impaciência nos passos apressadossobre a calçada que ateiaHáum homem cheio de peleum labirinto frenéticoum interstício de fogo brancouma vírgula sentada num buracoHáUma frase desconhecida sobre a mesaHáUm homem que se repeteHáUm homem que se repeteRui Miguel Santos ***
O labirinto do século XXINo labirinto desta civilização,Anda tudo num vaivém; Numa grande confusão,Ninguém sabe o que tem…Alguns falam ao coraçãoPara os votos do Zé Ninguém;Na propaganda dizem que dão,Depois o Zé fica sem vintém!E no meio de tanta frustraçãoE de muito desdém,De enorme ilusão,Demos voz a uma Canção.Quem manda é o cidadãoQue trabalha para o Bem,A todos dando a mãoSem olhar a quem!Delmar Domingos de Carvalhohttp://www.cosmocraciarosacruciana.pt.vu***
Uma árvore
Uma árvore chama o tempoonde o pássaro procura o sula arquitectura do ventoinvade o coração em filamentos vi-a entrando-me o corpona esperança que gera uma florpara que em todas as árvores floresçam aves.Um polvo de luz se alimentahá um labirinto na copa, uma asaum ramo cresce contra a gravidadeaté que o fogo alastre à luz estelare o olhar pernoite nos incêndioscom a morte mansa do vento.Graça Magalhães***
Indizível silênciofaz tempo meu amor que as aves não se ouvem.é tudo tão pequeno nesta pilha de versos!e já não sei usurpar do mar o silêncio confessional das conchas.se te falar da movimentação dos peixesdigo-te que são lágrimas aos pedaços sacrificadas de azul.tudo é tão excessivo quando sobrevoo o rastilho da memóriae não te encontro nos meus dedos.descanso na areia ainda quenteonde há muito tempo atrás acendemos as palavras que já esquecemose vivo este sono sem prazo porque se te falasse de amorestaria a falar da chuva ou das raízes que apodrecem no labirinto das mãos.sei agora da impossibilidade de te explicar o solo movimento desta terra em delírio permanente.no meu corpo desistenteprocuro só o silêncio mais que perfeitopor não ser capaz de refazer a voze mergulho na terra mãecomo um feto impreparado para nascer.Luísa Henriques***
Andavas perdidateus braços como esquinaso eterno labirinto que eram as vinhas .Fugia o esquecimentodobravas lenços brancos ao pescoçoperdias o sentido, que ecoava no poço.No poço negro ao canto da aldeia. Raquel Lacerdahttp://asinhasdefrango.blogspot.com***
no lado oposto ao marouço vozes com sedevazias do mundofuriosasesperando um beijo que as curee as livre desta nostalgiade trazer por casano lado oposto ao marvejo trigotulipastomilhoum festival de cores quentese texturas quebradiçasaguadasensopadas de tosse secaa chuva já não se deixa cairarrasta-se pelas paredes das nuvensdesagua nos poçosnos campos, nos olhosos animais desfalecemnesta ausência de vida táctil- é monstruosasinto as pernas fundirem-secom o chão durode um labirinto mortoe os braços perderemos ramos das árvores perto,perdendo o controlo das distânciasentre o ar e as coisas que não me salvamafundo-me no inconscientenas terras soltasdo chãopudesse eu chamar-te à razãodar-te as minhas palavrasa minha liberdadeos rios,um beijo em cada fozdar-te-ia o silêncio todopara que o vertessesno que resta do marSoraia Martinshttp://sabordoescuro.blogspot.com***
Cresces em minha alma Renasces a cada dia com nova calmaE embalas em teus braços O que de mim roubaste com laçosDe um amor mais que prometido. Um amor ainda não feridoUm amor que só sinto,Que por mais que tente, não desmintoPois foi no labirinto do teu serQue voltei a aprender a viver. Insisto, mas por fim não resistoÉ a ti que me rendoE por fim me desvendo e deixo arrebatar.Diana Patrícia de Castro Almeida***
LabirintoAndo às voltasPerdidaDesorientada...Entrei num labirintoE o que pressintoA saída está lacrada!Eu minto...Eu sempre mintoQuando sorrio para tiEntre neste labirintoNão sei sair daqui!VoltoE revolto-mePorque não te esqueci...Encontra-meProcura-me na multidãoTira-me do labirintoLivra-me da confusão...Andreia Silvahttp://segredos_escondidos.blogs.sapo.pt***
Hoje vou… parto.Vou para lá…Não sei bem para onde…Mas vou… quero ir…Vou andando… Caminhando.Vou tranquilamente,Não existem pressas…Mas vou… quero ir…Olho para o lado…Não vou sozinha…. Sorrio.Sigo contigo….E vou… quero ir… Caminho por este labirinto que é a vida,Ruas e cruzamentos sem saída,Nada me assusta… vou.Vou… porque quero ir… Cátia Azenhahttp://cticho.blogspot.com***
DesencantoCansei-me de ti.Entristece-me perder o que nunca existiu,mas não quero permanecer no que existe.Dentro das muralhas da tua belezacorre um rio de egoísmoque já não consigo suportar.Destruíste as margens da tolerânciae as águas começam já a inundar-me a dignidade.Quem despejou esta arrogância na tua corrente?És uma enxurrada violenta que desagua no mar poluído da insensatez.Tu, encanto interrompido pelo desnudar dos diasque desenhou uma fé sombria nos meus sonhose incendiou de dor o horizonte.Porque deixaste que o desejo nefasto do teu orgulhosecasse o rio de ilusão que me enchia a alma.Procuro ainda na essência nocturna dos teus lábiosum fôlego de sobrevivência que faça palpitaro esplendor da tua imagem.Caminho neste Outono embriagado de desilusãoe ouço a tua voz desfalecer no vento.Sigo sedento pelo labirinto íntimo de êxtases perdidosque vivem encalhados no fundo da minha memória.Mergulho no brilho pálido da tua inocênciae nas águas anémicas de alegriaaguardo uma transfusão que faça circular a eternidade.
Alberto Pereirahttp://murmuriosdautopia.blogspot.com***
O desejoÉ neste rendilhado de veredas íngremesQue sulco vidas, sóis perdidos etéreosEspaços onde declamo sentires sussurrosForças deste escrever d'alma maresia... É neste desejo de enredo compulsivoQue me envolvo e abraço em torporMar revolto de azuis força, maré vivaE perco a âncora do infinito por remir... Quem me dera navegar solto e confianteNesse horizonte...lá longe ...bem febrilAté ao cair do último raiar de solstício... Quem me dera batalhar ondas iodadasRefrescar-me nas manhãs frescas de tiE perder-me neste labirinto de quartzos... José Luís Outonohttp://pretexto-classico.blogspot.com***
aSoLiDã0qUeMeDeIxAsTe
A solidão que me deixaste cobriu-me o peitoDe todos os segredos que tinha guardadosRasgam-se-me os passos no peso das entranhasVolta e meia sorri-me com manhas e artimanhasPorque nunca mais de mim saíste. Ficaste.Com a solidão que me deixaste.Os tempos revolvem-se na noite e não adormecemNo tormento do vazio ser tão cheioE nunca mais páro de mim; nunca mais a viagem acaba ou começa...E mais um muro se constrói e sem guindaste!Por causa da solidão que me deixaste...Sou um rio em tempestade e sem rumoUm labirinto no precipício que me assalta os dedosUm longo e escuro silêncioQue me deixa surdo de tamanha dor...E assim ficaste. Com a solidão que deixaste...Pedro Brancohttp://daspalavrasquenosunem.blogspot.com***
Gemido de ViolinoUma lágrima se solta ... sem ventos, sem brisas ... se volatiliza num gemido de violino!Dormes. Por dentro da luz ténue de silênciosfinos, silenciados na concha tumular que cobre todas as pedras desalinhadas da calçada.Hoje caminho na Avenida. Piso a passos precisosos trilhos por onde tantas vezes viajastesozinho dentro de mim. E sozinho em ti,perdido num labirinto. A nebulosa esmaecidateima em perpetuar-se à minha frente.Persistente, a lágrima cristalizada se solta, rola extemporânea. Avança, morde e beija a boca.Tem o sabor salgado da Saudade e, contudo,liberta, traz-me de regresso à realidade. Refulgentes, os raios iluminados da manhã,traçam nos paralelepípedos novos desenhos constelados. Das ruas pardacentas, aos poucos, a espasmos, a Primavera brota. Estrangula o vazio e a melancolia nostálgica. Emerge em sons. Eternas sintonias Genésicas. Na igreja em frente, toca o sino. As ruas recobrem-se, serenas, com as cores brancas do seu manto Divino. Mel de Carvalhohttp://noitedemel.blogs.sapo.pt***
Labirinto..................................Para Juan Carlos ValeraNo labirinto da aflição absoluta,instantes de liberdade criam o objecto,um animal submerge da catástrofee grita apaixonadamente por Fourrier.No labirinto da aflição absoluta,o infinito caminha com um véu de bronze,no sentido do silêncio flutuante,e das paixões recalcadas no horizonte.No labirinto da aflição absoluta,nenhum abandono é possívelnenhuma solidão se esgota,nenhuma inteligência é efémera.No labirinto da aflição absoluta, a navegação possível é entre o amor,ao longo das margens de misteriosas vertigensmoldadas habilmente por encontros insólitos.A aflição absoluta é um criptograma, uma voz surda na água gelada,uma flor que se esfuma na tempestade,um corpo à procura dum princípio,uma linguagem audível no sonho,uma esperança alienada, um labirinto de paixões e desejos. Miguel de Carvalho http://deboutsurloeuf.blogspot.com***
Who wants lo live forever?
A saudade
desassossega a memória
das tardes de Maio
em que as noites se inventavam
para que as madrugadas tardassem.
Quando
os livros tinham a meio
sonetos acidentais
jantares em Alcântara
o caderno em branco
poema nos teus lábios beijo de cinema
e
estavas sempre comigo
num abraço
mesmo quando os girassóis exigiam a tua atenção
e
eu clamava o calor dos corpos
serenados em uníssono
assim
o pé pousado
nas escadas de namorados
sentindo o frio
à noite
na cidade dos estudantes
na metade que os todos os anos têm
em (A)gosto
de anéis
que na incerteza vão de prata a ouro.
Também não sei porque partes. Só sei que espero por ti.
Ainda sinto as letras
que me desenhaste nas costas
enquanto
vibrava intensa
num texto a duas mãos
com palavras que já não sei.
Então
a paz que tu precisas
e a agitação
sem a qual
eu não sei viver.
Numa despedida sem adeus.
AnaMar
http://um-cha-no-deserto.blogspot.com
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A quem?Ao amor de quem?Aos céus, apenas atmosfera?Aos deuses, imaginados ou apenas fantasiados?Aos homens e mulheres, apenas?Aos cães, sós, de cada cidade com ruelas sujas?Ao ódio, amor disfarçado?Ao lobo na pele do animal que sucumbe?Ao corpo nu e frio estendido no mármore?Ao velho, mudo perante uma parede que não lhe responde?Ao engano?Ao fraudulento desengano?Ao nu abandono da mulher triste?Ao choro da criança abandonada na escola fria?Ao labirinto assírio da existência?A quem interessa o poema?A quem aquece a fogueira branca de palavras?A quem me ouve?A que silêncio grito, para nada?Carlos Teixeira Luishttp://verderude.blogspot.com***
Sonhos perdidosAndo entre o sonho e a vidaPerdida em medonho labirintoCom a alma entorpecidaCaminho até ao fim – puro instintoInda que sejas sonhos e segredosPasses nesta vida lesto a deslizarComo a areia flui da mão p’los dedosAssim como palavras do meu poetarNeste tempo e espaço vaziosO futuro vago se apresentaDiante de medos tremendos e friosVivo presa nesta tormentaOs sonhos foram lindos e perdi-osJá nem o amor me acalenta!Susana Custódiohttp://www.sergrasan.com/susanacustodio ***
Sentidos no LabirintoAs tuas palavras falam de saudade,que, em mim se projecta….Num labirinto cheio de estátuas toscas,com expressões de horror,e, que me fazem recuar.Igualmente com horror no meu olhar….Talvez porque não tenha compreendido.O sentido,O significado.Volto atrás, refaço os meus passos.Cada rosto define um sentimento….Cru…Sem ser polido….Ou pintado…..Marta Vinhaishttp://www.amartaeeu.blogspot.com***
Al-Alentejo Trabalho continuamente por dentro da cabeça exaltada exerço a beleza da minha loucura, há muito silêncio sempre o silêncio no labirinto ocre da paisagem canta o alaúde modelando a noite e o dia. Depois digo:- o trigo arde nos campos exaspera de tanta luz e na sombra o ancião uma voz que diz:- em expessas zonas de silêncio cresceu uma árvore alimentou-se nos subterrãneos. António Nunes***
LabirintoSegue, Ariana, a arte de sonhar o limite.desfia teu rendado olharuma só vez primeirapelo solitário labirinto.Sem Atenas ou Creta. Num linguajar profanotraz a chave e o tempo da luza força diante de ti mesma e o apeloa este enigma solto na corridacomo se o destino fosseesse acaso acorrentado ao vaziodo meu caminho voltado para sul.Não vejas a transgressão inocentesegue veloz até ao centro onde a luz se côae aí dança com essa figura avassaladorababilónico Minotauro, prisioneiro dodestino do amor.Leva-me por esse fio fantasmagóricoaté à parede de gelo, até às margensdos animais furiosos – não hápétalas frágeis neste mar demiúrgico – tira-me do desespero da injustiçaque me habita.Segue, Ariana, até à porta que ficadiante do mar.Não, não falemos de possíveis enganosdos espelhos. Ambos somos prisioneirosdo terror da morte que Dédalo teceucom suprema ironia de besta pensante.Vem, antes da meia noiteà hora da reconstrução,romper a voz labiríntica do mundopara te eternizarna gruta dos regressadosà vida.Não pares diante de Babeldas forças ocultas do corpoexorcizado na demonstração danudez espreitada através da frincha.(sempre os teus olhos arderão)além da fala para me tornaresnum longo corredor.Assim, sobreviverei à minha vítimana dissolução da lenda de um farolenquanto dure este labirinto ondefingimos ser felizes.Américo Teixeira Moreira***
Se fosse Arianehaveria de libertar-tehaveria de trazer-te a mimdesenrolar lentamente o fio de quem souou deixar-tepara sempre perdidono labirinto tão frágildo que sentes. Ana Margarida Costa http://puracoincidencia.blogspot.com***
Ontem à Tarde... ... sentei-me na beira do passeio.Um passeio por onde pouca gente se passeia. E, De uma forma inacreditável e estonteante, Um molhe de estrelas caiu-me ao lado!Ali,Nas pedras "aquadradadas" e polidas, Assim, Comigo desprovida de tudo o que não era espectável.Não escolhi nenhum pedacinho especial de céu para me sentar por baixo, É verdade, Estou em crer, Sentei-me apenas, Sem prestar atenção, Lembro-me é que o azul translúcido de todo o dia se tinha aguarelado num cinza mesclado... Sei porquê...Quando um molhe de estrelas cai assim do céu, Desse jeito, É porque um encantamento se desfez... É porque uma magia doce se diluiu... É porque uma tristeza inesperada arrancou a paz do espírito,E fez a alma encerrar-se num labirinto singular.Nos dias e nos amanheceres,Pensar, Sentir uma felicidade quieta,Morna,Mansa e perceber depois, Abruptamente, Que já não se sente mais, Não percebendo como ela saiu do coração, Faz as estrelas caírem assim,Desse jeito,Do céu, Tal qual me vieram cair ao lado... E agora, Como hei-de colocá-las outra vez no céu? Dina Costahttp://pt.netlog.com/Onda42***
Na tabanca de São Mimno labirinto da tabanca (toca o búzio toca)a rainha segue branca vestida da minha saudade.e soa o tambor: acorda os naufrágiosque labirínticos são os rios e são os presságios(bate o tambor com a mágoa da manhãbate o tambor com a mágica da tardebate o tambor com a matraca da noite)- diz-me mandona: qual é o meu lugar?bate o tambore tu búzio grita – não cales até que as ondas oiçame saltem do mar os passados dadostão negros como a boca do vulcão.brama búzio proclama a paixão:quero dar-me às fúrias na luxúria do colchãomesmo que já seja tarde (uiva búziocomo as sirenes mugeme a salsugem marra sobre a firmeza das rochas). chora búzio por minha comiseração.grita búzio gritae tu cimboa marca o compasso (devolve-me o fôlegopara que o chão se fixe nos meus desejos).o rei é quem manda no segredo da fardacomo o xerém manda na alma das panelas. escuto-te a voz: ordena-me que não pare.e a cimboa geme. freme a vontadede ter outra pele e soltar o sole ainda encetar outras caminhadasque só a cimboa arranca ao labirinto- reza cimboa aquilo que eu sintoNuno Rebocho***
Labirinto de poesia acesasonha em meus lábios poesiasonho entorpecente de desassossegovive no labirinto de insano diademente minotauro do sono e medopoema exortado de prosa extintovive profundo derramadosublime mundo declamadodo que digo e nunca mintoem tão estranho universoassim procuradochão de terrainfinito céuimenso marlouca vidaprosa em versoprocurapoetas delirantes sonham declamarsúbita sensibilidade de loucura ilusãodevassa poesia em labirinto presaescrita noite vontade na solidãoa transbordar de sentidos em prosa acesafremindo ao vento em cordel a balançaresvoaçam palavras em movimentocomo longínquas estrelas a cintilarnos olhos poéticos do firmamentoAna Bárbara de Santo Antóniohttp://anabsantoantonio.blogspot.com***
tocar o relevo que rodeiaesses olhos:a fuga do sono que fulmina - que eleva a viagemdo peso específico,para o sentir sem conteúdo. como suspendea névoa sobre aquele brilhoagora fragmentado em si? porque se convocamas alcateias até ao toquedo quase. os vidros impedem a visão: são mais ténuesque membranas sopradas pelovento nada. estes nervos deixam de ser osramos que afastavas docemente:tecidos: inconscientes: obliterados. espalho-me por estas ruas para que o eco da tuapassagem na madrugada esclareça esta noiteque não emagrece. grito a interrogação- a que se embrulha em avidez:o que arquitecta esse muro? a resposta amparaas gargalhadas no labirinto de madeiraazul: cerâmica da volatilidade. os beijos, esses;investigam os intervalosque engolem aquele mistério. como te prendeu a ausência,movimento de radiação que o sábio procura.Nuno Fonsecahttp://omarsuperior.blogspot.com***
No labirinto da memóriauma imagem perdidaUma imagem fugaz, discreta.No bastidor, esticado, o alvo linhode onde em onde maculadopor um bordado azul, o azul do mar de Creta.Não sei se era lençol, se era toalhaNa memória, apenas o bordado azule a brancura do linho. Tudo o mais se esfumounuma poalha etérea, não sei se onda se matéria, que o tempo dispersou.Regina Gouveia***
GritoGritoMas só me responde o eco.Depois faço silêncioNa escuridão.Os sons abafados dos pensamentosSurgem então como lamentosNeste beco sem saídaOnde não sei ser chegadaNem ponto de partidaMas antes encruzilhadaDe encontrosDesencontrosDesencantosAusênciasPrantos…Mas, ainda assim, Vida.É bebida de absintoQue faz de mim labirintoCharneca de desenganosClaustros muradosProfanosUm mundo de turbilhõesRuelas de dorDesalentoVelas rasgadas ao ventoQue sopra desilusões.E gritoMas só me responde o eco.Fa menor***
Labirinto poéticoNum labirinto de saudade, E sem sair do maior grau de consciência que vou tendo dele, Construo passo a passo a pessoa que sou,Sem medo de me perder por entre a multidão de Ser e de seres, Sons, imagens, espaços que me deram esta forma.Num labirinto de prazer,Aprendo a conhecer e apreendo este Universo que a todos pertence,Trazendo comigo muitas dúvidas, incertezas, anseios, remorsos, fracassos,Mas também algumas vitórias que me avivam as forças deste devaneioQue designo de Vida.Até que o tempo já não me permita viver este sonho de acordar E de ter um coração para me dar guarida,Num labirinto de verdade, assim me quero,Enquanto soarem por entre a minha alma e o meu corpo os sons da eternidadeQue me chegam do meu diálogo com o Outro…Hoje, apenas quero partir rumo a um labirinto de amor e de amizade,Quero ser tal como um livro aberto, disposto a ser lido.Beatriz Barroso***
LabirintoUm estranho compasso de passosRessoa nas paredes dos meus medos São gomos de todas as minhas memórias Soltando-se em reveladores concertosNuma estranha melodia labirinto de mim Não são harpas nem ritmados címbalos São ecos búzio ora pianíssimo ora frenesimEm ondas partitura segredo de todas as vontades ...Maria M. http://mariasentidos.blogspot.com***
Doce perdiçãoDizem que por lá me perdinos afagos d’uma mulhermas nunca me arrependida força do que tem de serFoi numa aldeia floridaà beira Tejo espraiadaalém do Terreiro do Trigoalém da Praça d’ArmadaFoi nas vielas de Alfamaem todo o seu labirintoque um dia caí de camadepois de um copo de tintoCaí na cama, caí bemcom o teu corpo ali ao ladotu foste o meu harémnum deserto povoadoE hoje recordo em vãoas alegrias desse fadodos tempos da perdiçãodas tentações do diaboFoi nas vielas de Alfamaem todo o seu labirintoque se acendeu esta chamaque quando me chama te sintoEusébio Toméhttp://historiasdapesca.blogspot.com***
O tempoQuando voltará o tempoa estender-se a nossos péscomo uma planície verdejante?Que saudades das tardes imensas,infinitas, em que brincávamos,corríamos, descansávamose líamos, horas a fio,esses romances que nos enchiam a almae que em nós se tornaram!Durmo demais ou de menos?Sou lenta ou, antes, apressada em demasia?Manhãs e tardes esfumam-sena voragem do dia-a-diaNervosamente antecipo o pôr-do-sol,enquanto percorro este labirintofeito de momentos compartimentados,intercalados por corredores apinhados de ânsias e temores,que são o meu tempo de hoje.Sonho com o regresso do tempo infindo,em que o corpo voltará a correr livrecomo criança, e o espírito, ousado,voará mais alto do que nunca!Tanto desejo esse tempo!Tanto planeio criarnessa planície verdejante!Caiam paredes! Dilate-se o espaço!Germinem sementes!Estenda-se a nossos pésa imensidão do tempo!Ilona Bastoshttp://br.geocities.com/ibbaptista/index***
deusé ela fluindo robusta dentro, atrás dos meus dedosnessa época longe, antes de todos os lamentosera a tarde que chegava quieta escondida pelas cortinasenquanto me deixava ser sereia, um ser, veludo pelas caricias a deslizarà volta, sempre à volta, rodeando o pescoço e mais a baixouma dançarina nos olhos da terra-mãeaprendi o significado da almaagora sei o significado do desejocomo quando olhei para ela depois de muitos anosera outra vez a certeza da historia esquecidao rumor dos pardais no quintalnesse labirinto onde ficou apenas ela, a cidade vazia Carlos César Pacheco http://forteondaserena.blogspot.com***
SaídaAgora que eu só tenho palavras para te dar como paredes finas de labirintose te cubro de estóriasde minotaurosDeixa que te encontrehoje só um pouquinhoe vem mordiscar-me os lábios molhar-me na raíz da língua a tua línguavem calar-me a boca como a pele da lua se cola na águaSara Canelhas***
poema de amor1se, agora, as ninfas se calam, e amam, inclinadas no meu sono,as naus que partem, vertiginosamente,a tua queda é a minha queda;se o som é labirinto,a mão atravessará os espelhospara colher a flor da cinza no centro do tímpanose o anjo é labirinto (hermenêutico),se trás sempre à tangente da frontea ferida aberta dos nomes, há-dehaver alguém que profira o nome certo, e eco de uma sombranos silos no centro do verão2sei, ícaro caiu também com eurídice funda no coração;então, digo-te:não caias, que, se cais, eu terei de ficar cegode excesso de sombra junto ao coração –terei de percorrer os labirintos cingido pelo lumeem torno do olho e pela risca do salem redor do coração3mas, porquê, pergunto-te a ti, que não ouves o levíssimosilêncio do anjo, porquê calar as ninfas, e amar o mar?porquê, ao escrever o poema, entrarno labirinto das cearas submersasem plena floração?porquê o coração avaro, a casa vazia,as manhãs gastas?porquê a brancura e o cavalo alado,e os olhos revirados, e a boca cheia de sal ou algas?porquê os ornamentos, o estilo, a figura,se as casas se abremgratuitamente à desmesura dos vendavaispolindo os lábios das ninfas sentadas nos quintais em flor?porquê a queda num sono raso em torno dos ombros, e porquê sempre a melodia do silêncio estremecendo nos recessos sombrios?porquê o magma pelo peito?porquê o plasma circunscrito por um meridiano de cal?porquê a queda dos líquidos, se as córneas apontam as constelações róseas – o deus aberto perante a visão –e o pequeníssimo céu que se retém debaixo do pé ligado às raízes dos minerais escalando a infância?porquê as rosas e as casas caladas?porquê o labirinto sonoro das raízesem torno do ventre,enquanto uma cidade inteira arde atrás dos olhosquando me olhas?4porque a medusa acordará finalmente do seu sono de vidroe haverá de devorar o universo inteirocom o sal das suas córneasateadas no fulcro do movimento de quem escreve e tocanos lugares que se não podem tocar,e porque, se ninguém cantar a voz sem nome do anjo,restar-nos-á apenas para celebrar,entre paredes de lume,uma levíssima flor de cinza(nunca ouso perguntar ao poemao que quer e qual o seu nome)porque a poética funda-se no seu labirinto de olhos,e, porque, sempre, nas tardes de rimas ancestrais, descobrimoso incessante horizonte não nomeado dos meandros da palavraLuís Felíciohttp://www.brotundwein.blogspot.com***
Estrelas nas noites dos dias quentesO labirinto de luz onde o olhar se perdeEm cada forma um sinal ou um destinoA redescoberta reencontro com olhares de todo o sempreÉ uma festa um banquete de todos os homensDe todos os seres o que somos e os que imaginamosEncontro e discussão caminho e futuroCada raio de luz contém a história de todos os olhos que o seguiramNoites escuras incendiadas por um céu que brilhaEm que caminho sonho ou simplesmente dialogoCom todos os que um dia refugiados na escuridão da noiteOlharam o céu e embriagados de luz interrogaram todos os sinais.J. Caldashttp://olhareserrantes.blogspot.com***
E, finalmente, o poema escolhido para ser gravado em audio, de
António Salvado, que aqui vos deixo, também gravado em áudio, na voz de
Luís Gaspar:
«Pejaram os caminhos de cobiça,a lama da inveja languinhentacobre as pedras do chão: e de mãos dadasencontrar-me na curva pressentidae minam como cirro de doençaque droga alguma poderá sanar. »Tiro da estante o livro. Abro ao acasofixando os olhos leio aquelas linhase volto a folha – sigo impressionadoa descobrir sentidos ........ em surdinainterrogando sortes e destinospor que partiu ali em tantas páginaso livro que busquei........ no labirintode tal desordem.... tão desalinhada?António Salvado Obrigada a todos pela entusiasta participação. Obrigada ao Luís Gaspar.
E... até ao próximo passatempo.
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Relembro que este "espaço aberto" é um espaço de tertúlia e não de alguma espécie de competição. Para isso existem os concursos literários, com júris e prémios monetários.
A vossa participação nestes passatempos deve ser sempre na óptica da partilha, da sã convivência, para divulgarem o que escrevem. Por isso vos agradeço a forma como têm participado nestes passatempos.
Os participantes que recebem livros, são apenas os que foram mais rápidos a enviar as colaborações.